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planetamarcia

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Outubro 31, 2011

Outlander - A Libélula Presa no Âmbar - Diana Gabaldon - Opinião

 

Desde Agosto na minha prateleira, Outlander – a Libélula Presa no Âmbar, aguardava por uma altura em que me pudesse dedicar “a sério” às suas 1000 páginas. Uns diazinhos de férias foram o ideal, posso dizer que adorei poder ler por horas a fio um livro excelente que nunca mais acabava! A verdade é que gostei tanto, que dei por mim no último capítulo (a dez páginas do fim) a ler mais devagar por não querer deixar de participar na fantástica viagem que é ler esta saga.

Outlander é composto por sete livros segundo pesquisei. Por cá já se editaram dois e confesso que por mim lia já o terceiro de seguida. No ano passado o primeiro volume (Outlander – Nas Asas do Tempo) já me tinha enchido as medidas, mas após a leitura do segundo volume estou absolutamente rendida à criatividade, imaginação e capacidade de contar histórias de Diana Gabaldon.

Credibilidade é a palavra que esteve sempre na minha cabeça durante esta leitura. Apesar de instintivamente achar que tudo é impossível, é inevitável não acreditar no percurso de Claire, relatado pela própria.

No primeiro volume Claire tinha ficado em 1743 com Jamie e estava grávida, recordo que Claire deu “um salto” para o passado em 200 anos através de uma fenda numa rocha num círculo de pedras. Este livro começa em 1968 com Claire e a sua filha Brianna. Claire partilha com a filha a sua aventura intemporal, confessando as origens de Brianna. Temos então um fantástico relato do percurso de Claire até á fase actual.

O ponto forte é sem dúvida o amor de Claire e Jamie. Se pode parecer estranha uma relação entre duas pessoas de épocas diferentes, eu garanto que quem lê o faz sempre “a torcer” por eles e por esse amor tão forte que não conhece limites de espaço ou de tempo. Os dois são como um só, unidos desde sempre e para sempre.

Aventura, mistério, paixão, intriga, coragem, amor, guerra, traição, honra e palavra, força e vontade. Impossível resumir este livro, tem tantas personagens, tantas histórias intrincadas que não imaginamos que certos pormenores serão fundamentais umas páginas mais adiante (ou mesmo do livro anterior para este) – e que mais à frente pode significar passado. São tantos os cenários e as peripécias, as épocas e países, as formas terríveis e radicais que colocam à prova este grande amor, que a satisfação que sentia quando finalmente havia um reencontro ou uma reconciliação era total. Senti uma alegria tão grande por estar perante um amor tão sincero e tão forte à prova de tudo, que eu própria andei a flutuar alheia à realidade. Uma história bem contada, que explora os sentimentos das personagens mas principalmente os do leitor, que se torna uma vítima de um enredo que o aprisiona e consome até á última página. Que afinal não é a última.

Não é fácil “construir” esta saga. Até agora senti que a autora teve cuidado com alguns pormenores que podem facilmente resultar em desastre. Como é a situação de não comprometer o futuro pelo passado alterado pela intromissão de viajante(s) fora de época – a sobrevivência de algumas personagens poderia ser colocada em causa. Paira sempre no ar a ideia de que Claire (por conhecer o futuro) poderá alterar o rumo de determinados acontecimentos históricos; a certa altura a ideia é mesmo essa por uma questão de sobrevivência de Jamie. Mas senti que há sempre uma espécie de fio condutor que é respeitado, como se fosse possível alterar as coisas só até certo ponto.

É sem dúvida uma sequência alucinante do livro anterior. Acredito que esta história me poderá ainda reservar muitas viagens, não só no tempo mas a única e fantástica viagem que um livro permite – viajar para qualquer lado.

É muito bom acreditar que a vida pode ser assim, tão preenchida, tão repleta de paixão e fé. Claire abdicou de viver na sua época para estar ao lado de Jamie, depois deste livro coloco todas as hipóteses para todo o género de viagens no tempo, e quero acreditar que Claire e Jamie vão estar juntos de novo seja em que época for.

Excelente! Altamente recomendado!

Sinopse

“Durante vinte anos Claire Randall manteve o seu segredo. Mas agora, de férias nas majestosas e misteriosas Highlands, Claire planeia revelar à sua filha uma verdade tão impressionante como os acontecimentos que lhe deram origem: o mistério de um antigo círculo de pedras, um amor que transcende os limites do tempo e a verdadeira identidade de James Fraser, um guerreiro escocês cuja valentia levou uma Claire ainda jovem da segurança do seu século de vida para os perigos de um outro tempo. Mas um legado de sangue e desejo vai testar Brianna, a sua bela filha. A fascinante viagem de Claire vai continuar em Paris, ao lado de Carlos Stuart, na corte intriguista de Luís XV. Jamie tem de ajudar o príncipe a formar alianças que o apoiem na reconquista do trono da Inglaterra. Claire, no entanto, sabe que a rebelião está fadada ao insucesso. A tentativa de devolver o Reino aos católicos resultará num banho de sangue que ficará conhecido como a Batalha de Culloden, e deixará os clãs escoceses em ruínas. No meio das intrigas da corte parisiense, Claire enfrenta novamente um velho rival, tenta impedir o morticínio cruel e salvar a vida do homem que ama.”

Casa das Letras, 2011

Agosto 29, 2010

Outlander-Nas Asas do Tempo - Diana Gabaldon - Opinião

 

“Outlander” é uma saga muito conhecida, publicada em vários países e que tem recebido excelentes opiniões por parte dos leitores. Finalmente temos a tradução portuguesa!

As promessas de uma leitura envolvente e intensa deixaram-me curiosa e até ansiosa para me dedicar às quase 800 páginas deste primeiro volume – “Nas Asas do Tempo”.

Nesta altura, concluída a leitura, sinto que participei numa viagem fantástica, não só no espaço mas também no tempo. Trata-se de uma romance a que me entreguei de corpo e alma, deixando-me resgatar da minha realidade para a de Claire, veículo transmissor desta aventura.

Escrito na primeira pessoa, é pela voz de Claire que somos levados a conhecer um leque de personagens e locais absolutamente extraordinários. Sensível, sincera, mostra-nos a sua mente, os seus pensamentos e reflexões.

De forma inexplicável, Claire é transportada no tempo; se num momento se encontra na Escócia, em 1945, a viver umas merecidas férias com o marido, Frank, no instante seguinte, e graças aos efeitos mágicos de um círculo de pedras que obviamente tem mais para oferecer do que inicialmente fazia crer, encontra-se nas Terras Altas Escocesas, mas no ano de 1743. Confusa, completamente deslocada e, obviamente com um fosso de 200 anos em relação a costumes e mentalidade, Claire tenta adaptar-se e sobreviver numa era que, apesar de pertencer ao passado, é para ela completamente nova.

Diana Gabaldon é uma verdadeira contadora de histórias e deixou-me completamente fascinada pelos encantos das Terras Altas no Séc. XVIII. Inevitáveis são as constantes comparações de épocas: desde a forma como as mulheres são vistas e tratadas na sociedade – dificuldade em fazer valer a sua opinião num mundo de homens, passando pelo seu papel no casamento e em casa. Magia, Bruxaria, misticismo das lendas e histórias fantásticas de um local que, ainda hoje, povoa o imaginário de um leitor exigente.

Ao longo da narrativa acompanhamos o desejo de Claire em voltar a 1945 para os braços do marido, as suas tentativas em localizar o círculo que, teoricamente, lhe permitirá regressar. No entanto, uma sucessão de acontecimentos fará com que se envolva com Jamie, um típico exemplo de um escocês forte e teimoso que, com o tempo, vai revelando características de um homem meigo e apaixonado. Poderá Claire renunciar a um amor assim? Onde será ela mais feliz? E qual é o verdadeiro peso de conhecer o futuro e ter a capacidade de, no passado, alterar o percurso da sua própria história?

Um livro perfeito para todos os que não vivem sem histórias, que como eu, desde a infância, adoram deixar-se levar pelo encantamento de um livro.

Sinopse

“Claire leva uma vida dupla. Tem um marido num século e um amante noutro…
Em 1945, Claire Randall, ex-enfermeira do Exército, regressa da guerra e está com o marido numa segunda lua-de-mel quando inocentemente toca num rochedo de um antigo círculo de pedras. De súbito, é transportada para o ano de 1743, para o centro de uma escaramuça entre ingleses e escoceses. Confundida com uma prostituta pelo capitão inglês Black Jack Randall, um antepassado e sósia do seu marido, é a seguir sequestrada pelo poderoso clã MacKenzie. Estes julgam-na espia ou feiticeira, mas com a sua experiência em enfermagem, Claire passa por curandeira e ganha o respeito dos guerreiros. No entanto, como corre perigo de vida a solução é tornar-se membro do clã, casando com o guerreiro Jamie Fraser, que lhe demonstra uma paixão tão avassaladora e um amor tão absoluto que Claire se sente dividida entre a fidelidade e o desejo… e entre dois homens completamente diferentes em duas vidas irreconciliáveis.
Vive-se um período excepcionalmente conturbado nas Terras Altas da Escócia, que culminará com a quase extinção dos clãs na batalha de Culloden, entre ingleses e escoceses. Catapultada para um mundo de intrigas e espiões que pode pôr em risco a sua vida, uma pergunta insistente martela os pensamentos de Claire: o que fazer quando se conhece o futuro?
Um misto de ficção romântica e histórica, Outlander - Nas Asas do Tempo já foi publicado em 24 países.”

Casa das Letras, 2010