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planetamarcia

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Outubro 16, 2013

Prémio LeYa 2013 distingue romance «Uma Outra Voz», de Gabriela Ruivo Trindade

 

Reuniu o júri do Prémio Leya, a que concorreram este ano quatrocentos e noventa e um originais, oriundos da Alemanha, Angola, Brasil, Espanha, Estados Unidos da América, França, Guiné-Bissau, Itália, Luxemburgo, Macau, Moçambique, Portugal, Reino Unido e Suécia.

O júri deliberou atribuir o Prémio ao romance «Uma Outra Voz», de Gabriela Ruivo Trindade.

O júri destaca a consistência do projecto narrativo que procura, através de várias gerações, e com o foco em personagens de grande força, sobretudo femininas, retratar a transformação da sociedade e dos modelos de vida numa cidade de província, no Alentejo. Merece destaque a originalidade com que o autor combina o individual e o colectivo, bem como a inclusão da perspectiva do(s) narrador(es) no desenho cuidado de um universo de vastas implicações mas circunscrito à esfera do mundo familiar ao longo de  um século de História. Também a exploração ficcional de registo diarístico e a inclusão da fotografia dão um sinal de modernidade formal  a esta obra premiada por maioria do júri.

Sobre a autora

Gabriela Ruivo Trindade tem 43 anos e é natural de Lisboa mas a sua família é alentejana, de Estremoz. Vive há 9 anos em Londres e está desempregada. A sua área profissional é a Psicologia. «Uma Outra Voz» é o seu primeiro livro e será editado pela LeYa em 2014, em data a anunciar. A autora enviou o seu livro a concurso sob o pseudónimo de Ella Rui, seguindo assim o regulamento do prémio, que é avaliado em regime de “prova cega”, ou seja, sem que o júri conheça a identidade do concorrente.

Sobre o júri

O júri do Prémio Leya 2013 foi formado pelos escritores Manuel Alegre (Presidente do júri),  Nuno Júdice, Pepetela e José Castello, e ainda José Carlos Seabra Pereira, Professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Lourenço do Rosário, Reitor do Instituto Superior Politécnico e Universitário de Maputo, e Rita Chaves, Professora da Universidade de São Paulo. Na sessão participam, igualmente, o Presidente Executivo da LeYa, Isaías Gomes Teixeira, e o Diretor-Coordenador de Edições Gerais da LeYa, João Amaral, Secretário do Prémio LeYa.

Outubro 16, 2013

Sextante Editora - Ficção - Novo livro de Aleksandr Soljenítsin

 

A casa de Matriona seguido de Incidente na estação de Kotchetovka é o título do novo livro de Aleksandr Soljenítsin, que a Sextante Editora publica 25 de outubro. Pela primeira vez traduzido diretamente do russo, este livro é composto por duas novelas sobre episódios reais, publicadas originalmente em revistas russas no período do degelo após a morte de Estaline.

Vencedor do Prémio Nobel da Literatura em 1970, Soljenítsin é um marco da literatura russa do século XX, de quem a Sextante Editora publicou já o romance Um dia na vida de Ivan Deníssovitch.

Outubro 16, 2013

Porto Editora - Ficção Lusófona - Sucesso de vendas sem nenhum marketing

 

Arroz de Palma é um livro que, no Brasil, se tornou num «sucesso de vendas sem nenhum marketing» (Globo News). A partilha espontânea do primeiro capítulo na Internet, com a receita de uma das personagens, o velho cozinheiro António, para aquilo que deve ser uma família, criou um fenómeno. E, com isso, depois de um percurso rico como diplomata e mais tarde como dramaturgo (mais de 250 trabalhos escritos), Francisco Azevedo revelava-se como romancista. Arroz de Palma chega às livrarias portuguesas a 25 de outubro e o autor vem a Portugal para a apresentação e contactos com a comunicação social.

Lembra muito Machado de Assis, mas em registo menos amargo. Um romance com nostalgia machadiana, mas cheio de imagens coloridas.

Jornal do Brasil

O primeiro capítulo é um diapasão, com trechos que passariam facilmente naquelas mensagens de e-mail sob falsa autoria de Bandeira ou Drummond, por conta do lirismo acessível que trata das subtilezas do quotidiano.

O Globo

Outubro 15, 2013

Novo livro de Gonçalo M. Tavares - Atlas do Corpo e da Imaginação, chega às livrarias no dia 29 de outubro

 

Atlas do Corpo e da Imaginação é um livro que atravessa a literatura, o pensamento e as artes passando pela imagem e por temas como os da identidade, tecnologia; morte e ligações amorosas; cidade, racionalidade e loucura, alimentação e desejo, etc. Centenas de fragmentos que definem um itinerário no meio da confusão do mundo, discurso acompanhado por imagens de “Os Espacialistas”, colectivo de artistas plásticos.

É um livro para ler e para ser visto e é também, de certa maneira, uma narrativa – com imagens que cruzam, com o texto, os temas centrais da modernidade.

Neste Atlas do Corpo e da Imaginação, Gonçalo M. Tavares revisita ainda a obra de alguns dos mais importantes pensadores contemporâneos, partindo de Bachelard e Wittgenstein, passando depois por Foucault, Hannah Arendt, Roland Barthes, mas também por escritores como Vergílio Ferreira, Llansol ou Lispector, entre muitos outros. Arquitectura, arte, pensamento, dança, teatro, cinema e literatura são disciplinas que atravessam, de forma directa e oblíqua, o livro.

Com o seu espírito claro e lúcido, Gonçalo M. Tavares conduz-nos com precisão e entusiasmo através do labirinto que é o mundo em que vivemos.

Outubro 15, 2013

Ele foi o sniper de elite mais letal de sempre. No Iraque chamavam-lhe «Demónio». Nos Navy Seal's... «A Lenda»

 

Em fevereiro de 2013, Chris Kyle (38 anos) foi covardemente assassinado por um antigo marine.

Uma biografia que chegará ao Grande Ecrã em 2015, pelas mãos de Clint Eastwood, com Bradley Cooper a assumir o papel de Chris Kyle e, simultaneamente, a produção do filme.

Chris Kyle, membro do SEAL Team Three da Marinha dos EUA, serviu quatro missões de combate no Iraque. Foi o atirador especial mais letal  de sempre, detendo o recorde de 160 mortes como sniper, confirmadas oficialmente pelo Pentágono. Chegou a ter a cabeça a prémio no Iraque - 52 mil euros era o valor da recompensa. Recebeu duas Estrelas de Prata, cinco Estrelas de Bronze com um V (por valentia em combate), duas Medalhas da Marinha e dos Marines, e uma Comenda da Marinha. 

Após as suas comissões tornou-se instrutor-chefe das equipas de Snipers dos SEALs. Chris Kyle morreu em fevereiro de 2013, aos 38 anos, em circunstâncias trágicas, assassinado, num campo de tiro, por um antigo marine. Deixou para trás a mulher, Taya, e dois filhos. Meses antes da sua morte, Chris Kyle escreveu Sniper Americano: Autobiografia do Atirador Especial Mais Letal da História (American Sniper)bestseller do New York Times, e que chega às livrarias nacionais (376 pp / 19,99€) sob a chancela da Vogais.

Trata-se de uma extraordinária autobiografia, escrita na primeira pessoa pelo atirador especial mais letal da História, Chris Kyle, combatente em algumas das batalhas mais importantes das últimas décadas.

Outubro 13, 2013

Novidade D. Quixote - Quinto livro de Crónicas, de António Lobo Antunes

 

Neste quinto volume estão reunidas 86 das crónicas que o autor regularmente publica na revista Visão. Ao longo destes textos, António Lobo Antunes evoca lugares, personagens, relatos do quotidiano e memórias de infância.

E com uma linguagem que nos surpreende sempre pela genialidade como junta as palavras para formar cada frase, Lobo Antunes leva-nos da tristeza à alegria e arranca-nos sorrisos pela forma como se ri de si próprio e das pequenas fraquezas de cada um de nós e que “apanha” e retrata como ninguém.

Nas livrarias a 15 de Outubro

Outubro 11, 2013

Porto Editora - Ficção - A história da filha de Rasputine

 

A 18 de outubro, a Porto Editora publica Encantamentos, da americana Kathryn Harrison, um livro sobre a vida da filha de Rasputine, inspirado em factos reais e agraciado pela crítica. Recomendado por escritores como Peter Carey e Jennifer Egan, Encantamentos é um romance histórico que conduz o leitor aos tempos tumultuosos da Rússia pré-revolucionária até à queda do czar e da dinastia dos Romanov.

Outubro 06, 2013

Union Atlantic - Adam Haslett - Opinião

 

Curioso é, nesta altura da minha vida, ler um livro com uma forte componente financeira, a minha área de formação. Recordei e reconheci termos. Compreendi algumas coisas e outras não. Não me importo, verdadeiramente nunca me importei destas coisas que sempre escaparam ao meu entendimento.

Union Atlantic cresce nessa atmosfera, desenvolve-se nesse cenário, mas é na verdade um livro sobre pessoas, sobre a natureza humana, as suas fraquezas e inúmeros defeitos. Doug constrói uma carreira de sucesso no Union Atlantic, baseada em especulação e atos ilícitos. Tem o poder que só o dinheiro oferece e, vindo de uma infância e juventude modestas, sente-se feliz e realizado por ser rico. Doug é o exemplo de podridão na camada jovem da sociedade. Ambicioso e sem escrúpulos, sente-se no topo do mundo ao volante do seu automóvel ou a habitar na sua casa enorme, sofisticada e vazia.

Charlotte, uma professora de História vizinha de Doug, vem levantar uma situação que parece marcar o início do colapso da estabilidade de Doug. Assume que o terreno onde foi edificada a mansão de Doug é pertença da cidade, e fará tudo para destruir a casa e recuperar os terrenos. Charlotte sempre foi uma mulher de convicções fortes com comportamentos que abalaram as estruturas da família; representa, a meu ver, a honestidade e a determinação. Pretende vencer através da razão demonstrando o que está certo. É o oposto de Doug, que enriqueceu com base em esquemas e pretende vencer Charlotte pela via menos lícita.

Nate é um aluno que tem sessões de explicação com Charlotte. Admira a professora, apesar de lhe reconhecer alguns laivos de loucura, de perceber que a idade e o sofrimento a marcaram, e que a lucidez a assiste em ondas. Na maior parte dos momentos a professora dialoga com os seus dois cães. Nate será a ponte entre Charlotte e Doug. Este último aproveita-se da inocência de Nate, da paixão que o rapaz sente por ele, para o manipular e obter informações sobre o processo que Charlotte lidera.

Doug é mais forte, exerce pressão sobre Nate, que aumenta à medida que se apercebe da fraqueza do jovem. Um jogo de forças que se transforma num esquema sexual doentio e violento, sem palavras, sintomático das questões que Doug tem em se assumir perante si próprio, preferindo continuar a ser visto como um homem rodeado de muitas mulheres.

Um livro que não me prendeu pela temática mas sim pela escrita, que considero exemplar. A verdade é que é mais um livro sobre pessoas com demasiadas questões por resolver e por assumir. Retrato fiel da sociedade americana, cheia de regras, conservadorismos teóricos e um constante pânico dos ataques terroristas.

Um bom livro. Contudo não me encheu as medidas.

“Doug olhou por cima do ombro de Mikey e viu um tipo sentado numa mesa à janela, com vinte e poucos anos, vestido com uns jeans desbotados caríssimos e uma camisola com remendos, de origem, nos cotovelos. Estava a folhear uma revista, os fios brancos dos auscultadores pendiam até ao bolso e tinha um portátil aberto a seu lado. Agora via estas pessoas em todo lado, estas crianças envelhecidas que não tinham feito nada, que não tinham assumido qualquer responsabilidade, pessoas cujo inútil refinamento liberal o julgaria a ele e a tudo o que tinha feito, considerando-o inimigo do bom e do justo, pessoas cujas opiniões arrogantes constituíam apenas um motivo decorativo num padrão de consumo diferente: o passado publicitado como futuro, para confortar os pedidos. E quem financiava tudo isto? Quem lhes emprestava dinheiro para poderem viver estas vidas acima das suas possibilidades, com cartões de crédito e empréstimos para estudantes? Quem, senão os bancos? E o que é que ele estava a ler? A GQ ou a Men’s Health? Um artigo qualquer que o ensinava a rapar os tomates ou a arranjar as sobrancelhas ou a esculpir o estômago? O cabelo estava cuidadosamente despenteado, brilhante do gel de pentear usado, com uma madeixa deliberadamente fora do sítio, caída sobre a testa.” (Pág. 156)

Sinopse

“Union Atlantic é, nas palavras de Jonathan Franzen, "um romance verdadeiro, que se nutre da urgência do momento, de excepcional maturidade, abrangência e compaixão." Em vésperas da grande crise financeira mundial, o destino do jovem ambicioso banqueiro Doug Fanning e o de Charlotte Graves, professora de História reformada, entram em rota de colisão. O resultado é um romance brilhante, que traça de modo magistral o retrato social e moral de uma nova época: aquela em que nós vivemos.”

Cavalo de Ferro, 2011