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planetamarcia

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Outubro 18, 2012

Novidade Planeta - "Divas Rebeldes", de Cristina Morató

Os nomes de Maria Callas, Coco Chanel, Wallis Simpson, Eva Perón, Barbara Hutton, Audrey Hepburn e Jackie Kennedy ocuparam durante décadas as páginas das revistas. Graças ao seu talento, beleza e personalidade converteram-se em autênticos mitos do século XX.

Famosas, ricas e bonitas, pareciam perfeitas aos olhos do mundo. Ícones da moda e do glamour, criaram um estilo próprio e foram admiradas por milhões de mulheres que sonhavam parecer-se com elas. Mas na realidade estas rutilantes divas foram pessoas solitárias, complexadas com o seu aspecto e zelosas da sua intimidade, pois detestavam ser tratadas como estrelas.

Estas sete mulheres de lenda partilham dolorosas feridas que nunca chegaram a cicatrizar: a falta de carinho ou o abandono dos pais, as sequelas da guerra, a dor da perda dos filhos ou os traumáticos divórcios.

Foram mulheres que marcaram gerações, seja pelos actos políticos, por serem ícones da moda ou enquanto estrelas de cinema.

O livro explora o lado menos doce que todas estas divas tinham, mostra os seus medos, frustrações e põe a nu as suas fraquezas.

Mostra que estas mulheres não passavam de seres humanos, apesar de estarem sempre sobre o escrutínio público.

Cristina Morató estudou jornalismo e fotografia e desde muito nova percorreu o mundo como jornalista. Passou grandes temporadas na América Latina e África e em 2005 viajou pela primeira vez para o Oriente, que foi o cenário dos seus últimos livros.

Durante estes anos alternou as viagens com a direcção de programas de televisão e colaborações na rádio.

O seu interesse em recuperar do esquecimento as grandes viajantes e exploradoras da História levaram-na a publicar Memórias de África, Las Damas de Oriente e Cativa na Arábia, traduzidos em várias línguas.

É membro fundador e actual vice-presidente da Sociedade Geográfica Española e membro da Royal Geographic Society de Londres.

448 páginas

PVP: 23,30 €

Disponível a partir de hoje

Outubro 18, 2012

Porto Editora - Ficção estrangeira - A fulgurante estreia de Nataša Dragnić

Apesar de não ser aquilo a que se convencionou chamar uma “jovem autora”, a croata Nataša Dragnić não deixou de ter uma estreia fulgurante e surpreendente: editado em 2011, Cada dia, cada hora foi rapidamente vendido para 25 países. Em Portugal, o romance desta professora e atriz que vive e ensina literatura na Alemanha vai ser publicado pela Porto Editora, a 25 de outubro. E Nataša Dragnić vem a Lisboa e ao Porto apresentar a obra no início de novembro.

Segundo o jornal Berliner Morgenpost, esta autora constitui «um verdadeiro achado literário». O Goethe-Institut terá a mesma opinião e, nesse sentido, convidou-a a visitar o nosso país, para apresentar o romance. Refira-se que o convite surgiu, porque Nataša Dragnić é especialista em Filologia Alemã e vive na cidade germânica de Erlangen. Em Lisboa, a sessão decorre nas instalações do referido instituto, a 6 de novembro, pelas 19:00. No Porto, o evento tem lugar no bar Labirintho, no dia 8 de novembro, às 22:00.

SINOPSE

Como nos versos de Pablo Neruda, Dora e Luka sentem, "cada dia, cada hora", estar destinados um ao outro. Em crianças eram inseparáveis, até ao momento em que a família de Dora parte da pequena cidade croata onde viviam. Dezasseis anos mais tarde, o destino volta a uni-los, desta vez em Paris. É evidente que foram feitos um para o outro, mas a vida encarrega-se de separar os seus caminhos. Cada dia, cada hora é a história de um amor atemporal e único, tão poético e comovente como a voz em que é narrado. Desde a costa do Adriático até aos teatros de Paris, o romance de Dora e Luka faz-nos sonhar com os amores perdidos ao longo da vida e devolve-nos a esperança num final feliz.

A AUTORA

Nataša Dragnić nasceu na cidade croata de Split, em 1965. Depois de estudar Filologia Românica e Alemã em Zagreb, frequentou o curso de estudos Diplomáticos. Vive desde 1994 em Erlangen, na Alemanha, onde é professora de Línguas e Literatura. Cada dia, cada hora, o seu romance de estreia, está publicado em 25 países

Título: Cada dia, cada hora

Autor: Nataša Dragnić

Tradução: Pedro Garcia Rosado

Págs.: 256

Capa: mole com badanas

PVP: 15,50 €

Outubro 18, 2012

Novidade Asa - ESCRAVAS, de Zana Muhsen e Miriam Ali - disponível a 29 Outubro

Filhas de pai iemenita e mãe britânica, Zana e Nadia nasceram em Inglaterra, onde viveram até ao dia em que o pai lhes propôs uma visita ao Iémen. As irmãs acreditaram estar perante umas férias de sonho: iam conhecer a família paterna e o país sobre o qual ouviam histórias desde meninas.

Zana e a mãe, Miriam, fizeram então uma promessa: trazer Nadia e os filhos de ambas para Inglaterra. Acreditavam que os homens da sua família e os governos dos dois países tomariam uma atitude. Estavam enganadas. Para ambas, começava mais um longo calvário. Perante a indiferença da comunidade internacional, Nadia continua cativa no Iémen. Zana e Miriam não desistem da sua luta. Escravas é um pedido de ajuda. Um grito de revolta. Um documento fundamental sobre uma das práticas mais aberrantes do mundo contemporâneo. 

Outubro 17, 2012

Verão sem Homens - Siri Hustvedt - Opinião

Eu acho que nunca tinha lido um livro sem capítulos. Pelo menos não me lembro de nenhum. Ou melhor, de mais nenhum além deste “Verão sem homens”.

Apesar de não ter a habitual separação de capítulos, tem frequentes pausas entre os excertos de texto. Não é assustador e muito menos maçador. É talvez uma forma diferente de estruturar um texto. Achei curioso e interessante.

Um livro acima de tudo reflexivo e introspetivo. Mia, uma espécie de heroína dos tempos atuais, expõe a sua vida e os seus dramas pessoais de forma bastante direta. Sem rodeios conta o sofrimento de ser abandonada pelo marido, a forma como esse afastamento a fez entrar em crise, e chegar a ser internada. Mia luta contra esta desilusão com a ajuda da sua psiquiatra, e procura um certo aconchego junto da mãe. Muda de cidade, faz uma espécie de regresso às origens, e curiosamente o seu dia-a-dia passa a ser rodeado de mulheres: a mãe e as suas amigas, algumas adolescentes a quem começa a dar aulas de poesia, uma vizinha maltratada pelo marido.

Desta forma Mia estreita relações com mulheres, envolve-se nas suas vidas e medita sobre elas. Por vezes é quase um ensaio da realidade feminina. Talvez esta seja uma forma de superar a sua crise pessoal, na medida em que, ao mesmo tempo que desabafa, explora as suas mágoas e tenta ultrapassar a sua própria tristeza.

Escrito na primeira pessoa, é um desafio ao leitor, a quem a autora chega a dirigir-se de forma muito direta. Em determinado ponto, sensivelmente a meio do livro, chega a agradecer ao leitor por permanecer ali.

“Mas antes de lá chegar, quero dizer-lhe, Gentil Pessoa, que se ainda está comigo agora, na página, quero dizer, que se chegou até este parágrafo, se não desistiu e não me atirou a mim, a Mia, para o outro lado da sala, ou mesmo se o fez e então se pôs a pensar que talvez alguma coisa acontecesse em breve e me foi buscar outra vez e continua a ler, então quero estender os braços para si e segurar-lhe a cara com ambas as mãos e cobri-la de beijos, beijos nas suas faces e queixo e em toda a testa e na cana do seu nariz (seja qual for o formato), porque sou toda sua, toda sua. Só queria que soubesse.” (pág. 106)

Como se fosse difícil “ouvir” Mia na exorcização dos seus demónios. Garanto que não é. É um prazer conhecê-la pois é um prazer ler um livro bem escrito, bem estruturado e até com uma certa musicalidade. Não só pelo percurso de Mia e pela sua forma de, dia-a-dia enfrentar as mudanças da sua vida, mas principalmente pelo modo envolvente e brilhante como está escrito. Um livro que me lembrou, a cada página, que o prazer de ler está diretamente relacionado com o prazer que se teve ao escrevê-lo. E isso nota-se. Nota-se que Siri tem talento e gosto, que a mensagem passa para o lado de cá de uma forma natural e bela, sem esforço.

Descobri Siri Hustvedt, uma escritora talentosa, que apesar de ser casada com Paul Auster, com toda a responsabilidade que isso possa acarretar, tem o seu próprio espaço e estilo. Gostei particularmente de um pequeno apontamento subtil em que se refere claramente ao marido:

“Correlação não é causa. É apenas a “música do acaso”, como escreveu um proeminente romancista americano.” (pág. 161)

Convido a ler outros excertos. Apenas uma pequena parte de trechos maravilhosos que escolhi e publiquei aqui e aqui.

Mas o melhor é mesmo ler o livro. Todo.

Sinopse

“Há tragédias e há comédias, não é verdade? E são frequentemente semelhantes, um pouco como os homens e as mulheres. Uma comédia depende de parar a história exactamente no momento certo.
Esta é a voz de Mia Fredrickson, a viperina e trágico-cómica narradora de Verão Sem Homens.
Mia é obrigada a examinar a sua vida no dia em que, sem pré-aviso e depois de trinta anos de casamento, o seu marido lhe pede "um tempo". Após um período de internamento num hospital psiquiátrico, ela decide passar o Verão na sua cidade natal, onde a mãe vive num lar de idosos. Sozinha em casa, Mia entrega-se à fúria e à autocomiseração. Mas, lenta e ardilosamente, a pequena comunidade rural insinua-se na sua esfera pessoal. Os "Cinco Cisnes" - um surpreendente grupo constituído pela sua mãe e as amigas -, a jovem vizinha, as adolescentes que frequentam o seu workshop de poesia… uma multiplicidade de vozes, vulnerabilidades, pequenas tiranias e desafios que resultarão na mais improvável das relações.”

D. Quixote, 2012

Outubro 14, 2012

O Inverno do Mundo - Ken Follett - Opinião

Gosto tanto de Ken Follett e já escrevi sobre todos os livro que li dele. Escrevo sempre coisas boas, extremamente positivas pois é um dos meus autores favoritos. Os seus livros prendem-me de uma forma única, arrebatadora e envolvente. Mais uma vez, depois da leitura do segundo volume da trilogia “O Século” só posso falar bem.

Mas decidi não me alongar, não demasiado, que isto de se falar bem também se torna maçador. A verdade é que gosto de tudo, das personagens com as suas histórias envolventes e da forma como interagem e se relacionam, das histórias de amor, do romance, da intriga política, da pesquisa histórica e da forma como nos apresenta factos verídicos, com algumas personagens reais rodeadas de ficção. Sou fã, apesar de não gostar de ser fã de nada, mas é assim, uma espécie de paixão louca por ler mais e mais livros de Ken Follett e enamorar-me por todos.

Estou a escrever uma opinião lamechas? Talvez. Tendenciosa? Isso certamente. Mas não é sempre que um livro de mais de 800 páginas me sabe a pouco e me deixa na ansiedade de saber mais, de querer eu própria pressionar o Sr. Follet a “despachar” o terceiro volume antes que eu tenha um ataque de ansiedade!

Mas para que este texto não seja completamente despropositado vou falar um pouco sobre o livro. Imprescindível ter lido o primeiro volume “A Queda dos Gigantes” pois as personagens são as mesmas, ou melhor, as personagens vão dando espaço a outras, suas descendentes. Estava com algum receio de já não me lembrar de todo o intricado de histórias e enredos mas foi muito fácil recordar. Nas primeiras páginas temos (uma vez mais) uma espécie de descrição das personagens principais. Comecei por comparar os dois livros e fui logo relacionando nomes e recordando tudo o que se tinha passado. Entrei logo no ritmo da narrativa.

“O Inverno do Mundo” tem o peso de descrever a II Guerra Mundial, os acontecimentos na sua origem, o sofrimento e pânico vividos nos piores anos, e um mundo desfeito após o final e a descoberta de todos os crimes cometidos contra a humanidade.

Já li vários livros sobre esta época, por interesse pessoal e, principalmente por incompreensão, por não conseguir entender como é que o mundo permitiu tal barbárie, como pôde a condição humana ter tão pouco valor. Não me refiro exclusivamente às políticas de extermínio de Hitler, mas sim ao sofrimento geral da população durante o período da Guerra, a falta de bens de necessidade mais básicos, a ignorância do povo Alemão em relação ao que realmente acontecia a pessoas que nunca mais apareciam, as mortes inexplicáveis, a violência e o medo. Follett aposta em descrições muito bem conseguidas de terror psicológico, desenvolve de forma exímia o tema da espionagem e contra-espionagem, destaca-se de outros livros que já li sobre este período por não se focar exclusivamente na perseguição aos Judeus, mas aborda de forma facilmente percetível o estado do Mundo (sim, temos ação em vários países), até porque a humanidade só teve verdadeira consciência da dimensão do Holocausto no fim da guerra.

Resta-me esperar por mais. Ansiosamente. E, claro, recomendar esta trilogia, pelo menos os dois primeiros livros. Mas quase que aposto que o terceiro ainda vai ser melhor.

Sinopse

“Depois do extraordinário êxito de repercussão internacional alcançado pelo primeiro livro desta trilogia, A Queda dos Gigantes, retomamos a história no ponto onde a deixámos. A segunda geração das cinco famílias cujas vidas acompanhámos no primeiro volume assume pouco a pouco o protagonismo, a par de figuras históricas e no contexto das situações reais, desde a ascensão do Terceiro Reich, através da Guerra Civil de Espanha, durante a luta feroz entre os Aliados e as potências do Eixo, o Holocausto, o começo da era atómica inaugurada em Hiroxima e Nagasáqui, até ao início da Guerra Fria. Como no volume anterior, a totalidade do quadro é-nos oferecido como um vasto fresco que evolui a um ritmo de complexidade sempre crescente.”

Presença, 2012

Outubro 14, 2012

Novidade Casa das Letras - O Corsário dos Sete Mares – Fernão Mendes Pinto, de Deana Barroqueiro - disponível a 22 de Outubro

Fernão Mendes Pinto é o exemplo vivo do aventureiro português do século XVI, que embarcava para o Oriente com fito de enriquecer. Curioso, inteligente, ardiloso e hábil, capaz de todas as manhas para sobreviver, vai tornar-se num homem dos sete ofícios, sendo embaixador, mercador, médico, mercenário, marinheiro, descobridor e corsário dos sete mares.

Através de Fernão Mendes Pinto e dos testemunhos das personagens com quem se cru­za, na sua peregrinação pelo Oriente longínquo, a autora faz ainda a narrativa dos principais epi­sódios da grande saga dos Descobrimentos, como as conquistas de Goa e Malaca, o heróico cerco de Diu ou as campanhas do Preste João na Etiópia.

Outubro 13, 2012

Novidade Asa - O SEDUTOR, de Madeline Hunter, disponível a 22 de Outubro

Diane Albret é órfã e passou a maior parte da sua vida num colégio interno. Sem mais família, está habituada a receber apenas uma visita: Daniel St. John, o seu irresistível tutor. Ao longo do tempo, ele visitou-a sempre uma vez por ano. Mas o seu mais recente encontro reserva-lhe uma surpresa: Daniel esperava encontrar uma menina e Diane é já uma bela e carismática mulher. Ele aceita retirá-la da clausura do colégio e levá-la consigo para Londres. Porém, ambos têm planos que preferem manter em segredo.

Mas a crescente proximidade entre ambos ameaça dificultar-lhes os planos e, pouco a pouco, eles apercebem-se de que têm mais em comum do que julgavam. Poderá um novo amor triunfar sobre ódios antigos?