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planetamarcia

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Julho 22, 2012

O Exílio do Último Liberal - De Coimbra a Londres, dos divodignos ao roubo de cadáveres: eis o novo romance histórico de Sérgio Luís de Carvalho

 

«Naquele ano de 1832 erguiam-se forcas em Portugal e fábricas em Inglaterra. Irmanadas na paz, na guerra e na mútua desconfiança por um velho tratado de cinco séculos, as duas nações pareciam agora unir-se também pelas artes da construção civil e da engenharia. Porém, enquanto na pátria de D. Miguel eram toscos cadafalsos que se erguiam nas praças e nas encruzilhadas, na terra de Guilherme IV eram oficinas, minas e usinas que distribuíam a riqueza e a pobreza em doses desiguais.

Enfim, num lado reprimia-se a Revolução Liberal; no outro, impunha-se a Revolução Industrial. A verdade, todavia, é que pereciam mais pessoas nas fábricas do que nas forcas; e dentro daquele espírito prático tão próprio dos países prósperos, até os mortos ingleses tinham a sua utilidade. Afinal, como afirmaria poucos anos depois um escritor que consumia as insónias deambulando pelos becos de Londres: «Era o melhor dos tempos, era o pior dos tempos.» in Prólogo

Baseado em factos reais, O Exílio do Último Liberal parte do mistério dos divodignos – uma sociedade secreta criada por estudantes de Coimbra que os partidários absolutistas de D. Miguel perseguem com encarniçado ódio – e das lendárias histórias de roubos de cadáveres para mergulhar o leitor num ambiente marcado pela Revolução Industrial, pelas brumas de uma nação envolta em progresso e em miséria.

É aí que vive Salvador, um jovem português que se torna assistente de um médico anatomista do hospital londrino de São Tomás. Necessitado de dinheiro, o exilado liberal aceita tornar-se ressurrecionista, isto é, ladrão de cadáveres. O seu quotidiano é assim passado entre os bairros pobres, entre os seus pares que também anseiam pela queda de D. Miguel, e entre as suas tarefas no hospital. Contudo, Salvador esconde um segredo que lhe atormenta a alma; um segredo capaz de comprometer o seu regresso a Portugal e que ele tenta, em vão, esquecer.

Na confluência destes dois mundos e com o rigor histórico a que já habituou os seus leitores, Sérgio Luís de Carvalho construiu os pilares de uma história ora trágica ora pícara que, envolta no fog londrino, dá a conhecer um pouco melhor este período da História nacional.

Sérgio Luís de Carvalho nasceu em Lisboa em 1959. Em 1990 publicou o seu primeiro livro – Anno Domini 1348 – a que se seguiram As Horas de Monsaraz (1997), El-Rei Pastor (2000), Os Rios da Babilónia (2003), Retrato de S. Jerónimo no seu Estúdio (2006), Os Peregrinos sem Fé (2007), O Retábulo de Genebra (2008), O Destino do Capitão Blanc (2009) e O Segredo da Barcarrota (2011).

Em 1989 recebeu o Prémio Literário Ferreira de Castro (Portugal); em 2004 foi finalista ao Prémio Jean Monnet de Literatura Europeia (França) e em 2005 foi finalista ao Prémio Amphi de Literatura Europeia (França).

Alguns dos seus romances estão publicados em França e em Espanha.

Mais infomação no site do autor em http://www.sergioluisdecarvalho.com/

PVP: 15,80 € 

332 Páginas

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