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planetamarcia

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Outubro 14, 2012

O Inverno do Mundo - Ken Follett - Opinião

Gosto tanto de Ken Follett e já escrevi sobre todos os livro que li dele. Escrevo sempre coisas boas, extremamente positivas pois é um dos meus autores favoritos. Os seus livros prendem-me de uma forma única, arrebatadora e envolvente. Mais uma vez, depois da leitura do segundo volume da trilogia “O Século” só posso falar bem.

Mas decidi não me alongar, não demasiado, que isto de se falar bem também se torna maçador. A verdade é que gosto de tudo, das personagens com as suas histórias envolventes e da forma como interagem e se relacionam, das histórias de amor, do romance, da intriga política, da pesquisa histórica e da forma como nos apresenta factos verídicos, com algumas personagens reais rodeadas de ficção. Sou fã, apesar de não gostar de ser fã de nada, mas é assim, uma espécie de paixão louca por ler mais e mais livros de Ken Follett e enamorar-me por todos.

Estou a escrever uma opinião lamechas? Talvez. Tendenciosa? Isso certamente. Mas não é sempre que um livro de mais de 800 páginas me sabe a pouco e me deixa na ansiedade de saber mais, de querer eu própria pressionar o Sr. Follet a “despachar” o terceiro volume antes que eu tenha um ataque de ansiedade!

Mas para que este texto não seja completamente despropositado vou falar um pouco sobre o livro. Imprescindível ter lido o primeiro volume “A Queda dos Gigantes” pois as personagens são as mesmas, ou melhor, as personagens vão dando espaço a outras, suas descendentes. Estava com algum receio de já não me lembrar de todo o intricado de histórias e enredos mas foi muito fácil recordar. Nas primeiras páginas temos (uma vez mais) uma espécie de descrição das personagens principais. Comecei por comparar os dois livros e fui logo relacionando nomes e recordando tudo o que se tinha passado. Entrei logo no ritmo da narrativa.

“O Inverno do Mundo” tem o peso de descrever a II Guerra Mundial, os acontecimentos na sua origem, o sofrimento e pânico vividos nos piores anos, e um mundo desfeito após o final e a descoberta de todos os crimes cometidos contra a humanidade.

Já li vários livros sobre esta época, por interesse pessoal e, principalmente por incompreensão, por não conseguir entender como é que o mundo permitiu tal barbárie, como pôde a condição humana ter tão pouco valor. Não me refiro exclusivamente às políticas de extermínio de Hitler, mas sim ao sofrimento geral da população durante o período da Guerra, a falta de bens de necessidade mais básicos, a ignorância do povo Alemão em relação ao que realmente acontecia a pessoas que nunca mais apareciam, as mortes inexplicáveis, a violência e o medo. Follett aposta em descrições muito bem conseguidas de terror psicológico, desenvolve de forma exímia o tema da espionagem e contra-espionagem, destaca-se de outros livros que já li sobre este período por não se focar exclusivamente na perseguição aos Judeus, mas aborda de forma facilmente percetível o estado do Mundo (sim, temos ação em vários países), até porque a humanidade só teve verdadeira consciência da dimensão do Holocausto no fim da guerra.

Resta-me esperar por mais. Ansiosamente. E, claro, recomendar esta trilogia, pelo menos os dois primeiros livros. Mas quase que aposto que o terceiro ainda vai ser melhor.

Sinopse

“Depois do extraordinário êxito de repercussão internacional alcançado pelo primeiro livro desta trilogia, A Queda dos Gigantes, retomamos a história no ponto onde a deixámos. A segunda geração das cinco famílias cujas vidas acompanhámos no primeiro volume assume pouco a pouco o protagonismo, a par de figuras históricas e no contexto das situações reais, desde a ascensão do Terceiro Reich, através da Guerra Civil de Espanha, durante a luta feroz entre os Aliados e as potências do Eixo, o Holocausto, o começo da era atómica inaugurada em Hiroxima e Nagasáqui, até ao início da Guerra Fria. Como no volume anterior, a totalidade do quadro é-nos oferecido como um vasto fresco que evolui a um ritmo de complexidade sempre crescente.”

Presença, 2012

2 comentários

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    marcia

    14.10.12

    Acho que está bem escrito, não precisei de reler, apanha-se bem. Eu por mim gostei muito, mas adoro Follett! :)
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