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planetamarcia

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Março 09, 2013

Novidade Teorema - Os Olhos de Tirésias, de Cristina Drios

 

A descoberta de um retrato daquele avô cuja história a família sempre encobriu – Mateus Mateus, o gigante de olhar estranho que partiu, no contingente português, para a Flandres durante a Primeira Guerra Mun­dial – é o pretexto que a narradora encontra para, simultaneamente, es­crever um romance e se afastar de um casamento que parece condenado ao fracasso. Para saber mais sobre o passado desse desconhecido, parte, também ela, para a propriedade de La Peylouse, em Saint-Venant, que alojou o Estado-Maior português nos anos 1917-1918 e da qual o avô, depois de ter servido na frente como maqueiro e coveiro, foi enviado numa missão de espionagem, acabando prisioneiro dos alemães.

E, porém, à medida que a neta de Mateus Mateus vai desfiando essa história – num jogo em que a realidade se torna indestrinçável da ficção –, também a sua vida é sacudida por uma paixão – e só o encontro com Cyril Eyck e o seu bisavô centenário trará a chave para os enigmas do próprio romance.

Nas livrarias a 26 de Março

Março 09, 2013

Temos o direito de escolher a forma como morremos? MORTE ASSISTIDA, de Lucília Galha

 

Dando a palavra aos doentes que gostariam de ter essa opção para acabarem com o sofrimento e poderem partir em paz, Morte Assistida é um livro cru, comovente e sincero, sobre coragem, lucidez e abnegação. Uma obra que nos faz reflectir sobre um dos temas mais controversos da nossa sociedade. Os Desejos e receios de sete doentes portugueses confrontados com o fim.

Sobre o livro

Maria, 67 anos, morreu com a ajuda da Dignitas, na Suíça. Foi a primeira portuguesa a recorrer a esta associação de apoio ao suicídio assistido. Tinha um cancro em fase terminal, um prognóstico de menos de 12 meses de vida e passava por um grande sofrimento. Preferiu procurar uma morte digna, em vez de esperar e «desaparecer aos bocados». Dois amigos, próximos da família, acompanharam-na nesta derradeira viagem e testemunharam os seus últimos momentos. Este livro relata a história de Maria através destas duas pessoas – o que os levou a acompanhar a amiga, apesar de nunca terem ouvido falar de suicídio assistido, e o que sentem por terem de guardar esse segredo como se tivessem cometido um crime.

Morte Assistida conta ainda com o testemunho de outros portugueses que se confrontam diariamente com a iminência do final da vida. Alguns não têm perspectiva de recuperação, restando-lhes apenas um tratamento paliativo, e todos gostariam que a morte assistida fosse legislada e despenalizada em Portugal. No nosso país, o incitamento ou ajuda ao suicídio é penalizado com pena de prisão até três anos.

Portugal também é dos poucos países da Europa que não tem uma associação right-to-die, que defenda os direitos dos doentes e a liberdade de escolha no fim de vida.

Prefácio de Maria Filomena Mónica.

Sobre a autora

Lucília Galha, 28 anos, natural de Évora, é jornalista da revista Sábado desde 2009, começando por integrar a secção de Política e, depois, a de Sociedade. Licenciou-se em Ciências da Comunicação, variante Jornalismo, na Universidade Nova de Lisboa. Esteve em Siena, Itália, durante um semestre pelo programa Erasmus, onde colaborou com a rádio universitária local. Iniciou-se no jornalismo em 2006, no jornal Público, e passou também pelo diário Metro. 

13,90 €

200 páginas

Março 07, 2013

Novidade D. Quixote - Nova Teoria da Felicidade, de Miguel Real

 

Este pequeno livro versa sobre a origem e as consequências da felicidade ou da falta dela, sobre o que é ser feliz (seguindo o pensamento de outros filósofos, como Matias Aires) e sobre o que na sociedade actual é impedimento para a vida plena e feliz. Em diálogo com outro livro do autor (Nova Teoria do Mal), procura estabelecer uma relação lógica mas não dependente entre os dois conceitos.

“Uma classe política enriquecida à custa de be­nesses e subsídios do Estado, presumindo-se americana, classificando arrogantemente o povo português de “piegas”, incentivando descarada­mente a população jovem a emigrar, declarou guerra oficial ao bem comum e aos valores per­manentes de Portugal, acentuando de um modo calamitoso desigualdades sociais, estendendo a mancha de pobreza para além dos dois milhões de habitantes.”

Nas livrarias a 19 de Março

Março 04, 2013

Aberto toda a noite - David Trueba - Opinião

 

Este é um livro com um significado muito especial para mim, é a primeira leitura que faço dentro do projeto “Roda dos Livros – Livros em Movimento”. Há muito que desejava contactar pessoalmente com outros leitores, encontrar um espaço onde fosse possível reunir para falar, opinar, sugerir, divulgar, e fazer circular livros. A Roda dos Livros ainda é bebé mas já preenche muito do meu imaginário recente, dou por mim expectante pelo próximo encontro, sonho com os livros partilhados e viajo pelas novas descobertas literárias que tenho feito. Somos um pequeno grupo de aventureiros dos livros com muita vontade de descobrir e aprender. Bibliófilos inveterados, leitores compulsivos sem cura, queremos sempre ler mais e mais. Vamos partilhando estas nossas viagens aqui. Sigam-nos. E se quiserem venham conhecer-nos. Pessoalmente, é claro!

“Aberto toda a noite” chegou até mim pelas palavras do Jorge, após ler alguns excertos fiquei logo interessada. Não conhecia o autor. Trueba escreve bem. Sem artifícios nem pudores daquelas palavras mais cruas, no tempo certo, sem exageros.

O narrador apresenta a família Belitre. É um retrato feito por um observador externo do dia-a-dia de uma família muito particular. Não são todas? Talvez, mas poucas como os Belitre. Uma família numerosa, os pais, seis filhos e o avô habitam a mesma casa. Personagens com rasgos de loucura inesperados, atitudes estranhas que variam entre a comédia e a tragédia, desde o impensável ao óbvio, tudo acontece aos Belitre.

Prevalece o divertimento pela forma como as situações são expostas, doenças mentais, traumas, traições e loucura são descritas e contextualizadas de forma que o absurdo é verosímil, e por vezes, raras vezes podemos acreditar que tais situações poderiam acontecer a qualquer um de nós. Desde o filho que assume o papel de pai e dorme com a mãe, ao psiquiatra que acampa no jardim, passando pela enfermeira por quem todos os homens da família se apaixonam, “Aberto toda a noite” é um livro sobre a família, que lembra que quando tudo o resto desaba nas nossas cabeças (mesmo que seja o teto), a família está lá para nós.

Brilhante e altamente recomendado!

Sinopse

“O primeiro romance de David Trueba convida-nos a entrar no lar dos Belitre, uma família tão numerosa quanto disparatada. Crónica de uma educação sentimental, as pessoas que habitam este livro apenas dão ouvidos à voz do seu coração. Numa sucessão irresistível de quadros da vida familiar, conhecemos Félix e Paula, um casal em crise, agastado pela rotina de criar seis filhos. Conhecemos Matías, um rapaz de doze anos que sofre de uma misteriosa doença mental. Conhecemos Abelardo, o avô, que no meio da demência senil se entrega de corpo e alma à poesia e à religião. Mas, ainda assim, falta conhecer muito, porque a família é muito mais do que as pessoas que a compõem.

Em Aberto toda a noite, Trueba pinta, com humor, ternura e magia, o fresco de uma família deliciosamente excêntrica, a que apetece pertencer.”

Alfaguara, 2012

Março 03, 2013

Novidade Asa - A PROVAÇÃO DO INOCENTE, de Agatha Christie

Condenado a prisão perpétua, Jacko Argyle sucumbiu a uma pneumonia e acabou por morrer sem conseguir provar a sua inocência. Acusado de assassinar a mãe adotiva, o jovem jurou em tribunal ter um álibi e até uma testemunha. Mas essa pessoa nunca foi encontrada.

Acabado de chegar de uma longa viagem, Arthur Calgary tem informação que permite limpar o nome de Jacko, ainda que postumamente. A inocência de Jacko implica a culpa de outra pessoa… mas só a família estava em casa naquela noite fatal…

A Provação do Inocente (Ordeal by Innocence) foi originalmente publicado em 1958 na Grã-Bretanha, tendo sido editado nos Estados Unidos no ano seguinte. Foi adaptado para o cinema em 1985 e para a televisão em 2007.

Agatha Christie nasceu Agatha May Clarissa Miller, em Torquay, na Grã-Bretanha, em 1890. Em 1971, a Rainha Isabel II consagrou-a com o título de Dame of the British Empire. Deixando para trás um legado universal celebrado em mais de cem línguas, a Rainha do Crime, ou Duquesa da Morte (como ela preferia ser apelidada), morreu em 12 de Janeiro de 1976.

Em 2000, a 31st Bouchercon World Mystery Convention galardoou Agatha Christie com dois prémios: ela foi considerada a Melhor Escritora de Livros Policiais do século XX e os livros protagonizados por Hercule Poirot a Melhor Série Policial do mesmo século.

PVP C/ IVA 12,50€ 

 

Março 02, 2013

Rebecca - Daphne du Maurier - Opinião

 

Intenso e absorvente, Rebecca é um livro que não defraudou as minhas expetativas.

São muitos os leitores que, ao longo dos anos, têm vindo a manifestar opiniões muito positivas em relação a este livro. Nesta medida, já há bastante tempo pretendia envolver-me nesta leitura. Deparei-me com uma escrita rica, muito descritiva e bonita, que me fez visualizar todos os detalhes, imaginar pormenores e que, acima de tudo, me prendeu e proporcionou muito prazer.

Tenho de confessar que imaginei que Rebecca seria um livro muito assustador, de me fazer ficar acordada de noite impressionada de horror. A menção de “narrativa arrepiante e plena de suspense” na capa do livro não ajuda, e o facto de ter sido adaptado ao cinema por Hitchcock muito menos.

Contudo, foi com muita surpresa que descobri um livro de suspense, com personagens fortes e carismáticas, que não mete medo mas que pode manter o leitor acordado pela sua enorme qualidade.

Acompanhamos o percurso da narradora, de quem curiosamente nunca é revelado o nome, que casa com o viúvo Mr. De Winter. De Winter vai viver com a nova esposa na sua mansão, a conhecida Manderley, que tem inclusive alguns espaços abertos a visitas públicas.

A nova moradora é recebida com alguma expetativa pelos habitantes da terra, mas principalmente pelos criados da mansão que serviram a anterior Mrs. De Winter, a peculiar Rebecca. Acompanhamos o drama de quem inicia uma nova vida na sombra da primeira esposa, sujeita ao constante escrutínio e comparações de todos em seu redor. São proferidos comentários desagradáveis, tomadas atitudes provocatórias, principalmente por parte da governanta Mrs. Danvers, que (ainda) nutre uma verdadeira adoração pela falecida Rebecca.

Deprimida e triste, a nova esposa vive um dia-a-dia de medo e solidão, constrangimento e receio de não estar à altura do que é esperado, dadas as suas origens humildes.

Mrs. Danvers é sem dúvida a minha personagem preferida neste romance. Surge nas sombras de forma inesperada mas propositada para intimidar a nova senhora da casa, faz tudo para demonstrar que ela não está à altura de Rebecca, desde humilhações públicas a queixas a Mr. De Winter.

Mas o que mais gostei mesmo foi da reviravolta ao curso esperado da narrativa, que aumentou o meu interesse e curiosidade em conhecer o desfecho. Não vou obviamente revelar de que se trata, deixando no ar uma certa mística que só os romances brilhantes conseguem provocar.

Sinopse

“Escrito em 1938, Rebecca é uma obra de fôlego, diversas vezes adaptada ao cinema. Porém, só em 1941, numa versão de Alfred Hitchcock, o filme ganharia protagonismo, chegando mesmo a vencer dois Óscares estando nomeado para nove categorias. Rebecca é um clássico onde os sentimentos adquirem um lugar de destaque. Sentimentos no feminino, já que se trata da história de duas mulheres que se envolvem com o mesmo homem, apenas com uma particularidade: Rebecca está morta. E é o fantasma, embora nunca visível, do seu passado que assombra a nova mulher, agora casada com o nobre britânico e apaixonado de Rebecca. A intriga é assombrosa e ao mesmo tempo envolvente deixando sempre a sensação de que Rebecca é omnipresente. E é com esta imagem antiga que a nova mulher do viúvo Maxim de Winter terá de enfrentar todos os que amavam Rebecca e que a encaram como alguém que veio para lhe roubar o lugar. Rebecca é o romance que celebrizou Daphne du Maurier e que conheceu 28 reedições em quatro anos só na Grã-Bretanha.”

Editorial Presença, Março 2009

Pág. 3/3