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planetamarcia

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Junho 05, 2014

Teorema - Dizem que sebastião, João Rebocho Pais

 

Sebastião Breda, vice-presidente de uma multinacional, workaholic e quarentão abastado, percebe um belo dia que a vida lhe tem passado ao lado e decide remediar a solidão convidando uma colega para um jantar romântico. O problema é que a sua bagagem não vai além de estratégias de venda e planos de marketing – e o arraso que leva de Margarida à mesa do restaurante é humilhação bastante para que o seu coração acabe a pregar-lhe um valente susto. O médico recomenda-lhe então um ano de descanso, e Sebastião resolve aproveitá-lo a cultivar-se, fazendo, numa livraria da Baixa, um amigo que lhe dá bons conselhos e sentando-se junto às estátuas dos escritores espalhadas pelas praças e jardins de Lisboa, que, eloquentes à sua maneira, o iluminam sobre os mais diversos assuntos, entre eles, evidentemente, a questão feminina. Um ano depois, não se pode dizer que Sebastião seja o mesmo homem.

Dizem Que Sebastião é uma homenagem aos livros e ao que podemos aprender com eles até sobre nós próprios.

Nas livrarias a 10 de Junho

Maio 11, 2014

Teorema - A Neve e as Goiabas, de NoViolet Bulawayo

 

Querida tem dez anos e vive no Paraíso, o bairro de lata pelo qual vagueia alegremente com um grupo de amigos exuberantes. Quer estejam a roubar goiabas nos bairros ricos da cidade ou a imitar o pouco que conhecem de Lady Gaga, Querida, SabeDeus, Bastardo, Chipo, Sbho e Stina encaram a vida com a leveza típica das crianças. Quando brincam ao Jogo dos Países, nenhum deles pensa em países africanos como o seu mas sim nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, ondem vivem Madonna, Barack Obama e David Beckham.

Para Querida, a fantasia vai tornar-se realidade. Ela é uma sortuda. E a sua sorte tem um nome e uma morada: tia Fostalina, Detroit. Querida viu o Sonho Americano na televisão e parte determinada a conquistá-lo. Mas a Terra Prometida revela ser um desafio.

Prémio Pen/Hemingway Foundation 2014

Nas livrarias a 13 de Maio

Abril 13, 2014

Teorema - Amar numa Língua Estrangeira, de Andrea Jeftanovic

 

Alex e Sara conhecem-se num avião. Falam línguas diferentes, ex­cepto quando se beijam – e acabam por beijar-se na sala de trans­ferências do aeroporto antes de rumarem a destinos opostos. Sabem ao chegar a casa que, enquanto iam no ar, houve um terrível atentado. Telefonam-se. Escrevem-se. Exilam-se do mundo real sentados ao computador e vivem uma paixão tecnológica e sensual que resiste ao tempo e aos contratempos: desde logo, a língua es­trangeira, que os torna mais vulneráveis do que a língua do beijo; mas também a subida do preço do petróleo, o choque inevitável de culturas que gera paranóia e solidão e, por fim, a notícia devastado­ra de um tumor nas radiografias de Alex.

O mapa deste amor é uma geografia humana, porque tratar de um doente é sempre um acto de solidariedade e compaixão, mas também desumana, porque cada viagem de reencontro coincide com mais um atentado e o terror acaba por invadir a intimidade dos amantes.

Nas livrarias a 30 de Abril

Maio 01, 2013

Novidade Teorema - Que Importa a Fúria do Mar, de Ana Margarida de Carvalho

 

Numa madrugada de 1934, um maço de cartas é lançado de um comboio em andamento por um homem que deixou uma história de amor interrompi­da e leva uma estilha cravada no coração. Na carruagem, além de Joaquim, viajam os revoltosos do golpe da Marinha Grande, feitos prisioneiros pela Polícia de Salazar, que cumprem a primeira etapa de uma viagem com destino a Cabo Verde, onde inaugurarão o campo de concentração do Tarrafal.

Dessas cartas e da mulher a quem se dirigiam ouvirá falar muitos anos mais tarde Eugénia, a jornalista encarregada de entrevistar um dos últi­mos sobreviventes desse inferno africano e cuja vida, depois do primeiro encontro com Joaquim, nunca mais será a mesma. Separados pelo tempo, pelo espaço, pelos continentes, pela malária e pelo arame farpado, os destinos de Joaquim e Eugénia tocar-se-ão, apesar de tudo, no pêlo de um gato sem nome que ambos afagam e na estranha cumplicidade com que partilham memórias insólitas, infâncias sombrias e amores decididamente impossíveis.

Livro finalista do Prémio Leya 2012.

Nas livrarias a 13 de Maio.

Março 09, 2013

Novidade Teorema - Os Olhos de Tirésias, de Cristina Drios

 

A descoberta de um retrato daquele avô cuja história a família sempre encobriu – Mateus Mateus, o gigante de olhar estranho que partiu, no contingente português, para a Flandres durante a Primeira Guerra Mun­dial – é o pretexto que a narradora encontra para, simultaneamente, es­crever um romance e se afastar de um casamento que parece condenado ao fracasso. Para saber mais sobre o passado desse desconhecido, parte, também ela, para a propriedade de La Peylouse, em Saint-Venant, que alojou o Estado-Maior português nos anos 1917-1918 e da qual o avô, depois de ter servido na frente como maqueiro e coveiro, foi enviado numa missão de espionagem, acabando prisioneiro dos alemães.

E, porém, à medida que a neta de Mateus Mateus vai desfiando essa história – num jogo em que a realidade se torna indestrinçável da ficção –, também a sua vida é sacudida por uma paixão – e só o encontro com Cyril Eyck e o seu bisavô centenário trará a chave para os enigmas do próprio romance.

Nas livrarias a 26 de Março

Fevereiro 17, 2013

Novidade Teorema - Os Demónios de Álvaro Cobra, de Carlos Campaniço

A aldeia de Medinas seria um lugar bem mais aprazível não fosse contar-se entre os seus habitantes Álvaro Cobra, um lavrador que atrai fenómenos sobrenaturais e tão depressa é tido por bruxo como por santo: não chorou ao nascer, com três meses já tinha os dentes todos, consegue ouvir a Terra girar sobre si própria, tem uma cadela que adivinha o tempo e, além disso, já morreu duas vezes – mas ressuscitou, e desde então um bando de grifos faz ninho no seu telhado.

Ao ficcionar uma aldeia alentejana em finais do século xix – na qual judeus, árabes e cristãos andam às turras e os mitos ganham terreno à realidade –, Carlos Campaniço oferece-nos uma galeria de personagens inesquecíveis, que vão de um anarquista alfabetizador à dona de um bordel ambulante, e recicla de forma original o realismo mágico para revisitar as virtudes e os defeitos das pequenas comunidades rurais do nosso Portugal.

Nas livrarias 28 de Fevereiro