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planetamarcia

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Junho 24, 2010

Novidades Quetzal

   

 

Zeitoun, de Dave Eggers.
O que Dave Eggers encontrou na lama deixada pelo Katrina, e que deu origem a Zeitoun, é a história de uma família que ele conta, acertando em mais alvos e com maior vigos do que os que abordaram os gigantes temáticos e históricos dessa catástofre O resultado é grande narrativa não-ficcional. Zeitoun é o apelido, portanto, da família no meio da tempestade. E Abdulrahman Zeitoun é um sírio-americano de meia-idade, marido de Kathy, oriunda de uma família batista do Sul, pai de quatro filhos e dono de uma empresa de pintura para a construção civil. Zeitoun trabalha e cuida dos seus, na América e na Síria, e é um cidadão exemplar. Quando a tragédia se abate, e Kathy se refugia com os filhos em Baton Rouge, Zeitoun fica para trás, em Nova Orleães, a pretexto de olhar pelo que é seu. A sua permanência terá um desígnio maior e, dia após dia, remará numa canoa pela cidade submersa, salvando dezenas de vidas. No entanto, apesar da sua conduta heróica, Zeitoun será preso pelas autoridades americanas, permanecendo desaparecido durante semanas.
Dave Eggers, que trabalhou a convite do realizador Spike Jnze no guião de O Sítio das Coisas Selvagens, cujo romance homónimo foi publicado em 2009 pela Quetzal, volta com o seu mais recente e mais premiado livro, Zeitoun. Autor de vários romances. Dave Eggers é fundador da McSweeney’s (editora independente), e de 826 Valencia, um centro educativo sem fins lucrativos que promove as competências linguísticas e literárias de alunos dos seis aos dezoito anos.
Tradução de Jorge Pereirinha Pires  | 432 páginas | PVP 19,95 euros

Um Jantar a Mais, Ismaïl Kadaré
Gjirokastër — a cidade de pedra no sul da Albânia — vê desfilar as tropas alemãs que regressam da Grécia ocupada. Quem as comanda é um coronel nazi que em tempos fora colega de um dos dignitários da cidade — o Dr. Gurameto — na Alemanha. O reencontro do coronel von Schwabe com o seu antigo condiscípulo é efusivo e este convida-o para jantar. Mas eis que os resistentes  abrem fogo sobre a frente de blindados alemães, e, como represália, os nazis capturam reféns entre os habitantes da cidade.  Sob pena de passar por traidor aos olhos da população, durante o jantar com o estado-maior alemão, o Dr. Gurameto, tenta persuadir o coronel de os libertar — de entre eles, um farmacêutico judeu. E ganha a causa.
Após o fim da guerra, e depois de instaurado o comunismo, este caso volta à discussão. E no momento em que no bloco comunista a paranoia estalinista  atinge  o seu apogeu, a libertação do farmacêutico judeu pelo coronel nazi transforma Girokäster no centro do complot planetário para a decapitação dos países socialistas… Qual será então a chave do enigma do famoso jantar?
Urdindo um virtuosismo — inigualável na literatura balcânica — com crónicas da cidade natal e cargas tragicómicas contra as ditaduras defuntas — a otomana, a fascista e a comunista — este romance revela Kadaré no melhor da sua arte.
Ismaïl Kadaré nasceu em 1936 em Gjirokastër, no sul da Albânia. Estudou História e Filologia na Universidade de Tirana e, mais tarde, Literatura, em Moscovo. É poeta, ensaísta, e ficcionista. Durante o regime comunista, as suas obras atacaram os totalitarismos e as doutrinas do realismo socialista.
Em 1990 Kadaré pediu asilo político em França. Membro vitalício da  Academia das Ciências Morais e Políticas desde 1996 (onde sucedeu ao filósofo Karl Popper), Kadaré viu a sua obra galardoada com diversos prémios — nomeadamente, o Man Booker International Prize e o Prémio Princípe das Astúrias, entre outros — e tem sido diversas vezes candidato  ao prémio Nobel da Literatura.
Tradução do francês de Ana Cristina Leonardo | 176 páginas | PVP 18,50 euros

 
O Desfile de Primavera, de Richard Yates
Considerado o grande romance de Richard Yates, a par de Revolutionary Road, O Desfile da Primavera conta a história de duas irmãs, Sarah e Emily Grimes. Conhecêmo-las quando ainda são pequenas, com os pais recém-divorciados. Ao longo de quarenta anos, acompanhamos os caminhos que as tornam mulheres muito diferentes, embora  ambas tentando lidar com um mesmo passado difícil. Sarah, a estável, a determinada, fica a viver em Long Island, num casamento infeliz, acabando por sucumbir ao seu desespero silencioso; Emily, a precoce, a independente, vai para Nova Iorque, percorre vários empregos sem interesse, dorme com vários homens, perde a carreira e perde-se no álcool.
Neste sombrio e magistral romance, e com mestria que caracteriza toda a sua obra, Richard Yates reforça a ideia de que não existe aquilo a que se chama uma vida normal.
Richard Yates nasceu em 1926, em Yonkers, Nova Iorque. Após o serviço militar nas Forças Armadas americanas durante a Segunda Guerra Mundial, trabalhou como  publicitário e chegou a escrever os discursos  do senador Robert Kennedy. Os seus contos, muito premiados, começaram a aparecer em 1953, e o seu primeiro romance, Revolutionary Road, foi nomeado para o National Book Award em 1962. Yates é também autor de obras como Perto da Felicidade (Cold Spring Harbor) e Jovens Corações em Lágrimas, ambos publicados em 2009 pela Quetzal. Richard Yates foi casado duas vezes e foi pai de três filhas. Morreu em 1992.
Tradução de Nuno Guerreiro Josué | 248 páginas | PVP  14,95 euros