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planetamarcia

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Maio 14, 2015

D. Quixote - Se eu Fosse Chão, de Nuno Camarneiro

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Num grande hotel, as paredes têm ouvidos e os espelhos já viram muitos rostos ao longo dos anos: homens e mulheres de passagem, buscando ou fugindo de alguma coisa, que procuram um sentido para os dias. Num quarto pode começar uma história de amor ou terminar um casamento, pode inventar-se uma utopia ou lembrar-se a perna perdida numa guerra, pode investigar-se um caso de adultério ou cometer-se um crime de sangue.

Em três épocas diferentes, entre guerras que passaram e outras que hão-de vir, as personagens de Se Eu Fosse Chão – diplomatas, políticos, viúvos, recém-casados, crianças, actores, prostitutas, assassinos e até alguns fantasmas – contam histórias a quem as queira escutar.

Nas livrarias a 19 de Maio

Maio 13, 2015

D. Quixote - Todos Devemos ser Feministas, de Chimamanda Ngozie Adichie

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Neste ensaio pessoal – adaptado de uma conferência TED – Chimamanda Ngozi Adichie apresenta uma definição única do feminismo no século XXI. A escritora parte da sua experiência pessoal para defender a inclusão e a consciência nesta admirável exploração sobre o que significa ser mulher nos dias de hoje. Um desafio lançado a mulheres e homens, porque todos devemos ser feministas.

Nas livrarias a 19 de Maio

Maio 09, 2015

Passatempo - Toda a Luz que não Podemos Ver, de Anthony Doerr

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O planetamarcia apresenta mais um passatempo.

Com o apoio da Editorial Presença, que desde já agradeço, podem ganhar 1 exemplar de “Toda a Luz que Não Podemos Ver”, de Anthony Doerr.

Só têm de dizer onde nasceu o autor, Anthony Doerr.

O Passatempo decorre até às 23h59 do próximo dia 20 de Maio.

As respostas deverão ser enviadas para o e-mail marciafb@net.sapo.pt , sempre com informação de nome e morada. O nome do premiado será anunciado aqui no blogue; o vencedor será também informado por e-mail.

Serão apenas aceites participações de residentes em Portugal, e uma por participante e residência.

Podem pesquisar aqui.

O envio do prémio é da responsabilidade da Editorial Presença.

Boa sorte a todos! Participem!

Para mais informações consultem o site da Editorial Presença aqui.

Maio 07, 2015

Apresentação de "A Espia do Oriente" - Fnac do Colombo, 13 de Maio, às 19 horas

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O livro já anda por aí, o lançamento é na próxima semana. Façam o favor de comparecer! Casa cheia para receber a Espia do Oriente, sim gente? :)

Completamente convencida pelo Espião Português, curiosa com o que se segue. Em pulgas, pronto, a roer-me toda, enfim, ansiosa e curiosa, com muita vontade de me dedicar a ler o novo livro do Nuno Nepomuceno.

 

Maio 05, 2015

Novidade Editorial Presença - Toda a Luz Que Não Podemos Ver, de Anthony Doerr

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No próximo dia 6 de maio, a Editorial Presença publica o livro Toda a Luz que não Podemos Ver, da autoria de Anthony Doerr. Um romance comovente passado durante a 2ª Guerra Mundial.

Marie-Laure é uma jovem cega que vive com o pai, o encarregado das chaves do Museu Nacional de História Natural em Paris. Quando as tropas de Hitler ocupam a França, pai e filha refugiam-se na cidade fortificada de Saint-Malo, levando com eles uma joia valiosíssima do museu, que carrega uma maldição. Werner Pfenning é um órfão alemão com um fascínio por rádios, talento que não passou despercebido à temida escola militar da Juventude Hitleriana. Seguindo o exército alemão por uma Europa em guerra, Werner chega a Saint-Malo na véspera do Dia D, onde, inevitavelmente, o seu destino se cruza com o de Marie-Laure, numa comovente combinação de amizade, inocência e humanidade num tempo de ódio e de trevas.

Anthony Doerr nasceu em Cleveland, no Ohio em 1973. Vive com a mulher e os dois filhos em Boise, no Idaho. Publicou os livros de contos - The Shell Collector (2002) e Memory Wall (2010), uma autobiografia Four Seasons in Rome (2007) e dois romances, About Grace (2004) e Toda a Luz que não Podemos Ver, que foi finalista do National Book Award em 2014 e bestseller número 1 do New York Times. Anthony Doerr já foi galardoado com vários prémios, tanto nos Estados Unidos como noutros países: quatro Henry Prizes, três Pushcart Prizes, dois Pacific Northwest Book Awards, três Ohioana Book Awards, Barnes & Noble Discover Prize, Rome Prize, New Yorker Public Library’s Young Lions Award, Guggenheim Fellowship, NEA Fellowship, National Magazine Award para ficção. Em 2010, recebeu o Story Prize, um dos mais prestigiados prémios nos Estados Unidos e o Sunday Times EFG Short Story Award. Em 2007 a revista literária Granta considerou Anthony Doerr um dos melhores jovens romancistas americanos.

Título Orignal: All the Light We Cannot See

Tradução: Manuel Alberto Vieira

Páginas: 520

Coleção: Grandes Narrativas Nº 605

PREÇO SEM IVA: 19,72€ / PREÇO COM IVA: 20,90€

Para mais informações consultem o site da Editorial Presença aqui.

Maio 04, 2015

Passatempo - três pianos e outros exercícios, de Paula Dias

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Já vos falei aqui do livro “três pianos e outros exercícios” da minha amiga Paula Dias, companheira de leituras da Roda dos Livros.

Gostaria de proporcionar aos meus seguidores e visitantes a possibilidade de lerem e conhecerem o trabalho da Paula. Assim, com a colaboração da autora, tenho o prazer de dar hoje início ao passatempo para um exemplar autografado de “três pianos e outros exercícios”.

Participem, até Domingo, 10 de Maio, às 23h59, enviando o vosso nome e morada para marciafb@net.sapo.pt

Serão apenas aceites participações de residentes em Portugal, e uma por participante e residência.

Boa sorte a todos! Participem!

Maio 04, 2015

Resultado do Passatempo "Tempo de Partir", de Jodi Picoult

Nuno Meireles é o vencedor do passatempo “Tempo de Partir”.

A resposta à pergunta é muito simples, os dois improváveis ajudantes contratados por Jenna para encontrar a mãe são: uma médium famosa por encontrar pessoas desaparecidas e um detective que já tinha estado envolvido na investigação do desaparecimento de Alice

Agradeço a todos os participantes e, claro, à Editorial Presença por apoiar e tornar possíveis estas iniciativas.

O vencedor foi contactado por e-mail. Boas leituras!

Maio 04, 2015

Planeta - O Dia em que Estaline encontrou Picasso na Biblioteca, de Alice Brito

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Um romance histórico que atravessa todo o século XX e termina nas dificuldades que enfrentamos na actualidade, interrogando as responsabilidades das esquerdas e concretamente do estalinismo e evocando episódios históricos como o do Ouro de Moscovo em que, em 1936, durante a Guerra Civil, o governo republicano espanhol enviou para a União Soviética as reservas de ouro do Banco de Espanha (a 4.ª maior reserva de ouro do mundo), para as pôr a salvo.
Reservas que nunca foram devolvidas, com a alegação de que seriam pagamento da ajuda militar soviética ao governo republicano durante a guerra.
«Sou um contentor da História do século XX», diz Juan, em carta à sua neta Dulce. História da Europa e dos seus horrores, utopias e derrotas. História de uma Esquerda de que faltam apurar muitas contas escusas - e escuras - e do soçobrar de um ideal que vem desembocar naquilo que é hoje, para David, Dulce, Nuno e Josefina, a proclamada «inevitabilidade» das nossas vidas.
Juan e Maria Bento, as personagens centrais que constroem os seus próprios destinos, ficarão para a memória leitora como um par improvável e apaixonados já vistos – entre o anarquismo convicto de Juan e a militância inflexível de Maria Bento, que as ligações ao KGB disciplinam, há uma ponte incerta que oscila, baloiça e finalmente se verga ao peso da paixão.
Uma narrativa empolgante, que alterna, no estilo inconfundível e único da autora, as vidas e as escolhas das personagens do século XX com o impasse e a impotência das do século XXI – para terminar num volte-face completamente inesperado.

Alice Brito nasceu em Setúbal, em 1945, e aí reside até hoje. É advogada, militante política e cronista em alguns periódicos regionais e online.
As Mulheres da Fonte Nova (Planeta, 2012) é o seu primeiro romance.
368 páginas, PVP: 17,95 €, Disponível a partir de 06 de Maio

Maio 01, 2015

Tempo de Partir - Jodi Picoult - Opinião

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“Tempo de Partir” é o sexto livro que leio de Jodi Picoult. Sabia à partida que seria arrebatada por um livro surpreendente, possivelmente perturbador e certamente imprevisível. Parece uma expectativa ridícula de ser ter ao início. Não é. Que já leu livros da autora perceberá. E eu não estava preparada para me desiludir. Nem queria. Por vezes imagino como se preparará Picoult para um novo livro, sabendo que os seus seguidores esperam o máximo, esperam melhor, esperam por aquele momento do livro em que tudo tão deliciosamente se desmorona, e surge, perante os seus olhos, um cenário que sempre ali esteve, tão óbvio, escondido da melhor forma possível: à vista de todos.

Tudo o que possa dizer mais do que isto será perigoso para quem queira ler “Tempo de Partir”, e deseje chegar na mais pura ignorância ao “ponto de não retorno”, mesmo assim tenho de continuar. É que se há criatura que eu admiro é o elefante, e este livro está cheio deles, e dá uma visão do seu modo de vida que eu considero real, pelo pouco que já li, e que me fez interessar por estes animais com características tão semelhantes aos humanos, a alguns humanos pelo menos. Em relação a outros, o elefante supera-os em grandes doses de humanidade. Um bicho gigante, com um poder de destruição enorme, que nunca esquece, que tem um amor inesgotável pelas crias, para toda a vida, que chora os mortos e faz o luto. Que protege, chora, sente.

Alice conta-nos tudo. Através dos seus diários de pesquisa dos tempos que passou em África, observando elefantes, estudando e desenvolvendo teorias pouco levadas a sério pela comunidade científica, mas que para mim, como leitora, me convenceram, e isso, é do mais importante num livro. Jodi Picoult escreve muito bem, mas não é extraordinária, nem o poder dos seus livros está numa escrita elaborada ou profunda, mas sim na capacidade que ela tem de fazer acreditar que um sapato pode ser uma janela (exemplo parvo da minha autoria). Neste ponto ela é, de facto, admirável.

Os diários de Alice são, para Jenna, as únicas memórias da mãe. O mais comum é serem os pais a procurar os filhos desaparecidos, aqui temos uma adolescente que há dez anos perdeu a mãe, sofre com o trauma de ter sido abandonada, mas na verdade não sabe o que se passou, se a mãe fugiu, e se sim, porque o fez deixando-a para trás, ou se estará morta. Jenna é mais uma das personagens-crianças-prodígio de Picoult, temerária, determinada e rebelde, decide, aos treze anos, encontrar a mãe.

Aqui o livro começa a assumir contornos de um policial, dado o mistério em redor do desaparecimento de Alice, e a forma como a história se vai adensando em torno da noite em que mãe e filha se separaram. Jenna procura a ajuda improvável de uma médium decadente e de um detective alcoólico, personagens que levam a tristeza das suas vidas vazias ao nível de se lhes desejar a recuperação. Um trio quase impossível de acreditar que possa ser real, mas que a criatividade da autora torna o leitor cego para discernir o possível do impossível. E é bom cair numa história que vale por si própria, em que nos enredamos, e de onde não desejamos sair. Saímos. Mas não os mesmos. Dos livros de Jodi Picoult não se sai ileso. E ainda bem.

Não deixem de participar no passatempo para um exemplar de “Tempo de Partir” até 3 de Maio. Todas as informações aqui.

“Têm de compreender que há romance em África. Podemos contemplar um pôr do sol e acreditar que vimos a mão de Deus. Observamos o movimento lento de uma leoa e esquecemo-nos de respirar. Maravilhamo-nos com o tripé formado por uma girafa curvada para beber água. Em África há azuis iridescentes nas asas de pássaros que não se veem em mais lado nenhum da natureza. Em África, no calor do meio-dia, podem ver-se bolhas na atmosfera. Quando estamos em África sentimo-nos primordiais, embalados no berço do mundo.” (Pág. 226)

Sinopse

“Durante mais de uma década, Jenna Metcalf não deixa de pensar na sua mãe, Alice, que desapareceu em misteriosas circunstâncias na sequência de um trágico acidente. A criança que era então não conservou lembranças dos acontecimentos, mas Jenna recusa-se a acreditar que a mãe a tivesse abandonado e relê constantemente os diários que ela escrevia com as observações da sua pesquisa sobre elefantes, tentando encontrar uma pista oculta. 
Desesperada por obter respostas, Jenna contrata dois improváveis ajudantes, uma médium famosa por encontrar pessoas desaparecidas e um detetive que já tinha estado envolvido na investigação do desaparecimento de Alice, e parte determinada a descobrir a verdade.”

Editorial Presença, 2015

Tradução de Manuela Madureira

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