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planetamarcia

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Maio 11, 2014

D. Quixote - Através da Chuva, de Miguel Gullander

 

Tendo perdido a maior parte do seu tempo de vida encarcerado num estranho coma, o senhor Svart desperta em Estocolmo com um único objectivo: ver uma palanca negra gigante no coração de Angola. Por coincidência, uma ONG contrata-o como consultor de um projecto de desenvolvimento rural. Encontrar a palanca negra gigante é uma das propostas. Partindo para África, o criptozoólogo sueco confronta-se com o seu passado não resolvido e a suspeita de que as coordenadas da realidade estão alteradas. Amores abandonados, convicções traídas e um arqui-inimigo dos tempos revolucionários reaparecem-lhe durante a viagem. Na sufocante circularidade da sua busca e fuga, o senhor Svart descobre que talvez ainda não tenha despertado do pesadelo.

Nas livrarias a 13 de Maio

Maio 11, 2014

Teorema - A Neve e as Goiabas, de NoViolet Bulawayo

 

Querida tem dez anos e vive no Paraíso, o bairro de lata pelo qual vagueia alegremente com um grupo de amigos exuberantes. Quer estejam a roubar goiabas nos bairros ricos da cidade ou a imitar o pouco que conhecem de Lady Gaga, Querida, SabeDeus, Bastardo, Chipo, Sbho e Stina encaram a vida com a leveza típica das crianças. Quando brincam ao Jogo dos Países, nenhum deles pensa em países africanos como o seu mas sim nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, ondem vivem Madonna, Barack Obama e David Beckham.

Para Querida, a fantasia vai tornar-se realidade. Ela é uma sortuda. E a sua sorte tem um nome e uma morada: tia Fostalina, Detroit. Querida viu o Sonho Americano na televisão e parte determinada a conquistá-lo. Mas a Terra Prometida revela ser um desafio.

Prémio Pen/Hemingway Foundation 2014

Nas livrarias a 13 de Maio

Maio 11, 2014

Porto Editora - Ficção - A esperança na tormenta

 

No Coração da Tempestade catapultou Jesmyn Ward para o reconhecimento mundial ao ser premiado com o mais importante galardão literário americano, o National Book Award 2011, e depois com o Alex Award. Este romance será publicado pela Porto Editora no dia 16 de maio.

Intenso, poderoso, com uma linguagem simultaneamente simples e vibrante, No Coração da Tempestade é o segundo romance de Jesmyn Ward que, desta vez, nos coloca na pele dos desprotegidos contra a força implacável do Katrina. Mais do que a catástrofe natural, este romance explora ainda o preconceito que atormenta os seus protagonistas, alvos de um racismo feroz de que a própria autora foi vítima e que, através desta história, procurou denunciar.

Maio 10, 2014

Passageiros da Neblina - Montserrat Rico Góngora - Opinião

 

Há livros que nos escolhem. “Passageiros da Neblina” captou o meu interesse numa Feira do Livro e de imediato o comecei a ler. A capa, bastante apelativa, remeteu-me para um outro livro que nunca li, mas que tenho agora um renovado interesse em descobrir. Trata-se de “A Conspiração dos Antepassados” de David Soares. Assisti à apresentação há uns anos e fiquei muito curiosa por esta relação que parece ter havido entre Fernando Pessoa e Aleister Crowley.

“Passageiros da Neblina” começa de uma forma empolgante e verdadeiramente grandiosa. As oitenta páginas da primeira parte são lidas de um fôlego, com crescente interesse e muita curiosidade sobre uma amizade estranha entre dois homens conhecidos, recheada de pormenores intrigantes do oculto, e o que podem ser chamadas de práticas mágicas desconhecidas numa Sintra misteriosa, envolta numa neblina que tanto esconde como deixa espreitar segredos que a cada página me sentia ávida de descobrir.

A segunda parte é um regresso no tempo aos acontecimentos que são aflorados no início. Deixamos a década de trinta e assistimos ao relato pormenorizado de actos e ambientes numa Sintra palco de crimes, num misto de ficção e factos históricos que não terei credenciais para validar, mas que me convenceu. Todos os personagens estão submersos em mistério, por vezes o tema do ocultismo e da magia negra que rodeia a personagem intemporal de Crowley torna-se pesado.

Senti que tanto mistério tornou por vezes a narrativa algo sinuosa. O constante juntar de pistas e de tomar atenção a todos os pormenores cansaram, por vezes, o detective que há em mim. A autora tende a tornar-se repetitiva em alguns aspectos, o que é uma pena, pois que tirou fôlego a esta espécie de policial histórico requintadamente assombrado pelos fantasmas de Sintra, visitado por figuras históricas mundiais, como Darwin, e, se por um lado agrada pela forma como atiça a curiosidade com meias pistas, por outro lado, o debitar dos factos a “conta-gotas” acaba por se reflectir negativamente em demasiadas repetições que não cumprem a cem por cento o objectivo de repor a clareza e o entendimento.

Não posso deixar de me sentir um pouco enganada por Fernando Pessoa ser uma personagem demasiado secundária e apenas presente na primeira parte, daí a minha vontade de aprofundar este “encontro” entre dois homens que me deixam o espírito ávido de interesse e ganas de descobrir mais.

“Passageiros da Neblina” é um bom livro, que li com prazer, mas que me soube a pouco. Será talvez o incentivo para outras leituras e pesquisas sobre um tema que sinto que me poderá levar numa espiral que queda, medo e sustos, mas que curiosamente revelo sinais de ansiar.

“Acredite ou não, em Sintra circulam sempre os mesmos espectros, uma vez e outra. Vêm como passageiros da neblina, como áugures de uma tragédia.” (Pág. 21)

Sinopse

“O encontro ocorreu em Setembro de 1930, quando Aleister Crowley chegou inesperadamente a Lisboa, com o pretexto de conhecer Fernando Pessoa, com quem se correspondia há algum tempo, em torno de interesses comuns em astrologia e esoterismo. O poeta recebeu-o no Cais da Rocha do Conde de Óbidos mas pouco mais se sabe sobre o que se passou entre eles. Crowley, conhecido por muitos como a Besta 666, foi uma das figuras mais enigmáticas do seu tempo. Expulso de Itália por Mussolini, sobre ele recaíram as acusações de culto ao demónio e práticas de magia negra. Dias depois da sua chegada a Lisboa, o mágico ocultista foi a Sintra jogar uma misteriosa partida de xadrez e desapareceu nos penhascos da Boca do Inferno, deixando uma críptica nota de suicídio. Especulou-se bastante sobre o eventual envolvimento de Pessoa na suposta encenação macabra. 
A partir deste encontro, a escritora cria uma história sobre uma maldição com mais de cem anos, que atravessa gerações, onde personagens fictícias convivem com outras personalidades reais, como Charles Darwin, George Everest e o jornalista Augusto Ferreira, amigo do poeta. "Um caso de polícia intrigante, novos crimes, uma família atravessada por silêncios, loucura e amores secretos, as lutas religiosas e políticas da época, a simbologia e as práticas maçónicas", este é o universo de "Passageiros da Neblina"....”

Planeta, 2009

Maio 05, 2014

MAL NASCER - lançamento sexta-feira às 18h30

 

 

Visite também a página interactiva: http://nlstore.leya.com/gol/casa_das_letras/mal_nascer/mal_nascer2.html

 

 

«Esta música de campo, posta assim diante de nós, faz-me lembrar a minha infância. Sebastiana olha para meus olhos e vê como o pensamento está longe, mas só acordo com um sopapo de vento que se levanta agora mesmo. Ela faz cara de quem lhe passou um arrepio de cima a baixo no corpo, que o vento do campo vem destemperado. Num gesto que é para ganhar simpatias, dispo o paletó e entrego-lho para que o coloque sobre os ombros. Ela recusa. Mostra uma timidez que é a de afilhada de gente rica que nunca teve trato de ser igual. Então, com a minha autoridade de patrão, coloco-lho sobre os ombros. Vencida, sorri-me. Uma facada de vontade de a beijar, aqui mesmo, entra-me pelo peito adentro. Não quero que adoeça, senão os meus pacientes vão reclamar, afianço-lhe. Rimo-nos os dois.»

 

 

Maio 02, 2014

Marcador - O Homem que Perseguia o Tempo, de Diane Setterfield

 

Num momento de rivalidade infantil, William deixa-se levar pelo entusiasmo e não hesita em apontar a fisga a uma gralha-calva poisada num ramo, acabando por matá-la.
Um ato que, apesar de cruel, não teve qualquer significado e depressa foi esquecido. Mas as gralhas-calvas não esquecem…
Anos depois, na idade adulta, já com mulher e filhos, entra na sua vida um desconhecido misterioso e a sua sorte começa a mudar. Surgem então as consequências terríveis e imprevistas daquele incidente do passado.
Numa tentativa desesperada de salvar o único bem precioso que lhe resta, William celebra um acordo deveras estranho, com um sócio ainda mais estranho. Juntos, fundam um negócio inquestionavelmente macabro.

Diane Setterfield é uma autora britânica que nasceu em Englefield, em 1964. Passou grande parte da infância na localidade vizinha Theale. A autora é, nas suas palavras, «em primeiro lugar, leitora, e em segundo, escritora». O primeiro livro da autora foi bestseller do The New York Times e está publicado em 30 países. Em Portugal chama-se O Décimo Terceiro Conto e é publicado pela Marcador.
À VENDA A PARTIR DE 6 DE MAIO
Título: O Homem Que Perseguia O Tempo

Autora: Diane Setterfield 

Nº de Páginas: 406

PVP 18,50€

Maio 02, 2014

Porto Editora - Ficção - "A Hipótese do Mal", de Donato Carrisi

 

Donato Carrisi é um dos escritores mais destacados em Itália e, ao terceiro livro, já ultrapassou a barreira do milhão de livros vendidos. Autor traduzido em muitos países e com grande sucesso em França ou na Alemanha, Carrisi vê agora o seu terceiro thriller editado em Portugal. A Hipótese do Mal sucede a Sopro do Mal e O Tribunal das Almas e chega às livrarias a 9 de maio.

Donato Carrisi vai estar presente na Feira do Livro de Lisboa 2014.

Maio 02, 2014

Porto Editora - Ficção - "A improvável viagem de Harold Fry"

 

A improvável viagem de Harold Fry, extraordinário romance de estreia de Rachel Joyce, valeu à escritora britânica o National Book Award, na categoria New Writer of the Year, e ainda um lugar entre os finalistas do prestigiado Man Booker Prize. Em Portugal, a Porto Editora publica esta obra, da qual já se venderam mais de 2 milhões de exemplares em todo o mundo, a 9 de maio.
A originalidade tem sido apontada como um dos pontos mais fortes deste romance protagonizado por um reformado, Harold Fry, que recebe, de uma amiga de longa data, que vive na outra ponta de Inglaterra, uma carta com a notícia de que está a morrer de cancro. Harold decide responder-lhe, lamentando a tragédia, mas, quando vai colocar o envelope no marco do correio, acha esse gesto demasiado impessoal.
Opta, então, por ir entregar a carta em mão, iniciando aí uma longa caminhada.
A improvável viagem de Harold Fry tem direitos de tradução vendidos para 35 países e fez grande sucesso em vários países, nomeadamente na Alemanha, onde se venderam mais de 600 mil exemplares.
SINOPSE
Para Harold Fry os dias são todos iguais. Nada acontece na pequena aldeia onde vive com a mulher Maureen, que se irrita com quase tudo o que ele faz. Até que uma carta vem mudar tudo: Queenie Hennessy, uma amiga de longa data que não vê há vinte anos, e que está agora doente numa casa de saúde, decide dar notícias. Harold responde-lhe rapidamente e sai para colocar a carta no marco do correio. No entanto, está longe de imaginar que este curto percurso terminará mil quilómetros e 87 dias depois.
E assim começa esta viagem improvável de Harold Fry. Uma viagem que vai alterar a sua vida, que o leva ao encontro de si mesmo, a descobrir os seus verdadeiros anseios há tanto adormecidos e sobretudo vai ajudálo a exorcizar os seus fantasmas. Com este primeiro romance sobre o amor, a amizade e o arrependimento, A improvável viagem de Harold Fry, que recebeu o National Book Ward, para primeira obra, Rachel Joyce revela-se uma irresistível contadora de histórias.

Rachel Joyce vive numa quinta do Gloucestershire, em Inglaterra. Durante vinte anos escreveu argumentos para rádio, televisão e teatro. Também passou pelo palco, experiência que lhe valeu alguns prémios. A improvável viagem de Harold Fry foi o seu primeiro romance. Este livro recebeu o National Book Award para primeira obra e foi considerado em vários meios de comunicação um dos melhores livros de 2012. Foi também finalista do Man Booker Prize desse ano.

Título: A improvável viagem de Harold Fry
Autor: Rachel Joyce
Tradução: José Vieira de Lima
Págs.: 312
Capa: mole
PVP: 16,60 €

Maio 02, 2014

Porto Editora - Ficção - "Enquanto houver estrelas no céu"

 

Hoje, a Porto Editora publica Enquanto houver estrelas no céu, romance de Kristin Harmel, no qual a protagonista, ao procurar as raízes familiares, descobre a magnífica e até aí secreta história de amor vivida setenta anos antes pela avó.
Esta obra entrelaça duas épocas, a atual e os anos 40, e aborda também as relações entre várias gerações de mulheres e entre religiões durante a ocupação de Paris.
A autora, Kristin Harmel, é presença assídua nas televisões dos Estados Unidos e também nas listas de livros mais vendidos. Este título tem direitos de tradução vendidos para 15 países e já alcançou enorme sucesso na Europa, em países como a Itália, a Alemanha, a Holanda, a Noruega e o Reino Unido.
SINOPSE
Desde sempre, Rose, ao entardecer, olhava o céu em busca da estrela da tarde. Era aquela estrela, agora que a sua memória a estava a abandonar, que lhe permitia recordar-se de quem era e de onde vinha; que a transportava para os seus dezassete anos, para uma confeitaria nas margens do Sena. Ninguém conhecia a sua história, nem sequer a sua neta, Hope. Num dos seus raros momentos de lucidez sente que é importante falar-lhe de um passado longínquo, que manteve em segredo durante setenta anos e que em breve ficará perdido para sempre.
Munida de uma lista de nomes e de fragmentos de uma vida, Hope parte para Paris em busca de respostas.
Para Hope esta será também uma viagem de descoberta: de tradições religiosas há muito diluídas, de histórias vividas numa Paris ocupada onde o amor sobrevive e, sobretudo, da sua capacidade de recomeçar e acreditar em si mesma.

Título: Enquanto houver estrelas no céu
Autor: Kristin Harmel
Tradução: José Lima Ferreira
Págs.: 384
Capa: mole
PVP: 16,60 €

Maio 01, 2014

A Tia Julia e o Escrevedor - Mario Vargas Llosa - Opinião

 

Custa-me cada vez mais escrever sobre livros. Bons livros. Porque não há nada que eu possa fazer para os tornar melhores, nem tal ambição tenho o desplante de ter, e porque sinto que escreva o que escrever, será sempre insuficiente.

Mas, e porque estes joguitos de palavras que faço me dão um certo gozo, não resisto a pelo menos tentar descrever o prazer de ler um livro excepcional.

Já li alguns livros de Llosa. Este é diferente. Autobiográfico. Não sei, tem logo assim à partida uma espécie de seriedade cheia de verdades. Mete respeito pensar que se vai entrar na vida privada do senhor quando tinha dezoito anos, descobrir uma espécie de incesto por afinidade que aguça a curiosidade, mas ao mesmo tempo me fez recear ficar a salivar pelas personagens delirantes dos outros livros que li do autor.

Mas não. Pois que o delírio continua. A imaginação de Vargas Llosa é, sem dúvida, poderosa, mas as situações da sua vida e aqueles que o rodearam terão sido, a meu ver, um impulso decisivo para criações tão fantásticas. O meio terá influenciado o criador. Sorte ter a genialidade e movimentar-se num laboratório vivo, cheio de cobaias mesmo a pedir a imortalização. Num livro. Partindo do princípio que tudo no livro é verdade. A mim apetece pensar que sim.

E mais me apetecia ter lá estado. Para conhecer Pedro Camacho que, não sendo o meu grande favorito Dom Rigoberto, me encantou com a sua dedicação exaustiva à escrita, pela forma como sugou a sua imaginação até ao esgotamento, citando o próprio “Para a arte não há horário”.

Não interessa o que Camacho escreve mas como o faz. Pois que explicando a sua dedicação à causa qualquer aspirante a escritor o idolatrará de imediato, aprofundando a questão acerca do tema dos seus escritos, já não é assim tão fascinante. Por isso e para manter por mais um pouco esta ideia romântica do escritor lunático, vou adiar a explicação mais exacta (a verdadeira, pronto) para depois.

Camacho escreve como um actor. Muda de indumentária para entrar totalmente na personagem. Enfiado num cubículo com a Remington “emprestada” cria capítulos para a cada dia, a cada hora, surpreender e fascinar ainda mais os seguidores. Estes, mesmo depois, de ele dar provas óbvias de ter entrado nas suas próprias estórias ao ponto de enlouquecer, ainda o adoram mais. Ficam diariamente, à hora certa, ansiando ouvir a radionovela, os folhetins do grande Pedro Camacho. Um escritor para massas, um escritor de banalidades, que leva o seu trabalho tão a sério que representou uma grande inspiração para Llosa.

Fascinante e caricato, este é (mais) um livro de Vargas Llosa que me levou muito mais longe do que eu esperava ir. Ao compasso do seu amor pela Tia Julia, fui sendo surpreendida com capítulos com uma certa estrutura de conto, que me foram fazendo imaginar que, também ou, ouvia a radionovela.

“Começo a escrever com a primeira luz. Ao meio-dia o meu cérebro é uma tocha. Depois vai perdendo fogo e à tardinha paro porque só restam brasas. Mas não importa, pois nas tardes e nas noites é quando mais rende o actor. Tenho meu sistema bem distribuído.” (Pág. 47)

“Quando lhes perguntei porque é que os preferiam aos livros, protestaram: que palermice, como é que se podiam comparar, os livros eram a cultura, os folhetins simples extravagâncias para passar o tempo. Mas o certo é que viviam apegadas ao rádio e que nunca tinha visto nenhuma delas abrir um livro” (Pág.96)

“Cada vez se me tornava mais evidente que a única coisa que queria ser na vida era escritor e cada vez, também, me convencia mais que a única maneira de sê-lo era entregando-me à literatura de corpo e alma. Não queria de modo nenhum, ser um escritor a meias e aos bocadinhos, mas sim um de verdade, como quem? O mais próximo desse escritor a tempo inteiro, obcecado e apaixonado pela sua vocação, que conhecia, era o radionovelista boliviano: por isso me fascinava tanto.” (Pág. 198)

Sinopse

“A Tia Julia e o Escrevedor é um dos livros mais originais de Vargas Llosa. Conta a história de Varguitas, um jovem peruano com ambições literárias que se apaixona por uma tia com quase o dobro da sua idade. Em paralelo a esse romance proibido, na Lima dos anos cinquenta, Varguitas conhece Pedro Camacho, autor excêntrico de radionovelas cujos enredos mirabolantes fascinam os peruanos. As novelas vão muito bem, até ao dia em que Pedro Camacho, sobrecarregado, começa a confundir enredos e personagens. E, ao mesmo tempo, o romance entre Varguitas e a tia Julia é descoberto pela família. Ironia e romance em doses perfeitas, memórias autobiográficas e criação literária magistral fazem deste livro um clássico da literatura contemporânea.”

D. Quixote, 2011

Pág. 3/3