
Terminei este livro há uma semana. É a primeira vez que demoro tanto tempo a escrever uma opinião. Curiosamente continuo sem grande motivação para escrever sobre este “Abre o teu Coração”. Não é que não tenha gostado ou que não me tenha sentido envolvida, mas a verdade é que sinto que é um livro que não me trouxe nada de novo.
Um romance com os dramas habituais, uma certa dose de sofrimento e morte, que nos faz encarar a fé a esperança como um milagre. Um livro triste, um encadear de histórias sofridas, das quais as personagens renascem quando encontram um novo caminho.
Lê-se muito bem mas é como fazer uma dieta, falta-lhe tempero e todas as coisas boas que aguçam a gula.
Permite um entretenimento razoável mas é dispensável.
Sinopse
“Jennifer vivia imersa na ausência do marido Danny, que morrera há mais de um ano, quando um novo choque vem abalar a sua vida: Sam, a sua avó e melhor amiga, teve uma trombose e está internada, em coma. Mas os acontecimentos inesperados não se ficam por aqui. Sam deixara em sua casa no Lago Genebra, no Wisconsin, uma série de cartas dirigidas a Jennifer, repletas de revelações surpreendentes. E é a partir deste momento que duas histórias de amor se entrecruzam num cenário de dor e perda mas também de força e esperança. Com a beleza serena do Lago Genebra como pano de fundo, a história que Sam conta através das suas cartas mostra a Jennifer que é possível acolher um novo amor, mais intenso do que qualquer outro, mesmo que este esconda um terrível destino… Escrito num estilo despretensioso e estruturado em capítulos breves que já se tornaram na imagem de marca do autor, Abre o Teu Coração é uma obra que apela às emoções e que não se consegue pôr de lado até à última página.”
Presença, 2004

Este livro foi editado recentemente em Portugal. Quando se começou a falar nele passou-me um pouco ao lado, mas há medida que fui lendo resumos e críticas o meu interesse aumentou e parti para esta leitura na expectativa de um policial empolgante.
É fácil criar expectativas elevadas quando a própria capa do livro contém expressões como estas:
“O autor mais vendido em todo o mundo”
“Um verdadeiro fenómeno” Daily Telegraph
“O autor a não perder” Time
“Patterson é o mestre deste género” Larry King
Não é que me deixe levar com facilidade por este género de publicidade mas, para quem aprecia uma boa história de suspense, é de ficar no mínimo curiosa.
Gostei do livro e da história. Apreciei a forma como está construído e o facto de ter capítulos curtos e com acção. Mas a verdade é que passei o livro todo a sentir que lhe faltava qualquer coisa… não me entusiasmou como eu esperava apesar de conter intriga, mistério, drama e romance.
Não adivinhei quem é o assassino, apesar de ter achado que o tinha feito…acontece que no final há uma reviravolta que me surpreendeu. Outra coisa que me intrigou ao longo de toda a leitura foi o título, não consegui entender o sentido da expressão “Primeira a morrer”…contudo, mais para o final tudo faz sentido. No entanto devo dizer que o título original em inglês (“1st to die) é mais apropriado; porquê? Bom…para saber só lendo…
Nunca vi nenhum episódio da Série “Clube das Investigadoras” (baseada nos livros deste autor) mas fiquei curiosa… confesso que não sei até que ponto um grupo de amigas disposto a desvendar mistérios e crimes me convence…se calhar foi por causa dessa ideia que este livro não me levou muito longe a nível de emoções, talvez o conceito deste clube não me tenha mesmo convencido…
Seja como for…quem gosta de policiais arrisque!
Sinopse
“Lindsay Boxer, detective da Brigada de Homicídios da cidade de São Francisco, acaba de receber más notícias: sofre de uma doença rara que pode ser fatal. Decidida a ultrapassar mais este problema, atira-se de corpo e alma ao caso que tem em mãos: o do assassino em série apostado em perseguir e assassinar recém-casados, a quem chamam o «Assassino dos Noivos».
Habituada a enfrentar o mundo sozinha, desta vez Lindsay decide escutar a voz do coração: apaixona-se pelo novo parceiro, Chris Raleigh, e recorre à ajuda das amigas para formar uma aliança improvável – O Clube das Investigadoras. Juntando as poucas pistas disponíveis, as amigas identificam o assassino mais aterrador que alguma haviam visto, até que uma cruel reviravolta revela que o caso tem contornos mais complexos e que elas estavam, afinal, enganadas… Ou será que não?
Primeira a Morrer é uma história, envolvente e cheia de suspense que mantém os leitores presos até à última página.”
“Patterson sabe onde estão enterrados os nossos maiores receios. A sua imaginação não tem limites.”
New York Times Book Review
“As inteligentes reviravoltas e os sub-enredos fazem virar as páginas cada vez mais depressa.”
People
Quinta Essência, 2009