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planetamarcia

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Junho 16, 2013

Porto Editora - Ficção - O juiz antimáfia que se tornou um escritor de sucesso

 

Já vendeu mais de 4 milhões de exemplares em todo mundo e os seus livros foram galardoados com diversos prémios, mas, antes deste sucesso, Gianrico Carofiglio foi um juiz antimáfia e um membro do Senado italiano. O seu primeiro romance a chegar a Portugal intitula-se As Perfeições Provisórias e vai ser publicado pela Porto Editora a 21 de junho.

Junho 13, 2013

Novidade Planeta - Indiscrição, de Charles Dubow

 

Indiscrição é um romance pensado, cheio de fascinantes factos da vida, um irresistível e sensual page-turner, que explora o desejo de ter tudo, e as consequências de querer mais, com um equilíbrio subtil de sexo e muito intimista.

Tendo como pano de fundo cenários idílicos como Paris, Roma, Nova Iorque e um dos locais mais frequentados pela classe alta nova-iorquina: Hamptons, o autor, Charles Dubow conta a história através da perspectiva de um narrador Walter, amigo íntimo dos protagonistas.

Um narrador que a crítica norte-americana compara com Nick Carraway, o narrador do livro O Grande Gastby.

Harry e Madeleine Winslow foram abençoados na vida: têm talento, charme e dinheiro. Harry é um autor premiado e com uma carreira promissora. Madeleine é uma mulher de beleza sublime e graça, cuja bondade e serenidade desmentem a educação privilegiada e vivência no luxo. Ligados por profunda devoção, partilham um amor que provoca inveja.

Num fim-de-semana, no princípio de Verão passado na praia, Harry e Maddy, que estão na casa dos quarenta, conhecem Claire, uma jovem aparentemente inocente e inteligente, que desperta com sua a juventude e ingenuidade desarmante uma admiração no casal.

Atraída pelo inegável magnetismo dos Winslow, Claire entra na vida no casal.

Mas, ao longo do Verão, a amizade e reverência transformam-se em desejo perigoso. O que irá abalar e poderá destruir o mundo dos Winslow.

Uma história de amor, luxúria, engano e traição contada através da perspectiva de Walter, amigo de infância e apaixonado em segredo por Maddy.

Charles Dubow nasceu em Nova Iorque e passou os verões na casa de família em East Hampton.

Frequentou a Westeyan University e a New York University.

Trabalhou como empregado de balcão, lenhador e, pastor na Nova Zelândia.

Foi também assessor do Congresso, e editor fundador do Forber.com e mais tarde editor do Businessweek.com.

Vive em Nova Iorque com a mulher Melinda, os filhos William e Lally e o labrador retriver, Luke.

Indiscrição é o seu primeiro romance.

280 páginas

PVP: 17,76 €

Nas livrarias a partir de 13 de Junho

Junho 13, 2013

Novidade Planeta - A Rapariga dos seus Sonhos, de Donna Leon

 

Numa manhã chuvosa o Commissario Brunetti e o Ispettore Vianello respondem a uma chamada de emergência sobre o aparecimento de um cadáver a flutuar perto de uns degraus no Grande Canal.

Ao estender os braços para puxar o corpo, o pulso de Brunetti é enredado pelo cabelo dourado e avista um pequeno pé – juntos, Brunetti e Vianello retiram uma rapariga morta da água.

Todavia, por incompreensível que possa parecer, ninguém comunicou o desaparecimento de uma criança, nem o roubo das jóias em ouro que tem na sua posse.

Brunetti é atraído para uma busca não só sobre a causa da sua morte, como também da sua identidade, a família e os segredos que as pessoas estão dispostas a guardar a fim de proteger os filhos – sejam inocentes ou culpados.

Donna Leon nasceu a 29 de Setembro de 1942, em Nova Jérsia, mas viveu em Veneza durante vinte anos.

Exerceu a actividade de Leitora de Literatura Inglesa na Universidade de Maryland.

Há alguns anos a autora decidiu deixar o ensino para se dedicar à escrita e à música barroca.

Apesar de ter chegado à escrita por acaso, atingiu rapidamente o êxito com a série policial protagonizada pelo Commissário Brunetti, consagrando-se como A Grande Senhora do Crime.

Os seus livros estão traduzidos em mais de 23 línguas e são um êxito de vendas e da crítica.

A escritora venceu o Crime Writters Association Silver Dagger em 2000 na Europa e nos Estados Unidos.

360 páginas

PVP: 17,76€

Disponível a 13 de Junho

Junho 09, 2013

O Apogeu de Miss Jean Brodie - Muriel Spark - Opinião

 

Cheguei ao fim deste livro sem perceber exatamente o que sinto por Miss Brodie, líder de um grupo de alunas de quem é professora na Escola Marcia Blaine. O “grupo Brodie” rege-se pelas ideias da sua mentora, que define o futuro das meninas, traçando os papeis que estas devem assumir no futuro.

Extremamente controladora, Miss Brodie, acha-se no direito (ou dever) de criar as regras que todas devem seguir. Fá-lo porque está no seu apogeu, supostamente nos píncaros da sua existência. Confesso que não entendi porque achará ela que está no apogeu, mas não faz mal pois eu acho que a Miss Brodie também não faz ideia.

Jean Brodie quer ser inspiradora, um exemplo a seguir, uma figura marcante e inesquecível por toda a vida das suas meninas. Com as suas dicas preciosas elas serão as melhores, “a nata da nata”.

A minha opinião sincera é que Miss Brodie não passa de uma solteirona controladora, profeta de frases ocas continuamente repetidas. Como todos os professores marcantes lá vai definindo e criando sementes das suas ideias nas cabeças das alunas que, inevitavelmente, se tornam umas pequenas pestes calculistas e que acabam por trair a mestra. Miss Brodie luta para descobrir qual das suas protegidas a atraiçoou.

Tenho de dar grande destaque à escrita de Muriel Spark. Foi unicamente a sua habilidade descritiva e criativa que me manteve interessada a ler sobre um grupo de mulheres patetas. Tal é o nível literário da autora que pude sentir Miss Brodie a acompanhar-me diariamente, sempre a dar-me conselhos práticos sobre coisas tão banais como ter uma boa postura, ser uma senhora, aproveitar o meu apogeu e pertencer à nata da nata.

Juro que me fartei da palavra “apogeu”.

Muriel Spark cria ambientes de verdadeira conspiração feminina nas reuniões para o chá. Miss Brodie defende as suas técnicas de ensino como as melhores e superiores, e manipula sem rodeios as alunas de modo a prosseguir com os seus intentos. É extraordinária a forma como os saltos temporais nos vão dando um vislumbre do futuro, contrapondo as metas alcançadas pelas alunas com os objetivos previstos (pela Miss Brodie, claro), não percebi como é possível que Spark o faça tão bem, genial!

””Eu sou a sua musa”, disse Miss Brodie. “Mas renunciei ao ser amor para dedicar o meu apogeu às meninas que estão aos meus cuidados. Eu sou a sua musa mas Rose tomará o meu lugar."

Ela julga-se a Providência, pensou Sandy, pensa que é o Deus de Calvino, vê o início e o fim. E Sandy pensou, também, a mulher é lésbica e não tem consciência disso. Havia muitas teorias nos livros de psicologia que classificavam Miss Brodie, mas não eram capazes de apagar a sua imagem das telas do maneta Teddy Llyon.” (Pág. 141)

Sinopse

Miss Jean Brodie é uma professora singular. Romântica, heróica, cómica e trágica, as suas ideias são avançadas, entrando em conflito com as convenções estabelecidas. E quando decide transformar um grupo de jovens raparigas sob a sua tutela na nata da nata da escola Marcia Blaine, às quais inculca as suas ideias morais e estéticas com o propósito de lhes evitar um futuro de rotina e vulgaridade, ninguém consegue prever o que acontecerá.

AHAB, 2010

Junho 08, 2013

Novidade D. Quixote - Maldito Seja o Rio do Tempo, de Per Petterson

 

Estamos em 1989 e, por toda a Europa, o comunismo está em colapso. Arvid Jansen, de 37 anos, encontra-se à beira de um divórcio. Ao mesmo tempo, à sua mãe é diagnosticado um cancro. Durante alguns dias intensos, no outono, seguimos Arvid enquanto ele se esforça por encontrar uma nova base para a sua vida, ao mesmo tempo em que os padrões estabelecidos à sua volta se estão a alterar a uma velocidade estonteante. Enquanto tenta conciliar-se com o presente, volta a recordar as suas férias na praia com os irmãos, o namoro, e o início da sua vida de trabalho, quando como jovem comunista abandonou os estudos para trabalhar numa linha de montagem.

Maldito Seja o Rio do Tempo é um retrato honesto, enternecedor e simultaneamente bem-humorado de uma complexa relação entre mãe e filho, contado na prosa precisa e bela e Petterson.

Nas livrarias a 24 de Junho

Junho 08, 2013

Novidade D. Quixote - Os Antiquários, de Pablo De Santis

 

Na Buenos Aires dos anos 1950, um jo­vem provinciano chamado Santiago Lebrón começa a trabalhar quase por acaso na sec­ção de temas esotéricos de um jornal e, da noite para o dia, transforma-se também num informador do Ministério do Oculto, o organismo oficial encarregue de investigar tais assuntos e descobrir o que há neles de verdade.

Apesar do seu cepticismo em relação a tudo o que seja sobrenatural, inclusive aos pro­pósitos do ministério, Santiago comparece a um encontro de especialistas em supers­tições, onde entrará em contacto com os antiquários, extraordinários seres da noite que vivem na penumbra, rodeados por ob­jectos do passado, em velhas livrarias ou em casas de antiguidades, e que são vítimas de uma sede imortal.

Nas livrarias a 17 de Junho

Junho 08, 2013

Rugas - Paco Roca - Opinião

 

Na sequência da leitura de “Ainda Alice” de Lisa Genova, sobre a doença de Alzheimer, foi-me sugerida a leitura de “Rugas”. É-me difícil escrever sobre um livro de BD pois na verdade nem sequer me lembro da última vez que li um livro deste género. À Exceção da Mafalda, que releio de tempos a tempos, BD não é a minha onda.

Não é necessário tecer considerações sobre a escrita, já que esta deve ser breve, deixando que as imagens assumam o papel fundamental a transmitir os sentimentos das personagens.

Considero “Rugas” um livro bem conseguido; um retrato bastante real do que será viver num lar de idosos, com todas as mudanças e dores que essa decisão implica, numa fase da vida em que todos merecemos compreensão, apoio e paz. Uma descrição fidedigna do que será a Doença de Alzheimer na sua forma galopante de ganhar terreno à lucidez.

Um registo diferente que me conquistou.

Sinopse

“Emílio, um bancário reformado, sofre da doença de Alzheimer e é internado num lar de terceira idade. Rodeado de vários outros idosos, cada um com um quadro «clínico» distinto e com uma personalidade bem vincada, vai aprendendo as diversas estratégias para combater o tédio e a erosão da rotina. Ao mesmo tempo, Emílio e os seus companheiros vão tentando introduzir, num quotidiano marcado por medicamentos, refeições, «terapias ocupacionais» e sestas de duração indefinida, alguns vislumbres de encanto e alegria de viver.”

Bertrand, 2013

Junho 07, 2013

Novo livro de Robin Cook - Transplante - será livro do dia na Feira do Livro de Lisboa amanhã, dia 8 de Junho, com 20% de desconto - Europa-América

 

Novo livro do criador do thriller médico.

Pia Grazdani é uma excepcional estudante de Medicina, embora um pouco altiva. Ela tem a honra de trabalhar em estreita colaboração com um cientista do Centro Médico da Universidade de Columbia, cuja pesquisa inovadora poderá revolucionar a prestação de cuidados de saúde, ao conseguir criar órgãos de substituição para os pacientes em estado crítico.

Ao colaborar com um brilhante geneticista molecular, o Dr. Tobias Rothman, Pia sabe que terá a oportunidade de realizar a sua maior ambição, a de poder participar em descobertas médicas que poderão ajudar milhões de pessoas. Ao mesmo tempo, espera conseguir encontrar alguma paz de espírito e, de uma vez por todas, afastar as memórias da sua infância difícil e dos abusos que sofreu.

Mas quando a tragédia se abate sobre o laboratório, Pia, com a ajuda do seu enamorado colega George Wilson, terá de investigar uma calamidade nunca antes vista no laboratório de biossegurança do hospital… supostamente seguro.

Entretanto, dois jovens génios com experiência em Wall Street acreditam ter descoberto mais um foco de atracção na indústria multimilionária dos seguros de saúde da nação. Eles tentam, a todo o custo, encontrar formas de controlar os dados actuariais e creditar as apólices dos idosos e dos doentes, preparando-se assim para matar… À medida que George e Pia investigam os acontecimentos no laboratório, uma questão permanece sem resposta: estará alguém a tentar manipular informação privada dos seguros para que os investidores beneficiem com a morte de inocentes?

O Dr. Robin Cook é um prestigiado médico norte-americano, especializado em Oftalmologia, doutorado em Harvard. É reconhecido como o fundador do género literário «thriller médico» e há trinta anos que se mantém como o autor de maior sucesso deste género a nível mundial.

Título: Transplante

Autor: Robin Cook

Colecção: Obras de Robin Cook

Preço: 22.50 €

Pp: 384

Junho 05, 2013

A Irmã de Freud - Goce Smilevski - Opinião

 

Nos segundos anteriores à morte temos a capacidade de rever toda a nossa vida como se de um filme se tratasse. Dizem.

Adolphine sabe que vai morrer. Está prestes a ser gaseada num campo de concentração nazi. Idosa, recorda a sua vida à medida que o cheiro acre do gás vai tomando conta do ambiente. E então, através das suas memórias, conheci a sua família, a sua infância dolorosa e marcante como filha de uma mãe que nunca a aceitou e claramente tratou de modo inferior aos outros filhos. Adolphine, enjeitada pela mãe, encontrou consolo na amizade do irmão Sigmund e junto de alguns amigos que a vida foi colocando no seu caminho. As marcas desta infância de ostracismo duram para sempre, orientam a sua existência de tal forma, que todos os seus dias são tortuosos.

O amor da sua vida morre na sua frente deixando-a só e grávida. Todas estas condicionantes fariam com que, nos dias de hoje, lhe fosse diagnosticada uma doença do foro psiquiátrico. Seria submetida a um tratamento. No despontar do século XX Adolphine era uma louca. A própria se considerou como louca, internou-se de livre vontade num sanatório chamado “Ninho”.

Sei quem foi Freud. Conheço pelo menos os chavões como é designado, tal como “o pai da psicanálise”. Mas não sabia nada sobre a sua vida. Este livro, apesar de não ser diretamente sobre Freud deu-me uma visão que eu não tinha sobre a pessoa que foi, os avanços que os seus estudos proporcionaram, operando uma mudança colossal na forma como era tratada até então a chamada loucura.

Curioso como é a sua própria irmã, Adolphine, que é considerada louca quando Freud se debatia por dar uma outra condição a pessoas perturbadas, por encontrar as razões e a cura de tais distúrbios.

Sigmund deixa as suas quatro irmãs na Áustria e viaja para Londres. Foge da perseguição nazi e tem a possibilidade, dadas as suas influências, de levar dezasseis pessoas. Leva inclusive o cão. As irmãs ficam para trás. Segundo Sigmund “Hitler não tem como concretizar as suas ambições. Dentro de poucos dias a França e a Grã- Bretanha forçá-lo-ão a retirar as tropas da Áustria, e, em seguida, será derrotado também na Alemanha. Serão os próprios alemães a fazê-lo cair; o apoio que atualmente lhe estão a dar resulta apenas de um eclipse temporário da racionalidade deles” (Pág. 14).

O abandono de Sigmund implica que as irmãs sejam levadas. É no momento da morte que Adolphine recorda as suas memórias mais dolorosas.

Denso e duro como um murro no estômago, este livro proporciona uma viagem de emoções a que é impossível ficar indiferente. Escrito de forma simples mas muito singular, alcança a nossa intimidade e atinge os nossos próprios medos de forma acutilante. Marcante. “A Irmã de Freud” ficará comigo para sempre.

“No início da minha vida, houve dor. Era como sangue a gotejar aos poucos de uma ferida que não se vê. Gota a gota. Embora eu fosse uma criança com propensão para a doença, não eram as minhas enfermidades que me faziam sofrer, mas a minha mãe.” (Pág. 53)

“Eu tentava evitar essa pergunta, que uma qualquer sombra em mim insistia em colocar, da mesma maneira que evitava ver-me aos espelhos. A minha casa era, em si, uma espécie de espelho, uma sombra da sombra que me colocava aquela questão vacilante entre a existência e a não existência, e por causa disso, mesmo quando o frio se me infiltrava nos ossos, mesmo quando o vento me fustigava com tanta força que era forçada a fechar os olhos, eu vagueava pelas ruas, parava nas pontes, entrava numa sinagoga ou numa igreja, sentava-me num banco, arejando a minha alma como se fosse um tecido impregnado de um cheiro acre. Enquanto deambulava pela cidade, por vezes o meu olhar fixava-se involuntariamente numa vidraça, nas águas do rio ou numa poça na rua, e, inadvertidamente, eu ficava olhos nos olhos comigo mesma, via o meu olhar contemplar uma ausência. Por mais que eu silenciasse a sombra no meu íntimo, por mais que eu desviasse o olhar para a luz que devia destruir a existência dessa sombra, a sombra fazia constantemente a mesma pergunta: Viver ou não viver?” (Pág. 157)

“-Estás a sentir alguma coisa aí? – perguntou ela. Eu não lhe respondi. – É a vida que te está a magoar – explicou ela então. – Mas isso também há-de passar.

Nunca antes alguém me tinha dado qualquer indicação de ter reparado no meu sofrimento – naquilo que desde a minha infância, me magoava tanto que mais parecia estar a arrancar-me o coração do peito. Embora essa dor já não existisse, nem a ferida invisível que abrira, a Klara tinha-se apercebido do vestígio que permanecera.” (Pág. 178)

Uma leitura Roda dos Livros – Livros em Movimento.

Sinopse

“Em 1938, numa Áustria ocupada pelo regime nazi, Sigmund Freud recebe um visto para fugir para Londres e, assim, escapar à ameaça de terror. Da lista de 16 pessoas que pretende levar consigo fazem parte a cunhada, o médico, as criadas e até o seu pequeno cão, mas nenhuma das suas quatro irmãs. É pela voz de uma delas, Adolfine, que conhecemos esta história assombrosa sobre a família Freud. Deportada para o campo de concentração de Terezín, «a melhor e mais doce irmã» do psicanalista conhece Ottla, a irmã amnésica de Franz Kafka, a quem confidencia as suas memórias. Emerge o retrato de uma menina sensível e doente que vive a infância em simbiose com o irmão Sigmund, o mentor que a guiava na descoberta da vida. O retrato de uma jovem inconformada com o papel que a sociedade lhe impõe, amargurada pelo desprezo da mãe e pela partida do irmão. Por fim, o retrato de uma mulher só, que se sente apenas meia mulher por nunca ter sido mãe. O cenário da história da família é a Viena da viragem do século, uma época de incomparável esplendor artístico e intelectual, que serviu também, e ironicamente, de pano de fundo a alguns dos acontecimentos mais traumáticos do século XX.”

Alfaguara, 2013