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planetamarcia

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Outubro 26, 2009

"INVISÍVEL", dia 27 de Outubro nas livrarias

 

Sinuosamente construído em quatro partes entrecruzadas, o décimo quinto romance de Paul Auster começa em Nova Iorque, na Primavera de 1967, quando o jovem aspirante a poeta Adam Walker conhece Rudolf e Margot, um enigmático casal francês. O perverso triângulo amoroso que rapidamente se forma, conduz a um chocante e inesperado acto de violência cujas consequências serão irreversíveis.

Três narradores contam uma história que se desloca no tempo, de 1967 a 2007, e no espaço, à medida que viaja entre Nova Iorque, Paris e uma ilha remota nas Caraíbas. Invisível está imbuído de fúria, de sexualidade desenfreada e de uma busca implacável por justiça. É uma viagem através das fronteiras sombrias entre verdade e memória, criação e identidade. Uma obra inesquecível pela mão de um dos nomes cimeiros da literatura dos nossos dias.
 
RECENSÃO CRÍTICA
Invisível é provavelmente o melhor romance de Paul Auster até à data.”
Kirkus Reviews
 
O AUTOR
Escritor, argumentista, tradutor, ensaísta, realizador, marinheiro, inventor de um curioso jogo de cartas e muito mais, Paul Auster é considerado um nome cimeiro da literatura dos nossos dias. Nascido em 1947 em Newark, frequentou a Universidade de Columbia e residiu durante quatro anos em França, antes de se radicar em Nova Iorque, onde vive com a mulher, Siri Hustvedt. Distinguido com o Prémio Príncipe das Astúrias de Literatura 2006, Paul Auster foi nomeado Comendador da Ordem das Artes e das Letras de França em 2007. Em 1993 a sua obra Leviathan recebeu o Prémio Médicis para o melhor romance estrangeiro. As Loucuras de Brooklyn recebeu em 2006 o Prémio Qué Leer dos Leitores para o melhor romance estrangeiro, distinção também dada a A Noite do Oráculo em 2004. A sua obra encontra-se traduzida em trinta línguas.
 
Para mais informações sobre o autor e a obra visite o blogue paulauster.blogs.sapo.pt

 

Outubro 25, 2009

Um Amor em Tempos de Guerra - Júlio Magalhães

 

Numa altura em que muitas figuras públicas se dedicam à escrita de romances, este novo livro de Júlio Magalhães suscitou em mim alguma curiosidade, mas não posso esconder que também alguma desconfiança. Não que tenha duvidado das suas capacidades como escritor, até porque a sua carreira é no mundo das letras, mas, como leitora, não posso evitar ficar “de pé atrás” como este súbito surgimento de tantos novos autores.

Bom, mas tenho a agradecer pelo meu espírito curioso, pois a minha desconfiança não me teria levado a ler um livro do qual acabei por gostar muito.
Júlio Magalhães está de parabéns, assim como a Editora Esfera dos Livros por ter apostado numa história que é a nossa, que é tão verdadeira e comum a tantas pessoas e, infelizmente, tão poucas vezes contada ou trazida ao grande público. E é isso que se passa com este livro, escrito de forma acessível e simples, chegará a muitas pessoas, a sua história triste mas contudo real, poderá trazer alguma luz sobre um dos episódios que mais tristeza trouxe aos portugueses na sua história recente: a Guerra Colonial.
Uma história de amor como tantas outras, Amélia e António apenas querem casar, e ser felizes, mas a Guerra intromete-se no destino sonhado e António acaba por ir para Angola; o casamento adiado até ao regresso deste é a primeira de várias decisões que são tomadas quando não há outra alternativa. A partir daí tudo se vai desmoronado. Fica perfeitamente demonstrada a estupidez que é a Guerra, a forma como afectou a vida de tantas pessoas, provocou mortes, feridos, traumatizados… marcou a vida e o destino de tantas famílias… e a conclusão quando se fala deste tema é sempre a mesma…para quê? Para nada…
Recomendo muito esta leitura, para mim foi compulsiva e um dia chegou para percorrer as cerca de 300 páginas, não consegui pousá-lo enquanto não o terminei. Por vezes emocionou-me, revoltou-me, mas acima de tudo deu-me a alegria em ver descritos alguns pormenores que devem ser comuns a todos os que combateram, a amizade que surgiu entre António e os companheiros que conheceu desde a recruta até a ida para Angola é muito realista, está muito próximo da realidade de conversas a que eu própria já assisti.
Enfim, é um livro dobre a Guerra, mas principalmente sobre as pessoas envolvidas e sobre as suas emoções, sobre a família, o amor e a amizade. Tem tudo para chegar ao grande público e ser um motor de esclarecimento contra a ignorância que (ainda) existe sobre a nossa história, principalmente sobre a nossa história recente.
Sinopse
“António nasceu marcado pelo nome. O mesmo que o vizinho da rua das traseiras, o homem que se fez doutor em Coimbra e que ia à terra sempre que podia, o tal que governava o país com pulso de ferro. Mas de pouco ou nada lhe valeu tão grande nome quando o destino o enviou para Angola, para defender a pátria em nome de uma guerra distante que não era a sua.
Deixou para trás a sua terra, a mãe inconsolável e Amélia, a mulher que pedira em casamento, num banco de pedra, junto à igreja e que prometera fazer dele o homem mais feliz de Vimieiro. Promessa gravada num enxoval imaculado que ficou guardado no armário, à espera do fim daquela maldita guerra.
Quando António regressou de Angola, era um homem diferente. Marcado no corpo por anos de guerra e de cativeiro e no coração por um amor impossível que deixara em pleno mato angolano. Regressava para cumprir a promessa que fizera anos antes à sua noiva Amélia, que o julgara morto, e que, em sua memória, tinha enterrado um caixão sem corpo.”
 
A Esfera dos Livros, 2009

 

Outubro 24, 2009

O Mar em Casablanca - Francisco José Viegas

 

“O Mar em Casablanca” é a minha primeira leitura de Francisco José Viegas.

Fiquei positivamente surpreendida.
Este livro é considerado um policial, apesar de não ser uma história policial de ritmo vertiginoso e com a adrenalina no limite, cativou-me pela sua escrita cuidada e de muita qualidade.
Jaime Ramos é o Inspector a quem cabe a resolução de dois homicídios, mas a verdade é que a sua história pessoal vai assumindo ao longo do livro, o destaque da narrativa. O seu passado político, os seus ideais, as amizades e contactos do passado assumem uma presença muito forte e são desenvolvidos de forma hábil pelo autor.
Numa história em que tudo pode estar relacionado, as constantes descrições das vivências do passado são fundamentais.
Um livro denso e por vezes melancólico, que dá a conhecer uma parte da nossa história e que merece ser lido.
Sinopse
“O que une um cadáver encontrado nos bosques que rodeiam o belo Palace do Vidago e um homicídio no cenário deslumbrante do Douro? O que une ambos os crimes às recordações tumultuosas dos acontecimentos de Maio de 1977 em Angola? Jaime Ramos, o detective dos anteriores romances de Francisco José Viegas, regressa para uma nova investigação onde reencontra a sua própria biografia, as recordações do seu passado na guerra colonial - e uma personagem que o persegue como uma sombra, um português repartido por todos os continentes e cuja identidade se mistura com o da memória portuguesa do último século.

História de uma melancolia e de uma perdição, O Mar em Casablanca retoma o modelo das histórias policiais para nos inquietar com uma das personagens mais emblemáticas do romance português de hoje.”
 
Porto Editora, 2009

 

Outubro 24, 2009

Porto Editora - Ficção - o livro mais vendido em Portugal

 

O livro mais vendido em Portugal,neste momento, é A Cabana, obra cujo tema central é a bondade de Deus (www.acabana.pt).
 
Esse é um aspecto que se reflecte, obviamente, nos tops de vendas. O romance de Wm. Paul Young ocupa o 1.º lugar nos tops do Continente, do Modelo, do El Corte Inglés, do Pingo Doce, do Feira Nova e da Wook.pt, o 2.º na FNAC e no Jumbo e 5.º na Bertrand.

Outubro 24, 2009

Uma lição surpreendente

 

“A mensagem de Elena”, livro que a albatroz publica a 27 de Outubro, é a história verdadeira da luta contra o cancro de uma criança de 6 anos, e uma surpreendente lição de amor.
Ciente de que estava nos últimos dias de vida, Elena escreveu e deixou bilhetes com mensagens de amor escondidos por toda a casa, para que os pais os encontrassem apenas depois de partir (daí o título original: Notes left behind). Esta extraordinária história de maturidade, compaixão e amor, escrita pelos pais como uma recordação para a irmã mais nova de Elena, não deixará, certamente, de surpreender os leitores. O lançamento mundial acontece por esta altura e merece realce, também, o facto de a publicação do livro ter como objectivo financiar a fundação criada pelos próprios pais, para apoiar a investigação sobre o cancro infantil (The Cure Starts Now).
Este diário é um exemplo de humildade e uma fonte de inspiração pela forma como Elena viveu a sua vida, um dia de cada vez. Nele, vê-se o esforço enorme dos pais para equilibrarem os desejos contraditórios de lutarem implacavelmente contra o cancro de Elena e aceitarem o fim inevitável traçado para a filha. O diário é puro e sincero na sua abordagem a acontecimentos profundamente pessoais e trágicos e contém ainda um apelo a todos os pais no sentido de valorizarem e aproveitarem cada segundo passado com os filhos.
O livro inclui imagens dos desenhos de Elena (um deles exposto no Museu de Cincinnati, ao lado de um quadro de Picasso, o seu pintor preferido) e dos próprios bilhetes escondidos pela casa.
Para a publicação deste título, a Albatroz associa-se à Acreditar – Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro – e oferece à instituição 1 € por cada exemplar vendido.
 
Título: A mensagem de Elena
Autores: Brooke e Keith Desserich
Tradução: Cláudia Ramos e Helena Ramos
Nº de Págs: 232
PVP: € 14,90

 

Outubro 23, 2009

20º FESTIVAL INTERNACIONAL DE BANDA DESENHADA DA AMADORA

 

A 20ª edição do Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora, evento que acolhe o que de melhor se faz na Banda Desenhada mundial, conta de novo com a presença de autores nacionais e estrangeiros. O certame abre as portas hoje, 23 de Outubro, e prolonga-se até 8 de Novembro, e contará com exposições, autógrafos, debates, lançamento de livros, workshops, actividades para os mais novos, Prémios Nacionais de BD, cinema de animação e feira do livro. 

 

A ASA volta a participar no Festival através de um stand próprio no qual estarão em destaque as diversas séries que publica no mercado português. Por ocasião dos 50 Anos de Astérix, diversos eventos serão organizados em torno desta figura, nomeadamente uma exposição e várias visitas dos "bonecos" Astérix & Obélix ao recinto.
 
Muitos serão, também, os autores da ASA que visitarão o Festival. Nomes como JOSÉ RUY, RUI LACAS, que vai lançar o livro "Asteroid Fighters", a dupla FILIPE PINA E FILIPE ANDRADE, RICARDO CABRAL com o livro "Israel", JOSÉ GARCÊS, ANTÓNIO JORGE GONÇALVES, EMMANUEL LEPAGE, ACHDÉ, FRANÇOIS BOUCQ, ALFONSO AZPIRI e JAVIER ISUSI irão estar presentes para sessões de autógrafos durante os nove dias de festival.
 

Outubro 23, 2009

Lançamento "Contos de Vampiros"

 

A Porto Editora apresenta no próximo dia 29 de Outubro, quinta-feira, às 19:30, o livro Contos de Vampiros. O evento decorre na Cantina da LX Factory, em Lisboa (Alcântara).

 Na mesa, para uma tertúlia em torno da colectânea e respectiva temática, estão confirmadas as presenças dos autores Ana Paula Tavares, Hélia Correia, João Tordo, Jorge Reis-Sá, Rui Zink, Susana Caldeira Cabaço e do coordenador Pedro Sena-Lino. No final, é servido um cocktail digno de criaturas sanguinárias...

Outubro 23, 2009

Mais contos, mais desafios

 

 

A Porto Editora volta a apostar nos contos e desafia alguns dos mais reconhecidos autores portugueses contemporâneos a escreverem para crianças… e sobre vampiros.
Tal como em Contos Policiais (2008), a organização é de Pedro Sena-Lino. Gonçalo M. Tavares, Hélia Correia, José Eduardo Agualusa, Miguel Esteves Cardoso ou Rui Zink são alguns dos escritores convidados; nomes como os de Manuel António Pina, com um prefácio, e de Danuta Wojciechowska, com ilustrações, também estão associados às obras.
A aposta nos contos é uma forma de reunir os autores à volta de temas mais ou menos inesperados nos respectivos percursos literários dos autores. Cláudia Gomes, responsável pela edição dos livros, explica que «acima de tudo é um desafio para a Editora e para os autores» e que gostava que esta aposta «contribuísse para trazer mais adeptos a este género de literatura que, ao contrário do que acontece noutros países, parece estar um pouco esquecido nas opções dos nossos leitores». Pedro Sena-Lino concorda e explica que os contos têm «as dimensões ideais» para os dias de hoje: «são a dieta ideal para o equivalente a um dia de leitura. Todos estaríamos bem melhor se lêssemos um conto por dia».
Sobre os autores convidados, Sena-Lino considera que representam «três gerações de ficcionistas» e que demonstram «a vitalidade da ficção portuguesa». E concretiza: «a geração de Hélia Correia, onde ainda ecos do modernismo se defrontam, revelada no início dos anos 80; a de Rui Zink, na geração de ficcionistas revelada em 90, onde o confronto entre romance psicológico ou realista já se tinha esbatido; e a geração mais recente, com Gonçalo M. Tavares ou João Tordo».
Sobre a abordagem de temas diferentes do habitual, o organizador refere que, ao levar a cabo estas «experiências de criação colectiva», se está a suprir «uma ausência grave de trabalho de grupo na literatura portuguesa».
Princesas, Príncipes, Fadas e Piratas com Problemas é publicado a 29 de Outubro e apresentado em Novembro; Contos de Vampiros é editado e apresentado a 29 de Outubro.