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planetamarcia

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Abril 13, 2014

D. Quixote - Exposição, de Jonathan Coe

 

Em 1958, vive-se na Europa um clima de optimismo e modernidade. Em Bruxelas, prepara-se a maior exposição mundial do século XX, uma oportunidade histórica para unir todas as nações no pós-guerra. O governo inglês debate-se com a imagem que quer projectar do país. Um desnorte que talvez explique a decisão de enviar Thomas para a Bélgica. A sua missão: assegurar o bom funcionamento do pavilhão britânico.

Mal chega, o ingénuo Thomas pensa ter aterrado de cabeça num admirável mundo novo. Em Londres, a sua vida é convencional. Em Bruxelas, longe da família e do escritório soturno, rodeado de mulheres atraentes e disponíveis, sente-se livre pela primeira vez. Mas a Guerra Fria está ao rubro, o pavilhão ganhou uma alarmante vida própria e há dois homens de gabardina e chapéu constantemente no seu caminho.

Nas livrarias a 30 de Abril

Abril 13, 2014

D. Quixote - Natureza Morta, de Louise Penny

 

Quando a neblina se dissipa na manhã do Dia de Acção de Graças, as casas de Three Pines ganham vida. Apenas uma permanece silenciosa.

A aldeia é um paraíso seguro e os seus habitantes ficam desorientados quando a antiga professora, a muito estimada Jane Neal, é encontrada morta na floresta de áceres. Foi certamente um acidente, uma flecha disparada por um caçador, que se extraviou. Quem poderia desejar a morte de Jane Neal?

Durante uma longa e notável carreira na Sûreté do Quebeque, o inspector-chefe Armand Gamache aprendeu a encontrar serpentes no paraíso. Gamache sabe que há algo obscuro por detrás das belas casas antigas e das vedações de estacas brancas e que, se observar atentamente, Three Pines começará a revelar os seus mistérios…

Nas livrarias a 30 de Abril

Abril 13, 2014

Teorema - Amar numa Língua Estrangeira, de Andrea Jeftanovic

 

Alex e Sara conhecem-se num avião. Falam línguas diferentes, ex­cepto quando se beijam – e acabam por beijar-se na sala de trans­ferências do aeroporto antes de rumarem a destinos opostos. Sabem ao chegar a casa que, enquanto iam no ar, houve um terrível atentado. Telefonam-se. Escrevem-se. Exilam-se do mundo real sentados ao computador e vivem uma paixão tecnológica e sensual que resiste ao tempo e aos contratempos: desde logo, a língua es­trangeira, que os torna mais vulneráveis do que a língua do beijo; mas também a subida do preço do petróleo, o choque inevitável de culturas que gera paranóia e solidão e, por fim, a notícia devastado­ra de um tumor nas radiografias de Alex.

O mapa deste amor é uma geografia humana, porque tratar de um doente é sempre um acto de solidariedade e compaixão, mas também desumana, porque cada viagem de reencontro coincide com mais um atentado e o terror acaba por invadir a intimidade dos amantes.

Nas livrarias a 30 de Abril

Abril 10, 2014

Diário de um Escândalo - Zoë Heller - Opinião

 

Não sabia bem o que esperar deste livro mas a curiosidade era mais que muita. Descobri uma narrativa viciante e um argumento que apela ao virar compulsivo de páginas. Lido praticamente num dia, “Diário de um Escândalo” ganhou a minha atenção através de Barbara, uma personagem secundária, que é também a narradora da trama.

Barbara, uma mulher madura, sozinha e muito observadora, é professora na mesma escola em que a sua colega e amiga Sheba, também ensina. Sheba é mais nova e é a professora recente que ainda se está a adaptar a uma nova realidade, pois até então dedicava-se à vida caseira de educar os filhos e agradar o marido. É uma família cheia de fraquezas e Barbara, à medida que se aproxima e com eles convive, vai percebendo as manipulações doentias de um lar de classe média/alta disfuncional. A perspicácia e análise que Barbara faz da realidade de Sheba são acutilantes e geniais. Rapidamente se apercebe da fragilidade emocional de Sheba, da incapacidade de lidar com a filha mais velha, adolescente e delinquente, em gerir a relação demasiado próxima que o marido continua a ter com a ex-mulher, para quem Sheba organiza jantares regularmente.

Sheba só tem uma amiga. Barbara torna-se sua confidente e ao mesmo tempo dependente, pois na sua vida solitária fazer uma amizade é algo a que não está habituada e nem sempre sabe reagir. Estas duas mulheres diferentes ficam unidas não só pela amizade, mas também pelo segredo de Sheba, a relação íntima com Connolly, um aluno de quinze anos.

As carências de Sheba são notórias na procura de um amor obsessivo por um rapaz com dificuldades de aprendizagem e completamente desinteressante. A relação torna-se compulsiva, o mundo de Sheba desfaz-se com a condenação ao ostracismo que a sociedade lhe impõe. O aluno é considerado uma vítima, por ser menor, mas a meu ver Sheba é a verdadeira vítima. Vitima da sua própria vida vazia e disfuncional, que a fez procurar abrigo no local errado.

Um livro que se lê com constante entusiasmo mesmo sabendo qual é o final. Uma estrutura bem pensada e uma narrativa bem construída abrilhantada pelo discurso de Barbara que nos dá a conhecer o escândalo, e também a mulher só que se vê presa numa amizade com uma mulher descompensada e excluída. Duas formas diferentes de solidão, unidas de modo pouco saudável, na medida em que Barbara condena o sucedido mas não consegue abandonar a sua única amiga.

“Sou muito tolerante em relação a quem acredita em contos de fadas, mas imponho um limite quando me cheira a delírio. Eu e a minha irmã temos um acordo tácito sobre a minha não participação em actividades religiosas. Ela está pronta a aceitá-la, desde que eu finja vagamente que “não me sinto muito bem”. Já passei tantos Natais em casa dela deitada no sofá da sala a fingir que beberrico chá com limão que presentemente os meus sobrinhos já me consideram uma inválida permanente.” Pág. 66

“Há certas pessoas nas quais é possível detectarmos as sementes da loucura… sementes que permaneceram adormecidas apenas porque essas pessoas levaram vidas relativamente confortáveis típicas da classe média. Funcionam bem no mundo, mas podemos imaginar como, perante um pai cruel ou um longo período de desemprego, o seu potencial de loucura poderia vir ao de cima, como as suas sementes teriam germinado pequenos rebentos de demência, ou até, com o tipo certo de negligência, desabrochar em total insanidade.” Pág. 181

Sinopse

Um melodrama ao estilo de um thriller, leva-nos ao encontro de duas mulheres que partilham entre si uma confidência: uma relação afectiva de uma delas, Sheba, professora, casada, com quarenta anos de idade, com um aluno de apenas quinze anos. Esta relação extra-conjugal é mantida em silêncio, numa relação de intimidade entre as duas amigas, até ao dia em que num acto de pura vingança Barbara, a fiel depositária do segredo, movida por ideias de ciúme e inveja, torna o caso público, causando um verdadeiro escândalo junto do director da escola, da mãe do aluno, do marido da amiga, da comunicação social e até da polícia. Sheba sente-se completamente sozinha mas apesar de tudo, Barbara ficará ao seu lado. Uma história de repressão e paixão, em que o amor, mesmo o proibido, é uma constante num retrato psicológico muito bem construído, satírico em relação à sociedade, profundo e comovente no que toca aos comportamentos humanos, especialmente entre seres do mesmo sexo.

Editorial Presença, 2007

Abril 10, 2014

A mítica cidade de Buenos Aires na colecção de viagens de Carlos Vaz Marques

 

«Frente ao desafio de escrever sobre a complexa cidade de hoje, e a impossibilidade de abarcar Buenos Aires na sua densa malha urbana, vislumbrei uma única escolha possível: referir-me à “minha” cidade, o espaço delimitado onde decorreu a minha já longa vida. Ao reler-me, no final desta deambulação totalmente subjectiva pelas ruas, pelos lugares e pelos edifícios que me são familiares, deixo o alerta para os limites, talvez estreitos, das minhas andanças portenhas. (...) Quero ser fiel aos cenários que conheço em vez de fingir uma cidadania ecuménica, essa espécie de condição absoluta de portenho a que aspiram imaginariamente alguns vates antiquados.» — Ernesto Schoo

Ernesto Schoo (Buenos Aires, 1925-2013) foi jornalista, bolseiro da Fundação Guggenheim, director artístico do Teatro San Martín. Figura incontornável da cultura do século XX na Argentina, foi também tradutor e escreveu vários romances, um livro de contos, um ensaio e um livro de memórias. «Mi Buenos Aires Querido» é o primeiro livro do autor publicado em Portugal.

Tradução: Carlos Vaz Marques | Prefácio: Carlos Quevedo | 160 pp. | PVP online: €15.12 

 

 

Abril 09, 2014

Livraria Bertrand espalha mil livros a 23 de Abril

 

No dia 23 de Abril, para comemorar o dia mundial do livro, as Livrarias Bertrand vão libertar mais de mil (1000) livros por todo o país, em autocarros, jardins, estações de metro e outros transportes públicos. Os livro deixados neste Bookdropping estarão acompanhados de um vale de desconto no valor de 5€ que poderá ser utilizado em compras em qualquer livraria Bertrand. Esta ação vai decorrer em 29 cidades onde a Bertrand está presente. Os leitores são convidados a fotografar os seus achados e publicar a fotografias usando as referências #bookdropping e #livrariasbertrand, no facebook e instagram (rede a que recentemente a Bertrand Livreiros aderiu).
Ainda para celebrar o mês do Dia Mundial do Livro – comemorado a 23 de Abril, decretado pela Unesco e coincidente com a morte de Miguel de Cervantes e o nascimento de Nabokov – as livrarias Bertrand publicam mais um número da Somos Livros, com um conto inédito de Valério Romão, uma entrevista com Beatriz Batarda e o habitual catálogo de descontos.
No dia 23 de Abril, em Lisboa, está agendado um Ler no Chiado especial. Esta edição extra da tertúlia moderada por Anabela Mota Ribeiro será dedicada aos livros e liberdade de expressão, intitulada «O Livro é uma Arma» conta com a presença de escritores, jornalistas e editores. No Porto, no mesmo dia, haverá Encontro com Autores. Na Bertrand do Shopping Cidade do Porto, às 18h30, Manuel Jorge Marmelo, Miguel Miranda e Richard Zimmler falam com Tito Couto sobre os livros que marcaram as suas vidas.

Abril 06, 2014

Tudo são histórias de amor - Dulce Maria Cardoso - Opinião

 

Habitualmente não leio Contos. Porque acho sempre que me vão saber a pouco. Porque gosto de ler muitas horas seguidas (quando posso), e o Conto, não sei, despacha-se num instante. Mas a verdade é que tem muita lógica ler contos nos tempos de hoje, em que o tempo nunca chega para o que mais gostamos. Assim, no final de um dia de trabalho, lê-se um conto e fica-se com uma sensação boa de dever cumprido, meta atingida, o que se quiser chamar.

Teoricamente soa bem mas nunca será como aquela sensação de ler um livro com centenas de páginas, genial, que não queremos que acabe nunca. Um Conto consome-se rápido. Umas quinze a vinte páginas ou até menos. Mas se for um bom Conto… lê-se outro logo a seguir.

Foi o que me aconteceu com “Tudo são histórias de amor” de Dulce Maria Cardoso. Em dois dias consumi o livro todo. Não sei se esta é a forma certa de ler Contos pois que sou uma principiante mas, sabendo que também há os micro-contos, já me vou imaginando a preencher pequenos espaços de tempo com narrativas curtas, naquelas alturas em que não dá para enfiar a alma e o corpo num romance.

Doze contos para escolher neste livro. Podemos ser malandros e não os ler de seguida, escolher pelo título, pelo número de páginas, ou por razão nenhuma. É uma liberdade engraçada esta que agora descubro. Eu comecei pelo segundo Conto. Como resistir ao Título “A biblioteca”?

Mas a mais simples verdade é que, quando se escreve bem, dá gosto ler seja o que for. E a Dulce mais uma vez cumpre esta premissa, com um estilo meio sonhador que nem sempre é o que parece, e surpreende com finais inesperados, que sinceramente resultam muito bem neste género de narrativa curta.

E de que falam estes Contos? De tudo, de pouco e de muito, depende de quem lê e de como o sente. Senti margem para imaginar, divagar e construir. Para fazer parte desta espécie de corridinhas literárias, apesar de não dispensar, nunca, a boa maratona.

“Não há aqui um único livro que não tenha lido. A minha biblioteca. Tive todas as vidas que li. Milhares de vidas. Pensarás que deliro. As minhas ideias já estão um pouco confundidas, mas não a este respeito. As vidas que li não foram menos minhas. Não há grande diferença entre o que se vive lendo e o que se vive vivendo. Milhares de vidas à nossa espera no silêncio dos livros.” A biblioteca, página 38.

Sinopse

“Uma velha que em clausura depende do que o seu cão fiel lhe recolhe, uma mulher que mata a sua alma gémea, nós que nos tornamos cúmplices num autocarro em noite de temporal, um rio que devolve os ecos de duas crianças a quem aguarda um terrível milagre, uma ilha onde congeminam os faroleiros e suas zelosas esposas, um assassino a salvo na biblioteca, uma menina desaparecida, uma mulher intrigada pelo homem desconhecido. Um destino chamado amor.
Nesta inquietante colectânea de contos, Dulce Maria Cardoso revela de novo a sua mestria literária.”

Tinta da China, 2014

Abril 06, 2014

D. Quixote - As Aventuras de Ngunga, de Pepetela

 

Escrito em 1972, numa época em que Angola vivia ainda sob o jugo colonial, esta é a história de um jovem guerrilheiro do MPLA, de carácter determinado e recto, que se faz homem aprendendo a pensar pela própria cabeça. Uma história pungente e terna que não deixará nenhum leitor indiferente.

Escreve o autor a dada altura: “Se Ngunga está em todos nós, que esperamos então para o fazer crescer? Como as árvores, como o massango e o milho, ele crescerá dentro de nós se o regarmos. Não com água do rio, mas com acções. Não com água do rio, mas com a que Uassamba em sonhos oferecia a Ngunga: a ternura.

Nas livrarias a 15 de Abril  

Abril 05, 2014

D. Quixote - O Leopardo, de Giuseppe Tomasi di Lampedusa

 

A Dom Quixote orgulha-se de publicar a edição definitiva deste romance brilhante e intemporal, com prefácio e notas de Gioacchino Lanza Tomasi, filho adotivo de Lampedusa, que nos conta a história da primeira publicação e das várias edições que se seguiram. Revela-nos também passagens que foram omitidas pelos editores italia­nos iniciais.

Romance histórico situado na segunda metade do século XIX, O Leopardo conta a fascinante história de uma aristocracia siciliana decadente e moribunda, ameaçada pela aproximação da revolução e da democracia. O enredo dramático e a riqueza dos comentários, o contínuo entrelaçar de mundos públicos e privados e, sobretudo, a compreensão da fragi­lidade humana impregnam O Leopardo de uma particular beleza melancólica e de um raro poder lírico, fazendo dele uma das obras-primas da literatura.

Nas livrarias a 15 de Abril