Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

planetamarcia

planetamarcia

Novembro 15, 2013

Novidade Bizâncio - Os Anjos Morrem das Nossas Feridas, de Yasmina Khadra

 

"Magnífico! Simplesmente." Le Figaro

Dizia chamar-se Turambo, o nome da sua miserável terra na Argélia, onde nascera nos anos de 1920. Tinha uma candura desarmante e um gancho esquerdo imbatível. Frequentou o mundo dos ocidentais, conheceu a glória, o dinheiro, o frenesim dos ringues de boxe, e todavia nenhum troféu movia mais a sua alma do que o olhar de uma mulher. De Nora a Louise, de Aïda a Irène, procurava um sentido para a sua vida. Mas num mundo onde a cupidez e o êxito reinam como senhores absolutos, o amor corre por vezes grandes riscos.

Através de uma extraordinária evocação da Argélia de entre guerras, Yasmina Khadra apresenta, mais do que uma educação sentimental, o percurso obstinado de ascensão e queda de um jovem prodígio, adorado pelas multidões, fiel aos seus princípios, e que apenas queria ser senhor do seu destino.

Título: Os Anjos Morrem das Nossas Feridas

Autor: Yasmina Khadra

Colecção: Montanha Magica, 59

Págs.: 336

Preço: Euros 15,09 / 16,00

Romance

Novembro 15, 2013

Novidade Bizâncio - O Cerco de Leningrado, de Michael Jones

 

O cerco de Leninegrado foi a tentativa de Hitler de erradicar pela fome a população de uma cidade inteira. Martirizados pela fome, pelos rigores do frio, os habitantes da cidade testemunharam os actos mais vis de miséria humana e os mais nobres actos de solidariedade. Quando em 1944 foi posto fim ao cerco de 900 dias, mais de um milhão de pessoas tinha morrido e os sobreviventes ficariam para sempre marcados pelas suas provações. Só a partir dos anos 90 do século XX, quando o império soviético se desmoronou, muitas destas verdades foram reveladas, e, só recentemente, muitos dos diários, poemas e pinturas feitos durante o cerco foram disponibilizados para consulta pública nos museus e arquivos de São Petersburgo.

Michael Jones teve acesso a este espólio, falou com sobreviventes e traz-nos um relato de viva voz da extrema crueldade e da suprema bondade que se revelam quando a vida de todos os dias mergulha no mais absoluto horror.

«Este livro distingue-se pelo retrato da vida quotidiana em circunstâncias extremas. Escrito com fluência, a experiência de sofrimento ímpar que atingiu Leninegrado, em particular nos anos de 1941-42, é-nos revelada com rigor.»

BBC History

Título: O Cerco de Leninegrado

Autor: Michael Jones  

Págs.: 368+16

Preço: Euros 16,98 / 18,00

História/Política

Novembro 09, 2013

Novidade D. Quixote - A Irmã, de Sándor Márai

 

No auge da sua carreira como pianista, Z. apanha um comboio com destino a Florença, cidade onde, a convite do governo italiano, irá dar um concerto. Pouco antes de cruzar a fronteira, é acometido por uma indisposição, e, depois da sua actuação, acaba por ser internado num hospital florentino, sendo-lhe diagnosticada uma rara doença viral. Aí, enquanto paira entre a vida e a morte, Z. levará a cabo um diálogo intenso e crítico com o seu médico, uma indagação sem concessões sobre o precário equilíbrio entre o poder curativo da ciência e o espírito de luta do paciente.

Escrito em 1946, no seguimento de As Velas Ardem até ao Fim, este romance é mais um claro exemplo da especial sensibilidade e talento do grande escritor húngaro para abordar as principais preocupações do ser humano, aquelas que transcendem as fronteiras históricas e geográficas.

Nas livrarias a 12 de Novembro

Novembro 09, 2013

Novidade D. Quixote - O Boneco de Neve, de Jo Nesbo

 

Noite escura. Lá fora começa a nevar. A primeira neve do ano. No conforto da sua casa, Jonas acorda a meio da noite, chama pela mãe, mas o único rasto que encontra são as pegadas húmidas no chão das escadas. No jardim, a mesma figura solitária que vira durante o dia: o boneco de neve, agora banhado pelo luar, com os olhos negros fixos na janela do quarto. E no pescoço um agasalho: o cachecol cor-de-rosa que oferecera à mãe.

Encarregado da investigação, o Inspector Harry Hole está convencido de que existe uma ligação entre o estranho desaparecimento da mãe de Jonas e uma carta ameaçadora que recebeu alguns meses antes.

Nas livrarias a 12 de Novembro

Novembro 09, 2013

VOGAIS: A história verdadeira de um capitão que se voluntariou para ser preso em Auschwitz

 

Witold Pilecki, capitão do Exército do Estado clandestino polaco, fez algo que mais ninguém teve a coragem de repetir: voluntariar-se para ser preso em Auschwitz, o mais violento e mortífero campo de concentração nazi, e, dessa forma, relatar os horrores ali praticados pelo Terceiro Reich.

A missão, realizada entre 1940 e 1943, tinha dois objetivos: informar os Aliados sobre as práticas nazis nos seus campos de concentração, dos quais se conheciam, então, apenas algumas informações esparsas, mas muito preocupantes; e organizar os prisioneiros em grupos de resistência contra as forças alemãs, na tentativa de controlar o campo.

Sobrevivendo a muito custo a quase três anos de fome, doença e brutalidade, Pilecki foi bem-sucedido na sua missão, conseguindo evadir-se do campo de concentração em abril de 1943. O Voluntário de Auschwitz é o relatório mais extenso do capitão Witold Pilecki, completado em 1945, no exílio. Escondido pela ditadura comunista na Polónia durante mais de 40 anos, este documento único na história e na literatura sobre Auschwitz, a Segunda Guerra Mundial e o Holocausto é agora publicado pela primeira vez em português.

O AUTOR: Witold Pilecki, oficial de cavalaria do Exército polaco e veterano da guerra Polaco-Soviética de 1919–1921, passou à clandestinidade após a invasão nazi da Polónia. Pilecki é o único homem conhecido que se deixou prender para ser enviado como prisioneiro para Auschwitz, com a missão de enviar informação sobre o campo de concentração alemão, e criar uma organização de resistência entre os prisioneiros.

Após a sua evasão de Auschwitz, em abril de 1943, participou na Revolta de Varsóvia. Capturado pelo regime, foi torturado e levado a tribunal. Em 1948, aos 47 anos, foi executado, acusado de traição e de ser um «espião ocidental». O seu nome esteve apagado da história da Polónia até à queda do comunismo, em 1989.

Witold Pilecki foi completamente ilibado a título póstumo, na década de 1990. Hoje é considerado um dos mais corajosos e fiéis heróis da Polónia.

O Voluntário de Auschwitz: O herói que se deixou capturar para contar ao mundo a terrível verdade sobre os campos de concentração nazis. É assim que se chama o livro que já chegou às livrarias (384 pp, 19,99€), sob a chancela da Vogais. Um documento único e extraordinário. Witold Pilecki refere-se com minúcia, num texto racional mas emocionalmente duríssimo, a tudo o que encontrou em Auschwitz: A estrutura, o funcionamento e a evolução do campo; As hierarquias e funções nos comandos nazis; As condições de vida desumanas dos prisioneiros, e a solidariedade possível entre eles; As ações terríveis dos militares alemães e dos prisioneiros polacos dissidentes que colaboravam com o Terceiro Reich; A exponenciação, a partir de 1942, da brutalidade e dos crimes praticados no campo; A tentativa de organização dos prisioneiros em grupos de resistência; As estratégias tomadas para as fugas esporádicas do campo e a transmissão de informação para o exterior; A relativa inação dos Aliados perante os relatórios enviados por Pilecki;  Entre outros factos de absoluta relevância histórica.

Novembro 03, 2013

Diário de Inverno - Paul Auster - Opinião

 

Pegar num livro de Paul Auster é ter a certeza, ou pelo menos saber que há uma grande probabilidade de que nos espera algo extraordinário. “Diário de Inverno” é um livro fabuloso, uma espécie de dádiva do autor aos seus leitores, aos que leram os seus livros e acompanham a sua carreira, aos que gostam dele. Um compêndio de recordações e memórias, que escreve para si mas que oferece a todos que queiram ler. E devem ler, digo eu.

Paul Auster dirige-se a ele próprio como se falasse consigo, num tom confessional como quem fala com um velho amigo. Aos sessenta e quatro anos sentiu-se a entrar no Inverno da Vida e escreveu um livro sobre todas as estações do ano que o precederam. Uma escrita sublime e particularmente bonita, extremamente lúcida, de um homem que racionaliza, confronta e pensa por natureza.

Como se faz um escritor? A pergunta óbvia de qualquer aspirante aos universos tortuosos da escrita. Como se fez Paul Auster o escritor? Com dificuldades e dores como qualquer trabalho nascido de um dom e que necessita de aceitação para vingar. Foram duros os anos que demorou a chegar ao seu público, a ser o que é hoje, muitas as dificuldades, mas senti que lhe ficou o orgulho de ter lutado pelos seus cadernos de escritos. Mudanças, viagens, uma vida tão preenchida que podia ser dezenas de vidas ou mais. Auster sofreu mas gostou disso, eu acho. Tudo lhe serviu de inspiração e mote para escrever.

Todo o livro é recheado de descrições fabulosas, alguns apontamentos de recordações que vão surgindo, em cada tema consegue sempre viajar para situações caricatas ou determinantes no seu percurso. Ler este livro é quase como ter uma conversa, daquelas muito abrangentes em que um assunto leva a um acontecimento que leva a uma lembrança, a uma piada, a um casamento, a um divórcio ou a uma morte. Tudo pode acontecer. Como na vida.

Consigo dividir este livro em três grandes partes. Ou blocos. Todas as casas em que Auster viveu até ao momento presente. Grande parte do livro é dedicado a este bloco. Desde criança. E Paul Auster viveu em vinte e uma casas. Entre os Estados Unidos e uma fase que morou em França foram vinte e uma casas. Cada casa com dezenas, centenas, e algumas milhares de histórias da sua vida. Absolutamente brilhante a forma como conta episódios marcantes e os “arruma” na época em que viveu na casa X. E sempre os comentários opinativos sobe situações do dia-a-dia, que interpreta de forma muito própria e, por vezes, pessoal. Como é o caso deste excerto de que gostei particularmente, passado em França, acerca das casas dos Judeus que ficaram vazias durante a guerra:

“Talvez a palavra israelita te tenha deixado um pouco confuso, mas falavas o francês suficiente para saber que não era um sinónimo pouco frequente da palavra juif (judeu), pelo menos para as pessoas da geração da guerra, se bem que a experiência te dissesse que sempre tinha sido usada num certo sentido pejorativo, não tanto como uma declaração frontal de anti-semitismo mas como uma forma de distanciar os judeus dos Franceses, de fazer dos judeus uma coisa estrangeira e exótica, aquele povo do deserto, estranho e antigo, com os seus costumes engraçados e o seu Deus primitivo e vingativo. Se isso já era mau, o resto da frase tresandava de tal maneira a ignorância, a negação deliberada, que não sabias se estavas a falar com o maior simplório do mundo ou com um antigo colaboracionista de Vichy. Eles foram-se embora. Com certeza num cruzeiro de luxo à volta do mundo, numas férias ininterruptas de cinco anos passadas a gozar o sol do Mediterrâneo, a jogar ténis nas Florida Keys e a dançar nas praias da Austrália” (Pág. 58/59).

Segundo e terceiros blocos para as mulheres mais importantes na sua vida, a mãe e a mulher, a companheira de mais de trinta anos. Em relação a Siri, foram escritas palavras que me encantaram verdadeiramente, principalmente por entender que o autor sente ter encontrado um porto de abrigo (super cliché, eu sei, desculpem lá), depois de uma vida amorosa atribulada e até de certa forma azarada.

“Bela, sim, sem dúvida sublimemente bela, uma loira esbelta, de um metro e oitenta de altura, pernas compridas magníficas, e pulsos finos de uma menina de quatro anos, a maior pessoa pequena que alguma vez tinhas visto, ou talvez a mais pequena pessoa grande, e no entanto não estavas a olhar para um objecto distante de esplendor feminino, estavas embrenhado numa conversa com um sujeito humano que vivia e respirava. Sujeito, não objecto, e por isso não eram permitidas as ilusões. Não havia engano possível. A inteligência é a única qualidade que não se pode fingir, e, quando os teus olhos se adaptaram ao esplendor da sua beleza, percebeste que estavas na presença de uma mulher talentosa, uma das mentes mais brilhantes que tinhas conhecido em toda a tua vida.” (Pág. 155)

Um trecho arrebatador que me deixa sem palavras a cada vez que o leio, e que é a forma perfeita de terminar este texto. Leiam!

Sinopse

“Paul Auster, incansável criador de ficções e de personagens inesquecíveis, vira agora o olhar para si próprio e para o sentido da sua vida. As descobertas da infância e as experiências da adolescência, o compromisso com a escrita - que marcou a sua entrada para a idade adulta -, as viagens, o casamento, a paternidade, a morte dos pais... Uma vida que transborda das páginas deste Diário de Inverno, um definitivo autoretrato construído com a paixão e a transbordante criatividade literária que são as marcas distintivas da identidade deste escritor amado pelos leitores e admirado pela crítica.”

Asa, 2012

Novembro 03, 2013

A Testemunha da Noite - Kishwar Desai - Opinião

 

Um livro com vários ingredientes para um grande romance mas que ficou aquém das minhas espetativas. Talvez por me ter sido bastante recomendado, parti para esta leitura com a ideia de que seria absolutamente compulsiva e extraordinária. É um bom livro. Mas é mais um livro. Mais um livro sobre a Índia com as suas injustiças sociais. Sim, contém relatos criminosos de até onde pode ir a descriminação sexual, o argumento é excelente, mas a forma de contar a história é muito morninha, assim sem sal.

Nascer mulher pode ser uma maldição e fruto de todos os problemas para uma família que associa ao sexo feminino tudo o que de mau acontece. As mulheres que foram “aceites” (por casamento, claro) têm de gerar meninos; não há qualquer interesse em ter filhas, são um fardo sem qualquer préstimo e há inúmeras formas de se verem livres delas.

Durga cresceu neste ambiente. Sobreviveu à infância e, aos 14 anos, já é considerada culpada da morte dos membros da própria família. Simran é a assistente social que acredita na sua inocência e tenta ultrapassar as paredes de dor em que Durga se refugia e esconde. Simran é diferente, uma mulher indiana que não quis saber do casamento, se dedicou à carreira mas que vive numa constante frustração que tenta minimizar pelo consumo de álcool. Olhada de lado por uma sociedade cuja utilidade que atribui às mulheres é estar à completa disposição dos homens, Simran defende Durga com uma confiança e determinação inabaláveis. Este caso fá-la regressar ao local onde cresceu e enfrentar (uma vez mais) o preconceito em relação às suas escolhas.

Retrato de uma época actual absolutamente deprimente e negra, uma mentalidade que não deverá ter lugar em nenhuma época ou espaço. Revoltante e desconcertante q.b., Kishwar Desai podia ter ido mais além com uma história destas, ficou algures entre o drama e o policial, não sendo na verdade nenhum dos dois.

“A minha experiência dizia-me que, mesmo no século XXI, os hospitais de saúde mental na Índia continuavam a ser, em grande medida, um enorme depósito para as pessoas “inconvenientes” (…) Uma grande percentagem das mulheres que se encontravam nesses hospitais era já de meia-idade, e muitas delas tinham maridos ou famílias que achavam difícil viver com elas, considerando-as demasiados difíceis ou opiniosas. Às vezes, havia problemas de heranças ou casos em que o marido queria voltar a casar. Era de certeza uma opção mais económica do que um divórcio.” (Pág. 101)

Sinopse

Durga tem apenas catorze anos e está demasiado assustada para falar. Ela foi encontrada na mansão onde vivia, rodeada pelos cadáveres dos seus familiares. É a única sobrevivente. A única herdeira de uma imensa fortuna. É também a única suspeita. 
Simran é assistente social, bebedora inveterada e fumadora compulsiva. Esta mulher pouco convencional é a única esperança de Durga, já que apenas ela acredita que a menina pode ser mais uma das vítimas e não a assassina. 
Durga e Simran têm em comum origens privilegiadas num país onde as desigualdades sociais são profundas e a realidade é brutal. 
À medida que tenta desvendar o mistério daquela noite trágica, a destemida Simran conhece o círculo restrito em que se movimentava a família. De Harpreet, o enigmático tutor de Durga, e a sua mulher desfigurada, à bela Amrinder, a personificação perfeita da alta sociedade, os preconceitos são implacáveis e os segredos são inúmeros. E Simran sabe que não pode descansar enquanto não desvendar toda a verdade…
Um galardoado primeiro romance que penetra no âmago da Índia e da sua luta entre modernidade e tradição.

Asa, 2011

Novembro 01, 2013

Porto de Encontro - Richard Zimler

 

Richard Zimler é o convidado para a XXI edição do “Porto de Encontro”, um ciclo de conversas que assinala este mês o seu 2.º aniversário.

O encontro está agendado para o próximo sábado, 2 de novembro, às 17:00, na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto. Será o momento também de apresentar o novo romance de Richard Zimler, de A sentinela, o que ficará a cargo de Elisa Ferreira, sendo também de destacar a participação de Alexandre Quintanilha.

Pág. 2/2