Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

planetamarcia

planetamarcia

Junho 21, 2010

Porto Editora - Ficção lusófona - a estreia na prosa de Luís Carlos Patraquim

 

A Porto Editora publica, a 25 de Junho, a obra de estreia na prosa do poeta moçambicano Luís Carlos Patraquim. A canção de Zefanias Sforza, que conta com uma belíssima pintura do reputado Roberto Chichorro na capa, é um retrato da realidade político-social da soberania de Moçambique e chega às livrarias precisamente trinta e cinco anos depois da proclamação da independência daquele país.

O evento de lançamento do livro está inserido nas comemorações oficiais dos trinta e cinco anos da independência de Moçambique, organizadas pela Embaixada, e tem lugar na Universidade Lusófona de Lisboa, no dia 25 de Junho, às 17:30. O próprio Embaixador, Miguel M’Kaima, e a poetisa angolana Ana Paula Tavares vão fazer a apresentação.

A curiosidade gerada pela estreia de Patraquim na prosa é muito grande, em especial se tivermos em conta que se trata de um dos maiores poetas de língua portuguesa – foi, aliás, membro do júri do Prémio Camões 2009 –, com uma carreira de mais de trinta anos. Luís Carlos Patraquim nasceu em Moçambique, esteve refugiado na Suécia e vive em Portugal há mais de vinte anos. Possui um percurso profissional ligado, também, ao teatro e ao cinema, como autor de peças e argumentos, e ao jornalismo – dirigiu a Gazeta de Artes e Letras da revista Tempo, fundou a Agência de Informação de Moçambique, onde entre outros trabalhou com Mia Couto, foi consultor do programa Acontece, de Carlos Pinto Coelho, comentador da RDP África e colaborador de órgãos como o JL, o Expresso, o Público ou até a BBC.

A canção de Zefanias Sforza integra a colecção Literatura Plural, que já conta com dois livros de Vítor Burity da Silva, e vai estar à venda, também, em Angola e Moçambique, através da Plural Editores Angola e da Plural Editores Moçambique, que integram o Grupo Porto Editora

O enredo

Quem não conhece Zefanias Sforza? Ninguém, é verdade. Mas embora nenhuma rua desta cidade lhe assinale nome, e nem busto ou estátua, a possibilidade de isso vir a acontecer é mais verosímil do que alguns pensam. Zefanias Plubius Sforza, afirmo-o com a dúbia convicção de um mero tabelião de afectos e descasos, foi um cidadão, ou tentou ser, e isso já não é pouco.

Tendo como palco a cidade de Maputo, microcosmos do país que emerge com a proclamação da independência, esta é a estória de uma personagem improvável, tão improvável quanto possível,  seus casos, sonhos e atribulações. O leitor perceberá que o excêntrico apelido e a particular idiossincrasia não são o melhor dos aliados num tempo e lugar em permanente ebulição.

O autor

Natural de Maputo, colaborou na imprensa moçambicana e portuguesa. Fundou e coordenou a Gazeta de Artes e Letras da revista Tempo, em 1984.Vive em Portugal desde 1986.  

Poeta de reconhecidos méritos, publicou obras tão assinaláveis como Monção, A Inadiável Viagem, Vinte e tal Novas Formulações e uma Elegia Carnívora, Lidemburgo Blues, O Osso Côncavo e outros poemas, Pneuma, O Escuro Anterior. Matéria Concentrada, recolha antológica, sairá brevemente em Maputo.

Intrometeu-se na escrita dramática e o cinema é uma questão que tem consigo mesmo. Está traduzido e antologiado em diversas línguas.

Foi galardoado com o Prémio Nacional de Poesia (Moçambique) em 1995.

Título: A canção de Zefanias Sfoza

Autor: Luís Carlos Patraquim

Colecção: Literatura Plural

N.º de Págs.: 160

Capa: mole

PVP: 9,50 €