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planetamarcia

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Julho 02, 2011

Não há dois sem 3. Depois de Peter V. Brett e Patrick Rothfuss eis que chega a Portugal outra das maiores revelações do Fantástico da actualidade: Joe Abercombrie. 11 de Julho nas livrarias.

 

O escritor britânico Joe Abercrombie chega a Portugal com um romance de estreia notável – o primeiro livro da Trilogia “A Primeira Lei” –, que entra de imediato para a galeria das grandes obras do género, na esteira de autores como Margaret Weis, Tracy Hickman, R.A. Salvatore, ou mesmo George R.R. Martin e Patrick Rothfuss. Sólido, complexo e apaixonante, “A Lâmina” combina com mestria os elementos típicos do Fantástico, mas acrescenta-lhes a crueldade sanguinária e o humor mordaz que conduzem o leitor aos labirintos mais negros da condição humana. Este não é de certeza um livro “inocente”, com bons de um lado e maus do outro – é um romance de profunda humanidade, que nos coloca perante o espelho arrasador dos nossos pecados e fraquezas.
Perversamente divertido, excitante e imprevisível, e repleto de personagens memoráveis, “A Lâmina” é uma fantasia com muito de verdade. No mundo medieval criado por Joe Abercrombie, a sorte de Logen Novededos, bárbaro infame, esgotou-se finalmente. Apanhado num combate em que não se deveria ter envolvido, está prestes a tornar-se um bárbaro morto, deixando para trás apenas canções más e amigos mortos.
Jezal dan Luthar, modelo de egoísmo, não tem em mente nada mais perigoso do que conquistar a glória no círculo de esgrima. Mas a guerra aproxima-se e, nos campos de batalha do Norte gélido, luta-se com regras mais sangrentas.
Ao inquisidor Glokta, torturado convertido em torturador, nada agradaria mais do que ver Jezal regressar a casa num caixão. Mas também é verdade que o seu ódio será extensível a todos os que conhece. Extirpar a traição no coração da União, uma confissão de cada vez, não deixa um grande espaço para amizades e o mais recente rasto de cadáveres poderá conduzir directamente ao coração enfermo do Governo… se conseguir sobreviver durante tempo suficiente para o seguir…

Joe Abercrombie nasceu em Lancaster, Inglaterra, no último dia de 1974. Foi educado na pretensiosa Lancaster Royal Grammar School, só para rapazes, onde passou muito do seu tempo a jogar computador, dados, e a desenhar mapas de locais que não existem. De seguida foi para a Universidade de Manchester estudar Psicologia. Tendo sempre o sonho de, sozinho, redefinir o género fantástico, começou a escrever uma trilogia épica baseada nas desventuras de um bárbaro, Logen Ninefingers. O resultado foi uma treta pomposa, que rapidamente abandonou. Joe mudou-se para Londres, onde viveu numa espelunca com dois homens à beira da loucura.    
Com um esforço heróico e o apoio da sua família, terminou A Lâmina, em 2004, sendo publicada junto de um público insuspeito em 2006. Desde então já foi publicada em catorze países e as sequelas, Antes que Sejam Enforcados e O Último Argumento dos Reis foram publicadas em 2007 e 2008, respectivamente.

Julho 02, 2011

Sabia que OS HOMENS PRECISAM DE MIMO? Quem o diz é João Miguel Tavares

 

Os Homens Precisam de Mimo, de João Miguel Tavares é um livro divertido e inteligente que nos relata com muito sentido de humor, episódios caricatos do dia-a-dia de um jovem pai de família numerosa. O autor tem três filhos, com idades compreendidas entre os 3 e os 7 anos, e brinda-nos neste livro, com várias crónicas bem humoradas sobre a paternidade e a forma como ela transforma os homens.

SINOPSE

«Durante séculos e séculos, o papel do homem e da mulher esteve bem definido. O homem estava aqui, a mulher ficava ali, trocava-se o menor número de palavras e levava-se a vida para diante. Mas a partir do momento em que a mulher ficou mais parecida com o homem – trabalhadora, independente, assertiva – e o homem mais parecido com a mulher – dedicado aos filhos, disponível para outras actividades caseiras que não a mudança da bilha do gás –, começaram a pisar espaços comuns e a partilhar tarefas. Tudo isto é apresentado como uma coisa bonita (e é) e uma coisa justa (e é), só que o homem não está historicamente preparado para habitar esse novo mundo e fica preso nas redes da selecção natural. As mulheres fazem isso há 130 mil anos. Nós começámos há 40. Por isso, somos uma espécie de dodós domésticos: anafados, mal providos e absurdamente incompetentes. Eu, em minha casa, só recebo ordens. Tenho de fazer isto, e aquilo, e aqueloutro, e mais não sei o quê, tudo ao mesmo tempo e a grande velocidade. É de dar em doido. Os meus antepassados masculinos, ao menos, só tinham de ir lá fora caçar um mamute.»

Este livro nasce de um grito de revolta: porque é que as mulheres hão-de ter o exclusivo das queixinhas sobre a vida doméstica? O que não falta por aí é literatura sobre a sacrificada mulher moderna e a forma heróica como ela conjuga o trabalho e a família. Nada contra. É tudo verdade. Mas e os homens? Alguém acha que o mundo está fácil para nós? Hoje em dia, qualquer homem digno desse nome tem de ganhar a vida, amar a esposa, tratar dos filhos, cuidar da casa, fazer o jantar, baixar a tampa da sanita, e, já agora, telefonar à sogra no seu dia de anos, com voz fofinha. E no entanto, quem fala de nós? Quem derrama uma única lágrima pelo nosso esforço? O sofrimento masculino anda há décadas a ser silenciado. Mas isso acabou. Não mais. Sou um jornalista de 37 anos com três filhos e uma certeza: o homem moderno precisa de mimo, como nunca precisou desde que o primeiro australopiteco pisou o planeta. Precisa de ajuda, de atenção, de carinho. E por isso precisa de um livro como este: orgulhosamente queixinhas, que ninguém é de ferro.

BIOGRAFIA

João Miguel Tavares nasceu em Portalegre em 1973. Passou pela Engenharia Química, licenciou-se em Ciências da Comunicação. Foi jornalista no Diário de Notícias e é colunista do Correio da Manhã, director adjunto da revista Time Out e integra a equipa ministerial do programa da TSF Governo Sombra.

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