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planetamarcia

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Outubro 25, 2012

António Lobo Antunes apresenta Não é Meia Noite Quem Quer, em Penafiel

O escritor António Lobo Antunes estará este fim-de-semana em Penafiel, onde será apresentado o seu mais recente romance, Não é Meia Noite Quem Quer, no âmbito da 5.ª Edição do Escritaria, que este ano homenageia o autor de Memória de Elefante.

A apresentação da obra, a cargo de Ana Paula Arnaut, terá lugar na noite de sexta-feira, às 21h00, no Museu Municipal de Penafiel. Antes disso, porém, por volta das 15h00, António Lobo Antunes participa numa Conferência de Imprensa, na qual se disponibilizará para responder às perguntas dos jornalistas que ali estiverem presentes.

Durante três dias, de 26 a 28 de Outubro, Penafiel transformar-se-á, por assim dizer, na cidade António Lobo Antunes. Ali estarão vários especialistas da obra do escritor, nacionais e estrangeiros, entre outros, Maria Alzira Seixo (Professora Catedrática da Universidade de Lisboa e Crítica Literária), Maria Luisa Blanco (Directora Editorial do Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofia), Jeff Gordon Love (Professor Universitário e Escritor), que marcarão presença numa palestra subordinada ao tema “Escritaria, Vida e Obra de António Lobo Antunes”.

A arte de rua, ou arte pública, uma das imagens de marca do Escritaria, inundará as ruas de Penafiel fazendo com que um qualquer cidadão descubra, no mais improvável dos locais, algo que o remeta para o universo literário de António Lobo Antunes. A saber:

Post-its Gigantes nos Edifícios – Serão afixados em edifícios da cidade contendo pequenos textos, pedidos a um conjunto de personalidades relevantes do meio cultural.

Escritaria nas Paredes – À semelhança das edições anteriores, uma frase do escritor ficará materializada no espaço da cidade perpetuando o acontecimento e enriquecendo de modo original o quotidiano dos habitantes.

Montras de Literatura – As montras aderentes das lojas da cidade vão estar decoradas com objectos relacionados com a vida e obra de António Lobo Antunes.

Letras no Divã – Uma instalação tridimensional, feita a partir de uma cama, que é uma reflexão – de cariz artístico – sobre a relação entre a escrita de Lobo Antunes e a sua actividade enquanto psiquiatra.

Palavras com Asas – Os aerogramas que António Lobo Antunes escrevia diariamente à sua mulher enquanto esteve na Guerra em Angola regressam, quatro décadas volvidas, agora dirigidas aos visitantes do Escritaria.

Letra Leve – Nos balcões dos estabelecimentos comerciais e dos edifícios de atendimento ao Público estarão, para quem as quiser levar, várias das crónicas de António Lobo Antunes.

Estantónia – Na avenida principal de Penafiel, a céu aberto, estará uma estante antuniana, uma instalação tridimensional de trinta metros de comprimento contendo a obra completa de António Lobo Antunes.

Jardins de Palavras – Um pouco por toda a cidade, nos bancos de jardim, haverá fragmentos de literatura para quem se senta. São crónicas em grande formato devidamente ilustradas.

Poeira das Letras – É uma instalação intimista, centrada numa animação videográfica da autoria de Rui Martins, que propõe aos visitantes um momento de pausa e reflexão sobre a obra de António Lobo Antunes.

Sobre o livro

O enredo do livro desenvolve-se em três dias, sexta-feira, sábado e domingo. Uma mulher com perto de cinquenta anos vai passar o fim-de-semana na casa de férias da família, numa praia não identificada. A casa, modesta, foi vendida e ela quer despedir-se dela, mas também relembrar tudo o que ali se passou – a sua infância com os pais e os irmãos, o suicídio do irmão mais velho, o irmão surdo-mudo, o complexo e dramático relacionamento dos pais, a menina da casa em frente, sua amiga do tempo de férias. Vem depois a sua vida actual, mal casada, sem filhos, professora numa escola como tantas outras, com uma relação frustrante e sem entusiasmo com uma colega mais velha… O falhanço que é a sua vida reflecte-se na casa há muito desabitada e nos sonhos de todos eles, ali irremediavelmente enterrados. A despedida da casa pode levá-la a imitar o irmão mais velho e, no domingo, atirar-se das arribas e encerrar ali uma vida sem futuro.

Sobre o autor

António Lobo Antunes nasceu em 1942, em Lisboa. Ficcionista e autor de alguns ensaios literários que equacionam a análise psicológica com a criação artística. Formado em Medicina Psiquiátrica, exerceu actividade clínica durante a guerra colonial em Angola, e, posteriormente, em Lisboa, no Hospital Miguel Bombarda. Depois da publicação de Os Cus de Judas (1979), Lobo Antunes tornou-se um dos escritores portugueses mais lidos, vendidos e traduzidos em todo o mundo. Em 2005 foi distinguido com um dos mais importantes prémios literários do mundo: o Prémio Jerusalém. Em 2007 foi galardoado com o Prémio Camões, o mais importante prémio literário de língua portuguesa. Em 2008 foram-lhe atribuídas, pelo Ministério da Cultura francês, as insígnias de Comendador da Ordem das Artes e das Letras francesas

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