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planetamarcia

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Março 11, 2010

Sexta-feira, 12 de Março, nas livrarias, títulos novos e reedições da Quetzal: Lourenço Mutarelli, José Luís Peixoto, Tom Hodgkinson e Dan Kieran e Susan Sontag

   

 

A Arte de Produzir Efeito sem Causa, de Lourenço Mutarelli
 
Depois de abandonar o emprego e o casamento por motivos que guardam uma infeliz coincidência, Júnior pede abrigo ao pai. Sem dinheiro nem perspectivas, divide os dias entre o velho sofá da sala, o bar onde bebe com desocupados e as conversas com a jovem inquilina da casa, Bruna, que o pai espia por um furo no armário.
Num cenário típico de uma classe-média baixa, Júnior entrega-se a um quotidiano feito de objectivos pequenos e imediatos — a próxima refeição, a ida ao bar da esquina, o dinheiro do cigarro. Mas esta pasmaceira é interrompida quando pacotes misteriosos começam a chegar pelo correio. Lentamente, a realidade ganha contornos distorcidos e Júnior vai sendo arrastado para um na própria consciência — que revelará os seus limites e abismos.

LOURENÇO MUTARELLI nasceu em 1964, em São Paulo. É ficcionista, actor, dramaturgo e autor de livros de banda desenhada. Dois dos seus romances foram adaptados ao cinema. Este livro, o primeiro do autor a ser publicado em Portugal, foi um dos distinguidos com o Prémio PT de Literatura 2009.
Lourenço Mutarelli estará em Portugal para o Encontro LITERATURA EM VIAGEM, em Matosinhos, de 17 a 20 de Abril.
Série língua comum. 232 páginas.
 
Nenhum Olhar, de José Luís Peixoto
 
Numa aldeia do Alentejo, com um pano de fundo de uma severa pobreza, o autor vai tecendo histórias de homens e mulheres, endurecidos pela fome e pelo trabalho, de amor, ciúme e violência: o pastor taciturno que vê o seu mundo desmoronar-se quando o diabo lhe conta que a mulher o engana; o velho e sábio Gabriel, confidente e conselheiro; os gémeos siameses Elias e Moisés, cuja terna comunhão se degrada no momento em que um deles se apaixona; ou o próprio Diabo. As suas personagens são universais, assim como a sua esperança face à dificuldade.

JOSÉ LUÍS PEIXOTO nasceu em 1974, em Galveias, Ponte de Sor. É licenciado em Línguas e Literaturas Modernas (Inglês e Alemão) pela Universidade Nova de Lisboa. A sua obra ficcional e poética figura em dezenas de antologias traduzidas num vasto número de línguas e é estudada em diversas universidades nacionais e estrangeiras. Em 2001, recebeu o Prémio Literário José Saramago precisamente com o romance Nenhum Olhar, que foi incluído na lista do Financial Times dos melhores livros publicados em Inglaterra no ano de 2007. Os seus romances estão publicados em Espanha, Brasil, Estados Unidos, Inglaterra, Itália, França, Finlândia, Holanda, entre outros, estando traduzidos num total de 16 idiomas.
Série língua comum. 224 páginas.
 
O Livro dos Prazeres Inúteis, Tom Hodgkinson e Dan Kieran
 
«O propósito deste livro é mostrar que as melhores coisas da vida não custam dinheiro. Durante dois séculos, o Ocidente laborou no equívoco de que o prazer é um assunto caro. Passamos a vida a trabalhar no duro e a fazer coisas de que não gostamos para ganhar dinheiro e com ele fazermos coisas de que gostamos. Pois o que este livro faz é libertar-nos das confusões e desapontamentos dispendiosos.»
Os Prazeres (alguns, entre muitos outros):
  • Tomar banho
  • Sonhar
  • Apanhar folhas das árvores no ar
  • Deambular pela cidade
  • Fumar
  • Dormir uma sesta
  • Raios de Sol
  • Espetar fósforos em vegetais para fazer vegetais alienígenas
  • A contemplação de coisas que voam
  • O sexo matinal
  • Observar nuvens.
TOM HODGKIBNSON   editor da IDLER (uma revista bianual, em formato de livro, e que faz campanha permanente e em exclusivo contra o trabalho e a ética do trabalho) e autor do bestseller do Sunday Times How to be Idle(Como Ser Inútil); DAN KIERAN é também editor-assistente da revista IDLER e de Crap Towns (uma série de livros humorísticos sobre os piores sítios para se viver).
Tradução de Vasco Teles de Menezes
Série textos breves. 176 páginas.
 
A Doença como Metáfora – A Sida e as Suas Metáforas, de Susan Sontag
 
Em 1978, quando convalescia de cancro, Susan Sontag escreveu A Doença como Metáfora, um notável ensaio sobre a utilização alegórica, e frequentemente culpabilizante, da doença na nossa cultura. Tornou-se num clássico que a revista Newsweek considerou "Um dos livros mais libertadores do seu tempo". O objectivo da autora consiste em retirar ao cancro o estigma alegórico que sobre ele pesa e mostrar que é apenas uma doença. Neste livro, Susan Sontag defende que a maneira mais autêntica de enfrentar a doença - e a maneira mais saudável de estar doente - é resistir a esse pensamento metafórico.

SUSAN SONTAG foi uma das mais importantes e influentes intelectuais norte-americanas da segunda metade do século xx. Foi professora universitária, activista na defesa dos direitos das mulheres e dos direitos humanos em geral, foi ficcionista e ensaista  frequentemente premiada e amplamente traduzida.
A sua escrita foi presença assídua nas publicações The New Yorker, The New York Review of Books, The New York Times, The Times Literary Supplement, Art in America, Antaeus, Parnassus, The Nation, e Granta, entre outras.
Susan Sontag teve um filho, David Rieff – editor dos diários inéditos, com o título Reborn, a publicar em breve pela Quetzal –, e viveu os últimos anos da sua vida com a fotógrafa Annie Leibovitz. Susan Sontag nasceu em 1933 em Nova Iorque, cidade onde morreu, em 2004.
Tradução de José Lima
Série serpente emplumada | Susan Sontag. 192 páginas.