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planetamarcia

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Maio 30, 2011

O Espírito do Amor - Ben Sherwood - Opinião

 

“O Espírito do Amor” foi uma das minhas aquisições deste ano da Feira do Livro de Lisboa. Desde que me foi recomendado que tive uma imensa vontade de o ler, não desiludiu, proporcionou-me um Domingo de leitura excepcional. Um dia foi suficiente, não o larguei enquanto não cheguei à última página.

Uma história muito bonita mas que é necessário encarar com alguma abertura de espírito. Não sou propriamente crente em espíritos que vagueiam e na vida após a morte mas respeito e aceito a possibilidade. Seja como for asseguro que este livro não mete medo nem impressiona os mais sensíveis. Mas não garanto que não emocione terrivelmente os mais apaixonados…

A vida de Charlie St. Cloud é uma monotonia desde há 13 anos, altura em que sofreu um acidente que foi mortal ao seu irmão mais novo, Sam. Charlie e Sam “encontram-se” todos os dias ao pôr-do-sol, devido a uma promessa feita por Charlie no momento da morte.

Charlie vive em função desses momentos do final do dia numa clareira perto de cemitério onde trabalha, não viaja não tem ninguém na sua vida, tudo porque um dia que falte ao encontro, poderá fazer com que Sam desapareça para sempre.

Charlie conhece Tess em condições particulares. Apaixonam-se e vivem uma história de amor. Mas a realidade é por vezes muito enganosa e nem tudo o que os nossos olhos vêm corresponde à verdade. Charlie começa finalmente a dar valor à vida e à forma como foi poupado no acidente de há 13 anos, bem vistas as coisas nunca fez nada com a sua vida que valesse a pena, que celebrasse o facto de estar vivo. É o amor de Tess que o acorda, que o vai fazer optar e lutar, mesmo sem saber se serão felizes na vida ou na morte.

Enigmático, empolgante e apaixonante! Recomendo muito!

Sinopse

“A leitura deste romance de Ben Sherwood deixa-nos impressa na alma uma certeza luminosa – a de que, por vezes, o amor vence a morte. Charlie St. Cloud veio a sabê-lo de duas formas distintas mas igualmente prodigiosas. Primeiro com Sam, o irmão mais novo, depois, com Tess, o seu grande amor. Quando um violento acidente de viação leva Sam, com apenas doze anos, para o outro lado da vida, Charlie promete-lhe que nunca o abandonará. O laço inquebrantável que une os dois jovens irmãos torna fictícia a fronteira entre a vida e a morte, e possível o seu encontro diário ao longo de treze anos. Tudo poderia ter continuado assim, naquela espécie de limbo, se Tess nunca tivesse aparecido. Mas ela veio, e isso mudou tudo… Charlie deixou-se apaixonar por aquela mulher fascinante, deixou que ela lhe mostrasse o carácter ilusório do paraíso em que vivia, que lhe desse a conhecer, com maior nitidez, a ponte que atravessa.”

Editorial Presençal, 2011