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planetamarcia

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Novembro 22, 2010

Julieta - Anne Fortier - Opinião

 

“Julieta” é um romance surpreendente que desafia a imaginação: permite ao leitor uma viagem pelos séculos, sempre com a história de Romeu e Julieta como base para uma aventura emocionante.

Confesso que descobrir este livro foi uma agradável surpresa, fiquei encantada pela forma como a autora desenvolve o argumento a partir da história de Romeu e Julieta que, curiosamente, é anterior á versão de Shakespeare. Ao longo do livro é apresentado o romance que decorreu em 1340, sempre alternando com capítulos que descrevem a acção na realidade, com os supostos descendentes do par de amantes imortalizado por tantas histórias. Fazendo crer ao leitor que as personagens se relacionam, apesar do lapso temporal, Anne Fortier, conseguiu levar-me numa narrativa envolvente, plena de acção, romance e mistério.

É-me difícil definir o género deste livro, pois a cada página fui sendo surpreendida com perseguições, suspense, segredos do passado, maldições, um humor muito particular e muita paixão, tudo com um toque feminino da autora que lhe deu uma envolvência muito especial.

Uma ficção muito agradável de ler, com apontamentos históricos dos costumes de época e baseada em alguns factos reais, que oferece uma leitura deliciosa. Fiquei presa até ao final, sempre na esperança que, na actualidade, Romeu e Julieta se vissem livres da maldição da morte. Será que conseguiram?

Sem dúvida um livro que recomendo e cuja adaptação cinematográfica, prevista para 2011, me deixa muito curiosa.

Sinopse 

“Julieta, um ambicioso e sedutor romance, segue a odisseia de uma jovem que descobre que as origens da sua família remontam aos amores frustrados dos dois maiores amantes da literatura: Romeu e Julieta.
Quando Julie Roberts herda a chave de um cofre em Siena, Itália, dizem-lhe que conduzi-la-á a um tesouro de família. A jovem lança-se numa jornada tortuosa e perigosa, mergulhando na história da sua antepassada Julieta, cujo amor lendário por um jovem chamado Romeu abanou os alicerces da Siena medieval.
À medida que Julie se cruza com os descendentes das famílias envolvidas no inesquecível conflito familiar de Shakespeare, começa a perceber que a conhecida maldição - «Malditas sejam as vossas casas!» - continua actual e que ela é o alvo seguinte. Parece que a única pessoa capaz de salvar Julie é Romeu - mas onde está ele?”

Planeta, 2010 

Novembro 22, 2010

DK-Civilização lança Supersexo para a Vida de Tracey Cox

 

A sexualidade sem tabus. É assim que Tracey Cox, terapeuta sexual e autora de diversos bestsellers, aborda o sexo e a intimidade dos casais no seu novo guia para amantes a longo prazo, Supersexo para a Vida. É possível um casal manter-se apaixonado e ter sexo bom e regular a longo prazo, reacendendo a paixão que torna o sexo tão desesperadamente delicioso no início? Tracey Cox acha que sim e explica como é possível manter o amor e o desejo ao longo de uma “longa” vida em comum.

Com uma escrita bastante arrojada, pela forma directa como aborda a sexualidade, a britânica Tracey Cox é autora de diversos bestsellers sobre o tema, disponíveis em 20 línguas e 140 países. Antiga directora-adjunta da Cosmopolitan (Austrália) e com uma larga experiência em rádio e televisão, é conhecida internacionalmente por programas como The Sex Inspectors (Ch4 e HBO nos EUA), Would Like to Meet (BBC2), Under the Roof (ITV) e Date Patrol (Discovery nos EUA), alguns dos quais já transmitidos em Portugal. Foi também convidada – nos Estados Unidos – da Oprah, do Today Show e da CNN.

Autora: Tracey Cox

Título Original: Supersex for Life

Tradutor: Lígia Teixeira

Formato: 195 x 235 mm

Páginas: 192

Encadernação: Capa mole

Família: Livro Prático

Preço c/ IVA: 17,99 €

Lançamento: Novembro 2010

Novembro 19, 2010

Sextante Editora - Ficção - Por entre intrigas e libertinagens construiu-se um aqueduto

 

O primeiro romance de Pedro Almeida Vieira, Nove mil passos, que obteve assinalável sucesso aquando da sua publicação inicial, em 2004, sofreu alterações profundas do autor e é agora reeditado pela Sextante Editora.

Este romance, que chega hoje às livrarias, tem como pano de fundo a construção do Aqueduto das Águas Livres e como voz Francisco d’Ollanda, um dos mais importantes humanistas e pintores do Renascimento em Portugal.

Comparado muitas vezes ao Memorial do Convento de José Saramago, Nove mil passos vem juntar-se a Corja maldita e a A mão esquerda de Deus, também publicados pela Sextante Editora este ano.

O enredo

Nove mil passos, romance de estreia de Pedro Almeida Vieira – agora com uma revisão profunda –, constitui um repositório dos tempos de fausto do Rei-Sol português, envoltos em beatices, intrigas, libertinagens, superstições, perseguições e desgovernos, tendo como pano de fundo a história da construção do Aqueduto das Águas Livres, relatada pelo espírito irónico e mordaz (e também interventivo) de Francisco d’Ollanda.

O autor

Pedro Almeida Vieira nasceu em Coimbra em Novembro de 1969. Licenciado em Engenharia Biofísica pela Universidade de Évora, tem intercalado a sua actividade entre o jornalismo, investigação ambiental e organização de actividades culturais. Na última década publicou dois ensaios de cariz ambiental: O estrago da Nação (2003) e Portugal: O vermelho e o negro (2006). Na ficção escreveu os romances Corja maldita (2010), A mão esquerda de Deus (2009, finalista do Prémio Literário Casino da Póvoa/Correntes d'Escritas), O profeta do castigo divino (2005) e Nove mil passos (2004), que agora se reedita com uma profunda revisão.

Página pessoal: www.pedroalmeidavieira.com

Contacto: autor@pedroalmeidavieira.com

Título: Nove Mil Passos

Autor: Pedro Almeida Vieira

N.º de Págs.: 248

Capa: mole

PVP: 16.50 €

Novembro 19, 2010

O Segredo da Casa de Riverton - Kate Morton - Opinião

 

Despois de, já este ano, ter lido “O Jardim dos Segredos”, e ter ficado encantada com a escrita de Kate Morton, sabia que teria de ler “O Segredo da Casa de Riverton”.

Kate Morton não desiludiu e, apesar de me ter sentido mais fascinada com “O Jardim dos Segredos", a verdade é que “O Segredo da Casa de Riverton” é um livro muito envolvente, que se lê a um ritmo próprio e nos transporta numa viagem de ambientes muito particulares.

Duas irmãs: Hannah e Emmeline. Uma criada: Grace, que se torna criada pessoal de Hannah e chave deste mistério de amor e morte.

Fui construindo o puzzle desta narrativa à medida que a autora fornece as pistas: pelas palavras de Grace que, em 1999 e já muito velhinha, regressa a Riverton numa viagem de memórias desde a altura em que começou a servir a família Hartford. Grace é uma personagem fascinante, dá-nos a conhecer o seu percurso de vida e também o das restantes personagens, principalmente das duas irmãs Hartford. Grace é uma sonhadora e uma observadora, aprende com o que vê e, relacionando factos, descobre segredos do passado de Riverton que acabam por se relacionar com ela própria.

Uma história que se desenvolve ao longo de vários anos. Uma família tradicional que se vê influenciada pelas condicionantes sociais e económicas da Primeira Guerra Mundial, e que nem sempre se adapta à fome e à carência, nem vê com bons olhos algumas alterações em conceitos até então muito rígidos, como é o caso do papel activo da mulher numa sociedade que deixa de a ver apenas como esposa e mãe.

Viajei pelo percurso temporal deste romance a um ritmo calmo, a escrita de Kate Morton dá essa vontade. O meu ritmo de leitura é habitualmente mais rápido, mas o prazer de descobrir esta história sem pressas levou-me a abrandar, a saborear as palavras e a deliciar-me com as frases. Deixei-me levar pelos salões de festas de Riverton, pelas conversas e intrigas, pelos sonhos e planos…e claro, pelo segredo bem guardado até ao fim. Um livro fascinante e altamente recomendado!

Sinopse 

“Como sobrevivem os que presenciam a tragédia?
Verão de 1924
Na noite de um glamoroso evento social, um jovem poeta perde a vida junto ao lago de uma grande casa de campo inglesa. Depois desse trágico acontecimento, as suas únicas testemunhas, as irmãs Hannah e Emmeline Hartford, jamais se voltariam a falar.
Inverno de 1999
Grace Bradley, de noventa e oito anos de idade, antiga empregada da casa de Riverton, recebe a visita de uma jovem realizadora que pretende fazer um filme sobre a morte trágica do poeta.
Memórias antigas e fantasmas adormecidos, há muito remetidos para o esquecimento, começam a ser reavivados. Um segredo chocante ameaça ser revelado, algo que o tempo parece ter apagado mas que Grace tem bem presente.
Passado numa Inglaterra destroçada pela primeira guerra e rendida aos loucos anos 20, O Segredo da Casa de Riverton é um romance misterioso e uma emocionante história de amor.”

Porto Editora, 2008

Novembro 18, 2010

Porto Editora - Reportagem - Uma longa viagem com Manuel Alegre

 

Chega hoje às livrarias o mais recente desafio do jornalista João Céu e Silva, escrever o retrato biográfico de um poeta que a meio da investigação assumiu a sua candidatura à Presidência da República.

Uma Longa Viagem com Manuel Alegre é o quinto volume de uma série que pretende fazer o retrato biográfico de alguns portugueses ilustres, através de uma longa entrevista e dos testemunhos de quem os conheceu.

Neste livro são relatados vários episódios da vida política do poeta que irão surpreender pela novidade e detalhe. Entre eles, o discurso que escreveu para Otelo Saraiva de Carvalho; os tempos em que, em Paris, Álvaro Cunhal lhe trazia o pequeno-almoço à cama; as memórias dos encontros com Che Guevara; a preparação de uma revolta militar nos Açores com Melo Antunes; a tentativa de tornar Angola independente e a declaração definitiva sobre o rompimento das relações com Mário Soares.

Sinopse:

Uma Longa Viagem com Manuel Alegre é uma obra fundamental para compreender o poeta e prosador que, ao longo de toda a vida, fez da contestação o seu próprio programa político literário.

Uma obra que nos deixa entender quem é o candidato à Presidência da República que, aos 74 anos, assume uma disputa eleitoral à margem da organização política tradicional; que explica porque se sente mais próximo dos movimentos cívicos e menos dos partidos; as dúvidas que teve aquando da filiação no PS em 1974; a conversa onde colocou a Mário Soares as condições para se tornar militante socialista; e a sua célebre intervenção que mudou a história do PS e do seu secretário-geral.

Mas também a obra de um poeta cujos poemas ficaram na memória dos portugueses de várias gerações, e de um romancista que passou para as suas histórias as memórias de uma vida intensamente vivida, aparece analisada nesta conversa sem bloqueios de qualquer espécie.

Depois das «longas viagens» com José Saramago e António Lobo Antunes, João Céu e Silva dá-nos agora um livro com declarações tão reveladoras como as que tornaram polémicos os seus dois trabalhos anteriores e que nos permite conhecer a vida e a obra daquele que poderá ser o próximo Presidente da República.

O autor

João Céu e Silva nasceu em Alpiarça, em 1959, licenciou-se em História durante os anos em que viveu no Rio de Janeiro e é, desde 1989, jornalista do Diário de Notícias. Publicou um livro de viagens (Caravela Tropical), um romance (28 Dias em Agosto) e Uma Longa Viagem com Álvaro Cunhal, Uma Longa Viagem com Miguel Torga, Uma Longa Viagem com José Saramago e Uma Longa Viagem com António Lobo Antunes.

Título: Uma longa viagem com Manuel Alegre

Autor: João Céu e Silva

N.º de Págs.:176

Capa: mole

PVP: 16.50 €