Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

planetamarcia

planetamarcia

Julho 17, 2010

Renascer, hoje.

 

Susan Sontag morreu em Dezembro de 2004 sem deixar instruções em relação ao destino a dar aos seus papéis e escritos inacabados e por coligir. No entanto, quando ainda estava com saúde, vendeu os seus escritos à Universidade da Califórnia, ficando acordado que os diários se juntariam ao espólio, num contrato que não restringia o acesso aos materiais. David Rieff, seu filho, optou por publicar estes cadernos. Se não o fizesse, organizando e apresentado os diários e apontamentos da mãe, alguém o faria mais cedo ou mais tarde.
Já chegou às livrarias a primeiro volume dos diários e apontamentos de Susan Sontag.  Chama-se Renascer. Foi editado e organizado por David Rieff, o filho da autora e, na edição da Quetzal, traduzido por Nuno Guerreiro Josué.

Este é o primeiro dos três volumes de diários e apontamentos de Susan Sontag - e um surpreendente registo da formação de uma grande figura intelectual. O livro começa com os anos da faculdade e as primeiras experiências ficcionais e termina em 1963, quando Sontag já se tornara uma figura de destaque na cena cultural e artística nova-iorquina.
Renascer é o auto-retrato de uma das maiores escritoras do nosso tempo, dotada de uma curiosidade voraz e de um intenso apetite pela vida. Ao longo das suas páginas compreendemos a complexidade da sua escrita de juventude, partilhamos encontos com escritores que tiveram um papel de
destaque na sua formação - e somos arrebatados pelo seu brilho incontestável.
Susan Sontag foi uma das mais importantes e influentes intelectuais norte-americanas da segunda metade do século XX. Foi professora universitária, activista na defesa dos direitos das mulheres e dos direitos humanos em geral, ficcionista e ensaísta.
A sua escrita foi presença assídua em publicações como The New Yorker, The New York Review of Books, The New York Times, The Times Literary Supplement, Art in America, Antaeus, Parnassus, The Nation, e Granta, entre outras. Susan Sontag teve um filho, David Rieff - editor dos diários inéditos, com o título Reborn, cuja publicação a Quetzal agora inicia -, e viveu os últimos tempos da sua vida com a fotógrafa Annie Leibovitz.
Susan Sontag nasceu em 1933 m Nova Iorque, cidade onde morreu, em 2004.
SOBRE O LIVRO:
«Um livro extraordinário: gravidade da escrita, autoridade impressionante, intolerância para com a mediocridade»  Publishers Weekly
«Ela parece estar pelo menos duas vezes mais viva do que nós.» The New York Review of Books
EXCERTOS:
Do Prefácio de David Rieff:
«Apesar da qualidade letal da síndrome mielodisplástica, o cancro sanguíneo que a matou a 28 de Dezembro de 2004, ela continuou a acreditar que iria sobreviver até poucas semanas antes da sua morte. Por isso, em vez de falar sobre o que queria que os outros fizessem com o seu trabalho quando ela já não fosse viva – como provavelmente o teria feito alguém mais resignado à inevitabilidade da morte – ela falava enfaticamente em voltar a trabalhar e sobre tudo o que iria escrever assim que saísse do hospital.»
«A única conversa que tive com a minha sobre os cadernos (...) consistiu numa única frase sussurrada: “Sabes onde estão os diários.” Não me disse nada sobre o queria que eu fizesse com eles.»
«Enquanto leitora e escritora a minha mãe adorava diários e cartas – quanto mais íntimos melhor. Assim, talvez Susan Sontag, a escritora, tivesse aprovado o que eu fiz.»
Dos diários e apontamentos:
«É superficial encarar um diário apenas como um receptáculo dos pensamentos privados e secretos de cada um - como um confidente surdo, mudo e analfabeto. No diário não só me exprimo de uma forma mais aberta do que faria com qualquer pessoa, mas crio-me a mim própria. O diário é um veículo para o meu sentido de individualidade. Representa-me como emocional e espiritualente independente. Em consequência (infelizmente) não é um registo simples da minha vida diária - e em muitos casos - oferece uma alternativa a ela.»

Renascer – Diários e Apontamentos 1947-1963, Susan Sontag
Tradução de Nuno Guerreiro Josué
Serpente emplumada

360 páginas

PVP 18,13 euros 

Comentar:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.