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planetamarcia

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Outubro 05, 2016

Velocidade Pessoal - Rebecca Miller - Opinião

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Não é fácil explicar o que me atraiu nos Contos de Velocidade Pessoal, mas a verdade é que houve sempre algo que me fez voltar a este livro, mesmo tendo várias leituras em curso. À semelhança do que se passa com livros maiores, que nos prendem, e pedimos inconscientemente, a nós próprios, “só mais uma página”, dei por mim a pedir “só mais um Conto” de cada vez que terminava cada uma destas histórias curtas.

São sete Contos, sobre sete mulheres, cada um com o nome da mulher que é personagem principal. Histórias isoladas, excepto em dois casos, o Julianne e Bryna que, completando-se, oferecem uma visão diferente e interessante deste tipo de histórias.

Rebecca Miller foi-me conquistando com a sua linguagem simples e crua. Talvez tenham sido as personagens banais, daquelas com quem convivemos e que se podem cruzar connosco na rua, que me convenceram. São mulheres a quem atribuímos um rosto, não só pela sua construção e caracterização admiráveis, mas também pela proximidade que vão ganhando junto de quem lê este livro.

Uma leitura fácil e envolvente, mas que vai muito além do simples entretenimento. Gostei bastante.

Sinopse

Livro de contos, que constitui a estreia literária de Rebecca Miller (n. 1962, filha do escritor Arthur Miller), e o jornal Washington Post classificou como o melhor livro de 2001. São sete histórias, quase todas retratos de mulheres de meia idade, histórias que acabam por se ligarem entre si, completando-se.

Relógio d’Água, 2004

Tradução de Nuno Bon de Sousa

Uma leitura Roda dos Livros – Livros em Movimento