Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

planetamarcia

planetamarcia

Setembro 03, 2016

A Dança das Andorinhas, Morrer, Partir, Regressar - Zeina Abirached - Opinião

dancadasandorinhas.jpg

Agora que comecei a descobrir a novela gráfica, acho que corro sérios riscos de me viciar neste género.

Depois de Fun Home, aventurei-me com A Dança das Andorinhas. Aproveito para vos falar da colecção Novela Gráfica da Levoir, que está a sair semanalmente (quinta-feira) com o Público. A colecção já vai no número doze, o preço é simpático (€ 9,90 cada volume), e tem livros bastante interessantes. Esta Dança das Andorinhas é o número quatro e não lhe resisti. Pela história e pelas ilustrações, a que cada vez dou mais importância.

Passar uma noite na entrada de um apartamento de uma cidade em guerra.

Vizinhos e amigos juntam-se numa noite de bombardeamentos, temem pelo futuro (se é que se podem dar ao luxo de pensar no futuro) e pelos familiares que ainda não chegaram a casa. Neste caso os pais da autora, que também está na pequena entrada partilhada.

Trata-se de um olhar muito pessoal da guerra do Líbano, pois nessa noite em Beirute Zeina é ainda uma criança. Como a própria refere “até aos dez anos a guerra foi a única realidade que conheci”. Uma história contada com memórias. Como poderia resistir?

Confesso que esperava gostar mais, mas foi uma tarde muito bem passada a observar tudo o que as personagens têm para contar.

Sinopse

“Nomeada para os prémios de Angoûleme em 2008, A dança das Andorinhas: morrer, partir, regressar, da autora libanesa Zeina Abirached, foi um sucesso em França e editada em mais de 10 Países.
O seu traço a preto e branco combinado com a imaginação e a memória da Guerra no Líbano traz-nos um relato íntimo de uma situação difícil no Médio Oriente e que aos dias de hoje ainda se repete.
Zeina Abirached nasceu em Beirut em 1981 no meio da guerra civil e tinha 10 anos quando esta terminou. Estudou artes gráficas e desenho no Líbano, e em 2002 ganhou o prémio do "International Comic Book Festival de Beirut" com a sua primeira novela gráfica, Beyrouth- Catharsis. Em 2004 muda-se para Paris e dois anos depois lança duas novelas gráficas e uma curta-metragem, "Moutons" nomeada no Festival Internacional de Teerão.”

Levoir, 2016

Tradução de Carlos Xavier

Grafismo e Legendagem de Frederica Claro de Armada

2 comentários

Comentar post