Ken Follett levou-me mais uma vez por páginas de muitas aventuras e emoções, com muita adrenalina. Do que li até hoje do autor nunca saio desiludida, é brilhante no romance histórico mas com um talento especial para teorias da conspiração e histórias de espionagem. Aprecio muito os romances longos de vários volumes, mas sou uma fã dos livros isolados em que a acção se desenrola em 300/400 páginas, lidas de forma compulsiva e sedenta.
“O Vale dos Cinco Leões”é mais um romance cheio de mistérios e intriga. A acção decorre no Afeganistão na década de 80. Jane é um dos vértices de um triângulo amoroso, nos outros extremos estão Ellis e Jean-Pierre, que não só lutam pelo amor de Jane mas são também rivais em termos politico/ideológicos. Ellis é um agente da CIA e Jean-Piere espião do KGB. Jane deixa Ellis quando descobre qual a sua “profissão”, casa com Jean-Pierre sem fazer ideia dos seus segredos, para ela Jean-Pierre é médico.
No meio de todas estas mudanças, Jane acompanha o marido que parte para o Afeganistão, muda completamente a sua vida julgando que está a participar numa acção humanitária quando o papel de médico de Jean-Pierre é um disfarce para as suas actividades de espião. A trama adensa-se quando Ellis parte também para o Afeganistão, numa missão da CIA para combater o domínio Russo. Ellis nunca esqueceu Jane mas quando a revê ela está casada há um ano e tem uma filha.
A partir deste momento não pude parar de ler, entre os movimentos de espionagem e o reencontro de Elis e Jane não sei qual das situações me prendia e me aguçava mais a curiosidade. A determinada altura a vida dupla de Jean-Pierre é exposta a Jane, que se sente enganada pela segunda vez. A partir daqui tem início uma fuga complexa, se calhar um bocadinho exagerada recheada de pormenores impossíveis, mas como os heróis não existem na vida real, é bom viver com os livros estas situações de emoção ao limite.
Uma leitura que me proporcionou bons momentos de entretenimento, me divertiu, emocionou e por vezes me levou os nervos aos píncaros! Tenho em casa mais dois livros de Ken Follet para ler… ainda bem!
Sinopse
“Jane, uma inglesa corajosa e sensual, é apanhada num triângulo amoroso mortífero, entre os espiões rivais Ellis e Jean-Pierre. Amor, ódio e engano levam-nos de conspirações terroristas em Paris à guerra e aos guerrilheiros no Afeganistão.”
Bertrand, 2010
Já o referi diversas vezes: Ken Follet não desilude!
É esta a sensação após a leitura de “A Ameaça”, um livro de muita emoção sobre o assalto a um laboratório e o roubo de um vírus mortal. Conspiração, terrorismo e muita acção, só deixam que o livro se feche na última página.
Apesar de preferir o trabalho do autor no registo do Romance Histórico, são inegáveis as suas capacidades de criar ambientes de suspense, argumentos inteligentes e personagens interessantes.
Dou por mim sem muitas palavras para acrescentar, dado já ter lido vários livros de Ken Follet e todos merecerem, quanto a mim rasgados elogios. Adoro e pronto! Quando pego num livro dele já sei que vou gostar e absorver informação sobre qualquer que seja o tema. Ler é conhecer, viajar e aprender!
Quero ler todos os livros dele, dos vários géneros, deixar-me levar pelas vidas e percursos de personagens sempre cativantes e cheias de características particulares.
“A Ameaça” não foi dos que gostei mais mas é, como seria de esperar, excelente. Não me vou alongar, quem quiser ler só tem a ganhar se pouco ou nada souber. Para se entusiasmarem deixo a sinopse, não demasiado reveladora (ainda bem!)
Sinopse
“Unanimemente considerado um dos mestres actuais do policial, Ken Follett tem a capacidade única de, a cada novo romance, reinventar o próprio thriller. Em A Ameaça, um poderoso agente antiviral desaparece misteriosamente das instalações da Oxenford Medical, uma empresa farmacêutica que está a desenvolver um antivírus para uma das mais perigosas variedades do Ébola. Quem o poderá ter roubado? E com que obscuras intenções? Toni Gallo, responsável pela segurança da empresa, está profundamente consciente da terrível ameaça que o seu desaparecimento pode significar. Mas o que Toni, Stanley Oxenford, o director da empresa, e a própria polícia vão encontrar pela frente é um pesadelo capaz de ultrapassar os seus piores receios… Traições, violência, heroísmo e paixão num thriller absolutamente brilhante.”
Presença, 2011
Na sequência da leitura do primeiro volume de “Um Mundo sem Fim” chego ao fim do segundo volume muito satisfeita com mais uma excelente criação de Ken Follet. No total dos dois volumes são mais de 1000 páginas de puro deleite literário, de um enredo que se adensa, muda de rumo, complica, simplifica e, acima de tudo, atrai e prende o leitor.
Continuamos a acompanhar a vida de Caris e Merthin. Apesar de haverem muitas mais (e interessantes) personagens, confesso-me rendida a este casal tão particular, tão à frente do seu tempo em pleno século XIV. A verdade é que toda a desenvoltura e particularidade se deve a Caris, personagem feminina bastante determinada, confiante no seu poder de mudar mentalidades e desafiar preconceitos. A vida de Caris é pautada por imensas dificuldades e entraves às suas ideias, claramente avançadas para a época. A título de exemplo vou citar a importância que ela dá à carreira em detrimento do casamento e dos filhos, continuamente adiados; interpreto esta personagem como uma abordagem precoce ao feminismo, numa época em que o papel da mulher na sociedade era perfeitamente secundário e mesmo inexistente no que tocava a decisões e/ou opiniões.
Caris é uma interessada pela medicina, mas obviamente só os homens têm hipótese de se dedicar aos estudos, e dentro destes apenas os pertencentes ao Clero. Numa época em que a Europa foi assolada pela Peste Negra as populações estão nas mãos dos membros com conhecimentos médicos que, sabemos hoje, são perfeitamente ridículos. Caris apela a outro género de abordagem como por exemplo segregar os pacientes para evitar contágio, manter o espaço asseado e suprimir algumas técnicas utilizadas que apenas funcionavam para fragilizar ainda mais os doentes. Sempre encarada com desconfiança, numa época em que tudo o que fosse diferente era de imediato considerado bruxaria, Caris consegue de facto impor algumas mudanças e salvar vidas. Uma fase em que sem dúvida a humanidade fez alguns avanços médicos, pautados pela necessidade de sobreviver. São aprofundados novos conhecimentos sobre doenças e formas de tratamento, bem como novos métodos de receber doentes; penso que possa haver um pequeno mote do que poderá vir a tornar-se a intervenção da iniciativa privada na saúde – dado os apoios que os comerciantes de Kingsbridge dão à construção de um novo Hospital.
Um livro do qual poderia falar horas dada a imensidão de temas que aborda e a profundidade a que explora as vidas das personagens, continuamente entrelaçadas no tempo e no espaço. De qualquer modo, e porque me é cada vez mais difícil encontrar adjectivos novos para os livros de Ken Follett que me agradam sempre tanto, vou apenas recomendar que leiam mais este livro brilhante.
Sinopse
“À semelhança de Os Pilares da Terra Ken Follett volta ao registo do romance histórico, numa obra dividida em duas partes graças às quase mil páginas que a compõem. A Presença publica agora o primeiro volume de Um Mundo Sem Fim, que se prevê repetir o sucesso de Os Pilares da Terra. O autor sentiu-se bastante motivado a escrever este novo livro já que desde Os Pilares da Terra, publicado em 1989, os leitores de todo o mundo clamavam insistentemente por uma sequela. Finalmente Follett inspirado e com coragem e determinação, sem esquecer uma enorme dedicação, lançou-se na escrita de Um Mundo Sem Fim, a continuação de Os Pilares da Terra, onde recorre a elementos comuns do primeiro livro e dá vida a descendentes de algumas personagens. Recuperando a mesma cidade Kingsbridge, o cenário é ambientado dois séculos mais tarde onde nos transporta até 1327. Aí iremos ao encontro de quatro crianças que presenciam a morte de dois homens por um cavaleiro. Três delas fogem com medo, ao passo que uma se mantém no local e ajuda o cavaleiro ferido a recompor-se e a esconder uma carta que contém informação secreta que não pode ser revelada enquanto ele for vivo. Estas crianças quando chegam à idade adulta viverão sempre na sombra daquelas mortes inexplicáveis que presenciaram naquele dia fatídico. Uma obra de fôlego com a marca assinalável e absolutamente incontornável de Ken Follett.”
Presença, 2011
Depois do fabuloso “Os Pilares da Terra”, voltei a Kingsbridge graças a “Um Mundo sem Fim”. Ken Follett não desilude e este é, quanto a mim, mais um livro brilhante! Confesso que iniciei esta leitura com alguma hesitação, dado que li algumas opiniões de leitores que o consideram bastante inferior ao “Pilares da Terra”. Quanto a mim é uma sequência na mesma linha, uma narrativa empolgante, personagens interessantes, muita acção, plena de reviravoltas.
As mais de 500 páginas não assustam e percorrem-se de forma ávida, sempre com vontade de conhecer o desfecho. 200 anos depois as personagens são outras mas o palco é o mesmo, tratam-se dos descendentes de Tom, de Jack e de Aliena. No entanto achei que é perfeitamente possível ler e compreender “Um Mundo sem Fim” sem ter lido “Os Pilares da Terra”.
Follet continua a oferecer ao leitor um rol de personagens únicas e envolventes, neste ponto, em que ainda me falta ler o segundo volume, estou completamente rendida a Caris, uma mulher à frente no seu tempo, empreendedora e com vontade de ser diferente. Interessada pelos negócios e com vocação para a medicina, vê-se completamente ostracizada num mundo de homens; e porque tudo o que é diferente causa estranheza (seja em que época for), a acusação de bruxaria é sempre apropriada para satisfazer a necessidade de o clero se ver livre de alguém, nomeadamente alguém que, pelas suas ideias inovadoras, poderá colocar em causa a ignorância generalizada do povo.
Caris ama Merthin e é correspondida. Vivem uma história de amor sinuosa devido ao temperamento desta mulher brilhante que não quer viver apenas por viver, que tem necessidade de esmiuçar e compreender o mundo que a rodeia. Caris é um raio de luz numa época de trevas tão bem descrita pelo autor.
Outras personagens há, demasiadas para referir, desde fora-da-lei a cavaleiros, trabalhadores, feirantes, monges, freiras, bispos, pobres, ricos. Todos contribuem para tornar este livro de um realismo tal que me senti lá, no meio das discussões sobre as obras a desenvolver em igrejas e pontes, nos negócios da Feira do Velo, motor da economia de Kingsbridge, a estudar as alternativas quando algo corria mal (e corre tanta coisa mal).
Continuo a sentir que Follett fez uma acentuada pesquisa sobre técnicas de construção da época, já o sabia desde “Os Pilares da Terra”, um livro escrito devido à sua paixão por igrejas e catedrais. Follett descreve com uma precisão que eu não tenho conhecimentos para avaliar, mas que acredito ser verdadeira, a forma como eram feitos os estudos e cálculos de arquitectura; ficamos a conhecer alternativas numa época em que não era utilizado papel, tudo chega até nós pela mão de Merthin, descendente de Jack de quem herdou o talento para criar, construir e inovar.
Sei que Ken Follet pretende voltar a Kingsbridge, e prevê que tal aconteça em 2014, altura em que espera ter concluído a Trilogia “O Século”. Quanto a mim parece-me uma excelente ideia; para já vou dedicar-me ao II Volume de “Um Mundo sem Fim”, do qual não posso esperar nada menos do que aquilo a que ao autor já me habituou.
Sinopse
“À semelhança de Os Pilares da Terra Ken Follett volta ao registo do romance histórico, numa obra dividida em duas partes graças às quase mil páginas que a compõem. A Presença publica agora o primeiro volume de Um Mundo Sem Fim, que se prevê repetir o sucesso de Os Pilares da Terra. O autor sentiu-se bastante motivado a escrever este novo livro já que desde Os Pilares da Terra, publicado em 1989, os leitores de todo o mundo clamavam insistentemente por uma sequela. Finalmente Follett inspirado e com coragem e determinação, sem esquecer uma enorme dedicação, lançou-se na escrita de Um Mundo Sem Fim, a continuação de Os Pilares da Terra, onde recorre a elementos comuns do primeiro livro e dá vida a descendentes de algumas personagens. Recuperando a mesma cidade Kingsbridge, o cenário é ambientado dois séculos mais tarde onde nos transporta até 1327. Aí iremos ao encontro de quatro crianças que presenciam a morte de dois homens por um cavaleiro. Três delas fogem com medo, ao passo que uma se mantém no local e ajuda o cavaleiro ferido a recompor-se e a esconder uma carta que contém informação secreta que não pode ser revelada enquanto ele for vivo. Estas crianças quando chegam à idade adulta viverão sempre na sombra daquelas mortes inexplicáveis que presenciaram naquele dia fatídico. Uma obra de fôlego com a marca assinalável e absolutamente incontornável de Ken Follett.”
Presença, 2011
Este livro foi um presente inesperado, desde que saiu que o queria ler, foi uma deliciosa surpresa. A grande ansiedade e curiosidade, aliadas ao fim-de-semana prolongado, fizeram com que dois dias fossem suficientes para percorrer as mais de quinhentas páginas.
Não me canso de destacar os talentos de Ken Follett como escritor, de facto cada livro dele é uma viagem fantástica em que me entusiasmo, emociono, sofro, conspiro, imagino e, acima de tudo, me deixo levar sem querer saber se é hora de comer, de dormir, de sair… Follett leva-me sempre para dentro dos seus livros, faz-me desejar nunca chegar ao fim…quando chego e fecho a última página desejo sempre começar um outro livro dele.
“Noite Sobre as Águas” é literalmente uma viagem; uma viagem num Hidroavião da já extinta Pan American, a maior Companhia Aérea do mundo na sua época.
Temos o habitual enquadramento histórico, neste caso a acção decorre em 1939 após a declaração do início da Guerra. O início do livro é marcado pelas descrições das personagens, ficamos a conhecer os seus antecedentes, traços de personalidade e, claro as razões que as farão embarcar a bordo do Clipper, o luxuoso Hidroavião da Pan American, numa viagem de cerca de 30 horas, de Southampton a Nova Iorque.
Aprendi imenso sobre Hidroaviões e sobre a sua época de ouro. Gosto muito quando um livro me permite adquirir conhecimentos, quando descubro realidades que nem sabia terem existido. Follett descreve de forma apaixonada e até romântica o que era viajar abordo do Clipper. Numa época em que viajar de avião era um privilégio apenas ao alcance de alguns, são muitas as diferenças para os conceitos de hoje em dia: poucos passageiros por viagem de modo a poderem usufruir de espaço, compartimentos separados e salas de refeição, comida confeccionada a bordo, jantares de vários pratos com boas porcelanas, copos de cristal e talheres de prata, são apenas alguns apontamentos dos muitos pormenores de luxo a descobrir.
O suspense começa desde o primeiro capítulo, quando o Engenheiro do Voo é contactado por telefone por uma organização criminosa que lhe raptou a mulher, e exige a sua colaboração numa operação a bordo. As instruções ser-lhe-ão dadas a seu tempo. A partir daqui cabe ao leitor seguir as pistas e tentar perceber o que se passa. Passei a tomar atenção em todos os pormenores e a tentar unir possíveis pontas soltas.
Quando é chegado o momento da descolagem já estamos perfeitamente a par das histórias de vida da maioria dos passageiros, dos seus dramas familiares, amores desencontrados e demais motivos para partir rumo à América. Follett explora muito bem a dimensão humana de modo deixar o leitor cada vez mais envolvido e interessado no desfecho.
A proximidade do final do livro aumenta a intensidade da acção e, consequentemente, da leitura. Dei por mim literalmente a devorar páginas, com pressa de verificar se as minhas suspeitas se concretizariam. A verdade é que o final acabou por me surpreender… Follett levou-me numa direcção e depois… surpreendeu-me de forma brilhante.
Que posso dizer mais? Adorei!
Sinopse
“Em 1939, com a guerra a acabar de ser declarada, um grupo de pessoas privilegiadas embarca no mais luxuoso avião de sempre, o Pan American Clipper, com destino a Nova Iorque: um aristocrata britânico, um cientista alemão, um assassino e a sua escolta, uma jovem em fuga do marido e um ladrão encantador, mas sem escrúpulos. Durante trinta horas, não há escapatória possível desse palácio voador. Sobre o Atlântico, a tensão vai crescendo até finalmente explodir num clímax dramático e perigoso.”
Bertrand, 2011
Não há nada melhor do que pegar num livro e saber que vai ser bom, que nos vai dar horas e horas de prazer, que vamos ler cada página a desejar nunca chegar ao fim. Ken Follett não desilude e “A Queda dos Gigantes” só tem um defeito: saber que é uma trilogia cujos livros seguintes ainda não estão editados… ter de esperar… bom, ainda bem que agora não faltam livros deste autor nas livrarias, sinceramente espero poder ler vários ainda este ano.
Este primeiro livro da trilogia “O Século” recordou-me do que é ler com gosto e prazer. Um romance bem escrito, envolvente, com um leque de personagens de ficção que convivem com personagens históricas sobejamente conhecidas. A acção decorre entre os anos 1911 e 1925, e tem como palco a I Guerra Mundial, assim como o período que a antecede bem como os anos do pós-guerra. Entramos na vida de várias famílias de realidades bem diferentes, e de diversos pontos do globo: Alemanha, Áustria, França, País de Gales, Inglaterra, Escócia, EUA, Rússia. Admito o meu conhecimento superficial em relação a esta época histórica, como tal esta leitura, além de empolgante, foi de extrema utilidade na aquisição de conhecimento. Não serei a pessoa ideal para avaliar a coerência e fiabilidade da informação exposta, mas acredito no rigor da investigação do autor.
Não me vou perder a falar de nenhuma personagem em particular. São tantas que a princípio tive de me socorrer diversas vezes do elenco descrito nas páginas iniciais; mas uma vez entrando no ritmo deixou de ser necessária esta consulta… já vivia e dormia a vidas destas personagens! Adorei seguir o percurso de cada um, analisar de que forma as mudanças sociais e os factores históricos influenciam rumos, tentei adivinhar se alguns se iriam voltar a ver no futuro e quais seriam as cicatrizes que a guerra iria deixar em cada um. Emocionei-me com as histórias de amor, revoltei-me com as injustiças e vibrei com as vitórias.
Fica a certeza de que tudo é cíclico, que quem está bem pode passar à situação inversa por um pequeno acaso do destino. Uma guerra muda tudo, separa os que se amam, faz as crianças crescerem depressa, atormenta quem está longe e sem notícias. Mas a consequente conclusão é a da inutilidade de tantas vidas perdidas num conflito que por tantas vezes perdeu qualquer lógica, se é que alguma vez a chegou a ter.
Ken Follett é, mais uma vez, brilhante!
Sinopse
“Em A Queda dos Gigantes, o primeiro volume da trilogia "O Século", as vidas de 5 famílias - americana, alemã, russa, inglesa e escocesa - cruzam-se durante o período tumultuoso da Primeira Grande Guerra, da Revolução Russa e do Movimento Sufragista.
Neste primeiro volume, que começa em 1911 e termina em 1925, travamos conhecimento com as cinco famílias que nas suas sucessivas gerações virão a ser as grandes protagonistas desta trilogia. Os membros destas famílias não esgotam porém a vasta galeria de personagens, incluindo mesmo figuras reais como Winston Churchill, Lenine e Trotsky, o general Joffreou ou Artur Zimmermann, e irão entretecer uma complexidade de relações entre paixões contrariadas, rivalidades e intrigas, jogos de poder, traições, no agitado quadro da Primeira Grande Guerra, da Revolução Russa e do movimento sufragista feminino.
Um extraordinário fresco, excepcional no rigor da investigação e brilhante na reconstrução dos tempos e das mentalidades da época.”
Editorial Presença, 2010
Após a conclusão da leitura do Volume I de ”Os Pilares da Terra”, iniciei de imediato a leitura do Volume II de tal forma estava envolvida e maravilhada com esta história.
Uma vez terminada esta leitura apenas posso dizer que se trata de um romance fascinante que me encheu completamente as medidas. Fiquei presa até ao final, até aos últimos desenvolvimentos deste épico, sempre com o desejo de que fosse feita justiça em relação a todos os acontecimentos e personagens.
A minha opinião mantém-se idêntica à que escrevi para o Volume I, trata-se de um romance arrebatador que me prendeu, consumiu e maravilhou. Nesta “2ª parte” a leitura ganha um novo alento graças ao par Jack e Aliena, uma história de amor sofrida e linda capaz de arrancar suspiros de paixão e dor. Jack é uma personagem absolutamente fascinante, um homem à frente do seu tempo, inteligente, curioso e com uma necessidade constante de saber e aprender – a busca do conhecimento pelo conhecimento. Apaixonado por Aliena desde menino, acredita no amor e na realização que as coisas simples podem trazer.
Não posso deixar mais uma vez de referir a grande capacidade de Ken Follett como contador de histórias, estou rendida à forma como um livro sobre a construção de uma catedral no Século XII pode conter tantos percursos de vida, tantas voltas e reviravoltas e ser tão apaixonante.
Nesta altura estou muito curiosa para ver a série “The Pillars of the Earth”, e tenho de confessar a enorme vontade de ler “Um Mundo sem Fim”, romance do mesmo autor que promete uma nova viagem a Kingsbridge.
Sinopse
“Do mesmo autor do thriller "A Ameaça", chega-nos um arrebatador romance histórico que se revelou ser uma obra-prima aclamada pela comunidade de leitores de vários países que num verdadeiro fenómeno de passa-palavra a catapultaram para a ribalta. Originalmente publicado em 1989, veio para o nosso país em 1995, publicado por outra editora portuguesa, recuperando-o agora a Presença para dar continuidade às obras de Ken Follett. O seu estilo inconfundível de mestre do suspense denota-se no desenrolar desta história épica, tecida por intrigas, aventura e luta política. A trama centra-se no século XII, em Inglaterra, onde um pedreiro persegue o sonho de edificar uma catedral gótica, digna de tocar os céus. Em redor desta ambição soberba, o leitor vai acompanhando um quadro composto por várias personagens, colorido e rico em acção e descrição de um período da Idade Média a que não faltou emotividade, poder, vingança e traição. Conheça o trabalho de um autêntico mestre da palavra naquela que é considerada a sua obra de eleição. “
Editorial Presença, 2009
Ken Follett é dos meus autores favoritos; “Os Pilares da Terra” é dos seus romances mais apreciados pelos leitores; as minhas expectativas para esta leitura eram, e são, bastante elevadas.
Digo que são bastante elevadas pois, apesar de já ter concluído a leitura do primeiro volume, a Editora Presença fez uma edição de dois volumes para o nosso país; confesso que não percebo muito bem porquê dado que se trata de um único livro. Um livro longo é certo (cerca de 1100 páginas), cuja separação em dois poderá implicar uma receita interessante. Enfim, dado o preço exorbitante destes livros optei por adquiri-los na “Hora H” da última Feira do Livro de Lisboa, uma iniciativa que me agradou muito e que espero que se venha a repetir.
Bom, mas deixando de lado estes pormenores, importa dizer que mais uma vez estou rendida à escrita soberba de Ken Follett, confirma-se a sua supremacia como escritor que nos oferece um livro que se saboreia, que se lê com calma e que nos transporta numa viagem à vida de interessantes personagens, no decorrer do Século XII em Inglaterra.
Follett explora de forma magistral as características humanas no âmbito das suas relações. Vícios, ambições, invejas, intrigas, conspirações, traições, amizade, amor e demais sentimentos ou condições, são expostos de forma tão crua e verdadeira que me perdi tantas vezes a meditar acerca das capacidades do ser humano em superar dificuldades e desafios não importa a que custo. Apesar de acção decorrer no Século XII é de uma actualidade impressionante, faz pensar se o ser humano não terá evoluído nada pois, em muitas situações, continuamos a reagir com o pior de nós.
Sempre com a construção de uma Catedral como tema central, vai-nos sendo apresentado um rol de personagens com histórias bem estruturadas, e cujos percursos se vão cruzando de modo a implicar muitas vezes viragens radicais na acção da narrativa.
Tom Pedreiro tem o sonho de construir uma Catedral imponente. Apaixonado pela construção, pelas suas técnicas e desafios, é um homem movido pelo desejo de ver edificada uma obra que mude a vida de todos os que a possam visitar. Tom é pobre. É um exemplo de persistência e honestidade; muitas vezes sofre por ver os seus passos limitados, por se deparar com inúmeras dificuldades na realização do seu sonho. Philip é Monge, torna-se Prior de Kingsbridge, e uma série de acontecimentos vão permitir que a Catedral seja construída nesse local. Este livro é sobre o sonho destes dois homens, sobre a sua persistência perante as inúmeras dificuldades, sobre a forma como tentam sempre superar as traições e os conflitos de interesses, do modo como os seus bons princípios os deixam muitas vezes sem solução perante a imensa maldade humana.
Muitas outras personagens desfilam perante a nossa atenção, todas descritas e enriquecidas com vidas muito completas, todas têm o seu papel e os seus objectivos. Situações que quero continuar a acompanhar e a descobrir ao longo da leitura do segundo volume.
Para já fica a certeza de ser dos melhores livros que já li. Estou completamente maravilhada e entusiasmada em prosseguir com esta leitura.
Sinopse
“Do mesmo autor do thriller "A Ameaça", chega-nos o primeiro volume de um arrebatador romance histórico que se revelou ser uma obra-prima aclamada pela comunidade de leitores de vários países que num verdadeiro fenómeno de passa-palavra a catapultaram para a ribalta. Originalmente publicado em 1989, veio para o nosso país em 1995, publicado por outra editora portuguesa, recuperando-o agora a Presença para dar continuidade às obras de Ken Follett. O seu estilo inconfundível de mestre do suspense denota-se no desenrolar desta história épica, tecida por intrigas, aventura e luta política. A trama centra-se no século XII, em Inglaterra, onde um pedreiro persegue o sonho de edificar uma catedral gótica, digna de tocar os céus. Em redor desta ambição soberba, o leitor vai acompanhando um quadro composto por várias personagens, colorido e rico em acção e descrição de um período da Idade Média a que não faltou emotividade, poder, vingança e traição. Conheça o trabalho de um autêntico mestre da palavra naquela que é considerada a sua obra de eleição. “
Editorial Presença, 2009
Com esta leitura pude comprovar mais uma vez a elevada qualidade da escrita de Ken Follett, bem como da sua criatividade e imaginação. “ O Homem de Sampetersburgo" mantém-se na linha “suspense/conspiração/intriga política”, sempre sustentada por factos históricos reais e oferecendo ao leitor a possibilidade de acreditar que a ficção pode alterar o rumo da História.
Neste caso estamos perante uma poderosa história de amor, ao nível de um épico arrebatador pleno de paixão e mistérios. O final previsível não tira nenhum entusiasmo à leitura.
Povoado de personagens históricas como Winston Churchill e repleto de excelentes descrições e caracterizações dos eventos políticos e sociais do início do Século XX em Inglaterra: vida na Corte, tradições ao nível culinário, de vestuário e ambientes. O modo de vida das classes mais baixas não é esquecido, a crueldade da pobreza é também alvo de escrutínio, bem como a forma como os modos de vida condicionam o que nos tornamos no futuro.
No centro desta narrativa está um triângulo amoroso com vértices no passado e no presente. Se no passado, na sua Rússia natal, Lydia viveu uma paixão arrebatadora com Feliks, agora é esposa de Stephen e goza de uma elevada posição social em Inglaterra. No entanto, o amor do passado nunca foi esquecido e quando Feliks surge novamente na vida de Lydia todos os fantasmas regressam para a atormentar. Feliks tornou-se um assassino em prol da causa anarquista e tem uma missão em que se envolve directamente com a família de Lydia. “O Homem de Sampetersburgo” oferece muita acção e emoção, obriga a um virar compulsivo das páginas, e proporciona uma viagem de alto nível.
Destaco a personagem de Charlotte como minha favorita. É a filha de Lydia e Stephen e é nela que se reflectem as atitudes da mãe tendo em conta os acontecimentos do passado. Charlotte é super-protegida e mantida longe de todas as questões “reais”. Contudo, apesar de ter crescido numa redoma que a isolou, o seu temperamento obstinado, por ser curiosa e naturalmente interessada por política, liberta-se das inúmeras regras sociais impostas e deixa-se levar pelo seu espírito crítico aguçado pelos constantes castigos da família. Charlotte é, no início do Século XX, uma das sementes do que virá a ser a luta das mulheres pela igualdade num mundo de homens.
Como único contra aponto os erros ortográficos, fruto de uma revisão pouco cuidada.
Sinopse
“1914: a Alemanha prepara-se para a guerra e os aliados constroem as suas defesas. Ambos os lados precisam da Rússia, que se debate com problemas internos graves e vive na iminência de uma Revolução. Em Inglaterra, o duque de Walden e Winston Churchill planeiam, em total segredo, uma aliança com a Rússia. Contudo, um homem disposto a tudo e sem nada a perder infiltra-se no país com a intenção de travar a todo o custo o acordo entre russos e britânicos. Conseguirá O Homem de Sampetersburgo deixar o país a seus pés e inverter o curso da História?”
Bertrand, 2009