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planetamarcia

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Abril 15, 2015

"Eu Confesso", de Jaume Cabré, finalmente em Portugal

Não sei quanto a vocês, mas eu cá morro de vontade de ler este livro!

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Na Barcelona franquista, o pequeno Adrià cresce num apartamento sombrio. O pai está determinado a transformá-lo num humanista poliglota, a mãe, num violinista virtuoso. Brilhante, solitário e tímido, o rapaz procura satisfazer as ambições desmesuradas que depositam nele, até ao dia em a morte violenta e misteriosa do pai o leva a questionar a origem da fortuna familiar. Meio século depois, Adrià recorda a sua vida, indissociável do turbulento percurso de um violino excepcional. Da Inquisição ao nazismo, de Barcelona ao Vaticano, vai-se desvelando a cruel história europeia: uma cadeia de acontecimentos iniciada na Idade Média, com repercussões trágicas até à actualidade. 

Jaume Cabré é um dos mais conceituados e premiados autores espanhóis da actualidade. Nasceu em Barcelona, em 1947. Licenciado em filologia e professor catedrático de Língua e Literatura, converteu-se num dos mais importantes romancistas das letras catalãs. Os seus livros foram reconhecidos e galardoados com os prémios mais significativos da crítica espanhola e internacional. É autor consagrado de inúmeros guiões cinematográficos e televisivos, de que se destaca a série «La Granja» (1989-1992). Entre os seus romances mais celebrados, contam-se «La teranyina» (A Teia de Aranha, 1984), «Fra Junoy o l’agonia dels sons» (Irmão Junoy ou a Agonia dos Sons, 1984), «L’ombra de l’eunuc» (A Sombra do Eunuco, 1996). A tinta-da-china publicou em 2007 «Sua Senhoria». «As Vozes do Rio Pamano» (tinta-da-china, 2008), publicado pela primeira vez em 2004 e posteriormente traduzido em 12 línguas, foi o romance que mais celebrizou o autor em toda a Espanha, tendo vendido mais de 200 mil exemplares. «Eu Confesso» (tinta-da-china, 2015) recebeu inúmeros prémios nacionais e internacionais. Jaume Cabré foi galardoado em 2010 com o Prémio de Honra das Letras Catalãs.

Setembro 09, 2014

Em breve nas livrarias, já disponível online: «Os Meus Sentimentos», de Dulce Maria Cardoso, em nova edição

 

«Um romance admirável de observação da decadência, das regras, venenos inocentes, escapismos, pequenas maldades de uma família moldada pelos hábitos do regime deposto no 25 de Abril.» — Urbano Tavares Rodrigues

É uma noite de temporal. A noite do acidente. Há uma gota de água suspensa num estilhaço de vidro que teima em não cair. Há um instante que se eterniza.
Reflectida na gota, Violeta mergulha nessa eternidade e recorda aquele que pode ter sido o último dia da sua vida. Na verdade, as memórias desse dia contam toda a sua história: os pais, a filha, a criada, o bastardo, e em todos a urgência da vida, que prossegue indiferente, como a estrada de onde ainda agora se despistou. Nessa posição instável, de cabeça para baixo, presa pelo cinto de segurança, parece que tudo se desamarra.
O presente perde a opacidade com que o quotidiano o resguarda e Violeta afunda-se nos passados de que é feita, uma espiral alucinada de transparências e ecos.

Dulce Maria Cardoso publicou em 2001 o seu romance de estreia, Campo de Sangue, Grande Prémio Acontece. Desde então publicou os romances Os Meus Sentimentos, Prémio da União Europeia para a Literatura, O Chão dos Pardais, Prémio Pen Club, e O Retorno. É autora de duas antologias de contos, Até Nós e Tudo São Histórias de Amor, e de dois livros infantis, na colecção A Bíblia de Lôá. A sua obra está publicada em dezenas de países. Alguns dos seus contos e romances foram adaptados ou encontram-se em fase de adaptação para cinema e teatro. 

pvp: 18 euros
pvp online: 16.2 euros

Abril 10, 2014

A mítica cidade de Buenos Aires na colecção de viagens de Carlos Vaz Marques

 

«Frente ao desafio de escrever sobre a complexa cidade de hoje, e a impossibilidade de abarcar Buenos Aires na sua densa malha urbana, vislumbrei uma única escolha possível: referir-me à “minha” cidade, o espaço delimitado onde decorreu a minha já longa vida. Ao reler-me, no final desta deambulação totalmente subjectiva pelas ruas, pelos lugares e pelos edifícios que me são familiares, deixo o alerta para os limites, talvez estreitos, das minhas andanças portenhas. (...) Quero ser fiel aos cenários que conheço em vez de fingir uma cidadania ecuménica, essa espécie de condição absoluta de portenho a que aspiram imaginariamente alguns vates antiquados.» — Ernesto Schoo

Ernesto Schoo (Buenos Aires, 1925-2013) foi jornalista, bolseiro da Fundação Guggenheim, director artístico do Teatro San Martín. Figura incontornável da cultura do século XX na Argentina, foi também tradutor e escreveu vários romances, um livro de contos, um ensaio e um livro de memórias. «Mi Buenos Aires Querido» é o primeiro livro do autor publicado em Portugal.

Tradução: Carlos Vaz Marques | Prefácio: Carlos Quevedo | 160 pp. | PVP online: €15.12 

 

 

Março 22, 2014

Tinta da China - «Habitante Irreal», de Paulo Scott

 

Porto Alegre, 1989. Depois de ter vivido a euforia e as promessas de abertura política no Brasil, Paulo sente-se desiludido com a militância política no Partido dos Trabalhadores. É incapaz de manter relacionamentos estáveis, o seu trabalho no escritório de advogados oprime-o - está desencantado com a vida. O acaso leva-o a cruzar-se com Maína, uma adolescente índia parada à beira da estrada. De jornais e revistas apertados contra o peito, debaixo de uma forte chuva, Maína parece estar à espera de alguma coisa. Paulo decide dar-lhe boleia, e a vida de ambos ganha contornos inesperados.
Habitante Irreal acompanha a emancipação do Brasil face à ditadura, aborda o problema mal resolvido da herança indígena e revela que a possibilidade de um futuro promissor pode não ser suficiente para controlar a nossa vida.
212 páginas | capa dura | PVP online: €16.2

Paulo Scott nasceu em Porto Alegre em 1966 e mora actualmente no Rio de Janeiro.
Autor de poesia e teatro, teve um dos seus livros de contos, Ainda Orangotangos, adaptado para cinema por Gustavo Spolidoro.
Habitante Irreal é o seu segundo romance e foi finalista dos prémios Jabuti e São Paulo de Literatura e vencedor do Prémio Machado de Assis da Fundação Biblioteca Nacional 2012.

Janeiro 18, 2014

«Hav», viagem a um lugar que não existe, é o segundo título de Jan Morris na colecção de viagens de Carlos Vaz Marques

 

Este livro levá-lo-á a uma cidade do Mediterrâneo oriental onde seguramente nunca esteve. Mais: de que nunca ouviu falar.

Hav, poderosa alegoria sobre um cruzamento de culturas arrasado de forma enigmática, atraiu ao longo dos séculos os mais intrépidos viajantes e inspirou uma vasta galeria de artistas, de Chopin a Joyce.

Até Hitler terá talvez pernoitado clandestinamente em Hav, episódio nunca tirado a limpo.
Tudo isto nos é contado por Jan Morris com a mesma capacidade de captar atmosferas e recriar ambientes que aplica a lugares, por assim dizer, verdadeiros.

Jan Morris (1926) recebeu ao nascer o nome de James Humphrey Morris. Apesar da identidade masculina, cedo percebeu que tinha nascido «no corpo errado». Publicou dois romances (reunidos neste volume) e uma colectânea de contos, a que acrescem diversas obras historiográficas, memórias, biografias, ensaios. É uma referência mundial da literatura de viagens. Em 1972, concluído o processo de transição para o sexo feminino, passou a chamar-se Jan Morris. Vive com Elizabeth Tuckniss, com quem casou em 1949 e de quem teve cinco filhos. Em 2008, o Times incluiu-a entre os 15 maiores escritores britânicos do pós-guerra.

Tradução de Raquel Mouta e Vasco Gato | 400 pp.