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planetamarcia

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Fevereiro 05, 2017

Desgraça - J. M. Coetzee - Encontro da Comunidade de Leitores da Biblioteca Municipal da Figueira da Foz

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Falar sobre livros com outros leitores pode ser quase tão bom como lê-los. Por isso gosto tanto de trocar ideias sobre leituras com os meus amigos leitores. Foi por isso, também, que nasceu a Roda dos Livros. Porque há mais leitores com a mesma vontade, e ainda bem.

Além da Roda participo numa Comunidade de Leitores que reúne em Lisboa uma vez por mês, com direito a discussão sobre o livro escolhido, jantar e encontro com o autor. No dia 28 de Janeiro fui pela primeira vez ao encontro da Comunidade de Leitores da Biblioteca Municipal da Figueira da Foz, a cidade onde cresci. Já há algum tempo que queria conhecer esta comunidade, mas o encontro mensal nem sempre coincidia com as minhas deslocações à Figueira. Fui ao primeiro encontro de 2017, e espero que seja um prenúncio de que consiga ir a uma boa parte dos encontros do ano. O grupo já está formado há algum tempo e nem sempre é fácil ser novato nestas circunstâncias, contudo eu senti uma recepção calorosa que me deu logo vontade de ficar.

O livro escolhido foi o Desgraça, de J. M. Coetzee, que eu já tinha lido há uns treze anos. Na altura lembro-me de não ter gostado, apesar disso lembro-me de não ter conseguido parar de o ler. Reli o livro para este encontro tendo sempre presente a experiência contraditória de uma leitura que não agrada mas que não solta, e até agarra quem lê. Como já sabia ao que ía, não me foquei tanto na história, que recordava, e que nos leva para outro país, outro continente, outra realidade. Foquei-me na escrita, na estrutura do livro, na forma como o autor consegue, num livro relativamente pequeno, condensar tanto para pensar. E para falar, pois a discussão foi verdadeiramente envolvente, com uma série de pontos de vista que enriqueceram de sobremaneira a minha leitura inicial.

Sinopse

“Com cinquenta e dois anos, o professor David Lurie perde o emprego e os amigos depois de um romance com uma das suas alunas, refugiando-se na quinta da filha, Lucy. As tentativas de David para se relacionar com Lucy e com uma sociedade feita de novas complexidades raciais são perturbadas por uma tarde de violência que os vai modificar, a ele e à filha, de uma forma que ele jamais poderia prever. Neste romance perverso e, não obstante, terno, Coetzee diz, uma vez mais, verdades que penetram até ao osso.”

O encontro da Comunidade de Leitores da Biblioteca Municipal da Figueira da Foz é no último sábado de cada mês e a entrada é livre. Deixo o desafio a quem se quiser juntar ao grupo no dia 25 de Fevereiro.

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 Boas leituras a todos!

2 comentários

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    marcia

    12.02.17

    Paula, este foi o único que li. Duas vezes.
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