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planetamarcia

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Dezembro 12, 2012

Feira do Livro de Natal abre amanhã no Torreão Nascente do Terreiro do Paço

A LeYa inicia amanhã, dia 13 de dezembro, uma Feira do Livro de Natal no espaço histórico do Torreão Nascente do Terreiro do Paço. Resultante de uma parceria com o Turismo de Lisboa, esta iniciativa prolongar-se-á até 23 de dezembro e estará especialmente focada na disponibilização de boas oportunidades de compra seleccionadas a partir do catálogo de edições publicadas pela LeYa.

Os livros escolhidos para o Torreão procuram agradar aos vários tipos de leitores e combinar com a grandiosidade do local. Ali estarão expostos, disponíveis e a preços convidativos, grandes títulos de grandes autores lusófonos e estrangeiros, alguns dos grandes sucessos do romance feminino, da auto ajuda, da saúde, da culinária ou da gestão, uma generosa selecção de banda desenhada e, claro está, os livros infantis e juvenis dos autores portugueses de referência.

O evento contará com um espaço dedicado às crianças onde são esperados alguns dos autores infantis e juvenis publicados pela LeYa e para onde estão previstas algumas surpresas de Natal.

A Feira do Livro no Torreão Nascente funcionará de segunda a domingo, das 12h às 20h, sendo que às sextas e sábados encerrará às 22h. A entrada é livre.

Dezembro 09, 2012

A Vida de Pi - Yann Martel - Opinião

Foram várias as sensações que experimentei ao ler “A Vida de Pi”. Desde a perplexidade ao horror, passando pelo medo, muitas surpresas, algumas dúvidas… e fé. Um livro que a cada página ensina e faz refletir sobre o impossível. Cheguei ao fim a achar que não há impossíveis. Que a vida é uma aventura surpreendente. Ao mesmo tempo, o meu lado (excessivamente) racional questiona se pode tal coisa ter acontecido? Cabe ao leitor decidir se acredita ou não n’ “A Vida de Pi”.

Pi é curioso e interessado. Desde criança que deseja aprender. Hindu por tradição familiar e social, tem vontade de conhecer todas as correntes religiosas, acredita mesmo que as pode praticar todas. Desde novo que procura a verdade, a verdadeira fé. Acredita na paz, que entre religiões não deve haver guerras, uma perspetiva inocente mas evoluída, a anos-luz do ponto que (ainda) nos encontramos hoje.

A infância e a sua juventude são passadas rodeado de animais, dado que a família possui um jardim zoológico. Neste ponto são muitas as reflexões sobre os instintos animais, as regras e suas exceções, a forma como nem tudo acontece como seria esperado, como mesmo nas leis da natureza há surpresas. Este é uma espécie de preparação para o que aí vem, para a grande aventura de Pi, a sua provação de sobrevivência física e mental.

Pi é vítima de um naufrágio, a caminho do Canadá, para onde se muda com a família e com os animais do zoo. Todos desaparecem menos ele, que consegue lugar num barco salva-vidas que vai ter de partilhar com um outro náufrago, um tigre de bengala.

Uma viagem à deriva num oceano de perigos, em que Pi se vai gradualmente desumanizando, até chegar ao limiar da selvajaria no que toca a matar para sobreviver. Uma viagem reflexiva sobre o poder da solidão no caminho da loucura, e da coragem como elemento fundamental no caminho da salvação. Sem medo não há coragem e Pi tem medo de Richard Parker, o tigre. É uma animal selvagem, e desde criança que Pi conhece o poder dos grandes predadores, foi preparado e ensinado pelo pai.

De alguma forma inexplicável cria-se uma relação entre Pi e o tigre. São delimitados territórios, como na selva, Pi vai exercendo alguma supremacia sobre a fera através da comida, quase como um artista de circo, um domador de grandes felinos.

Sete meses à deriva podem tornar um homem selvagem e humanizar um tigre? Como é possível esta convivência? Como pode um homem desesperado pela dificuldade em adquirir comida e água, atormentado pela solidão, manter a mente ocupada de forma a evitar a loucura e a demência? É uma história impossível que Yann Martel tem o dom de tornar verosímil. A sua escrita do impensável é tão realista que nos convence de que aconteceu, que Pi ultrapassou e sobreviveu a algo inacreditável. Martel faz acreditar, provoca sensações ao leitor que o fazem ter fé, pois quem acredita na vida de Pi pode certamente acreditar em tudo, sentir que todos os obstáculos podem ser ultrapassados.

Um livro forte, com uma componente reflexiva avassaladora, que me fez, confesso, acreditar que um homem e um tigre podem ter uma história de sobrevivência juntos. Penso que é dos maiores elogios que se podem fazer a quem escreve. Yann Martel tem uma legião de adoradores deste livro porque acreditam, acreditam que o que escreveu é verdade.

“A Vida de Pi” é um livro brilhante que vai direto para a minha lista dos melhores livros de sempre!

Sinopse
“Quando Pi tem dezasseis anos, a família decide emigrar para a América do Norte num navio cargueiro juntamente com os habitantes do zoo. Porém, o navio afunda-se logo nos primeiros dias de viagem. Pi vê-se na imensidão do Pacífico a bordo de um salva-vidas acompanhado de uma hiena, um orangotango, uma zebra ferida e um tigre de Bengala. Em breve restarão apenas Pi e o tigre.”

Publicado em Portugal pela Difel em 2003, e agora disponível pela chancela da Presença,  A Vida de Pi valeu a Yann Martel o Man Booker Prize de 2002, entre outros prémios, e figurou como bestseller do New York Times durante mais de um ano. Sete anos após a primeira edição, a obra ocupa a 74ª posição no top de ficção da Amazon americana e o 99º lugar na tabela de vendas da amazon inglesa. A Vida de Pi encontra-se publicada em mais de 40 países.

Difel, 2003

Dezembro 08, 2012

Porto Editora - 40 anos de História pela objetiva de Alfredo Cunha

     

 

A Cortina dos Dias / Obscured by Shadows apresenta o percurso do fotojornalista Alfredo Cunha. Este livro será apresentado em Lisboa (Fundação José Saramago), no Porto (Centro Português de Fotografia) e Braga (Livraria Centésima Página), a 14, 15 e 16 de dezembro.

“Alfredo Cunha é um mestre e a câmara, manipulada por ele, imortaliza a passagem do tempo enquanto imprime dignidade e poder aos sujeitos que vivem nas suas imagens”. As palavras são de João Silva, fotojornalista do New York Times, podem ser lidas num dos dois prefácios que abrem A Cortina dos Dias / Obscured by Shadows (o outro é assinado pela jornalista e crítica de fotografia Maria do Carmo Serén) e dão o tom para conhecer um livro que nos conduz numa viagem pelas últimas quatro décadas de Portugal e do mundo.

Nas fotografias impressas nas 280 páginas A Cortina dos Dias / Obscured by Shadows, imortalizam-se acontecimentos que mudaram a face do mundo, como o 25 de Abril, a descolonização portuguesa, a guerra no Iraque. Nelas, contudo, capta-se também a singularidade de cada vida, a dureza dos quotidianos, o dramatismo das cerimónias, a esperança e as expectativas dos olhares.

Regressando a João Silva: “Alfredo Cunha tem sido uma testemunha do mundo à sua volta nas últimas quatro décadas e é por isso um cronista da nossa época – um historiador munido com uma câmara com que tem produzido imagens devastadoramente belas, que têm imortalizado a passagem do tempo e aqueles que o ocuparam. A fotografia do Alfredo celebra a resiliência do espírito humano contra a adversidade”.

A Cortina dos Dias / Obscured by Shadows será apresentado em Lisboa a 14 de dezembro, sexta-feira, na Fundação José Saramago, às 18:00; no Porto, no dia seguinte, às 16:30, no Centro Português de Fotografia; e no domingo, 16 de dezembro, às 18:00, na Livraria Centésima Página, em Braga.

Alfredo Cunha começou a sua carreira profissional ligada à publicidade e fotografia comercial em 1970. Como repórter fotográfico começou no Notícias da Amadora, em 1971. Colaborou com O Século e O Século Ilustrado (1972), a Agência Noticiosa Portuguesa — ANOP (1977) e as agências Notícias de Portugal (1982) e Lusa (1987). Foi fotógrafo oficial do Presidente da República António Ramalho Eanes entre 1976 e 1978. Em 1985 foi designado fotógrafo oficial do Presidente da República Mário Soares, cargo que exerceu até 1996. Nesse ano recebeu a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique. Permaneceu no jornal Público como editor de fotografia entre 1989 e 1997, altura em que decidiu ingressar no Grupo Edipresse como editor fotográfico. Em 2000, tornou-se fotógrafo da revista Focus. Em 2002, colaborou com Ana Sousa Dias no programa Por Outro Lado, da RTP2. Foi, entre 2003 e 2012, editor fotográfico do Jornal de Notícias e diretor de fotografia da agência Global Imagens. Atualmente, trabalha como freelancer e desenvolve vários projetos editoriais.

Título: A Cortina dos Dias / Obscured by Shadows

Autor: Alfredo Cunha

Encadernação: Capa dura (c/ sobrecapa)

Págs: 280

PVP: € 60,00

Preço WOOK: € 48,00

Dezembro 06, 2012

"Anna Karenina" de Tolstoi, um clássico intemporal! Publicações Europa-América

Por entre o frio de Moscovo e as neblinas geladas de São Petersburgo, uma história de amor imortal que nasce com um simples olhar. Uma paixão trágica que tudo abandona para se dedicar ao amor de um único homem. Uma heroína tão intensa e comovedora como Madame Bovary e a Dama das Camélias, que eternizou o nome de Leão Tolstoi colocando-o na galeria dos grandes génios da literatura universal.

«Já se disse que a obra de Shakespeare, a de Balzac e a de Tolstoi são os três maiores monumentos erguidos pela Humanidade à própria Humanidade. Estou cada vez mais convencido de que isso é verdade!» André Maurois

Agora numa nova adaptação cinematográfica de Joe Wright, realizador de Orgulho e Preconceito e Expiação, com Keira Knightley e Jude Law, nos principais papéis, Aaron Taylor-Johson e Kelly Macdonald.

Leia o livro. Veja o Filme.

Estreia a 6 de Dezembro.

Colecção: Clássicos

Preço: 38.62€

Pp.: 872

Dezembro 06, 2012

"O Hobbit" de J. R. R. Tolkien - Publicações Europa-América

O prelúdio d’ O Senhor dos Anéis

A mais aguardada estreia cinematográfica de 2012

Esta é a história da aventura de um Baggins, que deu consigo a fazer e a dizer coisas completamente impensáveis…

Bilbo Baggins é um hobbit que desfruta de uma vida confortável e sem qualquer ambição. Ele raramente se aventura em viagens, não indo mais longe do que até à dispensa de sua casa, no Fundo do Saco. Mas este conforto será perturbado por Gandalf, o feiticeiro, e por um grupo de treze anões, que num belo dia chegam para o levar numa viagem «de ida e volta». Eles têm um plano para pilhar o espantoso tesouro de Smaug, o Magnífico, um dragão enorme e extremamente perigoso.

Encontros inesperados com elfos, gnomos e aranhas gigantes, um dragão que fala, e ainda a presença involuntária na Batalha dos Cinco Exércitos, são apenas algumas das experiências por que Bilbo passará.

O Hobbit é o prelúdio de O Senhor dos Anéis e já vendeu milhões de cópias desde a sua publicação, em 1937. É claramente um dos livros mais amados e influentes do século XX.

«Uma obra-prima incomparável», The Times

Colecção: Contemporânea

Preço: 22.75€

Pp.: 264