Quinta-feira, 15 de Junho de 2017

Granta Portugal 9 - Comer e Beber - Opinião

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Assino a Granta Portugal há um ano. Semestralmente têm vindo para a estante os exemplares lindíssimos, como de resto o são todos os livros da Tinta-da-China, desta publicação a que ouço chamar revista literária.

Não é o que habitualmente chamo de revista, por isso a Granta é, para mim, um livro. Um livro de histórias, como devem ser os livros, partilhadas a várias mãos. Gosto da variedade e da liberdade de não respeitar a ordem dos textos, de descobrir autores dos quais ainda não tinha lido nada, e de ficar com vontade de conhecer melhor.

A Granta 9 tem uma colecção de textos espectacular o que a torna tão gulosa como o tema, Comer e Beber. Marcaram-me especialmente os escritos de Ana Margarida de Carvalho (Última Ceia), de Sousa Jamba (Açúcar no sangue) e de Luís Afonso (Chez Hippolyte). A banda desenhada (Sleepwalk-Filipe Melo, Juan Canvia) no lugar do habitual ensaio fotográfico agradou-me muito e, não sendo possível manter os dois, pendo para a narrativa gráfica.

Para ler sem pressas quando apetece fugir por uma história.

Comam, bebam e leiam.

publicado por marcia às 22:40
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Domingo, 11 de Junho de 2017

A Oeste Nada de Novo - Erich Maria Remarque - Opinião

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Mais um que já estava na estante há algum tempo. Uma edição muito bem conseguida da Camões & Companhia (Saída de Emergência), com uma capa sóbria de que gosto muito. Comecei a leitura com algum receio quendo percebi que se trata de uma tradução da tradução inglesa e, honestamente, tive pena de não ter reparado nisso quando o comprei, mas li-o muito bem e considero-o uma daquelas leituras inesquecíveis.

O melhor de deixar um pouco de lado as novidades e pegar em livros escritos há mais tempo, é que surgem sempre algumas opiniões de quem já leu determinado livro há alguns anos. E o tempo, meus amigos, lá confere a qualidade dos melhores, deixando arrumados em outras gavetas as obras que não sobrevivem a esse escrutínio. Tudo isto para dizer que quero fazer mais leituras de livros que o tempo, e os leitores, salvam. Espero, ainda este ano, ter a oportunidade de descobrir outras obras intemporais.

E o que escrever sobre A Oeste Nada de Novo que não tenha sido já escrito ou dito? Não sei, nem sinto que tenha algo de novo a acrescentar, contudo conto-vos sobre a escrita maravilhosa, escorreita e fluída, como quem fala, com um quê de musicalidade, que poderá ser uma melodia de fundo. Gostei dos sentimentos, da forma como um livro sobre as trincheiras mergulha tão profundamente na alma humana, como num livro sobre a guerra sobressaem a amizade e a camaradagem, como esta leitura me encantou pela simplicidade e proporcionou a vontade de prosseguir virando páginas.

Gosto de livros assim, que parecem fáceis e podem ser lidos com destreza mesmo pelos leitores mais jovens, mas que, de alguma forma, encerram esse grande segredo só ao alcance de alguns autores: proporcionar um enorme prazer na leitura.

Sinopse

“Nas trincheiras, os rapazes começam a tombar em combate um a um... Em 1914, um professor chauvinista leva uma turma de estudantes alemães - jovens e idealistas - a alistar-se para a «guerra gloriosa». Todos se alistam, movidos pelo ardor e pelo patriotismo próprios da juventude. Porém, o seu desencanto começa durante a recruta brutal. Mais tarde, ao embarcarem no comboio de campanha que os levará à frente de combate, veem com os próprios olhos as feridas terríveis sofridas na linha da frente... É o seu primeiro vislumbre da realidade da guerra.”

Camões & Companhia, 2011

Tradução de Luís Miguel Coutinho

publicado por marcia às 13:41
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Sábado, 10 de Junho de 2017

Casa das Letras - Seja feita a tua vontade, de Paulo M. Morais

Seja Feita a Tua Vontade.jpg

Um médico octogenário, cansado de lutar contra os bichos que imagina devorarem-lhe o corpo, decide que não quer continuar a viver. Metódico e informado, prepara a sua morte: ocupa um quarto da casa, comunica à família as suas intenções e deixa, pura e simplesmente, de se alimentar. Apesar do choque inicial que a notícia provoca, um dos netos resolve ajudá-lo a cumprir a sua última vontade. Visita-o diariamente, e as horas que passam juntos a rememorar o passado e a conversar sobre os tempos que se aproximam constituem uma terna despedida, uma espécie de luto pacificado.

Mas eis que, numa reviravolta inesperada, o médico acorda um dia com uma súbita vontade de viver… E essa atitude intempestiva, em lugar de representar um alívio, abala a já conquistada serenidade, dando lugar a uma convulsão em que mesmo o afeto é posto em causa.

Num momento em que a eutanásia e a qualidade de vida dos mais velhos estão na ordem do dia, o autor constrói neste romance uma narrativa fulgurante que nos leva a pensar como a família – e a sociedade – se deve estruturar para lidar com a morte próxima de um dos seus elementos.

Nas livrarias a 13 de Junho

publicado por marcia às 10:00
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Sexta-feira, 9 de Junho de 2017

Um segredo bem guardado - Tatiana de Rosnay - Opinião

umsegredobemguardado.jpg

Fiquei bastante desapontada com este livro, infelizmente. Depois da leitura de Chamava-se Sara, que adorei, estava muito expectante em relação a este Um Segredo bem guardado. É mais um para a série “gostava de ter gostado” e, talvez por isso, o tenha lido até ao fim, sempre à espera de uma aguardada reviravolta que me prendesse às páginas de modo compulsivo, como aconteceu com o livro anterior.

Mas tal não sucedeu e este é mais um exemplo em que o peso das expectativas não permite que se disfrute de uma leitura, assim como o peso de Chamava-se Sara, que foi sempre uma sombra comparativa da qual não me consegui libertar.

É difícil construir um enredo tão arrebatador como o do livro anterior, por todas as condicionantes que o cenário da II Guerra Mundial permite, assim como pela sua envolvência, pelo que é difícil não achar este livro bastante inferior. Apesar da aura de mistério e suspense que a sinopse promete, o “segredo bem guardado” é óbvio desde as primeiras páginas. Confesso que prossegui a leitura esperando que houvesse mais qualquer coisa para revelar, algo bombástico para abanar o livro. Mas não. O que tive à minha espera foi uma sucessão de dramas familiares e pessoais bastante banais.

Além de ter ficado bastante aquém do que prometia, os graves erros de tradução e revisão tornaram, em alguns trechos, a leitura dolorosa.

Sinopse

“O que sabemos realmente sobre aqueles que amamos?
Tudo começou num fim-de-semana junto ao mar. Antoine Rey pensava que tinha preparado a surpresa perfeita para a celebração dos 40 anos da irmã Mélanie: uma viagem à ilha de Noirmoutier, onde ambos tinham passado muitos Verões felizes na infância. Um lugar impregnado de recordações felizes mas também de memórias de pessoas queridas que partiram. O que Antoine não poderia imaginar é que o regresso à ilha teria consequências tão devastadoras. A beleza do lugar desperta em Mélanie memórias de um acontecimento perturbador ocorrido no último Verão que haviam passado na ilha.
Na viagem de regresso a Paris, Mélanie ganha finalmente coragem para contar ao irmão aquilo que sabe, mas é tal a comoção que perde o controlo do carro. O complexo segredo que Mélanie queria partilhar parece assim ficar sepultado para sempre. Mas, na verdade, os segredos de família regressam sempre. E podem ser explosivos. Simultaneamente história de amor, mistério, drama e comédia, Um Segredo Bem Guardado explora com sensualidade e delicadeza as relações entre irmãos, entre pais e filhos, entre amantes, resultando numa narrativa tão emocionante quanto reveladora."

Objectiva, 2012

Tradução de Teresa Machado

publicado por marcia às 13:17
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Quinta-feira, 8 de Junho de 2017

Novidade Sextante Editora - O motorista de autocarro que queria ser Deus e outras histórias, de Etgar Keret

O motorista de autocarro que queria ser Deus_07-06

Depois de Sete anos bons, a Sextante publica a 8 de junho O motorista de autocarro que queria ser Deus e outras histórias, um dos grandes êxitos do escritor contemporâneo israelita Etgar Keret, traduzido diretamente do hebraico. Escrita numa linguagem viva e coloquial, esta é uma antologia de histórias curtas onde o fantástico invade a realidade, misturando-se nela e conferindo a cada episódio um misto de humor e violência surrealizantes. As crises pessoais, os dramas quotidianos e a miséria humana são assim ilustrados em micro-contos de terror, por vezes macabro, não sendo no entanto mais assustadores do que o próprio real que representam. Numa mescla de horror real e horror absurdo, e com o seu inesgotável sentido de humor característico, Etgar Keret apresenta-nos anjos incompetentes, mágicos azarados, homens peludos que são excluídos da sociedade, entre muitas outras histórias incríveis.

Já está disponível e eu não quero perder!

publicado por marcia às 13:13
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Terça-feira, 6 de Junho de 2017

Vozes de Chernobyl - Svetlana Alexievich

vozesdechernobyl.jpg

Receio não ter palavras para descrever esta leitura. Mas ficarão sempre comigo as palavras de quem sobreviveu ao desastre de Chernobyl. Cru e impiedoso como a verdade que, mesmo escondida, emerge em livros como este. Svetlana Alexievich deixa que as vozes falem nas páginas deste livro, e eu considero que é nosso dever ouvi-las. Porque há demasiadas histórias que ficam por contar, e sobre Chernobyl há muito para saber.

Custou-me cada página. Não é ficção. Aconteceu. Leiam!

Aproveito para divulgar a tertúlia Elsinore, com Dulce Maria Cardoso, dedicada a este livro. É já no dia 14 de Junho pelas 21h00, no espaço 20|20 Editora, na Feira do Livro de Lisboa. Moderação de Ricardo Duarte.

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Sinopse

“Vozes de Chernobyl é a mais aclamada obra de Svetlana Alexievich, Premio Nobel de Literatura 2015, tida como o seu trabalho mais duro e impactante.
A 26 de abril de 1986, Chernobyl foi palco do pior desastre nuclear de sempre. As autoridades soviéticas esconderam a gravidade dos factos da população e da comunidade internacional, e tentaram controlar os danos enviando milhares de homens mal equipados e impreparados para o vórtice radioativo em que se transformara a região. O acidente acabou por contaminar quase três quartos da Europa.
Numa prosa pungente e desarmante, Svetlana Alexievich dá voz a centenas de pessoas que viveram a tragédia: desde cidadãos comuns, bombeiros e médicos, que sentiram na pele as violentas consequências do desastre, até as forças do regime soviético que tentaram esconder o ocorrido. Os testemunhos, resultantes de mais de 500 entrevistas realizadas pela autora, são apresentados através de monólogos tecidos entre si com notável sensibilidade, apesar da disparidade e dos fortes contrastes que separam estas vozes.”

Elsinore, 2016
Prefácio de Paulo Moura e tradução de Galina Mitrakhovich.

 

publicado por marcia às 23:57
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Segunda-feira, 5 de Junho de 2017

Revista Inominável #8

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Já chegou e está disponível para leitura aqui, através do dispositivo mais à mão!

Descubram as novas participações e as do costume, leiam, leiam, leiam tudo! Um miminho especial de boas-vindas à Inominável Isaura Pereira, do blogue Jardim de Mil Histórias, companheira das andanças blogo-literárias e uma leitora cujas opiniões muito estimo. Descubram-na na página 82, Ela promete Ler o Mundo!

Partilho aqui o meu texto para o Anexo (pág.70) desta edição:

 

A Terapia dos Livros

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Recentemente têm surgido alguns “consultórios literários” e também livros que difundem a ideia de terapêutica através da leitura. Pessoalmente este conceito não me oferece nada de novo, pois eu já me “automedico” com livros há muitos anos. Sei por experiência o efeito que um livro que me agrada tem no meu bem-estar mas, inevitavelmente, e por ter a leitura como uma actividade tão pessoal, hesito em acreditar sem reservas nos “médicos dos livros”.

Já li sobre consultas online e também sobre consultórios fora do espaço virtual, o que não deixa de me surpreender numa época em que todos nos afastamos fisicamente, tendendo a preferir a comodidade das ligações no ciberespaço. Folheei um livro que é um verdadeiro compêndio de mezinhas, substituindo a camomila, a tília e demais plantas ou substâncias por géneros literários, autores ou mesmo títulos concretos, recomendados para distintas maleitas.

Aprecio todas as formas de promover a leitura e sei que os livros que nos preenchem são inevitavelmente uma forma de bem-estar, mas poderá alguém que não me conhece opinar sobre o livro que me fará recuperar de uma constipação? Não me parece. Até porque, por muito que um livro afaste indisposições, não lhe reconheço capacidade de atenuar febre e pingo do nariz. Ou seja, reconheço o potencial da literatura em processos de atenuação de mal-estar mas, como com qualquer banha da cobra, há que estar de pé atrás e não se deixar levar por milagres. Inevitavelmente, acho piada a esse tipo de compêndios (como não gostar de uma medicina dos livros ou dos médicos que prescrevem literatura?), mas arrisco a manter o meu próprio receituário.

Possivelmente estas “consultas” serão proveitosas para quem se inicia na leitura e terá necessidade de orientação. Mas não poderão as bibliotecas ter esse papel? Não será mais inteligente (e mais barato) procurar essa orientação na biblioteca junto de quem (supostamente) ama os livros e lhes dedica os seus dias? Até porque existe a possibilidade de levar livros para casa e fazer todos os testes terapêuticos que se desejar sem custos. Parece-me uma aposta vencedora. Assim como frequentar livrarias, aquelas lojas que vendem livros (só livros) e têm senhores e senhoras chamados livreiro(a)s, que devem ser dos nossos melhores amigos e inestimáveis conselheiros. Melhor que o sofá do psicólogo será tomar assento na livraria, escolher uma pilha de livros e seleccionar romances, contos, ensaios, poesia com a ajuda desse mestre que o(a) livreiro(a) deve ser na vida de um leitor.

Quando me perco por estas reflexões acabo por me entristecer com as tentativas de fazer negócio de algo tão pessoal e fundamental ao crescimento interior de cada um. Mais do que uma posologia diária, um livro é uma arma de enriquecimento individual com um poder único. Pensará por si um leitor que lê o que lhe impingem com a desculpa da cura? Ou será mais forte e imune aquele que procura o seu caminho numa perspectiva de tentativa e erro? Aquele que tanto adora como odeia um livro, que tanto o lê de modo compulsivo como tem ganas de o atirar janela fora. Aquele que pensa e defende convicções. Aquele que segue o seu caminho, mesmo quando o desvio do rebanho é inevitável.

Todos ganhamos em ser, pelo menos uma vez, a ovelha negra de um grupo. Significa que temos a capacidade de fazer escolhas, de dizer não, neste caso específico temos a liberdade de escolher o que nos alimenta a alma. Dessa forma acredito na cura pelos livros. De outro modo será apenas comprar um bilhete para a viagem que toda a gente faz. Eu por mim gosto de descobrir novos destinos.

publicado por marcia às 11:53
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