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planetamarcia

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Setembro 03, 2014

D. Quixote - Uma Noite de Inverno, de Simon Sebag Montefiore

 

Moscovo, 1945. Enquanto Estaline celebra a vitória sobre Hitler, ouvem-se tiros ao longe. Numa ponte da cidade são encontrados os corpos sem vida de um casal de adolescentes. É uma tragédia de contornos invulgares. Rosa e Nikolai eram filhos de dois líderes do Kremlin, estudavam numa escola de elite, eram modelos de virtude.

Estamos perante um crime? Um pacto suicida? Ou uma conspiração?

A investigação, conduzida pelo próprio Estaline, estende-se ao círculo restrito das famílias mais poderosas do império. Várias crianças são feitas prisioneiras e obrigadas a testemunhar contra os pais e amigos. A pouco e pouco, são revelados os amores ilícitos e os segredos da alta sociedade de Moscovo, cruelmente exposta no seu esplendor e decadência.

Protagonizado por algumas das mais marcantes figuras históricas do século xx, Uma Noite de Inverno é uma viagem única aos meandros da vida privada da elite soviética na década de 1940.

Nas livrarias a 9 de Setembro

Setembro 01, 2014

Sete anos depois...

 

Há sete anos comecei a escrever sobre livros. Aqui.

No início não me preocupava com os meus textos pois era óbvio para mim que ninguém os leria. Além de que não sei fazer crítica literária, tenho formação em finanças e trabalho em compras e logística, o meu percurso profissional tem sido uma fuga. Fugi do curso que tirei para outra área que me agrada mais. Mas todos os dias eu desejo mesmo é fugir para a minha casa cheia de livros.

Escrevia porque precisava. Porque não havia mais ninguém que gostasse de livros como eu. Eu era assim uma espécie de ser solitário apaixonado por livros. E continuo a ser.

Mas a primeira linha que escrevi no planetamarcia foi o primeiro passo para uma grande aventura. Foi um pequeno salto que me colocou em contacto com outros seres com esta doença estranha pelos livros. O tempo tem-me mostrado que somos muitos. Na verdade, actualmente, para mim, doentes são os que não lêem.

Aprendi que o melhor é sempre a partilha. Se estive muito tempo atrás do monitor agora quero conhecer e falar com as pessoas, discutir, analisar pontos de vista, odiar os livros que os outros gostam e vice-versa. Sou uma espécie de activista dos livros simplesmente porque não vivo sem eles, sem os ler, comentar e divulgar. Não sinto que o meu blogue seja virtual, deixou de o ser a partir do momento que são pessoas reais que me falam dele, cara a cara. Melhor do que chegar aos outros é sentir que posso aproximar pessoas. Que o faço MESMO! Que me reúno com os meus amigos frequentemente para discutir o que lemos no último mês, que participo em tertúlias anárquicas, e noutras mais organizadas, ao ar livre ou dentro de portas, sempre com o mesmo objectivo: falar de livros.

O melhor que a blogosfera que trouxe foi sem dúvida o leque de pessoas interessantes com que posso, todos os dias, fazer a segunda coisa que mais gosto, pois a primeira é, obviamente, ler.

A vocês que me lêem, que me conhecem virtual ou pessoalmente, muito obrigada.

Os livros são objectos realmente mágicos, trouxeram até mim os amigos mais fantásticos (um bocado lunáticos, mas enfim) que podia desejar. Não preciso citar nomes. Vocês sabem quem são.

E agora, se não se importam, vou ler. É que deixei um capítulo a meio e… sabem como é…

 

Foto Art People Gallery

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