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planetamarcia

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Abril 25, 2011

Noite Sobre as Águas - Ken Follett - Opinião

 

Este livro foi um presente inesperado, desde que saiu que o queria ler, foi uma deliciosa surpresa. A grande ansiedade e curiosidade, aliadas ao fim-de-semana prolongado, fizeram com que dois dias fossem suficientes para percorrer as mais de quinhentas páginas.

Não me canso de destacar os talentos de Ken Follett como escritor, de facto cada livro dele é uma viagem fantástica em que me entusiasmo, emociono, sofro, conspiro, imagino e, acima de tudo, me deixo levar sem querer saber se é hora de comer, de dormir, de sair… Follett leva-me sempre para dentro dos seus livros, faz-me desejar nunca chegar ao fim…quando chego e fecho a última página desejo sempre começar um outro livro dele.

“Noite Sobre as Águas” é literalmente uma viagem; uma viagem num Hidroavião da já extinta Pan American, a maior Companhia Aérea do mundo na sua época.

Temos o habitual enquadramento histórico, neste caso a acção decorre em 1939 após a declaração do início da Guerra. O início do livro é marcado pelas descrições das personagens, ficamos a conhecer os seus antecedentes, traços de personalidade e, claro as razões que as farão embarcar a bordo do Clipper, o luxuoso Hidroavião da Pan American, numa viagem de cerca de 30 horas, de Southampton a Nova Iorque.

Aprendi imenso sobre Hidroaviões e sobre a sua época de ouro. Gosto muito quando um livro me permite adquirir conhecimentos, quando descubro realidades que nem sabia terem existido. Follett descreve de forma apaixonada e até romântica o que era viajar abordo do Clipper. Numa época em que viajar de avião era um privilégio apenas ao alcance de alguns, são muitas as diferenças para os conceitos de hoje em dia: poucos passageiros por viagem de modo a poderem usufruir de espaço, compartimentos separados e salas de refeição, comida confeccionada a bordo, jantares de vários pratos com boas porcelanas, copos de cristal e talheres de prata, são apenas alguns apontamentos dos muitos pormenores de luxo a descobrir.

O suspense começa desde o primeiro capítulo, quando o Engenheiro do Voo é contactado por telefone por uma organização criminosa que lhe raptou a mulher, e exige a sua colaboração numa operação a bordo. As instruções ser-lhe-ão dadas a seu tempo. A partir daqui cabe ao leitor seguir as pistas e tentar perceber o que se passa. Passei a tomar atenção em todos os pormenores e a tentar unir possíveis pontas soltas.

Quando é chegado o momento da descolagem já estamos perfeitamente a par das histórias de vida da maioria dos passageiros, dos seus dramas familiares, amores desencontrados e demais motivos para partir rumo à América. Follett explora muito bem a dimensão humana de modo deixar o leitor cada vez mais envolvido e interessado no desfecho.

A proximidade do final do livro aumenta a intensidade da acção e, consequentemente, da leitura. Dei por mim literalmente a devorar páginas, com pressa de verificar se as minhas suspeitas se concretizariam. A verdade é que o final acabou por me surpreender… Follett levou-me numa direcção e depois… surpreendeu-me de forma brilhante.

Que posso dizer mais? Adorei!

Sinopse

“Em 1939, com a guerra a acabar de ser declarada, um grupo de pessoas privilegiadas embarca no mais luxuoso avião de sempre, o Pan American Clipper, com destino a Nova Iorque: um aristocrata britânico, um cientista alemão, um assassino e a sua escolta, uma jovem em fuga do marido e um ladrão encantador, mas sem escrúpulos. Durante trinta horas, não há escapatória possível desse palácio voador. Sobre o Atlântico, a tensão vai crescendo até finalmente explodir num clímax dramático e perigoso.”

Bertrand, 2011

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