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planetamarcia

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Junho 15, 2014

A Cor do Coração - Barbara Mutch - Opinião

 

Uma leitura que muito me agradou mas que não foi exactamente o que me sugeria a sinopse.

Não que faça muita diferença para o desenrolar da acção, mas para mim, o facto de a narradora ser Ada, a filha da criada preta de uma família branca na África do Sul, deu um maior interesse a uma história que a sinopse me levou a pensar ser contada por Cathleen, a esposa e mãe desta família.

A voz de Cathleen também é ouvida, mas através do seu diário. Os seus pensamentos e história de vida escritos num caderno que atrai a atenção de Ada desde criança. Ada é uma menina especial, sensível e curiosa, revela desde muito cedo interesse para as letras e para a música. Cathleen é uma mulher irlandesa que viaja para a África do Sul para se casar, mas que na realidade nunca se adapta ao seu novo lar; e Ada, uma menina que cresce depressa demais por não haver tempo para ser criança, brincar, aprender ou estudar. Cathleen e Ada desenvolvem uma amizade para a vida. Algo improvável e estranho numa África do Sul à beira dos piores anos do Apartheid, em que já se percebia que pretos e brancos não eram considerados iguais.

Ada, ensinada por Madame Cathleen (como tem de a tratar), aprende a ler ouvindo lições enquanto faz limpezas e juntando letras nas ruas quando vai fazer recados ou compras para os patrões. Mas a música é a verdadeira paixão de Ada, e quando Cathleen se apercebe disso começa a ensinar-lhe a tocar piano.

Por muitas vezes pensei na improbabilidade desta história, mas em muitas situações pensei em como queria acreditar que uma amizade assim pudesse ter acontecido num país onde parte da população não era sequer considerada humana. O Apartheid é um tema que me aflige e revolta. Enquadrar Cathleen a Ada nessa época é pouco verosímil mas útil, pela forma como faz pensar e reflectir na enorme capacidade humana para a estupidez, assim como, em oposição, na capacidade humana de ver mais longe e de lutar contra barreiras impostas.

A Cor do Coração é sobre a amizade que dura para sempre, a nobreza de sentimentos que vai para além da idade, cor ou situação financeira, a semente que pode durar até depois da morte, se bem regada e cuidada.

Gostei muito deste livro, e apesar de por vezes o achar demasiado extenso, verifiquei depois o sentido de algumas partes mais exaustivas. A complexidade das tristezas e desilusões de Ada, assim como a incompreensão dos limites que lhe são impostos e a forma como tem de aceitar o seu dever de servir e de se submeter, em contraponto com a sua forma subtil de agir, revelando a inteligência de não se amotinar para não perder ainda mais, representam uma lição de vida sublime, apesar de difícil de aceitar.

O Passatempo para um exemplar termina hoje. Participem!

Sinopse

“Este romance de estreia de Barbara Mutch tem vindo a conquistar os meios literários internacionais, pela peculiar delicadeza e a sensibilidade que a sua escrita revela. A história inicia-se nas terras do Karoo, na África do Sul, onde uma jovem irlandesa chega para desposar o noivo que não vê há cinco anos e aí constituir família. O livro revela-nos as pouco ortodoxas ligações que se vão tecendo entre os diferentes personagens. Com o rebentar da Segunda Guerra Mundial tudo muda dolorosamente naquela casa, até que uma guerra se instala no próprio país — o apartheid—, dilacerando ainda mais as já fragilizadas relações. A Cor do Coração é, acima de tudo, um romance inteligente e desafiador, que retrata o drama e o sofrimento de duas mulheres capazes de se elevarem acima da crueldade e do preconceito em nome dos valores mais genuinamente humanos.”

Presença, 2014

 

Para mais informações sobre o livro A Cor do Coração clique aqui.

Junho 14, 2014

Agora e na Hora da Nossa Morte - Susana Moreira Marques - Opinião

 

Um livro sem esperança, logicamente, que a morte é o fim de tudo. Não é acontecimento literário digno de nota mas antes um testemunho de sofrimento, do que custa morrer só e doente.

Na verdade, não o achei tão pesado como esperava. Doloroso mas não de fazer sangrar a alma, pelo menos a minha, que gosta de sangrar à séria com livros, por motivos que o justifiquem. E a morte impiedosa, cruel e injusta (poderá alguma vez ser justa?) pareceu-me suficientemente terrível para entregar as minhas mais sinceras condolências.

É mais um documento de divulgação e esclarecimento das formas como podemos aceitar a morte, conviver com a sua chegada iminente, reduzindo o sofrimento de pacientes e família. O desafio de aceitar o destino, superando a imensa dor de perder as pessoas queridas, mesmo quando, ainda vivas, já partiram.

Numa primeira parte a descrição das motivações de quem vai ajudar a morrer ao abrigo do projecto de cuidados paliativos domiciliários em Trás-os-Montes, iniciativa da Fundação Calouste Gulbenkian. Uma região isolada, abandonada pelos mais jovens, onde quem fica enfrenta a morte dolorosa das doenças implacáveis, atenuada pelas raras visitas dos filhos que, presos por compromissos profissionais, assistem a espaços ao definhar dos pais.

A médica e os enfermeiros que vão de aldeia em aldeia tornam-se a (última) família destas pessoas, os ouvintes dos seus desabafos e os apaziguadores das suas tormentas. Autênticos depósitos de histórias perturbadoras e anjos de última viagem, não consigo imaginar a força psicológica necessária a tão nobres funções, e a forma como muitas vezes se devem desfazer em tristezas nos momentos de fraqueza das suas tarefas de confortar e dignificar a última e dolorosa caminhada.

Na segunda parte do livro apenas os relatos de quem vive e sabe que vai morrer, e da família que assiste, impotente, ao que todos sabemos certo. E a morte chega, tal como previsto.

“PALIATIVO: 1. Que serve para paliar. 2. Remédio que não cura mas mitiga a doença. 3. Recurso para atenuar um mal ou adiar uma crise; adiamento. 4. Disfarce.” (Pág. 21);

“Mas a metáfora mais certa para a morte é a guerra: uma pessoa batalhando numa cama durante anos até que a sua respiração se confunde com um gemido.” (Pág. 27);

Sinopse

“Agora e na Hora da Nossa Morte é o resultado da viagem que Susana Moreira Marques, acompanhada pelo fotógrafo André Cepeda, fez a Trás-os-Montes para seguir um projecto de prestação de cuidados paliativos em casa, apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian. 
De aldeia em aldeia - numa paisagem marcada por grandes distâncias, as águias sobrevoando as estradas, e o Douro como fronteira - encontramos pessoas com pouco tempo de vida, familiares que dormem à cabeceira de camas, e o vazio deixado pelos que morrem. 
Num registo que mistura reportagem, ensaio, entrevista e diário de viagem, Agora e na Hora da Nossa Morte leva-nos para o lugar onde Portugal acaba e é esquecido, onde todo um modo de vida está em vias de desaparecer. É aí, num tempo de fim, num tempo de urgência, que - perante o sofrimento da doença, a solidão da velhice e a nossa mortalidade - começamos a perceber o que é importante.”

Tinta-da-China, 2013

Junho 14, 2014

NOVO LIVRO DE LILIANA LAVADO - À VENDA A 17 DE JUNHO

 

Encontro em Itália é a história de dois amigos de Infância. Henrique e Sara que pouco têm em comum, para além de uma paixão por livros e uma amizade que ambos já deram como perdida. Depois de vários anos de silêncio, ele é um estudante finalista de Literatura Inglesa que olha com receio os dias fora das paredes seguras da Universidade e ela uma aspirante a escritora que se esvanece no tumulto de um grupo de amigos problemático. Mas tudo isto vai mudar.

Durante uma viagem a Itália, que tem tudo para ser perfeita, vão encontrar um livro misterioso, um gato com um estranho sentido de humor e uma inesperada aventura que os volta a juntar no mesmo caminho.

Henrique e Sara podem ter encontrado um no outro o pretexto que tanto procuravam para adiar decisões e contornar o futuro, mas, em troca recebem também o que não pediram e aprendem que o futuro é inevitável.

LILIANA LAVADO é natural de Estarreja, licenciada em Gestão de Marketing pelo IPAM, com uma especialização em Strategic Marketing in Action pelo IMD na Suíça. Viveu em Lisboa durante sete anos e vive atualmente na Suíça. A sua carreira profissional tem passado pelas áreas de logística e marketing operacional em diferentes multinacionais, como a Nespresso. Começou a escrever quando estava na faculdade e, depois de repetidas visitas a livrarias sem encontrar nenhum livro que lhe apetecesse ler, resolveu que o melhor a fazer era pôr mãos à obra e escrevê-lo ela mesmo. Pela Marcador, publicou também o livro Inverno de Sombras.  

Título: Encontro em Itália 

Autor: Liliana Lavado 

Editora: Marcador

Nº de Páginas: 488 

Formato: 15,5x23,5 cm 

PVP 17,50€ 

Junho 13, 2014

Picnic Literário 2014 - Hoje na Feira do Livro de Lisboa - Estão todos convidados!

 

É já hoje, às 16 horas na Feira do Livro de Lisboa, relvado central.

Inscrevam-se. Serão 7 tertúlias temáticas que contam com a presença de autores, editores e bloggers para dinamizar a conversa em torno da paixão que nos une, os Livros. Eu estarei na tertúlia "do tudo e do nada", na companhia da Maria Melo e do Octávio Carmo Santos, juntem-se a nós para divagar sem limites.

Inscrições aqui.

Obrigada ao Efeito dos Livros por esta iniciativa e por este convite.

 

Junho 13, 2014

Maria Manuel - Paulo Moreira - Opinião

 

Em primeiro lugar quero agradecer ao Paulo Moreira por me ter escolhido para ler e opinar sobre o seu livro “Maria Manuel”.

Uma leitura de ritmo veloz, pela simplicidade da escrita e pelo mistério que vai consumindo o leitor. Maria Manuel é uma personagem fundamental pois que todo o mistério se relaciona com ela, mas Ana é a personagem principal.

Ana ainda sofre com as consequências de uma gravidez indesejada na adolescência, já adulta, divorciada e com um filho pequeno, as mágoas ficam à flor da pele quando, por doença da tia Maria Manuel, tem de regressar ao local onde fez o aborto enquanto jovem.

As feridas mal cicatrizadas tendem a sangrar quando reabertas, mas Ana percorre o caminho da redenção enfrentando os fantasmas e superando os traumas.

A revelação de um grande segredo de família é o ponto forte do livro, mas lamentavelmente não poderei expressar opinião, sob pena de revelar demasiado. Fica o convite à leitura, um livro que se lê visualizando, e que na minha opinião daria um interessante guião para um filme.

Sinopse

“Uma semana de visita a uma tia doente que mora longe e que mal se conhece.
Uma criança alegre que faz de conta que é um índio.
Os segredos que alguns guardam.
Os afectos.”

Redil, 2013

Junho 10, 2014

Quando Nietzsche Chorou - Irvin D. Yalom - Opinião

 

A Roda dos Livros tem-me proporcionado conhecer livros que me tinham passado despercebidos. “Quando Nietzsche Chorou” é mais um exemplo de um livro que, possivelmente até teve uma boa divulgação, mas nessa altura (e não foi assim há tanto tempo) não chegou até mim. As campanhas são cada vez mais curtas, tal é a quantidade de livros a chegar ao mercado diariamente, e este, apesar de já ter várias edições, só foi lido por mim através da estratégia de marketing que continua a ser (acho eu) a mais bem-sucedida: o passa-a-palavra.

É difícil dizer o que mais gostei neste livro, assim como também não sei como o qualificar. Penso que a expressão “Romance de Ideias” é bastante feliz neste caso, pois que são mais de trezentas páginas de um debate ideológico intenso, com o qual facilmente o comum dos mortais se identifica. Apesar da capa e o título remeterem para dissertações filosóficas, ou talvez temas demasiado abstractos para um leitor com conhecimentos médios, este é um livro de emoções e dúvidas com as quais qualquer ser humano se identifica. Desespero, medos, conflitos interiores e traumas do passado. Quem nunca os sentiu pode parar de ler agora e retomar quando os sintomas vierem, que ninguém escapa (mais cedo ou mais tarde).

Os que conhecem a sensação, mesmo que de forma subtil, e apreciem História, debate de ideias e tudo o que mais ponha os neurónios em ponto de ebulição, podem também parar por aqui, desde que comecem imediatamente a ler “Quando Nietzsche Chorou”. Eu ainda não tinha terminado a leitura quando comprei mais três livros do autor. Mas não vale a pena fazerem isto em casa, a não ser que sejam leitores compulsivos, meio loucos, e com muito espaço para arrumar livros. A parte do espaço não me assiste.

A imaginação de Yalom leva-nos ao encontro entre Nietzsche e Breuer, coisa que não aconteceu, mas acontecendo devia ser mais ou menos assim, uma sucessão de conversas brilhantes entre dois génios de ramos distintos do conhecimento, com sucessivas inversões de marcha e reviravoltas no caminho sinuoso do conhecimento. Seres pensantes, à frente do seu tempo que, descobriram (neste livro) que a alma se enche de dores com o tempo e com a vida, e que a conversa exorciza a inquietude da alma doente. Como descobrir a cura para a doença que quebra por dentro? Como sarar as feridas sem sangue das mágoas? Termos como a “limpeza da chaminé” ou “médicos da angústia” são os primeiros passos do que viria a ser a psicanálise, e que vão surgindo numa aprendizagem mútua de dois mestres que podiam muito bem ter construído este caminho na realidade. Assim não foi, Freud faz umas aparições ocasionais para dar realismo à coisa mas não era preciso, pois que para mim os encontros existiram, a amizade nasceu, os papéis inverteram-se, e a humanidade deu vários passos em frente. Gostei tanto que quero que seja tudo real. Recomendo muito.

“- Não sei curar o desespero, doutor Breuer. Limito-me a estudá-lo. O desespero é o preço pago pela auto-consciência. Olhe profundamente para dentro da vida e vai sempre encontrar o desespero.

- Sei disso professor Nietzsche, e não espero uma cura, mas simplesmente um alívio. Quero que me aconselhe. Quero que me mostre como suportar uma vida de desespero.” (Pág. 150)

“-Viva enquanto viver! A morte perde o seu terror quando se morre depois de consumida a própria vida! Caso não se viva no tempo certo, então nunca se conseguirá morrer no momento certo.” (Pág.258)

Sinopse

“Friederich Nietzsche, o maior filósofo da Europa, está no limite de um desespero suicida, incapaz de encontrar cura para as insuportáveis enxaquecas que o afligem. Josef Breuer, médico distinto e um dos pais da Psicanálise, aceita tratar o filósofo com uma terapia nova e revolucionária: conversar com Nietzsche e, assim, tornar-se um detective na sua cabeça.

Pelas ruas, cemitérios e casas de chá da Viena do sec. XIX, estes dois gigantes do seu tempo vão conhecer-se um ao outro e, fundamentalmente, conhecer-se a si próprios. E no final não é apenas Nietzsche que exorciza os seus fantasmas. Também Breuer encontra conforto naquelas sessões e descobre a razão dos seus próprios pesadelos, insónias e obsessões sexuais.

Quando Nietzsche Chorou funde realidade e ficção, ambiente e suspense, para desvendar uma história superior sobre amor, redenção e o poder da amizade.”

Saída de Emergência, 2011

Lido através da Roda dos Livros - Livros em Movimento.

Junho 06, 2014

Biografia Involuntária dos Amantes - João Tordo - Opinião

 

Não me identifiquei com este livro, no entanto li-o com entusiasmo. É uma estranha contradição. Mais de quatrocentas páginas de percursos de personagens caracterizados pela melancolia e por um grande desencanto com a vida, com os quais não me identifico, mas não pude deixar de me envolver pela beleza da narrativa de João Tordo.

Admito que, para mim, o conteúdo é desinteressante, ou posso não ter conseguido atingir o verdadeiro objectivo da obsessão do narrador em ir juntando peças de vidas tão desapaixonadas, tendo ele próprio uma vida tão solitária e algo problemática. Mas é difícil quando o próprio, a poucas páginas do fim, tem também dificuldade em perceber o seu próprio esforço. “Talvez eu tenha ficado viciado, talvez não fosse capaz de parar”. Pág. 378.

Ficou pouco em mim da história, dos testemunhos das personagens e da pesquisa feita numa busca cega por vários pontos do mundo. Quando, agora, tento articular tudo na minha cabeça já não consigo, certamente a minha leitura, pautada pelo desinteresse por estas vidas desorganizadas foi perdendo o fio condutor, e nesta altura fica apenas a sensação estranha e descabida de me ter entregue a uma narrativa envolvente sob uma espécie de hipnose que apenas consigo justificar com uma escrita poderosa e brilhante. Leria mais quatrocentas páginas.

 “E a vida é, por definição, uma caminhada absurda cujo final é sempre idêntico. Por que razão não nos deixou Deus em paz, ou seja, inexistentes? Neste lógica incongruente, o Criador coloca-nos neste mundo à mercê de tudo o que é terreno, suculento e carnal, desafia-nos a experimentar e, no final, tira-nos tudo aquilo que nos deu. Reféns da teologia, somos uma piada de mau gosto; reféns do acaso, somos vítimas da ínfima possibilidade. Nesta miséria a que estamos votados, sentimo-nos incompletos e assaz melancólicos. A essa melancolia chamamos vida adulta.” (Pág. 94).

Sinopse

“Numa estrada adormecida da Galiza, dois homens atropelam um javali. A visão do animal morto na estrada levará um deles — Saldaña Paris, um jovem poeta mexicano de olhos azuis inquietos — a puxar o primeiro fio do novelo da sua vida. Instigado pelas confissões desconjuntadas do poeta, o seu companheiro de viagem — um professor universitário divorciado — irá tentar descobrir o que está por trás da persistente melancolia de Saldaña Paris.
A viagem de descoberta começa com a leitura de um manuscrito da autoria da ex-mulher do mexicano, Teresa, que morreu há pouco tempo e marcou a vida do poeta como um ferro em brasa. O narrador não poderia adivinhar (porque nunca podemos saber as verdadeiras consequências dos nossos actos) que a leitura desse manuscrito teria o mesmo efeito sobre a sua vida.
As páginas escritas por Teresa revelam a sua adolescência no seio de uma família portuguesa contaminada pela desilusão: um pai ausente e alcoólico, um tio aventureiro e misterioso, uma mãe demasiado protectora. Mas o que ressalta com maior vivacidade daquelas páginas é o relato enternecedor do seu primeiro amor, ao mesmo tempo que começam a insinuar-se na sua vida realidades grotescas e brutais. Confrontado pela primeira vez com a suspeita dessa terrível possibilidade, Saldaña Paris mergulha numa depressão profunda. Determinado em libertar o amigo do poder corrosivo do mal, o nosso narrador compõe então, peça a peça, a biografia involuntária dos dois amantes. Uma biografia que passa pelo desvelar do passado, para que este não contamine irremediavelmente o futuro.”

Alfaguara, 2014

Junho 05, 2014

Passatempo - A Cor do Coração, de Barbara Mutch

 

O planetamarcia apresenta mais um passatempo.

Com o apoio da Editorial Presença, que desde já agradeço, podem ganhar 1 exemplar de “A Cor do Coração”, de Barbara Mutch.

Só têm de dizer em que local se inicia esta história.

O Passatempo decorre até às 23h59 do próximo dia 15 de Junho.

As respostas deverão ser enviadas para o e-mail marciafb@net.sapo.pt , sempre com informação de nome e morada. O nome do premiado será anunciado aqui no blogue; o vencedor será também informado por e-mail.

Serão apenas aceites participações de residentes em Portugal, e uma por participante e residência.

Podem pesquisar aqui e aqui.

O envio do prémio é da responsabilidade da Editorial Presença.

Boa sorte a todos! Participem!

 

Para mais informações consultem o site da Editorial Presença aqui.