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planetamarcia

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Outubro 11, 2015

Peregrino - Terry Hayes - Opinião

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Quando “Peregrino” chegou às minhas mãos tive muitas reservas. Apesar de, já há algum tempo, me apetecer ler um livro deste género, refiro-me a puro entretenimento com muita acção, um misto de policial, espionagem e muito suspense (um page turner comercial, vá), um livro de 655 páginas oferece sempre algumas dúvidas por muita determinação que se tenha em concluir a leitura. Não que os calhamaços me assustem, não é isso, assustam-me os livros maus que nunca mais acabam, se mastigam e nunca se chegam a engolir.

Os meus receios confirmaram-se infundados desde o início da leitura. É sempre complicado escrever sobre um livro de mistério. Qualquer passo em falso, neste caso, palavra em falso, pode roubar um pouco do prazer do próximo leitor. E eu gostaria muito que os leitores do género, e até outros, abrissem a primeira página com o meu nível de ingenuidade. Sei que não vai ser possível. E quantas mais pessoas lerem este livro, e eu acredito que serão muitas, mais se perde o frio na barriga de uma leitura que é como cair, no escuro, a pique. Por isso, e se calhar mais do que tudo, o meu entusiasmo se deve a ter sido das primeiras pessoas a lê-lo por cá, e não ter sido influenciada por outros leitores (bom, enfim talvez só por uma opiniãozita ou outra que espreitei no goodreads, que uma pessoa não é de ferro), e ter aproveitado este livro surpreendente sem grandes influências, apenas acompanhando os comentários dos meus colegas bloggers, parceiros desta aventura. Obrigada à Topseller por me incluir em mais uma viagem.

Conheci o Peregrino em Nova Iorque. Soube logo que seria o herói, apliquei-lhe os estereótipos, e imaginei-o na última página, poderoso, vencedor e com a miúda mais sexy nos braços. Previsão errada e ainda bem. Fiquei a saber muito sobre este homem. Na verdade, acho que só não fiquei a saber o nome, pois a construção desta personagem (e das outras) é muito completa. Não deixa de ser curioso como é que se sabe tanto, desde a infância, acerca de um homem que tantas vezes, por força da carreira, deixa de existir. Gosto do lado humano do Peregrino, da construção desde a infância, das oportunidades únicas surgidas da maldade, e como a maldade subsiste, ou não fosse ele uma máquina de matar. Gosto de imperfeições, não acredito em heróis, e esta personagem agarra-se bem ao que pode ser verdade. À parte os exageros de sobreviver em algumas circunstâncias (demasiado) extremas, é verosímil. Não sabemos se é bonito, as leitoras não vão suspirar por ele, este livro não é para meninas, no sentido piegas da coisa, entenda-se.

E como cada herói, ou o que aqui mais se aproxima desse conceito, tem de combater o mal (e que bom seria que o bem e o mal e estivessem sempre separados de modo a distinguir as suas localizações, sem nunca se misturarem, e as pessoas boas fossem sempre só boas e as más sempre só más), no outro lado do ringue o Sarraceno é um inimigo à altura. Médico, extremamente inteligente, guarda a revolta do pai ter sido executado publicamente quando ele tinha apenas catorze anos. Este acontecimento foi o catalisador da sua sede de vingança. Sarraceno é Muçulmano e cedo a sua vingança recai sobre os Estados Unidos. Sim, eu sei que a coisa descrita assim parece um bocado previsível. E não adianta dizer-vos que os Estados Unidos perdem que ninguém acredita, mas este livro é muito mais do que isso, é uma luta de forças iguais entre adversários igualmente poderosos, que, sim, tem muita morte e violência, mas é um combate que se faz muito mais com o poder da inteligência. E aqui as forças estão equilibradas.

Para mim foi uma surpresa. É empolgante, com reviravoltas imprevisíveis, e envolvente. Oferece cenários que revelam uma imaginação avassaladora, descrições pormenorizadas, acontecimentos simultâneos, pistas cruzadas, exige muito do leitor e a atenção será recompensada. No fim não haverá pontas soltas.

Procurem-no, a partir de 26 de Outubro, nas livrarias.

Sinopse

“UMA CORRIDA VERTIGINOSA CONTRA O TEMPO E UM INIMIGO IMPLACÁVEL. 

Uma jovem mulher brutalmente assassinada num hotel barato de Manhattan. 

Um pai decapitado em praça pública sob o sol escaldante da Arábia Saudita. 

Os olhos de um homem roubados do seu corpo ainda vivo.

Restos humanos ardendo em fogo lento na montanha de uma cordilheira no Afeganistão.

Uma conspiração para levar a cabo um crime terrível contra a Humanidade. 

E um único homem para descobrir o ponto preciso onde estas histórias se cruzam: Peregrino.”

Topseller, 2015

Tradução de Rui Azeredo

Outubro 11, 2015

Elsinore - O Que Vemos Quando Lemos, de Peter Mendelsund

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O que Vemos Quando Lemos é uma exploração singular e deslumbrante, inteiramente ilustrada, acerca da fenomenologia da leitura: como visualizamos imagens a partir da leitura de obras literárias?

O que vemos quando lemos? Tolstoi chegou a descrever Anna Karénina? Herman Melville alguma vez nos revelou a aparência exata de Ismael?

O conjunto de imagens fragmentadas numa página — uma orelha elegante ali, uma madeixa rebelde acolá, um chapéu posicionado de determinada maneira — e outras pistas e significantes ajudam-]nos a imaginar uma personagem. Mas, na verdade, a sensação de conhecermos intimamente uma personagem tem pouco que ver com a nossa capacidade de imaginarmos as figuras literárias que amamos (ou odiamos).

Peter Mendelsund, um dos mais conceituados designers editoriais contemporâneos, combina uma carreira artística premiada com a sua primeira paixão, a literatura, num dos mais provocadores e invulgares exercícios acerca da forma como compreendemos o ato de ler.

Nas livrarias a 12 de Outubro.

Outubro 10, 2015

Saída de Emergência - Purgatorial, de Fernando Ribeiro

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Obra poética completa de Fernando Ribeiro com inéditos.

Miolo impresso a preto em edição numerada, exclusiva e limitada a 666 exemplares.

Purgatorial é todos os ecos de fogo e cinzas dentro da alma humana. É as feridas e as cicatrizes – os golpes na pele crua a arder de tinta fresca. Fernando Ribeiro revela a amplitude do seu fogo interior, dilacerando palavras no papel branco: um fogo escultor de poemas de sangue e de granito.
Eu sou como o homem que fechou todas as portas dentro de si e ficou de fora. (FERIDAS ESSENCIAIS)

FERNANDO RIBEIRO nasceu em 26 de Agosto de 1974. É vocalista, letrista e alma da banda portuguesa de heavy metal e metal gótico Moonspell, sendo também escritor e tradutor.
Cursou Filosofia na Faculdade de Letras de Lisboa e tem tido diversas experiências no mundo literário: traduziu para a língua portuguesa Eu Sou a Lenda (I am Legend) de Richard Matheson; publicou um livro de contos, Senhora Vingança; e colaborou na edição e tradução dos dois primeiros volumes da obra integral de H.P. Lovecraft, autor de ficção de terror. Em 2009 fez parte do projeto musical Amália Hoje, que juntamente com Sónia Tavares, Paulo Praça e Nuno Melo, regressou a alguns dos clássicos mais emblemáticos de Amália Rodrigues.
Vive em Lisboa e toca por todo o mundo com os Moonspell, estando neste momento a realizar a digressão do último álbum da banda, Extinct (2015). Publicou três livros de poesia, Como Escavar um Abismo (2001), As Feridas Essenciais (2004), e o Diálogo de Vultos (2007). Purgatorial é o seu quarto livro de poesia, que, além dos originais, reagrupa a sua poesia completa.

Outubro 08, 2015

O Principezinho, de Antoine de Saint-Exupéry, Anotado por José Luís Peixoto, Ilustrado por Hugo Makarov

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Li O Principezinho pela primeira vez aos treze anos. Desde então reli-o algumas vezes. Coisa que raramente faço, porque há sempre outros livros em espera e o tempo é pouco, porque a curiosidade por uma leitura nova tem-se sobreposto sempre ao prazer de visitar um velho amigo.

O facto de, por vezes o tirar da estante, e me dedicar à mesma viagem com o fascínio da primeira leitura, faz com que este seja dos livros que tenho como mais especiais. Assim é com milhões de pessoas, pois parece que este é o livro mais traduzido depois da Bíblia. Agradeço esta informação ao José Luís Peixoto e às suas anotações nesta edição especial linda, linda, linda.

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Esta edição está francamente espectacular, capas duras em tecido preto dão-lhe um ar sofisticado, o que poderá chocar alguns leitores por se distanciar tanto do livrinho a que nos habituámos, simples e bonito, ilustrado pelo próprio Saint-Exupéry. As ilustrações de Hugo Makarov são, quanto a mim, soberbas. Encheram-me o imaginário com as mesmas personagens e cenários, mas mais fortes, mais cheias de cor e expressões, de vontades e desejos nos olhos que brilham, sonham, suspiram, questionam e viajam.

É tudo igual mas ao mesmo tempo tão novo. A mancha do texto é rodeada por apontamentos sobre o autor, o livro, as personagens, curiosidades e, por vezes, divagações de José Luís Peixoto sobre qualquer detalhe da história, como paralelismos da narrativa com a vida de Saint-Exupéry, que muitas vezes podem ser meras suposições, ideias soltas ou pequenas divagações.

Veste-se um livro maravilhoso com uma nova arte. Nada muda na essência de O Principezinho, nem tal coisa se pretende, mas conseguiu-se, a meu ver, uma homenagem bonita a um dos mais fantásticos livros para crianças-adultas.

Comprei o meu com o Expresso de 2 de Outubro por mais € 9,90. Recomendo que não deixem escapar o vosso com a Visão de 8 de Outubro. Atenção que é HOJE!

 

Outubro 08, 2015

Bem-vindo ao inferno da vida real - "Arranha-Céus" de J. G. Ballard - Elsinore

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«Mais tarde, sentado na varanda a comer o cão, o Dr. Robert Laing refletiu sobre os estranhos acontecimentos que nos últimos três meses tinham ocorrido no interior do prédio enorme.»
É assim que arranca «Arranha-Céus», romance inédito em português de J. G. Ballard, autor de culto e sem fronteiras, especialista em diagnosticar e antecipar o mal-estar futuro. Num imponente edifício de quarenta andares, o último grito da arquitetura contemporânea, vive Robert Laing, um bem-sucedido professor de medicina, e duas mil pessoas. Para desfrutarem desta vida luxuosa, não precisam sequer de sair do prédio: ginásio, piscina, supermercado, tudo se encontra à distância de um elevador. Mas alguma coisa estranha borbulha por baixo desta superfície de rotina.
Primeiro vandalizam-se os automóveis do parque de estacionamento, depois assaltam-se os habitantes. Um incidente conduz a outro e, acossados, os habitantes separam-se por pisos. Quando aparecem as primeiras vítimas, a festa mal começou. O realizador de documentários Richard Wilder resolve avançar, de câmara em punho, numa viagem por esta inexplicável orgia de destruição, testemunhando o colapso do que nos torna humanos.
Entre a alucinação e a anarquia, a visão futurista de J. G. Ballard oferece-nos o retrato demencial, lógico de como a vida moderna nos pode empurrar, não para um estádio mais avançado na evolução, mas para as mais primitivas formas de sociedade.
«Arranha-Céus» (High Rise no original) assinala a estreia de Ballard no catálogo Elsinore. Muito em breve poderemos ver a adaptação deste romance cheio de arestas ao cinema.
Em suma: seja bem-vindo ao inferno da vida moderna.
«Arranha-Céus» de J. G. Ballard (224 pp, 16,99€). À venda a 12 de outubro.
«O melhor romance de Ballard. Um triunfo.» - The Times
«Ballard é o mais imaginativo dos sucessores de H. G. Wells.» - Kingsley Amis
«Inventivo. Arranha-Céus é um bestiário intenso e vívido, que permanece, incómodo, na nossa mente.» - Martin Amis

Outubro 05, 2015

TOPSELLER: MGM e Matthew Vaughn levam «Peregrino», de Terry Hayes, ao Grande Ecrã

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Peregrino, de Terry Hayes, um dos melhores thrillers de espionagem publicados nos últimos tempos e que chegará às livrarias nacionais a 26 de outubro, pela Topseller, já tem adaptação ao cinema confirmada. 

Matthew Vaughn foi o realizador escolhido para levar ao grande ecrã este fantástico e elogiado thriller, cujos direitos já tinham sido adquiridos pela MGM. Lloyd BraunAndrew Mittman juntam-se a Vaughn, com as filmagens a terem início em 2016. 

Terry Hayes está já a terminar o segundo volume de uma série que poderá tornar-se, sendo essa a intenção da MGM, num franchising tipo 007

SINOPSE de PEREGRINO

UMA CORRIDA VERTIGINOSA CONTRA O TEMPO E UM INIMIGO IMPLACÁVEL. 

Uma jovem mulher brutalmente assassinada num hotel barato de Manhattan. 

Um pai decapitado em praça pública sob o sol escaldante da Arábia Saudita. 

Os olhos de um homem roubados do seu corpo ainda vivo.

Restos humanos ardendo em fogo lento na montanha de uma cordilheira no Afeganistão.

Uma conspiração para levar a cabo um crime terrível contra a Humanidade. 

E um único homem para descobrir o ponto preciso onde estas histórias se cruzam: Peregrino.

Outubro 04, 2015

Passatempo Duplo - Viagens e Episódios Geométricos, de Magda Pais

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Este passatempo é especial. A Magda é companheira da blogosfera e parceira de muitas leituras. Conheçam-na aqui.

Com o apoio da autora, que desde já agradeço, podem ganhar os livros Viagens e Episódios Geométricos.

Participem até Domingo, 11 de Outubro, às 23h59, enviando o vosso nome e morada para marciafb@net.sapo.pt

Serão apenas aceites participações de residentes em Portugal. Podem participar as vezes que quiserem.

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