Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

planetamarcia

planetamarcia

Outubro 31, 2015

Flores - Afonso Cruz - Opinião

Flores.jpg

Desta vez ainda mais do que das outras. Mais feliz.

Ao fechar a última página, sinto vontade de rodar o livro cento e oitenta graus e viver “Flores” consciente do que me espera.

Do melhor que o Afonso já escreveu. Não será uma opinião unânime. A mim, Flores, disse muito. Contou-me ao ouvido estórias em que acreditei, que vivi, que me apertaram o coração de mau e bom, na medida incerta que os recebemos da vida. E com o perfume das flores.

Não me preocupa não saber o que escrever agora. Ou sentir que não será suficiente. Porque não será. Ficará sempre aquém. Agora, como em tantas outras situações, o melhor fica sempre por dizer. Fica calado. No escuro e no silêncio. Escondido mas, acima de tudo, guardado. O que levo deste livro guardo para sempre. É perfeito!

“- Sabe porque não somos felizes? – perguntou ele.

- Desespero, solidão, medo?

- Não. Por causa da realidade.” (Pág.32)

Sinopse

“Um homem sofre desmesuradamente com as notícias que lê nos jornais, com todas as tragédias humanas a que assiste. Um dia depara-se com o facto de não se lembrar do seu primeiro beijo, dos jogos de bola nas ruas da aldeia ou de ver uma mulher nua. Outro homem, seu vizinho, passa bem com as desgraças do mundo, mas perde a cabeça quando vê um chapéu pousado no lugar errado. Contudo, talvez por se lembrar bem da magia do primeiro beijo - e constatar o quanto a sua vida se afastou dela - decide ajudar o vizinho a recuperar todas as memórias perdidas. Uma história inquietante sobre a memória e o que resta de nós quando a perdemos. 
Um romance comovente sobre o amor e o que este precisa de ser para merecer esse nome.”

Companhia das Letras, 2015 

Comentar:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.