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planetamarcia

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Maio 15, 2010

Novidades Quetzal

   
 

 

Estive em Lisboa e Lembrei-me de ti, de Luiz Ruffato
No interior de Minas, Serginho, um jovem de alma simples e sem grandes aspirações, tenta deixar de fumar. A sua existência resume-se a cervejas, pequenas intrigas e raparigas, que lhe trazem desilusões amorosas e lhe inspiram reflexões sociológicas do género «no Brasil vence o mais bem motorizado». Raparigas é o que não falta em Cataguases, e Serginho aproveita para as namorar amadoristicamente, até que engravida Noemi, acabando por ter de se casar com ela. Mas Noemi não é «boa da cabeça» e, após uma série de conflitos familiares, mais ou menos públicos, o casamento entrará em colapso. A isto segue-se ainda o despedimento de Serginho.É nesta altura que o nosso herói decide emigrar para Portugal, onde supostamente rios de dinheiro esperam os que não têm medo de trabalhar no duro. E o que mais estará à sua espera? O verdadeiro amor? É isso que Serginho irá descobrir, no meio das agruras, provações e humilhações sofridas por um emigrante sem cultura. E, enquanto se vai apossando desta nova realidade, a metamorfose linguística vai tomando conta do seu léxico.
Luiz Ruffato nasceu em Cataguases, Minas Gerais, em 1961. Costuma dizer que já foi «pipoqueiro, caixeiro de botequim, balconista em armarinho, operário têxtil, torneiro mecânico, jornalista, sócio de assessoria de imprensa, gerente de lanchonete, vendedor de livros (…) e novamente jornalista.» Licenciado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Juiz de Fora, publicou vários livros, alguns deles aclamados no seu país e no estrangeiro. Está traduzido para o francês, o espanhol e o italiano. Luiz Ruffato foi ainda galardoado com os prémios literários APCA e Machado de Assis.

O Sorriso Enigmático do Javali, de António Manuel Venda
Uma cobra tenta hipnotizar um escritor. A um deputado falta um bocado da cabeça. Uma borboleta pode ter dentro dela o terrível imperador Ming. Um lagarto aparece com a cauda em forma de clave de sol. E muitas, muitas outras coisas: por exemplo, um javali que, de forma enigmática, sorri. São as primeiras aventuras do pequeno Tukie, pelos montados do Alentejo. Uma narrativa sobre a descoberta dos segredos do campo - já chegou o novo livro de António Manuel Venda.
António Manuel Venda nasceu em Monchique, no Sul de Portugal, em 1968. Publicou vários livros de ficção, tendo alguns deles sido premiados por instituições como o Instituto Abel Salazar, o Centro Nacional de Cultura, a Câmara Municipal de Almada, a Sociedade Portuguesa de Autores e o Ministério da Cultura. Vive no Alentejo. Escreve no blogue Floresta do Sul. O Sorriso Enigmático do Javali é o segundo romance que publica na Quetzal.

 

O Jardim dos Finzi-Contini, de Giorgio Bassani
Os Finzi-Contini são uma das mais tradicionais e refinadas famílias da intelligentsia judia de Ferrara, nos anos que antecedem a Segunda Guerra Mundial. Com o fascismo a apoderar-se rapidamente de Itália, os seus domínios em torno da mansão — amplos e murados — são o local de prazer e segurança dos últimos da linhagem. No jardim, as personagens surgem ligadas por um destino comum que as isola do resto do mundo. E o jardim não configura apenas o símbolo de refúgio; é também o derradeiro reduto da resistência contra a barbárie fascista. Mas um clima opressivo pressagia a catástrofe e, surda e implacavelmente, os acontecimentos vão precipitar-se. O Verão no jardim afastará temporariamente a treva. E nesse Verão, entre paixões cruzadas, vai nascer um amor não-correspondido. O Jardim dos Finzi-Contini, a obra-prima de Giorgio Bassani adaptada ao cinema por Vittorio de Sica, é um romance sobre o fim de uma ordem social, que evolui com a lenta cadência da memória.
Giorgio Bassani é um dos grandes escritores europeus do século XX. A sua obra foi galardoada com os prémios literários Veillon, Strega, Campiello, Viareggio e Nelly Sachs. Os seus livros mais importantes estão reunidos numa obra maior que se intitula Il romanzo de Ferrara.
Além de escritor, Bassani foi editor da mítica Feltrinelli, onde publicou nomes como Giuseppe Tomasi di Lampedusa. Segundo o jornal The Guardian, «Giorgio Bassani é uma das grandes testemunhas do século [XX] e um dos seus maiores artistas.»
Tradução de Egipto Gonçalves

 

Sete Pecados Capitais – Uma Nova Abordagem, de Aviad Kleinberg
Não há sociedades sem o bem e o mal. Não há sociedades sem pecado. Mas cada cultura tem a sua lista favorita de transgressões. E a mais famosa de todas, a mais influente, terá sido redigida pela Igreja, no fim da antiguidade: Os Sete Pecados Capitais. A soberba, a ganância, a preguiça, a luxúria, a inveja, a gula, e a ira não são actos proibidos, mas são as paixões que nos conduzem à tentação. Mas, o que haverá de errado em ser-se um pouco preguiçoso? O que seria da alta cozinha sem a gula? Onde estaríamos todos sem a luxúria dos nossos pais? Será que a ira passou de moda no Ocidente? Poderia a nossa cultura do consumo sobreviver sem a inveja e a ganância? E, agora com toda a humildade,  porque não haveríamos de ser orgulhosos? Com grande erudição e um humor implacável, Aviad Kleinberg guia o leitor através dos conceitos de pecado judaico, cristão e greco-romano. Em cada um dos capítulos de Sete Pecados Capitais, o passado e o presente entretecem-se, e a imutabilidade das paixões humanas é examinada. Uma incursão original e divertida pelo que nos faz humanos.
Aviad Kleinberg é um dos mais proeminentes intelectuais em Israel. É professor de História na Universidade de Tel Aviv e autor de vários livros.
Tradução de Miguel de Castro Henriques.

A Fita Vermelha, de Carmen Posadas
Raras vezes a realidade forneceu uma personagem tão intensa e aventureira como Teresa Cabarrús, a dama espanhola que, segundo a lenda, acabou com o Terror na Revolução Francesa. Para os seus detractores, não passava de uma arrivista que fez da frivolidade a sua religião e da sedução uma forma de sobrevivência. Para os admiradores, era uma mulher que conseguiu salvar muitos inocentes da morte, e que mereceu o nome de Nossa Senhora do Bom Socorro. Porém, todos concordam que a turbulenta história de amor que viveu com o revolucionário Tallien foi o momento culminante de uma vida extraordinária: aristocrata, condenada à guilhotina, amante de assassinos e de futuros imperadores, Teresa de Carrabús foi revolucionária, princesa e mãe de dez filhos. Uma mulher assim merece ser a protagonista de um romance memorável: Carmen Posadas resgata-a do esquecimento e recria na primeira pessoa a vida apaixonada desta mulher de uma beleza lendária que, com o marido, teve um papel decisivo na morte de Robespierre.
Carmen Posadas nasceu em Montevideo, Uruguai, em 1953, onde viveu até aos 12 anos.Em 1965 mudou-se para Madrid com a sua família, e viveu em Moscovo, Buenos Aires e Londres, cidades onde o seu pai foi embaixador. Com uma trajectória de mais de vinte anos, depois de, em 1985, ter publicado Manual del perfecto arribista, escreveu ensaios, guiões para o cinema e televisão, livros juvenis e vários romances: Cinco Moscas Azuis (1996); Nada É o Que Parece (1997); Pequenas Infâmias (Prémio Planeta, 1998); A Bela Otero (2001); O Bom Servidor (2003); e Brincadeira de Crianças (2006). É uma das autoras contemporâneas que melhor soube ganhar o aplauso da crítica e dos leitores. Os seus livros encontram-se traduzidos em vinte e uma línguas e foram publicados em mais de quarenta países.