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planetamarcia

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Fevereiro 19, 2012

A Vida Secreta das Princesas Árabes - As Filhas da Princesa Sultana - Jean Sasson - Opinião

 

Prosseguindo a leitura deste fantástico livro, cada vez me sinto mais envolvida, interessada, e por vezes horrorizada por uma realidade tão distante daquela que vivo.

Um volume longo, composto por três livros, que além de muito ricos em informação sobre a vida das mulheres na Arábia Saudita, está escrito na forma de um romance envolvente, mas que nos acorda e faz pensar que se trata de uma história real.

A vida da princesa Sultana prossegue, agora mais madura e com filhos, mas com a mesma irreverência da juventude e vontade de mudar um país que faz das mulheres escravas de todas as vontades dos homens.

Sultana pertence à família real. Os relatos que faz da vida nos palácios, resumindo as mulheres a nada numa sociedade de homens, faz-me pensar nas mulheres de classes inferiores, a anos-luz do luxo e ostentação, mas que na verdade vêm a sua vida regida pelo mesmo fundamentalismo religioso que domina e verdadeiramente governa a sociedade.

Sultana tem um filho e duas filhas, encara os problemas próprios da adolescência, mas que ganham uma outra dimensão na medida em que a rebeldia adolescente é sempre controlada pelas mais diversas “brigadas religiosas dos bons costumes”; claro que este controlo incide maioritariamente sobre as mulheres, se bem que, em certas situações mais graves nem os homens estão imunes ao seu poder. Regras, regras e mais regras numa sociedade que pauta todos os seus actos pelo Corão.

Nesta fase da vida de Sultana toda a família se reúne para a peregrinação a Meca. Momento alto e de extrema importância para a sociedade Muçulmana. Adorei a riqueza das descrições e o que pude aprender sobre costumes e temas que desconhecia por completo. Esta viagem muda a vida familiar de Sultana por completo no que refere á sua relação e educação dos filhos. Adoro a esperança que Sultana deposita no filho que, apesar de ser homem, já tem uma visão diferente em relação às mulheres, ao amor e ao casamento. Abdullah é realmente um jovem surpreendente e a esperança da mãe num futuro diferente para a Arábia Saudita.

Independentemente de concordar ou discordar do que considero ser uma dura realidade para as mulheres, e de me entristecer observar que uma das que já foi das civilizações mais avançadas do Mundo, retrocede cega pelo poder do fundamentalismo, adoro o nível de conhecimento que esta leitura me está a proporcionar. Nem tudo o que aprendemos é bonito e cor-de-rosa, mas é importante ter acesso a informação e saber o que se passa no mundo que também habitamos.

Não entrarei em mais pormenores, a cada página me deparei com as descrições mais tenebrosas de uma realidade que ultrapassa a minha compreensão. Prefiro não referir nenhum pormenor em particular e convidar todos à leitura deste livro. Eu cá vou a caminho da última parte “Deserto Real”.

Sinopse

“Sultana é o pseudónimo de uma corajosa princesa da Arábia Saudita. Ela é uma das dez filhas da família real mas a sua vida, rodeada de luxo e riquezas inimagináveis, está longe de ser um conto de fadas. No seu país, as mulheres - qualquer que seja o seu estrato social - estão sujeitas à tirania ditada por um fanatismo religioso que promove a poligamia, dá ao homem o poder de castigar cruelmente qualquer mulher e incentiva os casamentos forçados, as mutilações e a violência sexual, as execuções por apedrejamento ou afogamento.

Quando aceitou contar a sua história à jornalista e escritora Jean Sasson, Sultana sabia que estava a pôr em risco a própria vida. Foi conscientemente que abdicou da sua segurança pessoal para denunciar o brutal quotidiano das mulheres sauditas. A sua voz dá-nos a conhecer um mundo no qual a sumptuosidade e a extravagância coexistem com a violência e a barbárie. A princesa partilha connosco a sua intimidade e a das mulheres que a rodeiam: as suas filhas, primas, amigas... mas, na sua franqueza e coragem, ela fala por todas as mulheres.”

Asa, 2012

Fevereiro 19, 2012

Porto Editora - Alta Tensão - 'Um Lugar Incerto', de Fred Vargas

 

No dia 27 de fevereiro chega às livrarias mais um livro da rainha do policial europeu: Um Lugar Incerto é o mais recente romance da francesa Fred Vargas. Com o comissário Adamsberg, o mais popular dos seus personagens, viajamos por Londres, por Paris e pela Sérvia, em busca da solução de crimes tenebrosos que só o seu engenho consegue resolver.

De destacar também o humor subtil de Fred Vargas, algo raro no policial, e que contrasta de forma natural com as terríveis mutilações e assassinatos presentes na narrativa.

O LIVRO

O comissário Adamsberg encontra-se em Londres a convite da Scotland Yard para assistir a um congresso de três dias. A estadia decorre tranquilamente até ao momento em que Radstock, o seu colega inglês, é alertado para uma estranha ocorrência: à entrada do antigo cemitério de Highgate apareceram dezassete sapatos… com os respetivos pés lá dentro.

Enquanto a investigação começa, a delegação francesa regressa a casa e é confrontada com um crime horrível numa mansão dos subúrbios de Paris: um jornalista especializado em temas judiciais foi, à primeira vista, triturado. Adamsberg consegue relacionar os dois casos e descobre uma pista que o levará até à Sérvia, a uma pequena e misteriosa aldeia onde, reza a lenda, terá nascido o mito dos vampiros.

A AUTORA

Fred Vargas (pseudónimo de Frédérique Audouin-Rouzeau) nasceu em Paris em 1957. Estudou História e Arqueologia e publicou vários romances policiais que estão traduzidos em trinta e cinco países. Unanimemente reconhecidos como a rainha francesa do polar, os seus livros foram galardoados com numerosos prémios: o Prix Mystère de la Critique (1996 e 2000), o Grande Prémio de Novela Negra do Festival de Cognac (1999), o Trofeo 813, o Giallo Grinzane (2006) e o CWA International Dagger (2006, 2007 e 2009).

Só em França, as suas obras venderam já mais de cinco milhões de exemplares.

Título: Um Lugar Incerto

Autor: Fred Vargas

Tradutor: Isabel St. Aubyn

Págs: 328

PVP: 16,60 €

Coleção: Alta Tensão

Fevereiro 19, 2012

Novidade A Esfera dos Livros: A Troika e os 40 Ladrões de Santiago Camacho

 

Sabe quem governa o mundo? Qual é o poder real dos políticos? Até que ponto a nossa vida é condicionada por organizações internacionais e corporações privadas? Qual o papel dos paraísos fiscais que dão abrigo ao dinheiro do crime ou da corrupção? Por que se permite a existência destes territórios sem lei? O que está realmente a acontecer na economia mundial, como chegámos a esta situação e quem está a ganhar com a crise?

Porque confiamos nos planos de austeridade do FMI quando o seu processo de supervisão às políticas económicas dos países-membros não se conseguiu adiantar à crise económica? Porque confiamos em agências de classificação de risco que destroem as economias mais fracas com descidas de rating, quando, por exemplo, em 2007, mantiveram a classificação da Lehman Brothers até ao momento em que esta entrou em bancarrota?

Ao longo destas páginas ficamos a conhecer factos surpreendentes da atuação do FMI, dos países onde atuou, dos países que não lhe abriram as suas portas e que hoje recuperam economicamente sem a ajuda desta organização, e das agências de rating e das pessoas que as comandam, cujas decisões definem a nossa forma de viver, apesar de nós nunca os termos elegido democraticamente.

Santiago Camacho, escritor e jornalista, colabora em vários meios de comunicação social espanhóis. Uma grande parte do seu trabalho centra-se em temas heterodoxos, como as sociedades secretas, os serviços de inteligência e as teorias da conspiração.

Fevereiro 18, 2012

Civilização publica 'Civilização - O Ocidente e os Outros' de Niall Ferguson

 

Se no ano de 1411 pudéssemos circum-navegar o mundo, ficaríamos deveras impressionados com as deslumbrantes civilizações do Oriente. A Cidade Proibida estava em construção na Beijing ming; no Próximo Oriente, os Otomanos cercavam Constantinopla. Devastada pela peste, pela falta de um sistema de esgotos e pela guerra incessante, a Inglaterra era, em contraste, um miserável charco de água estagnada. Os outros reinos conflituosos da Europa Ocidental – Aragão, Castela, Escócia, França e Portugal – estariam pouco melhor. Quanto à América do Norte, no século XV era uma região inóspita e anárquica comparada com os domínios dos Astecas e dos Incas. A ideia de que o Ocidente viria a dominar os Outros durante a maior parte da metade do milénio seguinte seria fantasiosa. E, porém, foi o que aconteceu.

O que caracterizava a civilização da Europa Ocidental e que consistiu num trunfo em relação aos aparentemente superiores impérios do Oriente? A resposta, segundo Niall Ferguson, é que o Ocidente desenvolveu seis “aplicações-chave” que os Outros não possuíam: competição, ciência, democracia, medicina, consumismo e ética de trabalho. A pergunta-chave hoje é se o Ocidente terá ou não perdido o seu monopólio nestas seis áreas. Se assim for, avisa Ferguson, podemos estar a viver o fim da ascendência ocidental.

Fevereiro 18, 2012

Civilização publica 'Anatomia de um Desaparecimento' de Hisham Matar

 

Anatomia de um Desaparecimento é o novo livro de Hisham Matar, autor de Em Terra de Homens – romance com o qual foi finalista do Man Booker Prize 2006.

O novo livro do nova-iorquino de origem líbia, Hisham Matar, chega a Portugal com excelentes críticas por parte da imprensa internacional. “Inquietante em todos os sentidos, Anatomia de um Desaparecimento é um romance cativante que revela eloquência naquilo que fica por dizer e vívidas metáforas no que se perdeu, possivelmente para sempre”, escreve o Sunday Times. Uma narrativa bem urdida e controlada com mestria […] um testemunho do terrível preço a pagar por um governo injusto no mundo árabe”, acrescenta o Independent on Sunday. “Escrito com sensualidade, até a frase mais simples contém algo de extravagante”, conclui o Telegraph.

A conjuntura no Médio Oriente, anterior à Primavera Árabe, e o pai do autor, Jaballa Matar, raptado há vinte e dois anos na sua casa, no Egipto, e de quem nunca mais teve notícias, são temas recorrentes nos livros de Hisham Matar. Também – ou especialmente – por isso, afirma o Financial Times, este livro é “Maravilhosamente construído […] fala de como uma pessoa desaparece e também de como a memória de uma pessoa desaparecida é preservada e alterada”.

Hisham Matar nasceu em Nova Iorque em 1970. Filho de líbios, passou a infância em Tripoli e posteriormente no Cairo. Desde 1986 que reside em Londres. O seu primeiro livro, Em Terra de Homens, foi finalista do Man Booker Prize 2006. Publicado pela Civilização, foi muito bem recebido em Portugal pela crítica e pelo público. O autor tem comentado e escrito diversos artigos sobre a situação política na Líbia e no Médio Oriente em geral, publicados em reputados media internacionais e em Portugal pelo Público.

SINOPSE

Nuri é ainda um rapaz quando a mãe morre. Parece que nada poderá preencher o vazio que a sua estranha morte deixa no apartamento do Cairo que Nuri partilha com o pai. Até aparecer Mona. Quando Nuri vê Mona pela primeira vez, com o seu fato de banho amarelo, sentada na borda da piscina da estância de férias do Magda Marina, o mundo à sua volta deixa de existir. Mas é pelo pai de Nuri que Mona se apaixona e com quem acaba por casar – e a sua felicidade consome Nuri ao ponto de ele desejar tirar o pai do caminho. Contudo, Nuri depressa se arrepende de o ter desejado. Quando o seu mundo e o da sua madrasta são abalados por acontecimentos que não conseguem controlar, ambos se apercebem do pouco que realmente sabiam sobre o homem que amavam.

Título: Anatomia de um Desaparecimento

Autor: Hisham Matar

Título original: Anatomy of a Disappearance

Tradução: Teresa Swiatkiewicz

Páginas: 200

Encadernação: Capa mole

Família: Literatura

PVP: 13,90 €

Lançamento: Fevereiro de 2012

Fevereiro 16, 2012

Novidade ASA: O COLÉGIO DE TODOS OS SEGREDOS, de Gail Godwin

 

“Um grandioso romance de amor, perda, lealdade, segredos, rivalidades e fé, na vida de um conjunto de personagens encantadoras e imperfeitas.”

Sobre o Livro

Mount St. Gabriel’s é um dos mais prestigiados colégios femininos americanos. Cada ano lectivo vê chegar novos rostos e dita um novo equilíbrio na hierarquia social da escola. No Outono de 1951, uma das turmas destaca-se pela excelência e singularidade, duas características que, juntas, são potencialmente imprevisíveis. Apenas a jovem professora Kate Malloy e a rígida matriarca da escola, a madre Suzanne Ravenel, se apercebem de que as espera um ano invulgar. Não poderiam, claro, imaginar até que ponto a história do próprio colégio se alteraria.

Tudo começa quando Tildy Stratton, a incontestada líder da turma, abandona a sua fiel aliada, Maud, para se aproximar de Chloe Starnes, uma nova aluna que ficou recentemente órfã após a morte prematura e misteriosa da mãe. Esta amizade preenche um vazio nas vidas das duas jovens e põe em marcha uma série de acontecimentos que vão ameaçar a delicada harmonia da escola e mudar para sempre a vida de todos.

Cinquenta anos depois, com o colégio há muito encerrado, a madre Ravenel recorda esse ano, cruzando passado e presente, numa derradeira tentativa de se reconciliar com as origens trágicas daquele que ficaria conhecido com “o ano tóxico”.

Imprensa Estrangeira

“Poderoso.”  The New York Times

“Fascinante.”  O: The Oprah Magazine

“Uma das mais inteligentes e estimulantes escritoras contemporâneas.” Chicago Sun-Times

“Se tenciona ler apenas um grande romance este ano, este talvez seja o mais indicado… Um livro à moda antiga sobre ciúmes e paixão num colégio católico para raparigas, escrito com profundidade e humor.” Bookpage

Sobre a Autora

Gail Godwin nasceu em 1937, em Birmingham, no Alabama, Estados Unidos. Após o curso de Jornalismo na Universidade da Carolina do Nortte em 1959, foi repórter do Miami Herald e trabalhou na embaixada americana em Londres. Fez um mestrado e um doutoramento em Inglês na Universidade do Iowa, em 1968 e 1971, onde estudou com John Irving e John Casey, tendo como professor Kurt Vonnegut. Foi por três vezes finalista do National Book Award e é autora de doze romances aclamados pela crítica e pelo público. Vive atualmente em Woodstock, Nova Iorque.

Para mais informações sobre a autora pode consultar o site  - www.gailgodwin.com

PVP 17,50 eur

512 págs

Fevereiro 16, 2012

Novidade Oficina do Livro: "Diários de um Gangster Português", de André Rito

 

Aos quinze anos já tinha sido preso mais de vinte vezes. Vitorino Nunes, o homem que ficou conhecido como Dillinger, foi dos maiores cadastrados portugueses.

Sobre o Livro

Vitorino da Piedade Nunes foi um dos mais célebres cadastrados portugueses. Entre polícias e ladrões, advogados e guardas-prisionais, era conhecido por Dillinger, em alusão ao gangster da América dos anos 30.

Instigado pelo próprio pai, o qual seria condenado pela morte do avô, Vitorino cometeu os primeiros crimes ainda na infância. Poucos portugueses passaram tanto tempo atrás das grades como ele. Depois de trinta anos a entrar e sair de prisões, voltou finalmente à terra natal, onde roubara os primeiros animais e fizera as primeiras patifarias, mas não para se redimir: o seu nome foi então envolvido em duas mortes.

Antes de morrer, em 2003, Vitorino deixou centenas de páginas onde contou episódios da sua longa carreira de marginal, descreveu conversas com quem o quis contratar para matar, anotou reflexões sobre a vida e elaborou uma infindável lista de truques que adoptava nos crimes para ser mais eficaz. 

Baseado nesses escritos e narrado com o ritmo absorvente de um romance, Diários de um Gangster Português reconstitui a vida de um bandido implacável mas fiel a uma certa ética. Um homem que, no fim, conseguiu cumprir o seu maior desejo: morrer em liberdade.  

Sobre o Autor

André Rito nasceu em Braga, em Outubro de 1977, e é licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade da Beira Interior.

Começou a trabalhar como jornalista em 2003, no jornal Tal & Qual, passou pelo Metro e escreveu também para as revistas Sábado, «Notícias Sábado» e Rotas & Destinos. Em 2009, integrou a equipa fundadora do jornal i. Actualmente, é repórter freelancer e colaborador do Diário de Notícias.

Diários de um Gangster Português é o seu primeiro livro.

PVP 12,90 eur

232 págs

Fevereiro 16, 2012

Sextante Editora - Ficção - O mais mítico romance de Eduardo Mendoza

 

No dia 23 de fevereiro, regressa às livrarias A cidade dos prodígios, o romance que, publicado pela primeira vez em Portugal no fim dos anos 1980, tornou famoso o escritor catalão, Eduardo Mendoza.

Vencedor do Prémio Cidade de Barcelona, A cidade dos prodígios é uma verdadeira homenagem à capital da Catalunha, um retrato desta cidade numa época de instabilidades várias, de 1888 a 1929, e que antecedeu a expansão industrial, comercial e social.

Com a publicação de A cidade dos prodígios, a Sextante Editora mantém a sua aposta nas obras de Eduardo Mendoza, de quem já editou Rixa de gatos, vencedor do Prémio Planeta 2010, Três vidas de santos e A assombrosa viagem de Pompónio Flato.

O LIVRO

Em 1887, Onofre Bouvila, um rapaz pobre do campo, chega a Barcelona e obtém o seu primeiro trabalho como distribuidor de panfletos anarquistas entre os operários que trabalham na construção da Exposição Universal do ano seguinte. A partir daqui, o leitor assiste à espetacular ascensão social de Bouvila, que o vai converter, mediante métodos não muito ortodoxos, num dos homens mais ricos do país. Um extraordinário relato da construção da moderna Barcelona, um dos grandes romances espanhóis do século XX.

O AUTOR

Eduardo Mendoza nasceu em Barcelona em 1943. Estudou Direito e, depois de viajar pela Europa, viveu em Nova Iorque como tradutor das Nações Unidas. O seu primeiro romance, A verdade sobre o caso Savolta, publicado em 1975, obteve o Prémio da Crítica em Espanha. Publicou depois O mistério da cripta assombrada, O labirinto das azeitonas, A cidade dos prodígios (1986, Prémio Cidade de Barcelona), A ilha inaudita, Sem notícias de Gurb, O ano do dilúvio, Uma comédia ligeira (Prémio de Melhor Livro Estrangeiro em França), A aventura do tocador de senhoras (Prémio «Livro do Ano» do Grémio de Livreiros de Madrid), Mauricio ou as eleições primárias (Prémio de Romance da Fundação José Manuel Lara), A assombrosa viagem de Pompónio Flato (Prémio Pena de Prata da Feira do Livro de Bilbau), Três vidas de santos e Rixa de gatos (Prémio Planeta 2010). Os três últimos livros foram publicados pela Sextante Editora, num projeto de edição regular em Portugal das obras de Eduardo Mendoza.

Título: A cidade dos prodígios

Autor: Eduardo Mendoza

Tradução: J. Teixeira de Aguilar

Págs.: 448

PVP: € 17,70

Fevereiro 14, 2012

Concurso Literário "Breve História de Amor" - o texto vencedor

 

É chegado finalmente o dia de revelar o texto vencedor do Concurso Literário “Breve História de Amor”.

Foi com muito prazer que divulguei esta iniciativa, tive o privilégio de ler os 83 textos concorrentes e participei na votação final. Parabéns à Leya por esta iniciativa e mais uma vez obrigada por me ter incluído no grupo de blogues seleccionado.

O texto escolhido é um deleite para todos aqueles que gostam de livros, a acção desenrola-se na “nossa” catedral (leia-se biblioteca), é original, um pouco misterioso e com um final surpreendente. Parabéns à Marlene Ferraz, autora da história vencedora.

Um feliz dia de S. Valentim a todos! Deliciem-se:

 

O tempo é um absurdo

“Ficou espantado quando abriu o Livro do Desassossego e, de dentro dele, cai um bilhete com uma caligrafia tão mecanizada e dura que em nada avisava o que estaria escrito.

Desassossego-me, também. Aonde estará esse amor que nos faz mais cobardes mas inteiros? Espero. Espero-te. Ofélia

A claridade do papel fazia adivinhar que teria sido escrevinhado em tempos já modernos. Talvez ontem, até. Dedicou-se à leitura do texto durante dias, mordido por uma curiosidade rara. Não é propriamente crente em coincidências mas, antes de entregar o livro à bibliotecária, enfiou um outro bilhete.

Aconselho a sua alma aflita a ler Criação do Mundo, do respeitável Torga, para que encontre o amor que procura nas coisas mais simples. Nem só os homens sabem dar amor. Também a chuva e as árvores. É um amor mais sensato, mas não menos inteiro. José

Curiosamente, a refutação veio breve, no livro sugerido pela mão masculina.

É antiga a dor do amor entre homens e mulheres, amor esse que nada substitui. Tens coração dentro de ti? Aconselho-te os poemas do Livro das Mágoas, da Florbela Espanca. Ofélia

José procurou o livro da poetisa no dia imediato. Mesmo antes de acabar a leitura dos trinta e seis sonetos, quis falar por escrito. Desejou que a bibliotecária não desse conta do bilhete e o considerasse lixo vulgar dos leitores desatentos.

Estimada Ofélia, é o coração um lugar grande. Sofro também nessa procura, mas o amor é mais do que um talão de lotaria. Leia Ensaio sobre a Cegueira, do nosso laureado. Sempre, José

Ela respondeu com o intervalo de quatro dias.

Inspiras-me. Desafio-te a nos encontrarmos, aqui. Ao começo da tarde do primeiro dia da semana, estarei na sala das revistas, na primeira cadeira pelos ponteiros do relógio. Tu estarás na terceira. Falaremos se o coração assim mandar. Tua, Ofélia

Ficou nervoso, as mãos trémulas. Esteve dias sem ir à biblioteca, interrompido entre a vontade e o medo. Mas, no primeiro dia da semana, sentou-se na terceira cadeira pelos ponteiros do relógio. Com uns aparelhos de ouvir música nos ouvidos, uma rapariga com olhos pintados de preto. Não teria mais de quinze anos. Agitada, a mascar uma chiclete, batia com as sapatilhas dum rosa forte no chão, prolongada por uns jeans justos e rompidos. José estava com o melhor fato, comprado há quase cinquenta anos. Boa fazenda, ainda firme. Os sapatos escovados, as meias de domingo. Na cabeça, o panamá pardo. Encostada à cadeira, a bengala. A rapariga olhou-o com incómodo. Talvez pensasse que estaria aquele homem a ocupar o lugar do esperado José. Esperaram os dois. Em vão. Porque a Ofélia não veio nenhum amor poético nem a José um amor maduro. A rapariga foi a primeira a levantar-se. Só nesse momento José pode ver que nas mãos dela estava o Livro do Desassossego. Ofélia, um rebento. Ofélia, um impedimento. Levantou-se, também. Ainda vazio, mas acostumado. Disse ainda a quem quisesse ouvir. O tempo é um absurdo. E desandou, sem poder curar o coração dela.”

 

Resta acrescentar que a reunião do “júri” teve lugar na passada sexta-feira, dia 10 de Fevereiro,  na livraria LeYa na Barata, em Lisboa. Das 83 histórias recebidas tinha já sido apurada uma shortlist de 11 histórias das quais duas - “Mansão” e “Sem título 4” - foram eliminadas, por ultrapassarem o número limite de caracteres. Foram então a votação nove histórias, e a classificação ficou como segue:

  • “O tempo é um absurdo”: com 8 votos foi a história vencedora.
  • “Cúmplices”: 2 votos
  • “Prenda da Madrugada”: 2 votos
  • “Sem título 3”: 1 voto
  • “Das memórias coração”: 1 voto
  • “A Partir de 1 livro perdido”: 1 voto
  • “O Olhar Negro”: 1 voto

Na reunião participaram e votaram, além de mim,  o Tiago Rebelo, a Fernanda Carvalho (As Leituras da Fernanda), a Sónia Areia (Esmiuça o Livro), a Marta Pereira (Clorofórmio do Espírito), a Cristina Delgado (O tempo entre os meus livros), a Ângela Guilherme (Tantos livros Tão pouco tempo), a Joana Gonzalez (Histórias de Elphaba), a Patrícia Pecegueiro (Pedacinho Literário), o Marco Caetano (Conspiração das Letras).

Não puderam estar presentes mas votaram por email os responsáveis pelos Blogs “My Imaginarium”, “Marcador de Livros”, “Refúgio dos livros”, “d311nh4” e “Mil estrelas no colo”, e ainda a editora Maria Piedade Ferreira.

Fevereiro 13, 2012

Novidade Asa: "MEMÓRIAS DE ANNE FRANK" de Theo Coster

 

Certo dia algumas crianças não foram às aulas. Foi assim que começou. E no dia seguinte desapareceu mais alguém. A pouco a pouco, as turmas iam ficando vazias. Mudávamos de lugar para ficarmos mais perto uns dos outros. Ninguém se atrevia a fazer perguntas. Eles deixavam de ir à escola e nós não queríamos, ou melhor, não nos atrevíamos a saber porquê.

Sobre o Livro

Anne Frank e os seus colegas de escola eram crianças inocentes, inteligentes e cheias de fé no futuro. Estudavam no liceu judeu de Amesterdão, o local que os nazis escolheram para segregar as crianças judias do resto da população. Para o povo judeu, cada dia representava um desafio; para as suas crianças, apenas a escola mantinha a ilusão de uma normalidade que cada cadeira vazia vinha contrariar.

Anne Frank, cujo diário viria a ser um dos mais importantes documentos sobre o Holocausto, não poderia então imaginar o quão tristemente célebre viria a ser. Para que a memória do mundo nunca a esqueça, seis dos seus colegas de escola juntaram-se e partilharam as suas comoventes memórias.

De Albert Gomes de Mesquita, que se escondeu em dez diferentes cidades da Europa; a Hannah Goslar, que sentiu o terror dos campos de concentração mas teve um milagroso reencontro com Anne Frank poucos dias antes da sua morte, estes são relatos de inocência perdida mas também de extraordinária coragem e sobrevivência durante o Holocausto.

Theo Coster foi colega e amigo de Anne Frank no liceu judeu de Amesterdão. Fabricante de brinquedos e inventor de jogos, foi o produtor executivo do documentário The Classmates of Anne Frank. Vive em Telavive desde 1955.

PVP 13,90 eur

208 págs.

Nas livrarias a 20 Fevereiro