Domingo, 11 de Junho de 2017

A Oeste Nada de Novo - Erich Maria Remarque - Opinião

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Mais um que já estava na estante há algum tempo. Uma edição muito bem conseguida da Camões & Companhia (Saída de Emergência), com uma capa sóbria de que gosto muito. Comecei a leitura com algum receio quendo percebi que se trata de uma tradução da tradução inglesa e, honestamente, tive pena de não ter reparado nisso quando o comprei, mas li-o muito bem e considero-o uma daquelas leituras inesquecíveis.

O melhor de deixar um pouco de lado as novidades e pegar em livros escritos há mais tempo, é que surgem sempre algumas opiniões de quem já leu determinado livro há alguns anos. E o tempo, meus amigos, lá confere a qualidade dos melhores, deixando arrumados em outras gavetas as obras que não sobrevivem a esse escrutínio. Tudo isto para dizer que quero fazer mais leituras de livros que o tempo, e os leitores, salvam. Espero, ainda este ano, ter a oportunidade de descobrir outras obras intemporais.

E o que escrever sobre A Oeste Nada de Novo que não tenha sido já escrito ou dito? Não sei, nem sinto que tenha algo de novo a acrescentar, contudo conto-vos sobre a escrita maravilhosa, escorreita e fluída, como quem fala, com um quê de musicalidade, que poderá ser uma melodia de fundo. Gostei dos sentimentos, da forma como um livro sobre as trincheiras mergulha tão profundamente na alma humana, como num livro sobre a guerra sobressaem a amizade e a camaradagem, como esta leitura me encantou pela simplicidade e proporcionou a vontade de prosseguir virando páginas.

Gosto de livros assim, que parecem fáceis e podem ser lidos com destreza mesmo pelos leitores mais jovens, mas que, de alguma forma, encerram esse grande segredo só ao alcance de alguns autores: proporcionar um enorme prazer na leitura.

Sinopse

“Nas trincheiras, os rapazes começam a tombar em combate um a um... Em 1914, um professor chauvinista leva uma turma de estudantes alemães - jovens e idealistas - a alistar-se para a «guerra gloriosa». Todos se alistam, movidos pelo ardor e pelo patriotismo próprios da juventude. Porém, o seu desencanto começa durante a recruta brutal. Mais tarde, ao embarcarem no comboio de campanha que os levará à frente de combate, veem com os próprios olhos as feridas terríveis sofridas na linha da frente... É o seu primeiro vislumbre da realidade da guerra.”

Camões & Companhia, 2011

Tradução de Luís Miguel Coutinho

publicado por marcia às 13:41
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