Domingo, 26 de Outubro de 2014

Lançamento do livro Vagas e Lumes, de Mia Couto - 30 outubro (quinta-feira), 18h30, Livraria LeYa na Buchholz, em Lisboa

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publicado por marcia às 23:31
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Sábado, 25 de Outubro de 2014

Planeta - Ethel - Amanhã em Lisboa, de Cesário Borga

ETHEL_ PR.jpg

Uma história de paixão, amor e vingança, com uma heroína poderosa: uma mulher que se reinventa e enfrenta o perigo para vir ajustar contas com o passado.

Um retrato da Lisboa dos primeiros anos da década de 1940, um ninho de espiões e de cruzamentos de interesses dos poderosos do regime ditatorial.
Uma leitura de grande rigor histórico, que muitos leitores reconhecerão.
Em plena guerra, uma jovem foge de Lisboa em 1941, a bordo de um navio que não chegará ao destino, afundado por submarinos alemães.
Vinte anos depois, em 1961, uma bela mulher chega a Lisboa em 1961, decidida a acertar contas com o seu passado e com a perda irreparável de um amor.
No tempo marcado por esta fuga e esta chegada, Ethel, Amanhã em Lisboa é uma história de amor entre uma judia e um traficante de volfrâmio que começa em Canfranc, a famosa estação ferroviária nos Pirenéus, posto de fronteira francoespanhola, controlado pelos alemães durante a II Guerra Mundial, mas por onde refugiados judeus, espiões, intelectuais, artistas e escritores banidos tentam, apesar de tudo, a fuga para território livre.
Tomar o comboio para Lisboa é visto por Ethel, 18 anos, holandesa, judia de ascendência portuguesa em fuga desde Paris, como um perigoso e arriscado passo para um amanhã cintilante de liberdade e para uma existência feliz ao lado da paixão de uma vida: Edgar.
Mas em Lisboa, os alemães e os negociantes de volfrâmio adstritos às forças do regime fazem-nos regressar à condição de fugitivos.

Os anos como correspondente da RTP em Espanha (1998-2005) permitiram a Cesário Borga (Torres Novas, 1944) uma relação muito pessoal com os grandes momentos da história recente daquele país, entre os quais a guerra civil, uma ferida que continua aberta, tal como as ondas de choque desse acontecimento com Portugal.
O fascínio pelas histórias dentro da História resulta da eterna obsessão de um repórter com mais de 40 anos de actividade, desde os tempos da Flama no final dos anos 60, às passagens por A Capital (1970), Diário de Lisboa (1972), O Jornal (1980), à televisão (1974-2010), onde a pesquisa, a acção, a modelação das imagens e dos sons estiveram sempre dirigidas para a produção de notícias e reportagens.
Pelo mesmo diapasão se orientaram outras aventuras: a participação como guionista na longa-metragem Solo de Violino, de Monique Rutler (1990), a co-autoria do livro O Movimento dos Capitães e o 25 de Abril (1974 e 2001)
e a participação em trabalhos de investigação sociológica, no ISCTE, sobre o perfil dos jornalistas portugueses.
Depois de O Agente da Catalunha (2012), Ethel – Amanhã em Lisboa confirma o surgimento de um novo autor de ficção.
232 páginas

PVP: 16,50 €
Disponível a partir de 29 de Outubro

publicado por marcia às 00:34
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Quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

Passatempo - O Tigre – Uma História Real de Vingança e Sobrevivência, de John Vaillant.

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O planetamarcia apresenta mais um passatempo.

Com o apoio da Editorial Presença, que desde já agradeço, podem ganhar 1 exemplar de “O Tigre – Uma História Real de Vingança e Sobrevivência”, de John Vaillant.

Só têm de dizer que prémio recebeu este livro no Canadá.

O Passatempo decorre até às 23h59 do próximo dia 2 de Novembro.

As respostas deverão ser enviadas para o e-mail marciafb@net.sapo.pt , sempre com informação de nome e morada. O nome do premiado será anunciado aqui no blogue; o vencedor será também informado por e-mail.

Serão apenas aceites participações de residentes em Portugal, e uma por participante e residência.

Podem pesquisar aqui.

O envio do prémio é da responsabilidade da Editorial Presença.

Boa sorte a todos! Participem!

Para mais informações consultem o site da Editorial Presença aqui.

publicado por marcia às 17:00
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Quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

Porto Editora - Ficção - Novo romance de Maria Dueñas

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Recomeçar é o título do novo romance de Maria Dueñas e o sucessor do bestseller internacional O tempo entre costuras. A obra é publicada em Portugal a 6 de novembro, com chancela da Porto Editora.
A autora apresenta o livro da seguinte forma: «Três anos depois da publicação de O Tempo entre Costuras, volto a bater à porta dos leitores com a história e a voz de uma mulher. Uma mulher contemporânea, cuja estabilidade, aparentemente invulnerável, se desvaneceu no ar. Chama-se Blanca Perea e decidiu fugir».
Recomeçar é também um romance que atravessa fronteiras e épocas para nos falar de perdas, coragem, segundas oportunidades e reconstrução. Uma história luminosa que desenrola intrigas imprevistas, amores entrecruzados e personagens cheias de paixão e humanidade.

SINOPSE
Blanca é professora, com uma carreira consolidada, dois filhos jovens. Confusa e devastada com o fracasso do seu casamento, decide deixar a sua atual vida para trás e ruma a Santa Cecília, na Califórnia, com a missão de organizar o espólio deixado por Andrés Fontana à Universidade; fechada num sótão sombrio, Blanca vê- se a braços com uma tarefa aparentemente hercúlea e cinzenta, mas que acabaria por revelar-se uma empreitada emocionante.
Amores cruzados, certezas e interesses silenciados que acabam por vir à tona, viagens de ida e volta entre Espanha e EUA, entre o presente e o passado de duas línguas e dois mundos em permanente reencontro.

A AUTORA
Doutorada em Filologia Inglesa, Maria Dueñas é professora titular da Universidade de Murcia depois de ter já passado pela docência em várias universidades norte-americanas.
É autora de trabalhos académicos e de muitos projetos educativos, culturais e editoriais.
Maria Dueñas nasceu em Puertollano (Ciudad Real) em 1964, é casada, tem dois filhos e reside em Cartagena.
O Tempo entre Costuras foi o seu primeiro romance, publicado pela Porto Editora, tendo sido adaptado à televisão, e exibido em Portugal pela TVI.

Título: Recomeçar
Autor: Maria Dueñas
Tradução: Carlos Romão
Págs.: 440
Capa: mole
PVP: 18,80 €

publicado por marcia às 23:41
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ANTÍGONA - Contos Reunidos, de Aldous Huxley

contosreunidos.jpg

Publicada em 1957, a presente antologia reúne vinte e um contos – entre os quais «O Sorriso de Gioconda», «Pequeno Mexicano» e «Chawdron» – que confirmam o talento de Aldous Huxley para narrativas breves. Estas histórias irónicas e espirituosas, injustamente obscurecidas pelas obras mais famosas do autor, revelam toda a sua verve satírica, abarcando inúmeros cenários, temas e estilos, bem como o carácter multifacetado da escrita de Huxley. A versatilidade do seu intelecto é reafirmada nestes poderosos exercícios de observação e de imaginação que, sem dispensarem a crítica social, dissecam com igual vivacidade as fraquezas e as virtudes do homem.

Aldous Huxley (1894-1963) é um escritor visionário e um dos mais astutos guias nos meandros do futuro da civilização. Romancista, crítico e ensaísta, autor de uma vasta obra, corria-lhe nas veias um profundo interesse pela ciência, que se reflectiria na sua obra mais famosa, Admirável Mundo Novo. Estudou Literatura em Oxford, depois de ter contraído uma grave infecção ocular na adolescência, e foi professor de Eric Arthur Blair (George Orwell), em Eton. Repartiu a sua vida entre a Itália, a França e os EUA, país que o perturbou pela sua mescla de hedonismo e de puritanismo. De satirista social e figura próxima do Grupo de Bloomsbury, nos anos 20, às suas experiências com a mescalina e o LSD, nos anos 40 e 50, e à viragem para o pacifismo e para o misticismo, reinventou-se continuamente e é hoje tido por um dos maiores escritores do século xx.

528 pp 

pvp 19,50€

publicado por marcia às 23:03
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Novidade Editorial Presença - O Tigre - Uma História Real de Vingança e Sobrevivência, de John Vaillant - Amanhã, 23 de Outubro de 2014

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BASEADO NUMA HISTÓRIA VERÍDICA SOBRE UMA CAÇA A UM TIGRE ASSASSINO

«Extraordinário… Uma história sobre o Homem e a natureza, brilhantemente contada.» New York Review of Books

Em dezembro de 1997, no Extremo Oriente da Rússia, um tigre siberiano, um dos poucos exemplares que ainda vivem em estado selvagem, anda à caça de homens. Depois de vários caçadores terem sido vítimas dos seus violentos ataques, uma brigada que patrulha a floresta de Primorye, na Sibéria, com o objetivo de intermediar a relação entre homens e tigres numa região habitada por ambos, é destacada para encontrar o animal que protagonizou os sangrentos e mortais ataques. Mas para Yuri Trush, o chefe da missão, cedo se tornam óbvios os sinais que denunciam o caráter estranhamente intencional e vingativo do grande felino. Um livro magnífico, baseado em factos verídicos, que capta de forma exímia a mente daquele que é um dos animais mais carismáticos, majestosos e mortíferos da natureza.

John Vaillant é jornalista freelancer e autor de obras de não-ficção. Os seus trabalhos têm sido divulgados em diversas publicações de prestígio como The New Yorker, The Atlantic, Outside, National Geographic ou The Walrus. O seu primeiro livro, The Golden Spruce, tornou-se um bestseller no Canadá e foi distinguido com o Governor General's Literary Award para não-ficção (Canadá) e com diversos outros prémios. O Tigre é já um bestseller internacional e recebeu o BC National Award para não-ficção (Canadá) e o CBC Bookie Award for best Overall Book. John Vaillant nasceu no Massachussetts, mas vive há trinta anos em Vancouver, Canadá, com a mulher e os filhos.

«A estrutura desta narrativa não-ficcionada de John Vaillant tem reminiscências do magistral clássico Moby-Dick.» (…) New York Times

«Uma história admirável, escrita de forma brilhante.» Financial Times

«Poucos escritores se têm esforçado tanto para compreender os seus demónios interiores, e poucos conseguem retratá-los numa prosa tão cativante.» New York Times Book Review

Título Original: The Tiger – A true story of vengeance and survival

Tradução: Ana Saldanha

Páginas: 384

Coleção: Grandes Narrativas Nº 592

PREÇO SEM IVA: 17,45€ / PREÇO COM IVA: 18,50€

Para mais informações consulte o site da Editorial Presença aqui.

publicado por marcia às 17:00
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Uma Outra Voz - Gabriela Ruivo Trindade - Opinião

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Na semana em que foi conhecido o Prémio Leya 2014, “O Meu Irmão”, de Afonso Reis Cabral, decidi-me a tirar da estante “Uma Outra Voz”, de Gabriela Ruivo Trindade, o Prémio Leya 2013.

Interessante e bem escrito, com uma história que prende o leitor, não lhe encontro pontos negativos mas por alguma razão não me entusiasmou tanto quanto eu esperava. E comprovo isso agora, que tento escrever um texto sobre o livro e pouco me ocorre.

O ponto forte é a narração. Várias vozes, vários narradores, várias perspectivas. As mesmas personagens descritas por cada voz completam os pontos soltos da história. Bem estruturado porque as vozes não falam nas mesmas datas, é como se funcionasse como um círculo que o leitor vai fechando. Bem conseguido mas não traz nada de novo.

Um livro que li mas não me marcou, certamente daqui a uns tempos olho para a capa e nem me lembro o que lá vai dentro.

A sinopse é excelente e elevou-me as expectativas. Mas a leitura deixou-me de certo modo indiferente. Não é o que espero de um livro, ainda por cima premiado.

Sinopse

“João José Mariano Serrão foi um republicano convicto que contribuiu decisivamente para a elevação de Estremoz a cidade e o seu posterior desenvolvimento. Solteiro, generoso e empreendedor como poucos, abriu lojas, cafés e uma oficina, trouxe a electricidade às ruas sombrias e criou um rancho de sobrinhos a quem deu um lar e um futuro. É em torno deste homem determinado, mas também secreto e contido, que giram as cinco vozes que nos guiam ao longo destas páginas, numa viagem que é a um tempo pessoal e colectiva, porque não raro as estórias dos narradores se cruzam com momentos-chave da história portuguesa. Assim conheceremos um adolescente que espreitava mulheres nuas e ria nos momentos menos oportunos; a noiva cujos olhos azuis guardavam um terrível segredo; um jovem apaixonado pela melhor amiga que vê a vida subitamente atravessada por uma tragédia; a mãe que experimentou o escândalo e chora a partida do filho para a guerra; e ainda a prostituta que escondia documentos comprometedores na sua alcova e recusou casar-se com o homem que a amava. Por fim, quando estas vozes se calam, é tempo de ouvirmos o protagonista através de um diário escrito noutras latitudes e ressuscitado das cinzas muitos anos mais tarde.
Baseado em factos reais, Uma Outra Voz é uma ficção que nos oferece uma multiplicidade de olhares sobre a mesma paisagem, urdindo a história de uma família ao longo de um século através das revelações de cada um dos seus membros, numa interessante teia de complementaridade.”

Leya, 2014

publicado por marcia às 01:43
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Domingo, 19 de Outubro de 2014

Stoner - John Williams - Opinião

Stoner.jpg

Assim de repente nada de especial. Se calhar um bocado chato para alguns, um livro sobre a vida académica de um tal de William Stoner, de quem nunca se ouviu falar. A publicidade e divulgação de “Stoner” deixou-me atenta, até porque há citações difíceis de ignorar: “É uma coisa ainda mais rara do que um grande romance - é o romance perfeito, tão bem contado, tão bem escrito, tão comovente que nos corta a respiração.” (New York Times)

Algo me disse que seria um livro candidato a “O Livro”. Não encontrei ainda o livro da minha vida, mas com Stoner percorri mais uns passos do caminho.

Escrito na década de sessenta e esquecido até agora, “Stoner” renasce numa época de boom editorial, em que é difícil (ou mesmo impossível) acompanhar tudo o que sai para o mercado diariamente. Acho estranho mas fico feliz. Estranhamente feliz por um livro tão simples brilhar neste caos de publicações “a martelo”. Uma escrita cuidada e bonita, sem artifícios desnecessários, que me preencheu e alimentou uma fome de algo diferente.

Uma leitura sentimental, pois quem não entender William, quem não se emocionar e identificar com as suas descobertas, terá apenas uma sucessão de palavras por companhia ao longo de duzentas a sessenta páginas. A mim disse-me muito. A forma quase acidental como um rapaz do campo vai para a Universidade e um dia descobre a Literatura, acontece de modo tão absurdo que é genial. O inesperado apanha os sonhadores de surpresa, neste caso os que sonham maioritariamente com livros.

Calado. Observador. Trabalhador rural quando jovem, as tarefas mecânicas fazem-no o mais improvável académico. Uma vida familiar vazia, o típico “agir sem pensar” e “pertencer ao rebanho”. Um casamento sem sentido alimenta a frustração e a infelicidade. Stoner não sabe reagir à vida, ela passa por ele numa sucessão de erros. Um ambiente soturno que os anos não melhoram, até agrava. Está mergulhado em solidão e tristeza. O ambiente ideal para que a pequena luz da sua vida brilhe ainda com mais força. Ler, estudar, aprender e ensinar são as suas razões para seguir em frente. É feliz no seu escritório onde pode passar todas as horas do dia isolado do que não entende e lhe provoca dor.

Um tipo esquisito a dar para o eremita. Um estudioso que precisa de se entregar ao trabalho. Um homem sem referências à procura do seu meio. Cada leitor verá Stoner de forma diferente. Eu vejo-o como um ser humano que se entrega sem reservas ao que o faz feliz. Pouco se aproveita da sua vida, o que faz com que o seu amor incondicional aos livros e a sede de saber se tornem um refúgio especial e único. À medida que o falhanço contamina a sua existência, a vocação, que uma vez descoberta nunca abandona, dita o seu percurso. O percurso que conta.

Excelente. Recomendo sem reservas.

“Na biblioteca da universidade vagueava por entre as estantes, por entre os milhares de livros, inspirando o odor bafiento a couro, tecido e papel ressequidos como se fosse um exótico incenso. Por vezes parava, tirava um volume de uma prateleira e segurava-o um instante com as suas mão grandes, que eram tomadas por um formigueiro perante essa sensação ainda nova da lombada, de capa cartonada e das folhas de papel que se lhe ofereciam sem resistência. Depois, folheava o livro, lendo um parágrafo aqui e ali, os seus dedos hirtos virando as páginas cuidadosamente, com medo de, desajeitadas, rasgarem e destruírem aquilo que tinham descoberto com tanto esforço.” Pág. 18;

“Por vezes, imerso nos seus livros, tomava consciência de tudo o que não sabia, que não lera, e a serenidade à qual aspirava estilhaçava-se, quando percebia o pouco tempo de que dispunha na vida para ler tanta coisa, para aprender o que queria.” Pág. 28;

“Esse amor à literatura, à língua, aos mistérios da mente e do coração que se revelavam nas ínfimas, estranhas e inesperadas combinações de letras e palavras, na tinta mais negra e fria… esse amor que escondera como se fosse ilícito e perigoso começou ele então a mostrar, hesitantemente a princípio e depois com ousadia e, por fim, com orgulho.” Pág. 104;

Sinopse

“Romance publicado em 1965, caído no esquecimento. Tal como o seu autor, John Williams - também ele um obscuro professor americano, de uma obscura universidade. 
Passados quase 50 anos, o mesmo amor à literatura que movia a personagem principal levou a que uma escritora, Anna Gavalda, traduzisse o livro perdido. Outras edições se seguiram, em vários países da Europa. E em 2013, quando os leitores da livraria britânica Waterstones foram chamados a eleger o melhor livro do ano, escolheram uma relíquia. 
Julian Barnes, Ian McEwan, Bret Easton Ellis, entre muitos outros escritores, juntaram-se ao coro e resgataram a obra, repetindo por outras palavras a síntese do jornalista Bryan Appleyard: "É o melhor romance que ninguém leu". Porque é que um romance tão emocionalmente exigente renasce das cinzas e se torna num espontâneo sucesso comercial nas mais diferentes latitudes? A resposta está no livro. Na era da híper comunicação, Stoner devolve-nos o sentido de intimidade, deixa-nos a sós com aquele homem tristonho, de vida apagada. Fechamos a porta, partilhamos com ele a devoção à literatura, revemo-nos nos seus fracassos; sabendo que todo o desapontamento e solidão são relativos - se tivermos um livro a que nos agarrar.”

D. Quixote, 2014

publicado por marcia às 01:15
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Quarta-feira, 15 de Outubro de 2014

Porto Editora - Não Ficção - Mário de Carvalho para escritores e leitores

Quem disser o contrário é porque tem razão_15-1

Quem disser o contrário é porque tem razão é um guia prático de escrita de ficção e uma viagem pelo universo de um dos nossos maiores escritores atuais
Pela primeira vez, um dos mais importantes ficcionistas portugueses, Mário de Carvalho, aventura-se num guia prático de escrita de ficção. Quem disser o contrário é porque tem razão é um livro que procura aconselhar e desbravar caminhos para a escrita, mas também promover a discussão sobre este tema. Mário de Carvalho dá-nos ainda conta da sua experiência enquanto leitor e escritor, sempre no tom bem-humorado a que já nos acostumou. Com a chancela da Porto Editora, esta novidade para leitores, curiosos e (futuros ou atuais) escritores chega às livrarias no dia 24 de outubro.
De acordo com o que diz na sua «Nota Prévia», «O autor não tenciona, nem de longe, nem de perto, atrever-se ao terreno da teorização narratológica e visa muito aquém dos estudos literários. Pretende tão-só, num itinerário vagamundo, desvendar uns poucos caminhos, anotar-lhes as curvas e contracurvas, prevenir dos salteadores e trapaceiros, e indicar algumas razoáveis estalagens».

SINOPSE
Ser escritor. O texto ficcional. Dilemas, enigmas e perplexidades do ofício. No vale das contrariedades. Nada do que parece é. O «assertivismo» é um charlatanismo. A valsa dança-se aos pares: escrita e leitura, autor e leitor, personagem e ação, causalidade e verosimilhança, contar e mostrar, o dentro e o fora, a superfície e o fundo. O bico-de-obra do primeiro livro. Por onde começar? Com que começar? Com quem começar? A manutenção do interesse. Não há regra sem senão; não há bela sem razão. Ou o oposto. Riscos, cautelas e relutâncias.

Título: Quem disser o contrário é porque tem razão
Autor: Mário de Carvalho
Págs.: 280
PVP: 16,60 €

publicado por marcia às 23:41
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Ressurgir - Margaret Atwood - Opinião

ressurgir.jpg

Penso que todos criamos a imagem de que há autores que não podem desiludir. Criamos um espaço especial para eles na estante e sabemos que é garantido. Mas não é. E Margaret Atwood é tão completa que até escreveu Ressurgir, um livro que, infelizmente, me desiludiu e ficou muito aquém das expectativas.

Os elementos principais da sua escrita estão lá, assim como, as suas ideias e filosofia de vida. O que é fantástico tendo em conta que este é o seu segundo romance, escrito em 1972. Mas senti falta do empolgamento a que me habituei ao ler Atwood. Ressurgir é morno se comparado com Orix e Crex ou o Ano do Dilúvio. É necessariamente mais simplista e embrionário, afinal são trinta anos de diferença.

Encontrei uma Atwood emergente, com ideias bem claras sobre o lugar da mulher na sociedade e o papel do Homem na natureza. A igualdade de sexos e de espécies. O caminhar ao lado e não à frente. A procura de respostas para perguntas diferentes e inovadoras na década de setenta. Confirma-se uma mulher muito à frente do seu tempo mas que, quanto a mim, ainda estava a aprender a utilizar tais armas.

Este livro é, por isso, bastante experimental. Por querer tanto demonstrar uma filosofia e modo de vida inovador arrasta-se e repete-se, o que me dificultou a leitura. O prazer das primeiras páginas foi sendo anulado pois senti que a forma de transmitir ideias se limitou à mera insistência. O tempo corre de forma lenta, numa ilha com um lago, em que um grupo de quatro amigos procura alguém desaparecido. Essa busca transforma-se num viver em harmonia com a natureza, num conjunto de rituais repetitivos e francamente chatos. Às tantas fui perdendo o fio condutor, pois não consegui evitar saltar páginas. Posso ter perdido desenvolvimentos importantes e ter deixado escapar a “chave” que me iria fazer olhar para este livro de forma completamente diferente, mas a verdade é que, a certa altura, deixou de me apetecer lê-lo.

Atwood aprendeu, com o tempo, a levar o leitor de outras maneiras e ainda bem.

Irei certamente continuar a descobrir a sua obra.

“Eles devem achar estranho um homem com a idade dele passar o inverno sozinho numa cabana, a quinze quilómetros de nenhures; eu nunca questionei essa opção, para mim era lógica. Eles sempre desejaram mudar-se para aqui logo que pudessem, depois da reforma: ele amava a solidão. Não é que não gostasse das pessoas, achava-as apenas irracionais; os bichos dizia ele, eram mais consistentes, pelo menos comportavam-se de um modo previsível.” (Pág. 59)

Lido através da Roda dos Livros – Livros em Movimento.

Sinopse

“"Ressurgir" é o segundo romance de Margaret Atwood e nele são já visíveis os traços essenciais da sua ficção.
Uma jovem mulher viaja até à remota ilha da sua infância, com o companheiro e um casal amigo, para investigar o misterioso desaparecimento do seu pai. Após a chegada à ilha, antigos segredos afloram à superfície do lago que os rodeia, com objetos nele afundados.
Imersa nas suas memórias, a narradora compreende que regressar a casa é não apenas voltar a outro lugar, mas também a outro tempo. E depois de descobrir uma caverna submersa com pinturas rupestres, imagina-se em fusão anímica com a natureza.
"Ressurgir" é um romance preocupado com as fronteiras da língua, da identidade nacional, da família, do sexo e dos corpos, tendo como pano de fundo um Canadá rural, transformado pelo comércio, a construção, o turismo e a engrenagem dos média.”

Relógio d’Água, 2014

publicado por marcia às 05:42
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