Sábado, 8 de Julho de 2017

Porto Editora - A Arte de Caçar Destinos, de Alberto S. Santos

A arte de caçar destinos.jpg

No próximo dia 13 de julho, a Porto Editora publica A Arte de Caçar Destinos, o novo livro de Alberto S. Santos. Antes de chegar às livrarias acontece a sessão oficial de lançamento, no dia 12 de julho, a partir das 21:30, no Jardim do Museu Municipal de Penafiel. Reconhecido pelos seus romances históricos de grande sucesso – de que são exemplo A Escrava de Córdova ou O Segredo de Compostela – o autor trilha novos caminhos em A Arte De Caçar Destinos. Dos lugares longínquos e costumes exóticos retratados em obras anteriores, as tradições e práticas mágico-religiosas de Portugal (mais concretamente, do norte do país) são o foco das misteriosas histórias deste livro. Nestes sete contos, em que o sobrenatural se insinua, vive o património da memória das festas ligadas aos ciclos agrários, dos rituais profanos conquistados pelas religiões instituídas, da essência da alma portuguesa e do imaginário coletivo. A Arte De Caçar Destinos é prefaciado pelo jornalista da TSF, Fernando Alves, que irá também conduzir a sessão de apresentação. Germano Silva, jornalista e historiador, assina o posfácio.

SINOPSE

Sete inquietantes histórias inspiradas no imaginário da tradição portuguesa. O sete significa a perfeição e a abertura ao desconhecido. Os olhos de Deus e as cabeças do Diabo. É este o místico número de histórias narradas em A Arte de Caçar Destinos, onde vidas normais são perturbadas pelo inexplicável e sobrenatural. Alberto S. Santos capta neste livro a essência da alma portuguesa que se preserva na tradição oral, nas festas dos ciclos agrários, nas práticas mágicoreligiosas, onde o sagrado e o profano se unem para a salvação das almas. Entre de mansinho neste sedutor jogo de sombras, maldições ancestrais, poções mágicas, vidas interrompidas e caçadores de fados, e descubra o seu próprio destino. Nem sempre a vida é o que parece. Nem sempre está completamente nas nossas mãos.

publicado por marcia às 22:34
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Domingo, 16 de Junho de 2013

O Segredo de Compostela - Alberto S. Santos - Opinião

 

Pela terceira vez escrevo sobre um livro de Alberto S. Santos. Desde “A Escrava de Córdova”, uma das melhores surpresas de sempre, que aguardo, com alguma expetativa cada novo título do autor.

No mínimo interessante, “O Segredo de Compostela” aguçou a minha curiosidade por um período histórico do qual sei pouco, principalmente no que refere ao território Ibérico. Século IV. Império Romano. “Luta religiosa” entre paganismo e o Cristianismo emergente. Este é o palco da história de Prisciliano, que conheci em criança e cujo fantástico percurso de vida me foi oferecido neste Romance Histórico.

Confesso que ao início tive dificuldade em reter todos os nomes dos protagonistas, não me familiarizei facilmente com os nomes romanos. A quantidade de informação histórica presente no princípio do livro também não é simples de assimilar, talvez por me ter deparado pela primeira vez com algumas destas temáticas. Contudo, apesar de por vezes a escrita elaborada do autor me fazer desejar frases mais simples, depressa fiquei presa à narrativa e ansiosa por saber o segredo de Compostela. Ou pelo menos saber qual o segredo que Alberto S. Santos descobriu após tão minuciosa e interessante pesquisa histórica.

O amor entre Prisciliano e Egéria prende desde o instante em que se conhecem, ainda crianças. Se afastados de início por diferenças religiosas, os seus percursos acabam por se cruzar e adensar à medida que Prisciliano descobre um novo caminho de peregrinação interior. O crescimento físico de Prisciliano é acompanhado por um forte crescimento espiritual, a possibilidade de viajar e de aprender fazem dele um ser que procura saber sempre mais, que busca constantemente o seu caminho. É um “buscador”, expressão utilizada no livro e que muito me agrada por todas as possibilidades que abarca; pela procura incansável da verdade.

Prisciliano converte-se ao Cristianismo e vê, na vida de Jesus, o caminho a seguir. Liberta o seu corpo de todos os vícios e interpreta os evangelhos de uma forma inovadora. Mas a verdade é que no século IV as “inovações” facilmente se confundiam com bruxaria, e os chamados então de Priscilianistas, à medida que convertiam fiéis à sua causa, semeavam discórdia e cultivavam inimigos. Demasiado à frente do seu tempo, Prisciliano, considerava que todos os seres humanos eram iguais, incluindo mulheres e escravos. Mas por muito que tais filosofias lhe tivessem precipitado o fim, a verdade é que foi uma intriga antiga que toda a vida assombrou Prisciliano e lhe ditou o fim comum a todos os profetas. A incrível atualidade desta situação fez-me pensar como hoje em dia muitas lutas se ganham e perdem por motivos que nada têm a ver com as causas.

O amor de Prisciliano e Egéria é, desde sempre, uma pedra no sapato de Ithacio Claro, que toda a vida promove a vingança por ter perdido a sua prometida. Ithacio usa de todas as suas artimanhas e influências para prejudicar Prisciliano e os seus seguidores.

Um grupo diferente que defende a comunhão com a natureza, a vida longe de excessos, a amizade, a bondade e uma total dedicação à religião. No contexto desta corrente religiosa Prisciliano e Egéria desenvolvem um amor diferente, longe dos desvarios carnais mas espiritualmente intenso, com uma grande componente mística e até telepática.

Decidi escrever este texto longo de propósito. Talvez não demasiado longo para quem goste de ler, mas certamente extenso para as velocidades do mundo virtual. Mas a verdade é que me encantei pelo percurso de Prisciliano, me deixei levar pelos seus princípios de vida tão simples e tão certos, em oposição à complexidade do dia-a-dia. Um livro delicioso, que relata uma história que deve mesmo ser contada, divulgada e partilhada.

Mais importante que saber quem secretamente está sepultado em Compostela, uma dúvida que só tem a importância que a fé de cada um lhe atribui, é conhecer o percurso de vida deste homem que só quis aprender e ensinar. Parabéns a Alberto S. Santos pela coragem de escrever sobre uma história que já estava escrita, que é toda verdade.

Lamentavelmente (ou não) só não gostei da capa. Altamente recomendado.

“Elpídio acompanhava a discussão com os olhos esbugalhados de interesse. Estava cada vez mais claro para Prisciliano que a viagem de Elpídio a Alexandria estava relacionada com uma intensa sede de sabedoria. E Prisciliano, um rapaz que todos consideravam brilhante, sentia-se cada vez mais insignificante ao contactar tais seres. Àquela hora da viagem já não era o mesmo Prisciliano que aportara no Eunostos, deslumbrado com a cidade desconhecida, acompanhando o tio Sabino na busca da cura. Agora, ele próprio se sentia doente. O verdadeiro doente. Sofria as dores da ignorância por assuntos debatidos pelas mais sábias pessoas do século. As questões ontológicas e metafísicas nunca haviam sido a sua prioridade. Mas o ar que respirava em Alexandria era diferente de tudo o que conhecia. Despertava-o interiormente para inquietações que não imaginaria existirem sequer. E estremecia por o acaso lhe ter concedido a benesse de o colocar entre gente tão sábia. Olhou para Elpídio e agradeceu-lhe intimamente por tudo o que estava a viver. A seguir, recordou Egéria. Sem perceber a razão, pressentiu uma corrente espiritual que o conectava com ela, ao mesmo tempo que um sobressalto interior.” (Pág. 164)

“Os lábios de Egéria tremelejaram e os olhos incharam. Abraçou Prisciliano, comovida. O silêncio apenas era cortado pelos difusos ruídos noturnos e pelos soluços femininos. Prisciliano continha as emoções, embora um torvelinho interior lhe gerasse fortes abalos. Sossegou a amada e convidou-a à meditação, como forma de comungarem as almas, naquele momento único e irrepetível. Fundidos num único enlaço, ela sentada no colo do amado, deixaram-se guiar por caminhos desconhecidos ao comum dos mortais. Na morada espiritual onde se encontravam, distantes do mundo físico, as almas arrebatadas encontraram o êxtase, o místico clímax que os fez estremecer interiormente. Quando terminaram o transe, pareceu-lhes ouvir um ruído exterior. Com a imaginação de um animal noturno nas redondezas, adormeceram em paz e cumplicidade, agarrados um ao outro.” (Pág. 322)

Sinopse

O dia 28 de janeiro de 1879 tinha tudo para ficar marcado na história da cristandade. Depois de dias suados de escavações na catedral de Compostela, foi encontrado o túmulo onde se acreditava que repousavam os ossos do santo apóstolo.

Mas... e se no destino final a que nos conduzem os místicos caminhos de Santiago se esconder um dos segredos mais bem guardados do Ocidente?

Prisciliano, líder carismático do século IV e pioneiro defensor da igualdade das mulheres e dos valores do Cristianismo primitivo, é a figura preponderante neste enigma secular. Comprometido com a força da sua espiritualidade, viveu no coração os sobressaltos de um amor proibido, envolto em ciúmes e intrigas.

Ainda que aclamado bispo pelo povo, Prisciliano tornou-se no primeiro mártir da sua Igreja, a quem a História ainda não prestou o devido reconhecimento.

Depois de extraordinárias revelações, descubra neste fascinante romance respostas às inquietações que atravessam os tempos:
Afinal, quem está sepultado no túmulo?
Qual o sentido atual das peregrinações a Santiago de Compostela?

Porto Editora, 2013

publicado por marcia às 02:08
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Quarta-feira, 8 de Dezembro de 2010

A Profecia de Istambul - Alberto S. Santos - Opinião

 

Esta foi mais uma daquelas leituras que ao início me assustou. De facto, é fácil desiludirmo-nos quando criamos expectativas muito elevadas. Li este ano “A Escrava de Córdova”, do mesmo autor, e confesso que adorei. Desde essa leitura e desde que soube do lançamento do “A Profecia de Istambul” que tenho esperado ansiosamente para o ler.

Este novo livro correspondeu às minhas expectativas e proporcionou-me horas de prazer numa leitura envolvente, graças uma escrita fluída mas rica, e a uma história com certeza fruto de uma grande pesquisa que, deduzo, foi feita com gosto e rigor.

A nível dos gostos pessoais a minha predilecção vai para os Romances Históricos, toca-me sempre a forma como é possível construir uma história com base noutra, real, e com séculos de existência. Já para não falar na quantidade de informação que podemos recordar, aprofundar e aprender. Neste caso o autor levou-me numa viagem no tempo e no espaço: século XVI, a diversos países que adorava conhecer, e meditar no presente sobre todo este passado que representa as nossas raízes.

Jaime, ainda adolescente no início do livro, tem à sua espera páginas de aventuras inimagináveis. O seu percurso começa em Córdova, mas uma série de acontecimentos precipitam uma longa viagem para locais bem distantes da sua realidade. Desde o Norte de África a Istambul, mas sempre com a sua Espanha natal em mente, Jaime é levado pelos acasos do destino num percurso sinuoso de duras escolhas.

O autor explora mais uma vez o tema da religião e da fé como ponto central da vida das personagens. De facto, na época assim era, a religião tinha uma peso dominante na sociedade, e a Inquisição um papel preponderante nas opções religiosas (na forma como muitos se viram forçados a renegar) e geográficas (quando a única solução era fugir).

Graças a uma caracterização isenta do que vou chamar correntes religiosas: Cristã, Judaica e Muçulmana, pude reflectir e aprender sobre alguns dos princípios que as regem. Achei curioso a Judia Grácia Nasi, sobre quem têm sido editados livros recentemente e, consequentemente se tem falado, ser também uma personagem desta história.

O percurso de Jaime é pautado pelo conflito interior e pela reflexão. A sua fé ultrapassa a lógica – perseguido pela Inquisição, abandonado pelo seu Rei, mesmo assim não consegue renegar totalmente às suas crenças e obter uma nova vida com promessas de sucesso profissional, social e familiar. Mas não só de religião são compostas as suas razões, o amor que sente por Rosa, já desde a adolescência, e o desejo de um dia possam ficar juntos, faz com que Jaime nunca se entregue completamente às opções que a vida lhe vai apresentando.

O romance entre Rosa e Jaime é descrito de uma forma muito bonita, dei por mim a “torcer” por eles durante toda a leitura. Gostei da forma como este amor está sempre presente, tão real, entre duas personagens que passam a maior parte do livro afastados.

Uma missão é entregue a Jaime. Ele segue-a cegamente, sem saber todos os motivos ou razões de certos actos, apenas por lhe serem pedidos por aqueles em quem confia. O autor explora muito bem a amizade verdadeira e altruísta, a meu ver uma raridade ou até uma utopia, sem dúvida um modo de fé nos outros muito difícil de encontrar hoje em dia.

À semelhança de Jaime o leitor percorre a narrativa envolvido no mistério, sem saber o porquê das perseguições, da tortura, ou das sociedades secretas. No final tudo se esclarece e faz sentido numa profecia que a história comprovará cumprida.

Um livro que me encheu as medidas, que recomendo, e do qual me apetece falar horas a fio.

Sinopse 

“Apenas um pequeno grupo de iluminados conhece o inquietante mistério associado à Lança do Destino que, em silêncio, atravessa séculos e milénios. As cidades de Istambul, Argel e Salónica do século XVI são o exótico cenário da luta entre o Bem e o Mal, onde nasce uma terrível profecia que ameaça o futuro da Humanidade.
A Profecia de Istambul é um empolgante romance que traz à cena os prodigiosos seres que transformaram a bacia do Mediterrâneo num fervente caldeirão cultural durante o Século de Ouro. Num tempo em que mudar de religião pode significar a ascensão social ou a fogueira da Inquisição, muitos são os homens e as mulheres permanentemente confrontados com as mais duras penas, e com a sua própria consciência, para que tomem a decisão das suas vidas.
Pelo meio de corsários, cativos, renegados, conquistadores e judeus fugidos dos estados ibéricos, entre um inviolável pacto e um perturbante mistério, emerge uma fascinante história de amor, que irá colocar à prova os valores mais profundos de um ser humano.
O que é mais valioso: o amor ou a salvação da Humanidade?”

Porto Editora, 2010

publicado por marcia às 18:02
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Sábado, 15 de Maio de 2010

A Escrava de Córdova - Alberto S. Santos - Opinião

 

Apenas recentemente me interessei por este romance, não que me tivesse passado despercebido quando foi lançado, mas foram de facto as notícias da sua edição Espanhola que acordaram a minha curiosidade para o ler. Trata-se de uma das minhas aquisições nesta Feira do Livro de Lisboa e, sem dúvida, uma excelente compra.

Logo de início, e com base na primeira análise estrutural do livro que sempre faço, detectei vários pontos positivos que foram sem dúvida um apoio fundamental na leitura: um mapa do território Ibérico da época; um glossário de termos religiosos e não só, ao qual recorri infinitas vezes; um esquema cronológico simples mas muito útil para contextualizar a acção.

Quem conhece as minhas opiniões e gostos sabe que poucos géneros literários me entusiasmam tanto como o Romance Histórico. Por permitir descobrir sempre coisas novas e aprofundar conhecimentos, por dar uma visão e perspectiva que não tinha ou na qual ainda não tinha pensado, este tipo de livros leva-me sempre numa viagem aos cheiros e emoções do passado. E foi de facto o que se passou neste caso. “A Escrava de Córdova” é, acima de tudo, um livro bem pensado e idealizado, respeita datas históricas, explica acontecimentos reais, e enquadra uma história de ficção que sentimos que pode mesmo ter acontecido.

Ouroana é uma jovem Cristã, nascida no ano de 976 d.c. na zona actual de Entre-os-Rios. No mesmo ano, mas a muitos quilómetros de distância, em Córdova, nasce Abdus. O destino destes jovens vai cruzar-se, o seu encontro fará com que ambos cresçam espiritualmente, pensem e reflictam acerca de Deus, dos costumes em que ambos foram educados e, no fundo, sobre as diferenças religiosas.

O autor consegue, a meu ver, fazer uma extraordinária análise e exposição do que representou para nós a presença Árabe no território que é actualmente Portugal e Espanha. De facto, uma civilização à frente do seu tempo, cujos avançados conhecimentos permitiram construir e manter um império. Desde conhecimentos de Engenharia, Medicina, passando pela importância dada aos registos históricos pela forma como mantinham bibliotecas e livros, até ao culto da beleza e dos cuidados com o corpo, a civilização Árabe era e é de uma riqueza inimaginável, somente perdida e deturpada pelo fundamentalismo que, já nessa época, a veio minando até aos dias de hoje.

Mas voltando ao percurso de Ouroana, é pelos olhos desta princesa Cristã, que por acasos do destino se torna escrava em território Andaluz, que nos é dado pensar sobre todas estas questões que fazem parte das nossas raízes e são extremamente marcantes para a história da humanidade. A saudade, o amor, a amizade marcam a vida desta jovem e, com o tempo, libertam-na de preconceitos para simplesmente procurar ser feliz. Conclusões simples mas profundas que numa sociedade sem maldade e com o verdadeiro objectivo de chegar a Deus, teriam evitado inúmeras guerras e catástrofes.

À parte a história de Ouroana destaco Ermígio. O amigo que, sentindo-se responsável pelo desaparecimento da jovem da sua terra natal, se lança numa odisseia de perigos para a recuperar para junto da família. A viagem de Ermígio é longa e sinuosa, mas é também uma aprendizagem e razão de profundo crescimento interior. Ao deslocar-se para sul vai conhecendo melhor a realidade da cultura muçulmana, vai-se deparando com costumes completamente novos e, inevitavelmente, vai sendo surpreendido com a inegável superioridade de alguns preceitos Árabes. No seu percurso conhece Ben Jacob, um Judeu que é descrito de forma primorosa, pois compreende todas as características habitualmente atribuídas a este povo, desde a aptidão para os negócios aos conhecimentos históricos que marcam uma religião milenar. Ben Jacob é a minha personagem favorita deste livro, o seu surgimento surpreendente nas mais diversas situações vem permitir que a reflexão religiosa e histórica se alargue e adense. Cristãos, Árabes e Judeus. Diferentes perspectivas do mesmo Deus?

Este é simplesmente dos melhores livros que li.

 Sinopse

“A Escrava de Córdova segue a vida de Ouroana, uma jovem cristã em demanda pela liberdade e pelo seu lugar especial no mundo. Confrontada com as adversidades do tempo em que lhe foi concedido viver, e em nome do coração, a jovem terá de questionar a educação, as convicções e a fé que sempre orientaram a sua existência. Será, por entre a efervescência das mesquitas e o recato das igrejas granÌticas da sua terra, que a revelação por que tanto almeja a iluminará.
Uma história inolvidável de busca de felicidade que tem lugar nos séculos X-XI, numa época pouco tratada pela Historiografia oficial e mesmo pela ficção romanceada. Um pretexto para uma brilhante explicação sobre o caldo cultural e civilizacional celto-muçulmano dos actuais povos peninsulares e uma profunda explanação sobre as origens, fundamentos e consequências da conflituosidade étnico-religiosa que hoje, tal como no distante ano 1000, ainda grassa no mundo.
Alberto S. Santos, com rigor histórico e descrições impressivas, revela-nos a mentalidade, a geografia, o quotidiano urbano, as concepções religiosas, a fremente História do dobrar do primeiro milénio, e, sobretudo, a intensidade com que se vivia na terra onde, mais tarde, nasceram Espanha e Portugal. Dá-nos ainda a conhecer o ângulo mais brilhante, mas também o mais duro e cruel, da civilização muçulmana do al-Andalus.”

Prefaciado por José Rodrigues dos Santos e com revisão científica do arabista Rui Santos e do escritor Adalberto Alves, especialista em cultura árabe.

 “Uma teia ficcional muito interessante, carregada de cenas emocionantes, de magia medieval e mitos antigos, bem como de explicações eruditas. Lê-se com prazer e permanente curiosidade e ultrapassa, por essa mensagem, o vulgar romance histórico.” Urbano Tavares Rodrigues

 “… reconfortante, para quantos sentem o fascínio da Idade Média, tempo de luz e de espiritualidade, que não de trevas, como vulgarmente se diz, ver surgir mais um autor português que, com talento, contribui para resgatar do olvido a época de ouro que foi, no nosso território, a do Gharb al-Andalus.” Adalberto Alves, escritor, jurista e conferencista

“Notável e intelectualmente irrepreensível.” Expresso

“Ler este romance fez-me lembrar Amin Maalouf e O Périplo de Baldassare. Aqui vemos o mesmo gosto pelo detalhe e pelo pitoresco, num livro escrito com tanta alma que nos faz desejar ler sempre a próxima página.” José Rodrigues dos Santos, escritor e jornalista

“A Escrava de Córdova apresenta uma sólida documentação histórica, aliada a uma intriga interessante e bem modelada, quer ao nÌvel das personagens, quer ao nÌvel das descrições e da reconstituição dos ambientes.” Maria de Fátima Marinho, Professora Catedrática

“A Escrava de Córdova tem como tese a convivência entre muçulmanos e cristãos (e também judeus), propondo a ideia de um Deus único que se manifesta culturalmente de formas diferentes.” Pedro Sena-Lino, escritor e crítico literário

Porto Editora, 2008

publicado por marcia às 12:12
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