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planetamarcia

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Novembro 21, 2012

Lançamento do livro "A Procura da Felicidade e outras Histórias da Era Digital" de José Couto Nogueira" é já no dia 29 de Novembro

Quatro contos passados no futuro próximo, uma época em que a tecnologia avançou mais um bocadinho, mas as pessoas continuam iguais a antigamente, pois a evolução científica não foi acompanhada por uma melhor compreensão dos sentimentos humanos.

No primeiro conto, "A procura da felicidade", um homem que ainda pensa como os homens de antigamente, deixa-se arrastar numa viagem frenética à procura do amor - e acaba por encontrar um substituto onde menos espera.

Em "O caso Santini" um advogado formal passa por uma transformação de personalidade, adquire novos conhecimentos através de um episódio do arco da velha e está apostado em mudar o mundo.

"Uma relação" narra a intimidade de um casal imerso numa tecnologia que se tornou trivial e doméstica, sem se aperceber do mecanismo inexorável que os afasta cada vez mais.

Já o casal de "O apelo da natureza" sente uma grande vontade de voltar para a experiência campestre que crê ter existido no passado, mas os seus sonhos estão contaminados pela vida urbana.

JOSÉ COUTO NOGUEIRA

Nasceu em Lisboa, em 1945. estudou economia, mas a sua primeira profissão foi de fotógrafo.

Viveu uma década em S. Paulo e outra em Nova Iorque. Teve um programa na televisão, fez um dos primeiros sites portugueses.

Jornalista em publicações tão diferentes como a revista EXAME e o jornal O INDEPENDENTE.

Manteve uma coluna de ética no jornal "I".

Tem três livros publicados: TAXI (2000), VISTA DA PRAIA (2003) e PESQUISA SENTIMENTAL (2009), pela DOM QUIXOTE.

Este " A PROCURA DA FELICIDADE" é o seu primeiro livro de contos.

 

O lançamento do livro tem data marcada para 29 de Novembro às 18h30, no El corte Inglés de Lisboa.

 

Veja aqui o vídeo onde o autor revela um pouco sobre o livro.

Novembro 07, 2012

Novidade Ediresistência - A Procura da Felicidade e outras histórias da era digital, de José Couto Nogueira

É com muito prazer que divulgo o novo livro de José Couto Nogueira - A Procura da Felicidade e outras histórias da era digital. Depois de ler “Táxi” e estar presentemente a ler “Pesquisa Sentimental”, é com muita curiosidade e interesse que aguardo por este novo livro. Posso assegurar o talento do autor pelo que já li, e pela partilha de conhecimentos no Curso de Escrita Criativa, lecionado por ele, a que recentemente tive o prazer de assistir.

O lançamento do livro tem data prevista para 29 de Novembro, pelas 18h30, no El Corte Inglés de Lisboa.

José Couto Nogueira nasceu em Lisboa, em 1945. Estudou economia, viveu uma década em São Paulo e outra em Nova Iorque. Foi fotógrafo, trabalhou em televisão, fez um dos primeiros sites portugueses. Jornalista em publicações tão diferentes como a revista Exame e o jornal Independente. Manteve uma coluna de ética no jornal "i". Tem três romances publicados: Táxi (2000), Vista da Praia (2003) e Pesquisa Sentimental (2009), pela Dom Quixote. A Procura da Felicidade e outras histórias da era digital (2012), publicado na Ediresistência, é o seu primeiro livro de contos.

Outubro 28, 2012

Táxi - José Couto Nogueira - Opinião

Um livro que chegou até mim de forma muito especial e que li de uma assentada. Infelizmente já não se encontra disponível para venda na sua forma tradicional (para os adeptos das novas tecnologias facilmente encontram o e-book), talvez nalgum alfarrabista, biblioteca ou por empréstimo.. De qualquer modo, pela forma como me cativou e envolveu, não posso deixar de o recomendar sem qualquer reserva.

“É uma sensação mega e micro ao mesmo tempo, o mundo inteiro concentrado numa ilha. Qualquer coisa pode acontecer aqui mesmo – não à distância de uma viagem transatlântica mas na proximidade da rua seguinte. Em Nova Iorque pode-se ganhar tudo ou perder tudo – a cabeça, a vida – mas nunca se pára de aprender. O que houver de melhor e de pior, do que quer que seja, há aqui.

Coisas pensamos, perdidos no trânsito. À procura de passageiros, pessoas que querem ir de um lado para o outro. Cada um, uma história. Que talvez nunca cheguemos a saber qual é. Ou que talvez apenas fiquemos a conhecer um bocadinho. O que a pessoa quiser mostrar, o que não conseguir esconder. Pode não ser nada de fundamental, mas é sempre fascinante. As possibilidades são infinitas.” (pág. 127)

Quem nos oferece esta história, ou melhor, esta sucessão de histórias, é alguém de quem nunca chegamos a saber o nome. Penso que o facto de não se identificar o narrador é propositado na medida em que Nova Iorque é, não só o palco, mas também e principalmente a grande personagem deste livro.

A cidade brilha e destaca-se nas palavras deste homem que a descobre e que avalia, sedento, as vidas das pessoas que o rodeiam. Não satisfeito com o que o dia-a-dia lhe oferece decide ser motorista de táxi, tornando-se o cientista de um laboratório vivo com todo o género de espécies humanas.

Cru e direto, talvez pouco indicado a leitores mais sensíveis, mas definitivamente para aqueles que gostam de lidar com a verdade. Um retrato fiel da nossa sociedade, sem medo de tratar a decadência por tu nem deixando nenhum tema de parte, das drogas ao sexo, da frustração profissional ao desejo de felicidade.

O leitor tem a oportunidade de conhecer lugares e pessoas desta cidade através de fantásticas descrições de um observador nato, um verdadeiro “scanner” que varre ambientes e suga a alma dos que se cruzam no seu caminho.

Num estilo diferente lembrou-me algumas vezes o género de Paul Auster. Não gosto de comparações mas lembrou. E deu-me vontade de agarrar um livro de Paul Auster e ler como se não houvesse amanhã. E claro, mais um de José Couto Nogueira, pena serem poucos e estarem em vias de extinção (os mais antigos), mas não adianta discutir aqui as políticas editoriais portuguesas. Um autor que, editado noutro país, teria decerto um reconhecimento diferente.

Procurem, sejam persistentes e leiam. Vale muito a pena descobrir.

Sinopse

“O herói deste romance é a cidade de Nova Iorque.

Metrópole eclética e abrangente, personagem em cujas veias correm 10 milhões de pessoas, a cidade oferece as histórias mais variadas, os habitantes mais surpreendentes.

O narrador, um motorista de táxi que sabe observar e prefere não se envolver, percorre vertiginosamente as noites da cidade, ao sabor dos acontecimentos, enquanto toma nota das teorias e das elucubrações que justificam ou desculpam as muitas peripécias que vai vivendo.

Escrito numa linguagem cinematográfica, firme, segura como um documentário simultaneamente realista e poético, Táxi é a viagem em tempo real pelos sonhos e realidades de uma sociedade que se procura.”

Publicações Dom Quixote, 2001