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planetamarcia

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Outubro 25, 2012

Porto de Encontro - Tributo a Eugénio de Andrade

A propósito do início da reedição, pela Assírio & Alvim, da obra de Eugénio de Andrade, o “Porto de Encontro” promove uma sessão de homenagem a um dos nomes incontornáveis da poesia portuguesa contemporânea, que se realizará no próximo dia 28 de outubro, às 17 horas, na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto.

Durante uma hora e meia, Ana Maria Moura, Miguel Moura, António Barbedo, Bernardo Pinto de Almeida e Miguel Veiga vão recordar o percurso de Eugénio de Andrade, autor de obras marcantes como “As mãos e os frutos”, “Os sulcos da sede” e “O sal da língua”.

A 11ª sessão do ciclo literário “Porto de Encontro” conta ainda com a participação especial dos declamadores Ana Celeste Ferreira e José Carlos Tinoco.

Outubro 24, 2012

Um Casamento no Natal - James Patterson e Richard DiLallo - Opinião

Dizer que “Um Casamento no Natal” é um livro que nos recorda o verdadeiro, e talvez perdido sentido do Natal é um lugar-comum. Afirmar que nos lembra a importância da família, tantas vezes em segundo plano nos dias de hoje, é um lugar-comum ainda maior.

Mas a verdade é que é esta a essência deste romance, recordar que o Natal é mais, muito mais do que o acontecimento fútil que atualmente celebramos. E claro, a família, que devemos lembrar e acarinhar ao longo de todo o ano, todos os anos.

Gaby, a “heroína” desta história espanta os filhos ao comunicar que vai voltar a casar. Mas o mais curioso é não revelar a identidade do noivo. O suspense vai manter-se até ao Natal, como uma espécie de isco para atrair a família para junto de si, e comemorarem todos juntos.

Uma ideia caricata que me manteve “agarrada” a esta leitura, e muito curiosa com o desfecho. A verdade é que a sucessão de descrições das vidas dos filhos de Gaby me deu também alento e vontade de prosseguir a leitura.

Eu, uma confessa avessa e desligada das reuniões familiares, e até do próprio Natal, dei por mim a sorrir no decorrer das várias descrições emotivas do que não é mais do que o amor que une esta mãe aos seus quatro filhos.

Todos se esforçam por estar presentes no grande dia. Apoiam cegamente a decisão de Gaby. Não sei se o descreva como uma utopia ou simplesmente algo estranho, mas a verdade é que esta história irreal me convenceu, envolveu e fez acreditar. Acima de tudo fez-me sorrir. Fez-me feliz.

Recomendo. Não só por ser passado no Natal e este se estar a aproximar, mas principalmente porque o verdadeiro espírito do Natal deve acompanhar-nos sempre. Inevitavelmente utilizo mais uma sucessão de lugares-comuns para finalizar este texto. E não me importo, porque de facto nem sempre é fundamental exigir a diferença. Muitas vezes nem sequer é preciso. Leiam e sejam felizes.

Todas as informações sobre o livro aqui.

Sinopse

Está tudo a postos para se festejar o Natal, mas este ano o maior motivo de celebração é o casamento de Gaby Summerhill. Desde que o marido morreu três anos antes, os seus quatro filhos seguiram rumos diferentes, consumidos pelos problemas das suas vidas. Mas quando Gaby anuncia que se vai casar – e que a identidade do noivo permanecerá secreta até ao dia do casamento – talvez assim consiga ter finalmente a família reunida. A partir de personagens envolventes e um enredo emotivo, Um Casamento no Natal lança um olhar luminoso sobre as relações familiares e a magia da época natalícia.

Editorial Presença, 2012

Outubro 24, 2012

O Último Minuto na vida de S. - Miguel Real - Opinião

Esta é a minha segunda experiência na obra de Miguel Real.

Apesar de se poder considerar apenas uma novela, confirma-se a riqueza de vocabulário, a abundancia de adjetivos, enfim, o estilo do autor. Uma forma de escrever original e única, que me envolveu e agradou muito.

As descrições das personagens são absolutamente fantásticas. As descrições físicas refletem e dão-nos a entender o interior, o modo de ser, pensar e agir de cada um.

A descrição da vida de Snu, neste caso contada pela própria, satisfez a curiosidade que eu já tinha e mostrou-me uma mulher que eu não conhecia – Forte. De ideais bem definidos e deles convicta. Politica e socialmente a anos-luz do Portugal em que viveu, e vendo bem, também do Portugal de hoje.

Movida pelo amor e pelas emoções entregou-se a Hugo, com quem casou, mas o amor não foi suficiente para mudar as suas convicções. A submissão a que as regras familiares da época obrigavam antes a fizeram mais independente e senhora de si.

“Enterrada” numa família que tudo aproveitou para fazer fortuna, todas as oportunidades de uma ditadura que empobrecia e embrutecia o povo, como também, com o fim desta, se esforçou por contornar a revolução e manter a sua fortuna.

Dinheiro era tudo o que lhes interessava e Snu, a quem curiosamente o dinheiro nunca faltou,  não podia estar mais distante dessa mentalidade. Era uma mulher motivada pela cultura e pelo livre pensamento, sentia-se presa num Portugal arcaico em que as mulheres necessitavam de autorização do marido para quase tudo.

Já com três filhos mas com o seu casamento desfeito, encontrou o amor com que tinha sonhado. Que durou para sempre, durante três anos.

“(…) O sangue que em espírito tenho jorrado desde que cheguei a Portugal, batalhando simultaneamente contra o pseudo-cosmopolitismo dos tarolos de gravata verde sobre camisa azul e contra a funda ignorância popular,  que mais destacava o futebol e a religião do que o civismo e a ciência.” (pág. 123)

Sinopse

“Ela era bela, divorciada, escandinava, culta. Chegara a Lisboa em princípios dos anos 60 e Portugal era para ela o país mais arcaico da Europa. Ele era português, casado, político, primeiro-ministro. Apaixonaram-se e amaram-se intensamente, contrariando códigos politicos e sociais. Morreram ambos, abraçados, na explosão de uma avioneta em viagem para o Porto. Ficção, O Último Minuto na Vida de S. é a história do último grande amor português, o de Snu Abecassis e Francisco Sá-Carneiro. Cruzando um estilo ora satírico-jocoso, ora realista e apoiando-se na realidade portuguesa entre as décadas de 60 e 70 em três ou quatro factos verdadeiros, visa retratar um Portugal que já não existe, o Portugal desaparecido nas duas décadas seguintes pela voragem dos costumes europeus. “

Quidnovi, 2008

Outubro 24, 2012

Novidade Planeta - "O Agente da Catalunha", de Cesário Borga - Já disponível

Uma história de amor romântica e apaixonante, passada nas ruas de Lisboa e Barcelona, entre homens e mulheres livres e maduros, dispostos a lutar sem medos pela felicidade.

Numa Lisboa onde política, guerrilha e espionagem traçam os rumos da Europa, Cesário Borga coloca o seu conhecimento da história portuguesa e espanhola do século XX ao serviço de um talento literário surpreendente, que envolve o leitor numa história trepidante e inesquecível, onde a liberdade é uma força romântica capaz de abrir todas as prisões.

Um romance que nos descobre cenários, factos e personagens que fazem parte da nossa história, vistos por um ângulo muito original – um português que se junta às forçasrepublicanas da Catalunha e regressa a Lisboa como guerrilheiro para planear o histórico atentado a Salazar.

Quando a Europa é surpreendida pelo começo da guerra civil de Espanha e, inconsciente, prefere manter-se à distância, não percebendo que faiscava ali o negrume nazi, a Catalunha vive momentos de entusiasmo e é apontada como um farol de esperança ao derrotar as tropas franquistas.

Jorge, o português, torna-se Jordi, o miliciano, e encontra nas barricadas, mais do que uma razão de viver, uma razão de amar a liberdade na figura de Alba – a bela e indomável guerrilheira catalã, mulher livre como o vento e que nenhum homem ou lei parecem poder alguma vez vergar.

Enviado de novo à sua Lisboa natal numa missão de destruição do fascismo e da aliança política entre Franco e Salazar, Jordi volta a ser Jorge e, entre explosivos, flores e um plano de atentado ao ditador português, descobre-se prisioneiro de Isaura, cuja aparente doçura mal esconde uma obstinação e uma vontade férrea em desbravar os horizontes que lhe foram vedados.

Sobre o autor

Os anos como correspondente da RTP em Espanha (1998-2005) permitiram a Cesário Borga (Torres Novas, 1944) uma relação muito pessoal com os grandes momentos da história recente daquele país, entre os quais a guerra civil, uma ferida que continua aberta, tal como as ondas de choque desse acontecimentocom Portugal.

O fascínio pelas histórias dentro da História resulta da eterna obsessãode um repórter com mais de 40 anos de actividade, desde os tempos da Flama no final dos anos 60, às passagens por A Capital (1970), Diário de Lisboa (1972),O Jornal (1980), à televisão (1974-2010), onde a pesquisa, a acção, a modelaçãodas imagens e dos sons estiveram sempre dirigidas para a produção de notícias e reportagens.

Pelo mesmo diapasão se orientaram outras aventuras: a participação como guionista na longa-metragem Solo de Violino, de Monique Rutler (1990),a co-autoria do livro O Movimento dos Capitães e o 25 de Abril (1974 e 2001)e a participação em trabalhos de investigação sociológica, no ISCTE, sobre o perfil dos jornalistas portugueses.

292 páginas

PVP: 16,65 €

Outubro 24, 2012

E se dentro de uns anos a sociedade passar a ser vigiada por um único e gigantesco Big Brother?

Um tema assustador, quase paranóico, que Robison Wells leva ao extremo com brilhantismo e de forma vertiginosa, o que resulta numa estreia absolutamente espantosa, que chega até nós através da Planeta.

INQUIETANTE. MISTERIOSO. PERTURBADOR.

Partindo de um cenário arrepiante, o autor constrói a acção desta distropia, que nos faz reflectir sobre esse futuro próximo que poderá de facto acontecer.

Entrar para uma escola poderá ser muito mais difícil não devido às notas mas por os jovens se verem obrigados a formar parte integrante de «bandos», que estarão subdivididos por castas. Onde a punição por violar as regras é a morte.

Na Academia Maxfield, as escolhas são: Sociedade – Caos – Variantes. Benson terá de juntar-se a um dos grupos para sobreviver.

Mas está determinado a fugir.

Só há uma pessoa em quem pode confiar: ele próprio.

Benson Fisher pensou que uma bolsa para frequentar a Academia Maxfield seria o seu passaporte para uma vida com futuro. Estava enganado.

Agora, vive num colégio cercado por uma vedação de arame farpado.

Um colégio onde câmaras de vigilância monitorizam todos os seus movimentos.

Onde não há adultos. Onde os alunos se dividiram em grupos para sobreviver.

Onde a punição por violar as regras é a morte.

Mas, quando descobre, por acidente, o verdadeiro segredo do colégio, Benson percebe que cumprir as regras poderá trazer-lhe um destino pior do que a morte, e que a fuga – a sua única esperança de sobrevivência – talvez seja uma missão impossível.

Wells vive em Holladay, no Utah, com a mulher e os seus três filhos. Terminou recentemente o seu curso universitário, durante o qual leu e escreveu romances quando devia estar a estudar economia.

328 páginas

PVP: 17,75 €

Outubro 23, 2012

A Estrada da Revolução, de Tiago Carrasco, hoje nas livrarias - Oficina do Livro

Depois da aventura em África que deu origem ao livro Até lá Abaixo, o jornalista Tiago Carrasco, acompanhado por João Fontes e João Henriques, fizeram-se de novo à estrada e da nova viagem de quatro meses resultou o livro A Estrada da Revolução que hoje chega às livrarias, editado pela Oficina do Livro. Sempre com um orçamento reduzido ao mínimo, os três repórteres viajaram pelos países do Magrebe e do Médio Oriente onde despontou a chamada “Primavera Árabe”. Daqui nasce um livro que procura responder à pergunta «Como nasce uma revolução?».

O livro A Estrada da Revolução  - A Odisseia de Três Portugueses pelas Rebeliões do Mundo Árabe, de Tiago Carrasco é um livro de uma humanidade extrema em que os heróis são o povo anónimo da Síria, da Líbia, do Egipto ou da Tunísia, na sua luta pela sobrevivência e pela liberdade.

Sinopse

No início de 2012, o jornalista Tiago Carrasco, o repórter de imagem João Fontes e o fotógrafo João Henriques decidiram perceber como se faz uma revolução - porque ainda não eram nascidos no 25 de Abril de 1974 e porque não compreendiam a inércia dos portugueses perante as dificuldades e a ausência de perspectivas que também eles sentiam na pele.

Fartos de brandos costumes, resolveram então fazer-se à estrada e acompanhar de perto as rebeliões em curso no Médio Oriente e no Norte de África. Ao longo de quatro meses, percorreram dez mil quilómetros de autocarro, de comboio, de barco e à boleia por uma zona do mundo em profunda agitação e mudança. Do inferno da Síria à Terra Prometida, da instabilidade da Líbia à euforia do Líbano, passando pelo caos do Egipto ou pela incerteza da Tunísia – onde o riscar trágico de um fósforo acendeu o rastilho desta Primavera Árabe - A Estrada da Revolução é uma aventura empolgante e um testemunho inspirador para todos aqueles que acreditam num mundo melhor, mais justo e mais livre. 

Sobre o autor

Tiago Carrasco nasceu há 30 anos em Lisboa, cidade onde sempre viveu. Trabalha como jornalista desde 2005. Há dois anos, na companhia dos amigos, João Henriques e João Fontes, atravessou África de jipe, de Marrocos à África do Sul, a caminho do Mundial de Futebol. A viagem daria origem ao livro Até Lá Abaixo, editado pela Oficina do Livro. Inspirado pelas revoluções no Mundo Árabe, iniciou, com os mesmos dois companheiros, uma viagem de transportes públicos de Istambul até ao berço da Primavera Árabe, aprendendo pelo caminho que tanto os desígnios de Deus como os dos tiranos são insignificantes perante a vontade do povo.

280 páginas

PVP C/ IVA 13,90€

Outubro 23, 2012

Está a chegar às livrarias o livro Os Que Vieram de África, de Rita Garcia - Oficina do Livro

Chega esta semana às livrarias o livro Os Que Vieram de África, da jornalista Rita Garcia, autora de S.O.S. Angola – Os Dias da Ponte Aérea, publicado o ano passado pela Oficina do Livro. Os Que Vieram de África é um livro de investigação empolgante e minucioso que reconstitui o regresso, nos anos 70, de meio milhão de portugueses das ex-colónias, um dos episódios mais conturbados do nosso passado recente.

Sobre o livro

Cerca de quinhentas mil pessoas chegaram a Portugal com a independência das colónias africanas. Para elas, acabava dessa forma abrupta uma vida próspera construída no ultramar e começava um futuro incerto numa sociedade que desconheciam e que chegava a revelar-se hostil à sua presença. Se os que vinham de África preferiam lá ter ficado, os que cá estavam receberam-nos com desconfiança. Nos primeiros tempos os colonos passaram fome e frio, enfrentaram o desemprego e viveram amontoados em quartos ou casas degradadas. Alguns preferiram emigrar a sujeitar-se à discriminação e à falta de perspectivas; outros encontraram no suicídio a única saída. Os Que Vieram de África é um livro de investigação empolgante e minucioso, que reconstitui tempos conturbados do nosso passado recente. Traçando o retrato de um pequeno país a braços com uma tarefa colossal, revela histórias comoventes de sobrevivência protagonizadas por homens e mulheres atirados para um lugar distante chamado Portugal - um lugar radicalmente diferente da terra que amavam e que o curso dos acontecimentos lhes retirou.

Sobre a autora

Rita Garcia nasceu em Lisboa em Julho de 1979. Licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa, trabalhou na Focus e, como freelancer, colaborou com publicações como o«DNa», «Notícias Magazine» e Pais & Filhos. É repórter da Sábado desde 2005. Recebeu o 2º prémio Henrique de Barros, atribuído pelo Parlamento Europeu em 2003, e o Prémio de Jornalismo Novartis Oncology em 2008. É co-autora do livro INEM 25 Anos. Em 2011 publicou, na Oficina do Livro, S.O.S. Angola – Os Dias da Ponte Aérea.

272 páginas

PVP C/ IVA 14,90€