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planetamarcia

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Março 13, 2014

"Capitãs de Abril" de Ana Sofia Fonseca

 

Para assinalar os 40 anos do 25 de Abril a Esfera dos livros publica Capitãs de Abril de Ana Sofia Fonseca.

A autora conta-nos a Revolução dos Cravos no feminino, com os seus heróis revelados na intimidade da família. Este é um livro original sobre as mulheres dos militares de Abril, que lutaram com as armas que tinham, cada uma à sua maneira, e que foram protagonistas na sombra de um dos mais importantes acontecimentos do século XX português.

Conheça a história de mulheres como: Aura Costa Martins, Dina Carvalho, esposa de Otelo, Natércia Salgueiro Maia, Teresa Alves, esposa de Vítor Alves e Gabriela Melo Antunes.

SINOPSE

O amor colocou-as no centro da revolução que derrubou 40 anos de ditadura em Portugal. E elas cumpriram o seu papel. Em casa, para que a liberdade chegasse à rua. Lutaram nas fileiras da conspiração, dando cobertura a reuniões clandestinas, passando à máquina manifestos, instigando a revolta ou simplesmente “assobiando” para o lado como quem não vê o golpe em marcha. Esta é a história das mulheres dos capitães de Abril.

Dina Carvalho foi à guerra, soldado sem bala, com os três filhos à mercê de bombardeamentos. Ateou o mais que pôde o movimento dos capitães. Depois, ajudou Otelo a preparar o plano de operações – ela a tricotar no carro para ele tirar as medidas ao forte de Caxias. Natércia Salgueiro Maia passou a noite de 24 de Abril colada ao rádio. Tantas tardes, ela e Fernando a trautearam Zeca Afonso, e agora a canção como ordem na parada. Pela janela, viu a coluna deixar Santarém. Teresa Alves tremeu a madrugada inteira, não havia cobertores capazes de calarem o frio. A ironia da vida congelava-lhe as entranhas, era filha do Chefe de Estado-Maior da Armada e mulher de um dos líderes do movimento. Aura Costa Martins passou a noite no Mini do namorado, os dois às voltas pela cidade, granadas e uma metralhadora no banco de trás. Gabriela Melo Antunes, menina da fina-flor açoriana, andava nos escritos da PIDE, por comungar “dos ideais” do marido era suspeita. Esta é também a história da única mulher que leu um comunicado do MFA e da mulher que, sem saber, deu nome à revolução, com os seus cravos nos canos das armas. A jornalista Ana Sofia Fonseca, autora de Angola Terra Prometida, conta-nos a revolução dos cravos no feminino, com os seus heróis revelados na intimidade da família. Os momentos decisivos, a última noite, o primeiro dia de liberdade. Num país de homens, as mulheres dos militares de Abril lutaram com as armas que tinham. São personagens de um dos mais importantes acontecimentos do século XX português. Todas elas, cada uma à sua maneira, protagonistas na sombra.

Ana Sofia Fonseca, jornalista freelancer, trabalhou na revista Grande Reportagem e no semanário SOL. Tem realizado reportagens para diversos órgãos de comunicação social, como o Expresso, Público, Sábado e Diário Económico. Foi autora de duas rubricas no Expresso. Actualmente colabora com a SIC, onde tem assinado reportagens e documentários. Alguns dos seus trabalhos foram premiados em Portugal e no estrangeiro. Entre outro, recebeu o prémio Gazeta e o prémio Direito Humanos e Integração da UNESCO. Publicou os livros Angola Terra Prometida, editado pela Esfera dos Livros Barca Velha - Histórias de um vinho e o romance Como Carne em pedra quente.

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