Sábado, 5 de Novembro de 2011

Sextante Editora - Ficção - 'A harpa de ervas', de Truman Capote

 

A Sextante Editora publica, a 10 de novembro, A harpa de ervas, um dos mais importantes romances do americano Truman Capote.

Inspirada nas suas memórias de infância, em Alabama, Capote apresenta-nos a história de um rapaz de 11 anos que, após a morte dos pais, vai viver para casa das irmãs Talbo, até que uma zanga entre elas o faz ir morar numa casa na árvore.

Um livro apaixonante «para reler. Como um texto sagrado ou um conto de fadas. Até ao fim da vida». (Ana Teresa Pereira, Público)

SINOPSE

Quando é que ouvi falar pela primeira vez da harpa de ervas? Muito antes do outono que passámos na amargoseira; num outono anterior, portanto; e, como não podia deixar de ser, foi Dolly quem me contou, pois mais ninguém se lembraria de lhe chamar isso, uma harpa de ervas.

O narrador e protagonista desta maravilhosa história, Collin Fenwick, é órfão e tem onze anos quando vai viver para a casa das duas irmãs Talbo. História emocionante de desadaptados, inspirada numa memória de infância, A harpa de ervas é o terceiro romance de Truman Capote, originalmente publicado em 1951.

O AUTOR

Truman Capote nasceu em Nova Orleães no dia 30 de setembro de 1924. Ganhou por duas vezes o O. Henry Memorial Short Story Prize e foi membro do National Institute of Arts and Letters. Escreveu, entre outros, os romances Boneca de luxo, A harpa de ervas e a obra-prima A sangue frio. Morreu a 25 de agosto de 1984.

Em 2008, a Sextante Editora publicou os seus Contos completos, e em 2010 o romance Outras vozes, outros lugares, uma das primeiras obras em que se expõe abertamente o tema da homossexualidade e que recebeu os aplausos da crítica internacional, assegurando a Capote um lugar entre os principais escritores americanos do pós-guerra.

Título: A harpa de ervas

Autor: Truman Capote

Tradutor: Paulo Faria

Págs: 152

PVP: € 16,60

publicado por marcia às 15:19
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12 comentários:
De Carlos Manuel Lopes da Silva a 8 de Novembro de 2011 às 11:43
Não conhecia mas fiquei empolgado com este breve resumo e, o facto de ser do conceituado Truman Capote, é claro que teve o seu peso.

Provavelmente a minha próxima aquisição e ainda uma das próximas leituras ainda a iniciar este ano.

(Por curiosidade, comecei a ler no Domingo, "o apocalipse dos trabalhadores", de valter hugo mãe".
Após 50 páginas lidas, posso dizer que estou a gostar, principalmente pela hilaridade do enredo. A qualidade da escrita não é má, pelo contrário mas, tendo lido antes "O Grande Gatsby" de Scott Fitzerald, a diferença é notória...).

De marcia a 13 de Novembro de 2011 às 23:09
Carlos, terminei recentemente "O Filho de mil homens" de Valter Hugo Mãe e gostei muito. Tenho muita curiosidade por esse "o apocalipse dos trabalhadoes", podes falar-me um pouco mais do livro? Obrigada.
De Carlos Manuel Lopes da Silva a 14 de Novembro de 2011 às 11:13
Bom dia Márcia,

Ainda não terminei de ler "o apocalipse dos trabalhadores" mas não me falta muito (cerca de 40 páginas).

Estou a gostar bastante e aconselho-a a ler.
O livro é hilariante e, tal como o título indica, as diversas histórias que se cruzam e convergem, estão ligadas a trabalhadores com vidas difíceis.

Há 2 mulheres-a-dias, uma delas casada com um marido que não ama e que, para sua sorte, passa períodos longos no alto-mar, numa embarcação pescatória. Enquanto está em casa, Maria da Graça vai envenenando lentamente e sem qualquer remorso, Augusto, o marido, com algumas gotas de lixívia na sopa...

Maria da Graça trabalha 4 dias em casa do Sr. Ferreira, um homem rico e culto que se mete com a mulher-a-dias e por quem esta acaba por se apaixonar.

A melhor amiga de Maria da Graça, Quitéria, também mulher-a-dias, leviana e sem pudor, após várias experiências sexuais com vários homens, acaba por se apaixonar por Andryi, um ucraniano de 23 anos que veio para Portugal à procura de melhor sorte que a que tinha no seu país.

Andryi é filho de Sasha, um homem profundamente perturbado pela guerra e com fortes problemas psíquicos, e de Ekatrina, uma bondosa mulher que tudo faz pela família mas que vê a sua saúde deteriorar-se face à doença do marido e à ausência do filho.

Maria da Graça e Quitéria dedicam-se também a fazerem de carpideiras em funerais, ganhando 50€ em cada sessão, ordando que Quitéria compara ao de um médico...

Há também um cão chamado Portugal, uma sátira ao nosso país, o "saco de pulgas" ignorado e carente, sempre à espera de atenção...

Mais não conto, porque arrisco-me a provocar em Márcia o efeito contrário ao que pretendo, que é precisamente aliciá-la a ler este hilariante livro.

Antes de finalizar, deixo-lhe uma divertida passagem que li ontem:

"eu entenderia que deus fosse uma neoblanc azul denso-activa com pernas e braços e uns olhos a sairem daqui de dentro porque é muito bonita não respinga e cumpre a sua função como nenhuma outra.".

Cumprimentos,
Carlos Manuel
De Carlos Manuel Lopes da Silva a 14 de Novembro de 2011 às 16:55
Ordenado e não "ordando"...
Peço desculpa mas este é o resultado de tentar escrever durante o trabalho, com outras actividades à mistura.
De Carlos Manuel Lopes da Silva a 17 de Novembro de 2011 às 10:32
Olá Marcia,

Decidiu-se a ler "o apocalipse dos trabalhadores" ou ainda não?

Terminei-o anteontem e posso dizer que gostei muito.

O livro, acima de tudo, divertiu-me. Penso que é a característica mais vincada desta obra: o de ser hilariante e muito criativo.
Li-o numa semana e 2 dias, havendo dias, aqui pelo meio deste espaço de tempo em que nem sequer tive oportunidade de lhe pegar. Isto, para demonstrar que me prendeu completamente a atenção, viciando-me
Talvez por isso tenha ficado com uma ligeira sensação do autor ter apressado um pouco o enredo no final do livro, por forma a terminar a história. Quer-me parecer que eu é que não queria terminar o livro!

No fundo, além das vidas difíceis de pessoas do povo com trabalhos precários, este livro aborda a vida e, principalmente, a morte. A morte é, de facto, um assunto explorado neste livro, penso que é a sua essância.

Gostei tanto do "apocalipse dos trabalhadores" que na passada 2ª feira já comprei outro livro deste autor, "o remorso de baltazar serapião".

Espero ter conseguido convencer a Márcia a ler "o apocalipse dos trabalhadores" e que em breve possa ter o prazer de ler alguns comentários seus sobre esta obra.

Fico a aguardar ansiosamente.

Abraço,

Carlos Manuel Lopes da Silva

PS: Comprei também "A Harpa de Ervas", este livro que aconselha de Truman Capote. Vou começar a lê-lo hoje.
De Carlos Manuel Lopes da Silva a 17 de Novembro de 2011 às 10:35
"essência" e não "essância"!!!... Peço desculpa pelos erros e gralhas na escrita (agora que reli o comentário anterior que publiquei, apercebi-me que tem imensas gafes!).
São consequências de escrever durante o trabalho.
De marcia a 18 de Novembro de 2011 às 02:52
Carlos, muito obrigada pelos seus tãointeressantes comentários. Quanto ao "Apocalipse dos Trabalhadores" está mais do que decidido que o quero ler. Não sei é quando pois o tempo nunca é suficiente e os livros na estante para ler já são bastantes... quanto ao "remorso de baltazar serapião" já li maravilhas...mais um para a lista!
Truman Capote nunca li. Espero que goste.
De Carlos Manuel Lopes da Silva a 21 de Novembro de 2011 às 10:41
Bom dia Márcia,

Só para lhe dizer que comecei a ler este "A harpa de ervas" e a minha opinião é óptima.
Para lhe dar uma noção, ontem peguei no livro alguns minutos antes das 18h e estive quase 3 horas a ler. Já ultrapassei a metade do livro...
Está muito bem escrito, as personagens são interessantíssimas e a história envolvente.

Tal como é mencionado na sinopse do livro, a história desenrola-se à volta de um rapaz que ficou órfão aos 11 anos, Collin Fenwick e que foi viver com 2 tias solteiras, Dolly e Verana. Ambas vivem numa grande casa, da abastada Verana, com um sótão, onde Collin passa algum tempo a observar por entre as tábuas do soalho, as vivências nos compartimentos da casa.

Verana, de feitio difícil, passa a maior parte do tempo sozinha, no quarto, enquanto Dolly e a sua melhor amiga Catherine (que trabalha nesta casa, morando numa casa anexa a esta) fazem da cozinha a sua sala-de-estar. Collin adora aqui estar com elas.

Dolly dedica-se a preparar e comercializar, em baixa escala, um xarope cuja receita lhe foi confiada por uma cigana e que Dolly não partilha com ninguém.

Certo dia, a irmã Verana e um comerciante ambicioso, tentam convencer Dolly a enveredar pelo seu plano de comercialização em grande escala do xarope, tendo Dolly, para isso, de partilhar a receita secreta.
Este facto suscita uma discussão entre as irmãs, terminando com Dolly a comunicar a Verana que sairia de casa.

No dia seguinte, bem cedo, Dolly, Catherine e Collin abandonam a casa de Verana e, sem alternativa e com pouco dinheiro no bolso, vão para uma casa de madeira, numa árvore de um bosque, construída há váriaas décadas por crianças.

Entretanto, após Verana ler a breve carta de despedida que a irmã Dolly lhe deixou, o xerife, o juiz e vários autóctones vão até à casa de madeira para trazerem os 3 de volta a casa de Verana.
A missão acaba sem sucesso mas o juiz junta-se ao grupo, bem com Riley e os 5 acabam por passar a noite na casa da árvore. Contam-se confidências e surge um clima íntimo entre eles...

Estou tão empolgado que anseio por chegar o momento em que posso ler mais um pouco... Infelizmente só no final do dia, momentos antes de adormecer.

Altamente aconselhável, a leitura deste livro!
De marcia a 27 de Novembro de 2011 às 15:42
Carlos, que posso dizer? O seu entusiasmo é contagiante. Faltam-me no meu dia-a-dia pessoas assim com quem falar e discutir livros. Por isso iniciei este blogue, pela enorme paixão que tenho pelos livros e pela necessidade de partilhar experiências. Continue, aprecio muito os seus comentários.
Com esse ritmo já deve ter terminado o livro. O que achou? Quer escrever uma opinião sobre este leitura? Nunca publiquei aqui no blogue uma opinião de um leitor que não eu, quer aceitar este desafio?
De Carlos Manuel Lopes da Silva a 29 de Novembro de 2011 às 10:54
Fico satisfeito por poder transmitir o entusiasmo das minhas leituras e ainda mais fico por ter encontrado alguém que goste tanto como eu de partilhar as suas experiências literárias!

A minha passagem neste blog tornou-se obrigatória no meu subconsciente e, mesmo atulhado de trabalho (é o caso actual), tenho de cá vir espreitar a correr...

Quanto ao desafio que a cara Márcia me lançou, bem, é uma responsabilidade não desiludir a Márcia nem os leitores deste magnífico blog mas agradeço o convite e a amabilidade do gesto.

Como lhe disse no último comentário que fiz, esta tarde viajo em trabalho e só regresso na próxima 5ª Feira à noite. Ainda que queira aproveitar ao máximo o tempo gasto nas deslocações e nos períodos que passo sozinho, para ler, não sei se terei disponibilidade para me dedicar a escrever um artigo "com pés e cabeça" para o planetamarcia.

Resumindo, aceito o desafio, no entanto, infelizmente, não posso garantir a data em que o poderei concretizar.
A amiga Márcia poderá aceitar esta condicionante?

Sobre a "Harpa de Ervas", sim, já terminei o livro, como a Márcia suspeitava. Isso aconteceu no passado Sábado de manhã.
Desde essa altura, até hoje, ainda não inicei nenhum outro livro e, um dos motivos, foi o facto de querer prolongar a proximidade das personagens de "Harpa de Ervas" por mais algum tempo, na minha memória e no coração. Como uma digestão mais demorada para prolongar a sensação de satisfação
por mais tempo.

Abraço,
Carlos Manuel
De marcia a 1 de Dezembro de 2011 às 22:32
Carlos os seus elogios encantam-me. Fico feliz por aceitar o desafio, não tem data limite, esteja à vontade. Envie-me um e-mail, combinamos mais detalhes.
Beijinhos,
Márcia
De Carlos Manuel Lopes da Silva a 2 de Dezembro de 2011 às 09:45
Obrigado!
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