Sexta-feira, 4 de Outubro de 2013

Os Filhos da Meia-Noite, de Salman Rushdie

 

Nascido precisamente ao bater da meia-noite, no exacto momento em que a Índia se tornava independente, Saleem Sinai é uma criança especial. No entanto, esta simultaneidade de nascimento tem consequências para as quais não está preparado: poderes telepáticos ligam-no a outros 1000 «filhos da meia-noite», todos eles dotados de dons extraordinários. Indissociavelmente ligada à sua nação, a história de Saleem é um turbilhão de desastres e triunfos que espelha o percurso da Índia moderna na sua forma mais impossível e gloriosa.

Publicado em 1981, Os Filhos da Meia-Noite, segundo romance de Rushdie, não só deu notoriedade ao seu autor como se tornou num fenómeno de êxito literário.

A sua adaptação ao cinema é o resultado da colaboração da realizadora Deepa Mehta com o próprio Salman Rushdie, que não só escreveu o argumento como dá também voz ao narrador.

7.ª Edição.

Nas livrarias a 8 de Outubro

publicado por marcia às 23:04
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Novidade D. Quixote - Tudo Passa, de Vassili Crossman

 

Ivan Grigórievitch tem vivido num Gulag nos últimos trinta anos. Posto em liberdade após a morte de Stálin, descobre que os anos de terror impuseram uma escravidão moral colectiva. Ivan terá então de esforçar-se por encontrar o seu lugar num mundo que lhe é estranho.

Mas a história de Ivan é apenas uma entre muitas. Assim, conhecemos também o primo de Ivan, Nikolai, um cientista que nunca deixou a sua consciência interferir na sua carreira, Pinéguin, o informador que levou a que Ivan fosse enviado para o campo de trabalhos forçados, e ainda uma série de outros informadores, cada qual com uma desculpa para os seus indesculpáveis feitos.

Tudo Passa é um romance insuportavelmente lúcido sobre o sofrimento humano, de um dos gigantes da literatura do século xx.

Nas livrarias a 8 de Outubro

publicado por marcia às 23:00
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Novidade D. Quixote - A Cidade do Fim, de Miguel Real

 

Fugindo de uma família com a qual nunca se identificou, Fátimo – assim chamado por ter nascido no ano das Aparições – concorre a um lugar de professor no Liceu Infante D. Henrique, em Macau, acabando por permanecer quase toda a vida nessa cidade que, dividida em duas comunidades aparentemente estanques – a branca e a chinesa –, soube cruzar e reunir o melhor dos costumes de ambas, gerando uma atmosfera social deveras singular.

O protagonista de A Cidade do Fim, partilhando o seu tempo entre a escola e os livros, a portuguesa Maria Augusta – com quem mantém um casamento de fachada – e a chinesa Siu Lin, a «Pequena Flor de Lótus» – por quem nutre desde sempre uma paixão proibida –, será, ao longo de meio século, uma testemunha privilegiada da lenta decadência do poder imperial, dos conflitos com a comunidade chinesa e, por fim, da entrega oficial do território à República Popular da China, em 1999.

Um notável romance de Miguel Real, que assim celebra os 500 anos de relações entre Portugal e a China.

Nas livrarias a 8 de Outubro

publicado por marcia às 22:56
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Aventuras de João Sem Medo, de José Gomes Ferreira - Reedição D. Quixote

 

Por ocasião do 50.º aniversário da sua publicação, em 1963, a Dom Quixote reedita agora, em novo formato e com nova capa, a 37.ª edição desta obra intemporal que continua a arrebatar tanto adoles­centes como adultos.

João Sem Medo habita na aldeia Chora-Que-Logo-Bebes, cujos habitantes vivem presos à tradição de que tanto se or­gulham: chorar de manhã à noite. Um dia, o nosso herói de­cide saltar o Muro que protege a aldeia da Floresta Branca, local onde «os homens, perdidos dos enigmas da infância, haviam estalado uma espécie de Parque de Reserva de Entes Fantásticos». Tem assim início uma viagem surpreendente, na qual João Sem Medo se irá cruzar com bichas de sete ca­beças, gigantes de cinco braços, fadas, bruxas, animais que falam e ainda com o mítico Príncipe das Orelhas de Burro. História fantástica que recorre ao imaginário mágico, por vezes de inspiração surrealista, este romance de José Gomes Ferreira é um prodígio de efabulação e engenho narrativo.

Nas livrarias a 8 de Outubro

publicado por marcia às 22:45
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Quinta-feira, 3 de Outubro de 2013

Uma Casa em Portugal - Richard Hewitt - Opinião

 

“Uma Casa em Portugal” é, acima de tudo, um livro divertido. Bem escrito mas sem grandes pretensões literárias, é uma sátira ao nosso país, às suas disfunções (que são muitas), e uma análise interessante do nosso povo.

Recua à década de oitenta, quando Richard e Barbara decidem deixar os Estados Unidos e viver em Portugal. Nos seus planos está a aquisição de uma casa degradada para fazerem obras de recuperação e restauro. Um plano interessante até de certa maneira altruísta, que demonstra um certo despojamento pela ostentação e luxo, uma procura por um estilo de vida simples e auto-suficiente.

Estará Portugal preparado para satisfazer os desígnios deste casal? Sim, está. Mas ao seu ritmo e sob as suas regras. Richard e Barbara descobrem um país com leis muito particulares que se adaptam às situações de forma muito própria, ou seja, a república das bananas que todos conhecemos.

É interessante ler descrições acerca do funcionamento dos nossos serviços públicos ou do método de trabalho dos profissionais portugueses. Situações que ocorreram há cerca de 30 anos mas que mantém uma actualidade impressionante, e merecem ser lidas e analisadas tendo em conta que representam o olhar de dois americanos que “caíram” num Portugal de cunhas e baldas, onde as situações se resolvem apenas perante medidas drásticas.

Fica a amizade que acabam por desenvolver com os vizinhos e até com os trabalhadores da construção da casa, apesar dos seus horários de trabalho sui generis. Fica o mais importante, pois a nossa culinária e famosas iguarias não os convencem. Eles nem gostam de bacalhau.

Um livro que vale pelo que diverte e pela forma como aborda o nosso modo de vida; para reflectir sobre as mais banais situações do dia-a-dia. Um interessante exercício de “olhar de fora”.

“- Senhor License?

Era a rapariga da portaria. A forma peculiar de me chamar remontava ao dia em que nos registáramos no hotel. Como o nosso último nome era difícil de ortografar, tinha cometido a asneira de dar ao empregado a minha carta de condução americana para ele poder transcrevê-lo. O homem limitara-se a olhar para a primeira linha, de modo que no registo oficial do hotel ficara exarado Mr. e Mrs. Driver’s License.” (Pág.36)

Sinopse

“Uma história verdadeira que relata as alegrias e as frustrações de um casal de americanos a viver em Portugal.

Para escapar ao inverno rigoroso da Nova Inglaterra, Richard e Barbara Hewitt decidem comprar uma casa com 300 anos situada numa aldeia minúscula nos arredores de Lisboa. Assim começam as aventuras -- e as desventuras -- do casal. Em breve descobrem que a sua pitoresca casa de sonho é não apenas estruturalmente frágil, como não possui nenhuma das condições básicas de conforto. Por outro lado, o contacto com a população local revela-se frequentemente desconcertante. António, o auto-proclamado mestre pedreiro e carpinteiro, mostra-se exímio na arte de arranjar desculpas para faltar ao trabalho, e Alberto, o electricista, desempenha as suas funções de uma forma extremamente sui generis, isto é, por tentativa e erro.

Servido por um humor irresistível e, afinal, por uma ternura muitas vezes tocante pelas coisas portuguesas, Uma casa em Portugal irá certamente deliciar o leitor. As considerações de Richard Hewitt sobre a «lógica singular» do estilo de vida português surgem impregnadas dessa frescura que é apanágio dos observadores estrangeiros, capazes de se espantarem com um sem número de idiossincrasias e peculiaridades que nos passam despercebidas...”

Gradiva, 2001

publicado por marcia às 22:15
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Terça-feira, 1 de Outubro de 2013

Porto Editora - Valter Hugo Mãe - Joana Vasconcelos e Rodrigo Leão apresentam novo livro

 

O novo romance de Valter Hugo Mãe, A Desumanização, é lançado este domingo, 6 de outubro, às 17:00, em Lisboa, no Teatro Maria Matos.

Joana Vasconcelos, Catarina Homem Marques e Pedro Vieira conversam com o escritor, Rodrigo Leão e respetiva banda tocam ao vivo. A entrada é gratuita.

Na semana seguinte, o livro é apresentado no Porto (Casa da Música) e em Vila do Conde (Teatro Municipal). Nos três eventos, os espectadores receberão um poster-poema alusivo ao romance.

publicado por marcia às 20:05
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