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planetamarcia

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Novembro 10, 2019

Cada máscara uma sombra peculiar

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No dia 31 de outubro fui, pela primeira vez, a uma sessão do clube de leitura Um livro debaixo da asa. Já conhecia a Joana Clara, curadora deste clube, e tinha muita vontade de participar, mas ainda não se tinha proporcionado. Uma particularidade destas sessões (mensais) é o tema, há sempre uma frase ou expressão que orienta as leituras em cima da mesa. Desta vez foi "Cada máscara uma sombra peculiar". Ao nível dos livros, digam lá que este tema não é fabuloso? Como era noite das bruxas, o tema misturou-se com o ambiente, e alguns dos livros propostos também. Eu levei "O Corvo", de Edgar Allan Poe, embelezado na foto por um dos marcadores da Ovelha Gorda, de quem têm mesmo de conhecer o trabalho.

Fica já a dica: o mote para o próximo encontro (ainda com data a anunciar) é "Deixa-me colorir-te, novembro".

Achei o grupo muito eclético e com perspectivas muito interessantes sobre as leituras. Percebe-se que os clubeiros já têm afinidades e é giro chegar pela primeira vez a um grupo que já está ligado através dos livros e que adivinha comentários por já saber as preferências de cada um.

Eu tive a sorte de fazer uma apresentação do meu livro neste ambiente. Céus, que pessoas interessadas, com perguntas para me fazer e curiosidades sobre o que escrevi. A apresentação transformou-se numa conversa e e senti-me muito bem. O livro foi sorteado entre todos. A morte levou-o para casa.

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Novembro 03, 2019

II Encontro de Booktubers de Leiria

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Eu sei, já devia ter falado sobre este evento, mas a preguiça, a procastinação, os sucessivos adiamentos por razão nenhuma fizeram com que (quase) um mês voasse sem eu dizer palavra.

Eu adorei este evento. Falar acerca do meu livro para uma plateia de leitores foi maravilhoso. Obrigada à organização (Roberta e Ana) pelo convite que me permitiu passar um dia inesquecível, e participar no painel "Ser autor nos dias de hoje" muito bem acompanhada pelo Ricardo Costa Correia.

Foi sorteado um exemplar do "Voar no Quarto Escuro" entre os participantes, e a Ana Paula Catarino foi a contemplada. Fiquei super feliz por saber que o meu livro foi com alguém que o desejava ler.

74176032_2553715287984558_4333762262410985472_n.jpAs fotografias são da Andreia Marques e podem ver a colecção completa deste dia (5/10/2019) aqui.

Outubro 30, 2019

"É a vida Alvim", dia 31 de Outubro à meia-noite

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Gente, passei por aqui só para dizer que amanhã (31/10) estarei no programa "É a vida Alvim" (Canal Q) a falar sobre o meu livro, "Voar no quarto escuro". É à meia-noite e estaremos (os meus colegas convidados têm um projecto de teatro que vocês têm mesmo de conhecer) no ar depois do intervalo.

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Se a coisa não tiver ficado muito má, partilho o vídeo depois.

Espero ter um tempinho em breve para vir aqui partilhar mais coisas giras. E livros, apesar de as leituras estarem a passo de caracol.

Outubro 24, 2019

O que leio: Uma Semana no Aeroporto, de Alain de Botton

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A última leitura trouxe-me este Diário de Heathrow. Curiosamente, li boa parte no aeroporto e no avião.

É bom entrar nesta espécie de cadeia que alguns livros proporcionam, e do muito de o "Lá Fora" me deu, ficará na memória (por mais tempo) o registo do tanto que desconhecia acerca do Terminal 5 do Aeroporto de Heathrow. Antes que deduzam tratar-se de um desfiar de plantas de emergência e horários de trabalho, afianço o enorme grau de humanidade destas páginas.

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SINOPSE

"Se nos pedissem para levarmos um marciano a visitar um único lugar que captasse a totalidade dos temas que permeiam o mundo moderno - desde a nossa fé na tecnologia até à nossa destruição da natureza, desde a nossa interligação até ao nosso romantismo em relação ao viajar -, teríamos de o levar às áreas das partidas e das chegadas de um aeroporto. Os aeroportos, com todo o seu turbilhão, interesse e beleza, são os centros imaginários da nossa civilização."

Edição D. Quixote

Tradução de Manuel Cabral

Outubro 13, 2019

O que leio: Lá fora, de Pedro Mexia

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Lá fora.

Fui sempre lá para fora enquanto li este livro. Uma crónica, um passo para lá das paredes, o vento no rosto, os pés na areia, à espera do mar. Um passo para dentro de outros livros, de filmes, de conversas.

Lido muitas vezes na hora do almoço, altura propícia a fugas, mas também a dolorosos regressos.

Muito bom para a digestão.

"Lá Fora não é um livro sobre viagens demoradas a lugares exóticos, sobre passeios venturosos a altas montanhas ou selvas escuras, ou sequer sobre grandes temporadas em metrópoles sofisticadas do mundo ocidental: aqui, Pedro Mexia, uma das grandes personalidades da cultura portuguesa contemporânea, revela, mais do que lugares físicos onde tenha estado, lugares mentais acerca dos quais pensou. Há os teatros e as livrarias de Londres, mas também a Paris, Texas, de Wim Wenders. Há a Lisboa das Avenidas Novas e do Chiado, mas também as viagens de liteira de Camilo Castelo Branco.
Há os verões da infância na Figueira da Foz, mas também a ilha grega de Leonard Cohen. Deambulando por geografias de espécie diferente, Pedro Mexia — cronista, poeta, crítico literário, tradutor e editor — revela neste livro algumas das suas ideias mais interessantes sobre cinema, música, literatura, filosofia, política e religião, ao mesmo tempo que descreve lugares por onde passou e que, de alguma forma, não esqueceu."

Edição Tinta da China

Setembro 30, 2019

O que leio: Reflexos num Olho Dourado, de Carson McCullers

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Se eu tivesse um tipo de livro preferido, coisa em que me evito focar, apenas por receio de, inevitavelmente, deixar hipóteses fora do meu radar, seria um livro de Carson McCullers. Qualquer um, acho eu, mesmo ainda não tendo lido todos.

A escrita agrada-me, princialmente por tudo o que a autora consegue "esconder" em frases aparentemente lineares.

Há tanto numa história McCullers, mesmo nas mais curtas, tanta simplicidade nos textos lapidados, que enganam, fazendo crer que o resultado é obtido à primeira tentativa.

Neste caso, a história de um homícidio, o enredo exposto na primeira página, sabemos o que vai acontecer. E, mesmo  assim, ou talvez por isso, atacamos a leitura para saber "quem?", "como?", "onde?". Vamos encaixando personagens na premissa inicial, com interesse aguçado para o desfecho. McCullers não desilude.

SINOPSE

A ação decorre em 1930, numa base militar no sul dos EUA. Reflexos num Olho Dourado conta-nos a história de Penderton, um capitão bissexual. Este fica profundamente transtornado com a chegada do major Langdon, que tem um caso amoroso com Leonora, a sua esposa.Em 1941, ano em que o romance foi publicado, os críticos reagiram com perplexidade ao tema do livro. Mas um crítico da revista Time escreveu: «Em mãos comuns, este tema daria um livro melodramático. Mas Carson McCullers conta a história com simplicidade, elegância e discernimento.»O romance forneceu o argumento para o filme homónimo (de 1967), que contou com a interpretação de Elizabeth Taylor e Marlon Brando e com a realização de John Huston.

Edição Relógio D'Água

Tradução Marta Mendonça

Setembro 24, 2019

Voar, voar, voar

Eu sei, eu sei, estou a exagerar, sempre a falar do livro, a anunciar o lançamento, a mostrar fotos, a correr o risco de entediar quem aqui vem em busca de opiniões de (outras) leituras. Eu prometo que vou tentar refrear esta vontade de dizer ao mundo que escrevi um livro, juro, mas antes disso quero agradecer aos bloggers, influencers, acima de tudo amigos que, no meu coração, nunca passarão de moda. Obrigada por me deixarem voar nos vossos espaços virtuais (para mim) eternos. Vou deixar os links das opiniões que foram publicadas, para que, não só as leiam, mas (principalmente) para que conheçam (os mais distraídos) e divulguem tão interessantes sítios literários.

Mas antes um agradecimento especial ao Gil pelas fotografias do lançamento, e pela conjugação que resultou no "vídeo" partilhado acima.

Efeito dos Livros

Ler por aí

O tempo entre os meus livros

Livros que são amigos

Stoneartbooks

Jardim de mil histórias

Roda dos Livros