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planetamarcia

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Fevereiro 06, 2011

Por Entre Grãos de Areia - Josephine Cox - Opinião

 

 

Mais um romance de Josephine Cox. Depois de “Viver o Sonho”, que li no ano passado, tinha alguma curiosidade em descobrir este “Por Entre Grãos de Areia”. Pode parecer uma futilidade mas acho esta capa muito bonita, com tons quentes lança o convite a uma leitura envolvente.

Trata-se de uma história de amor feita de algumas coincidências, encontros e desencontros. De destinos que se entrelaçam, de percursos que se cruzam. Este livro tem duas componentes: além do nascimento de uma bela história de amor, há um crime para desvendar.

Kathy e Tom conhecem-se em West Bay, pois por diferentes razões ambos acabam por ir viver para esse local. Kathy necessita de recuperar de frustrações amorosas e dramas familiares, e o facto de herdar uma casa a necessitar de recuperação parece-lhe ser a terapia ideal para os seus problemas. Tom foge de um passado perturbador, é o único sobrevivente do desastre de automóvel que matou a mulher e os filhos. Com o peso da culpa de não ter conseguido salvar a família, ambiciona encontrar o criminoso que provocou a morte dos que mais amava.

O amor entre Kathy o Tom nasce da dor mas desenvolve-se com a naturalidade de um encontro de almas-gémeas.

Uma leitura de ritmo constante que inspira serenidade. O amor e amizade são, como já tinha acontecido em “Viver o Sonho”, encarados com muita seriedade e respeito.

Apesar de a forma de escrever da autora não ser das que mais me tocam, fui uma vez mais cativada por um bonito romance que alia uma história de amor a uma componente de mistério e policial.

Sinopse 

“Nos anos 50, em Dorset, duas vidas recomeçam numa vila à beira-mar. Kathy Wilson tem um sonho: transformar Barden House, a sua casa junto à praia, num ninho de paz e serenidade. E, nesse Verão, ela tem cada vez mais curiosidade no homem solitário que vê passear à beira-mar.

O seu nome é Tom Arnold e West Bay é o seu refúgio de uma vida cruelmente destruída pela tragédia. Atraída por este misterioso homem, Kathy sente que a sua vida vai mudar para sempre.

Mas os segredos e os fantasmas continuam a assombrar Tom e Kathy. Estarão os dois dispostos a aceitar o amor que os une quando o passado ameaça a sua frágil e nova vida?”

Europa-América, 2011

Julho 22, 2010

Viver o Sonho - Josephine Cox - Opinião

 

Já há algum tempo que me tinha apercebido do sucesso dos romances de Josephine Cox. Estava de facto curiosa em relação ao seu trabalho e este “Viver o Sonho” veio mesmo a calhar.

Para mim, todo este livro se pode resumir numa palavra: serenidade. De facto, a escrita simples mas cuidada, sempre focada em proporcionar uma leitura constante e sem sobressaltos, inspirou-me muita calma. Por diversas vezes me fez recordar os livros da Maeve Binchy, que adoro!

A autora sabe envolver o leitor, foi muito fácil deixar-me levar pelas páginas deste romance e transportar-me para a realidade das personagens. Uma leitura leve e nada cansativa; horas de alheamento e prazer.

As personagens são descritas com características muito humanas, valores como a amizade e a importância da família são focados de forma prioritária. É impossível não gostar da personagem de Amy, uma mulher apaixonada pela vida, dedicada à família e aos amigos, ponderada. Seguimos atentamente o seu percurso, há medida que descobrimos outras personagens e nos surpreendemos pela forma hábil como os seus destinos vão sendo tecidos, cruzados e interligados.

Um livro que se lê como se se estivesse a ver uma série, apesar do enredo ser previsível, nunca perdi o interesse. Sem dúvida que “Viver o Sonho” é dirigido ao público feminino e vai fazer as delicias de todas as sonhadoras que suspiram com um bom Romance “Cor-de-rosa”. Neste ponto posso dizer que a capa me parece bastante apropriada.

Sinopse

Bonito, rico e carismático, Luke Hammond teria o mundo a seus pés. Porém, uma dupla tragédia arruinou a sua vida e perturbou a tranquila cidade de Blackburn. O único consolo na vida de Hammond, dono da fábrica Hammonds, é o precioso tempo em que se refugia em Ribble Valley e se dedica à pintura.
A natureza solitária de Luke intriga Amy Atkinson, uma mulher gentil e prática, que, desconhecendo a identidade de Luke e os desgostos do seu passado, se sente atraída pelo homem de poucas palavras que todas as terças-feiras visita o café da sua maior amiga.
A amizade cresce entre os dois e tornam-se íntimos. Mas Amy está dividida entre a razão e o sentimento. Será Amy capaz de voltar a amar?

Europa-América, 2010