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planetamarcia

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Agosto 20, 2019

O que leio: Pessoas Normais, de Sally Rooney

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Talvez "Pessoas Complicadas" fosse um título mais adequado a este romance. Mas, por outro lado, não será normal ser complicado?

A certa altura das vidas de Marianne e Connell, simplificar é difícil (complicado). Um cobertor felpudo é uma camisa de forças.

Complica-se o simples (de novo estas duas palavras).

Voar em círculos ou medo da entrega?

Gostei muito. Achei-o algo negro, o que me deixa surpresa por se ter tornado tão comercial.

(Bolsa para livro "Corujas Leitoras")

Tradução de Ana Falcão Bastos

Edição Relógio D'Água

Julho 21, 2019

O que leio: O Pianista de Hotel, de Rodrigo Guedes de Carvalho

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Talvez este post devesse chamar-se "o que não leio", pois a verdade é que pouco ou nada tenho lido. E é uma pena, porque este livro merece atenção e, parece-me, uma constância de leitura que, neste momento, não consigo cumprir. Não será a ler um capítulo hoje e outro amanhã que isto lá vai, os capítulos são curtos, mas com bastante informação a ser solidificada com o meu ritmo de leitura de outros tempos.

Por outro lado, o meu próprio livro já li várias vezes: ler, rever, re-escrever, ler, cortar, ler, mudar, apagar, pôr como estava, ler, rever, rever a revisão...

Um trabalho de malucos? Às vezes concordo. Mas vê-lo ganhar forma...

Siga a dança: ler, rever, re-escrever, ler, cortar, ler, mudar, apagar, pôr como estava, ler, rever, rever a revisão...

Quanto ao pianista, penso que nos voltamos a ver na primeira página. Em breve (suspiro).

Julho 07, 2019

O que leio: A Carne, de Rosa Montero

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Sim, comecei nova leitura sem terminar a anterior, assim se constrói uma pilha gigante na mesa de cabeceira. E entretanto "A Carne" já está lido. Se gostei? É Rosa Montero, pessoas! Gostei muito, claro.

"Numa noite, Soledad contrata um gigolô para que a acompanhe a um espetáculo de ópera, um ardil, na verdade, que não é mais do que uma tentativa de provocação a um ex-amante.
No entanto, um violento e imprevisível incidente alterará por completo o curso daquela noite e marcará o início, entre ambos, de uma relação vulcânica, inquietante, e talvez perigosa. Ela tem sessenta anos; o gigolô, trinta e dois. Começa o jogo…
A narração desta aventura irá mesclar-se com as histórias dos escritores malditos da exposição que Soledad se encontra a preparar para a Biblioteca Nacional - e ser maldito é «desejarmos ser como os outros mas não conseguirmos, querer que nos amem mas só causarmos medo, talvez riso, não suportarmos a vida e, sobretudo, não nos suportarmos a nós próprios».
Como a própria Soledad, talvez?
Devorar ou ser devorado: A Carne é um romance audaz e surpreendente, o mais livre e pessoal de todos os que Rosa Montero já escreveu, que nos fala do passar dos anos, do medo da morte, da necessidade de amar e da gloriosa tirania do sexo. Tudo através da voz de uma eterna sedutora, apanhada de surpresa pelo seu próprio envelhecimento."

Porto Editora

Tradução de Helena Pitta

Junho 24, 2019

O que leio: Uma Conjura de Saltimbancos, de Albert Cossery

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"A leitura de Uma Conjura de Saltimbancos ajuda-nos a preservar a sanidade mental. São histórias de jovens que conspiram para se divertir, contrariando a roda infatigável do hábito e da rotina no quadro de uma cidade de província onde aparentemente não se passa nada mas, no fundo, fervilham mistérios e maravilhas."

A verdade é que dificilmente teria ouvido falar deste livro se não me tivesse inscrito, este ano, no Clube de Leitura de Autor, com o Afonso Cruz. "Uma Conjura de Saltimbancos" é o livro escolhido para a discussão no mês de Julho, e para já, atesto que a descrição acima é verdadeira. Há histórias que não lembram a (quase) ninguém e é óptimo descobri-las.

Antígona, 2001

Tradução de Ernesto Sampaio