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planetamarcia

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Janeiro 20, 2016

Assim, Mas Sem Ser Assim, Considerações de um Misantropo - Afonso Cruz

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O dia foi longo. Foi uma segunda-feira de horas gordas e pesadas que fui enchendo com rotinas. Há dias que nem as pequenas observações do absurdo fazem rir. Dias em que o absurdo não passa de absurdo, em que me dá para ser realista e séria, em que não invento nem acrescento nada ao mero passar do dia.

Já noite, em pijama, abri este livro para não deixar o dia morrer sem cor. Foi como acordar. Finalmente. O que aconteceu e o que ficou é pouco definível. É como explicar a felicidade. O que me ficou deste livro ficou guardado cá dentro. Como ficam sempre as palavras do Afonso.

Posso só dizer, assim para vos deixar curiosos, que há um menino a descobrir a vizinhança. Vai comunicar com os vizinhos e olhar para eles com uns olhos muito apurados. Guarda-lhes as expressões, as roupas e as palavras. Cozinha personagens que nos dá a ler provocando múltiplas interpretações. Eu acho que cada vez que ler este livro vou olhar para algo diferente e novo. Depende do quanto eu quiser abrir a porta da imaginação.

“Comunicou-me a pessoa do 8A: Aproveito o lixo para fazer coisas novas, como candeeiros, canteiros, lavatórios e muito mais, que é assim que o universo faz as coisas. Por exemplo: com a palavra lama podemos fazer a palavra alma.

Parece magia, comuniquei eu.” (Pág. 16);

“Não há melhor pôr-do-sol do que aquele que se vê do outro lado dos pés.” (Pág. 18);

Caminho, 2013

Uma leitura Roda dos Livros - Livros em Movimento.