Quinta-feira, 31 de Outubro de 2013

A Companhia de Estranhos - Robert Wilson - Opinião

 

Depois de “Último Acto em Lisboa” segue-se, na opinião dos meus ilustres conselheiros da Roda dos Livros especialistas em Robert Wilson, “A Companhia de Estranhos”. Leitura que iniciei com muito entusiasmo, na medida do arrebatamento provocado por “Último Acto em Lisboa”.

Contudo, “A Companhia de Estranhos” revelou-se um livro mais complexo e denso do que eu esperava, o que me levou a uma luta dolorosa durante mais de metade do livro. A verdade é que ponderei por várias vezes parar, não o fiz por sentir que o livro tinha de ter mais para me dar, e sabendo de antemão que parando dificilmente o retomaria.

Custa-me prosseguir com livros dos quais não retiro o esperado rendimento ou cuja leitura não me entusiasma. Neste caso específico o tema é do meu interesse, Robert Wilson escreve de uma forma que me agrada muito, mas sinceramente acho que o livro não está muito bem conseguido, ou não me teria custado ler tantos trechos até mais de metade do livro. Muitas personagens e muitas histórias entrelaçadas exigem uma atenção que talvez eu não tivesse prestado, o que levou a que muitas vezes perdesse a ligação entre os acontecimentos. Assumo parte da culpa da dificuldade em prosseguir mas ao mesmo tempo penso que alguns diálogos e descrições são demasiado exaustivos.

Um livro pesado, enquadrado historicamente na fase final da II Guerra Mundial, anos do pós-guerra e final do século XX, passado maioritariamente em Lisboa e com grande destaque para a realidade socioeconómica portuguesa desses anos. Mais uma vez a pesquisa de Wilson é exemplar, pelo menos nos temas e acontecimentos que conheço e estou mais à vontade. Confesso que o meu nível de conhecimentos dos anos da Guerra Fria é parco, talvez por isso todas as descrições das operações de espionagem me surjam de certa forma como ficção de cinema de suspense. Gosto, interessa-me, mas não sei avaliar onde acaba a realidade e começa a ficção. Ou se é tudo realidade ou tudo ficção.

A verdade é que a minha persistência foi recompensada. As últimas duzentas páginas foram lidas num dia, avidamente, com o interesse e a determinação que desejava ter sentido desde o início. O amor e os desencontros dão sempre aquele interesse extra mas, se formos explorar os sentimentos humanos, este é um livro sobre a solidão. Sobre um amor que durou uns dias, marcou uma vida inteira de duas pessoas que sempre viveram afastadas na certeza de não se voltarem a encontrar. Andrea, a personagem feminina, ultrapassa várias fases da sua vida na mais perfeita solidão. Rodeada de pessoas é certo, mas perfeitos estranhos, ela vive na companhia de estranhos, pensando saudosamente nos que amou e morreram. Uma vida triste, cheia de mortes e falsidade, Andrea vive várias personagens, várias identidades, a maior parte das vezes duplamente. O retrato fidedigno de uma época em que ninguém é o que parece ser, a desconfiança levada ao expoente máximo, com as maiores surpresas a surgirem na própria família.

Por vezes perturbador e exaustivo. Marcante e inesquecível. Um livro que cumpre o seu propósito.

Sinopse

“Lisboa, 1944. No calor tórrido do Verão, as ruas da capital fervilham de espiões e informadores, enquanto os serviços secretos disputam em silêncio a última partida. Os alemães dominam a tecnologia dos foguetões e a pesquisa atómica. Os aliados estão decididos a impedir que a ameaça da «arma secreta» venha a concretizar-se. 
Andrea Aspinall, matemática e espia, entra nesse mundo sofisticado pela mão de uma abastada família do Estoril. Karl Voss, adido militar da Legação Alemã, abalado pela implicação no assassinato de um Reichsminister e traumatizado pelo desastre de Estalinegrado, chega a Portugal com a missão de salvar a Alemanha do aniquilamento. Na tranquilidade mortal de um paraíso corrupto, Andrea e Voss encontram-se e tentam viver o seu amor num mundo em que não se pode acreditar em ninguém. Depois de uma noite de terrível violência, Andrea fica na posse de um segredo que vai ligá-la para sempre ao mundo clandestino, do repressivo regime fascista português à paranóia da Guerra Fria na Alemanha. E aí, numa Berlim gelada, descobre que os maiores segredos não estão nas mãos dos governos, mas em mãos muito próximas de si, e é forçada a fazer a derradeira e dilacerante opção.”

D. Quixote, 2009

 

Lido através da Roda dos Livros - Livros em Movimento

publicado por marcia às 12:26
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Novidade Esfera dos Livros - "Espiões em Portugal durante a II Guerra Mundial" de Irene Flunser Pimentel

 

Entre Lisboa e o Estoril, nos lobbies de entrada e nos bares dos hotéis como o faustoso Hotel Palácio ou o Hotel Atlântico, circulavam, durante a II Guerra Mundial, espiões dos principais campos beligerantes, Alemanha e Grã-Bretanha, mas não só. Também os serviços secretos italianos, franceses, norte-americanos, e ainda polacos, checos e romenos, e até soviéticos, atuaram em Portugal, e nas suas Ilhas atlânticas e nas suas colónias de África, na Índia e em Timor. Enquanto o resto da Europa estava a ferro e fogo, Portugal, durante a II Guerra Mundial, foi «terra franca» para os serviços de propaganda e espionagem e palco de alguns episódios verdadeiramente novelescos como a tentativa de rapto dos duques de Windsor pelo SS Walter Schellenberg, dos serviços secretos alemães. A historiadora Irene Flunser Pimentel, autora do livro Os Judeus em Portugal durante a II Guerra Mundial, traz-nos uma investigação única, baseada em documentos inéditos até agora mantidos em segredo, que nos revelam como o nosso país foi, graças à sua neutralidade e situação geográfica, um local importante de plataforma de negociações políticas, bem como de trocas de informações, comerciais, económicas e financeiras, entre os dois lados beligerantes. A situação atlântica, quer de Portugal, quer das suas ilhas e colónias, fez com que a principal espionagem, de ambos os lados, fosse a deteção de comboios de navios, para serem objeto de bombardeamentos aéreos ou de submarinos. Pelo nosso país passaram agentes secretos como os agentes duplos, do XX Comiittee, Juan Pujol, mais conhecido por «Garbo» e Dusko Popov, nome de código «Tricycle», que conseguiriam enganar os alemães sobre o verdadeiro destino do desembarque aliado na Europa, em junho de 1944, desviando as suas atenções das praias da Normandia, onde ele ocorreu realmente, para a zona do Pas-de-Calais. Popov terá ainda fornecido informações aos serviços britânicos do possível ataque a Pearl Harbour. Também o escritor e agente secreto inglês Ian Lancaster Fleming se alojou no Estoril ao serviço do Naval Intelligence Department, e terá sido neste ambiente de guerra e espionagem que se inspirou para criar a figura de James Bond. Mas também os portugueses, quer os elementos da Legião Portuguesa quer os da PVDE, se viram envolvidos nas teias da espionagem estrangeira, chegando mesmo a estar ao serviço, à vez ou em simultâneo, dos dois campos beligerantes.

Irene Flunser Pimentel, congratulada com o Prémio Pessoa em 2007, é licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, mestre em História Contemporânea (século XX) e doutorada em História Institucional e Política Contemporânea, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Elaborou diversos estudos sobre o Estado Novo, o período da II Guerra Mundial, a situação das mulheres e a polícia política durante a ditadura de Salazar e Caetano. É investigadora do Instituto de História Contemporânea (FCSH da UNL), coordenando neste momento o projeto, financiado pela FCT, «Justiça Política na Transição para a democracia em Portugal (1974-2008)». Neste momento está a realizar um projeto de pós-doutoramento, aprovado pela FCT, intitulado «O processo de justiça política relativamente à PIDE/DGS, na transição para a democracia em Portugal».

publicado por marcia às 12:19
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Porto Editora - Ficção Portuguesa - Um beco visível só para quem estiver atento

 

Podia ser em Alfama ou na Mouraria, talvez até em Benfica ou na Ajuda: para Mário de Carvalho, o Beco das Sardinheiras está visível para qualquer pessoa que o queira encontrar. E são as histórias dos habitantes desse tradicional e pitoresco beco, entre as quais se encontra o conhecido conto «O tombo da Lua», que compõem o livro Casos do beco das sardinheiras, publicado pela primeira vez em 1982 e com nova edição, pela Porto Editora, disponível a partir do dia 1 de novembro. Por todo o livro encontramos a recomendação «Convém mas é não confundir género humano com Manuel Germano», divisa que se revela determinante para os moradores deste beco.

publicado por marcia às 12:11
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Sextante Editora - Ficção - "Libra", de Don DeLillo, apresentado em Lisboa

 

A 1 de novembro, a Sextante Editora publica Libra, de Don DeLillo, aquele que é considerado o grande romance sobre o assassínio de John F. Kennedy, um acontecimento que marcou a História dos EUA e que ocorreu em novembro de 1963, há precisamente 50 anos.

Don DeLillo apresentará este romance no dia 12 de novembro, às 21:30, no espaço Nimas, em Lisboa, um evento que se insere no Lisbon & Estoril Film Festival’13. Nessa sessão, o autor lerá ainda excertos de Submundo (Sextante Editora, 2010) ao mesmo tempo que será transmitido Frame by Frame, o filme de Abraham Zapruder sobre o assassinato de Kennedy. 

publicado por marcia às 12:05
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Porto Editora - Ficção - Uns chamam-lhe crime organizado, outros chamam-lhe família

 

A 1 de novembro, a Porto Editora publica Malavita, um romance negro mas muito bem-humorado do francês Tonino Benacquista. Ainda este mês, mais exatamente no dia 14 de novembro, estreia a adaptação deste livro ao cinema, um filme realizado por Luc Besson, com Michelle Pfeiffer, Robert de Niro e Tommy Lee Jones nos papéis principais.

Malavita é, por um lado, um nome dado às famílias da mafia italiana, mas também o nome da cadela adotada pela família que protagoniza a história deste livro. Aparentemente comum, esta família pertence na verdade a uma organização mafiosa americana e, por estar ao abrigo de um programa de proteção de testemunhas, é obrigada a exilar-se (e integrar-se) numa pacata cidade francesa.

publicado por marcia às 01:29
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Juliet Marillier em Lisboa para apresentar "O Voo do Corvo"

publicado por marcia às 01:20
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Novidade Planeta - O VOO DO CORVO, de Juliet Marillier

 

A autora best-seller do romance fantástico está de volta com a continuação de uma série que seduziu definitivamente os fãs.

Depois de concluir a sua longa e árdua viagem até à base dos Rebeldes em Shadowfell, Neryn tornou-se uma parte vital da rebelião contra o tirânico rei Keldec.
Cada passo que dá no sentido de aperfeiçoar os seus dons e afirmar-se como uma Voz poderosa e única na sua geração leva-os mais perto da meta pretendida.
Mas, primeiro, Neryn terá de procurar os Guardiães das quatro Vigias para completar o seu treino e o tempo escasseia.
Entretanto, Flint, o espião rebelde por quem se apaixonou, foi de novo chamado à corte de Keldec.

O laço que os une é tão forte que, mesmo à distância, se procuram em sonhos, partilhando momentos preciosos – ainda que inquietantes – da vida um do outro.
Os Rebeldes vêem com desconfiança este novo amor. Permitir que a emoção se sobreponha à lógica fria do movimento pode pôr tudo em risco.
No fim, o amor poderá revelar-se a força motriz da esperança ou a brecha traiçoeira na armadura da rebelião.
Juliet Marillier nasceu na Nova Zelândia, em Dunedin, uma cidade com fortes raízes na tradição escocesa. Licenciou-se com distinção em Linguística e Música, na Universidade de Otago, e tem tido uma carreira variada que inclui o ensino, a interpretação musical e o trabalho em agências governamentais.
Actualmente, Juliet vive numa casa de campo centenária, perto do rio, em Perth, na Austrália, onde escreve a tempo inteiro.
É membro da ordem druídica OBOD. Partilha a sua casa com dois cães e um gato.
Juliet Marillier é uma autora internacionalmente reconhecida e os seus romances já conquistaram vários prémios.
400 páginas

PVP: 19,95 €
Disponível a partir de 31 de Outubro

publicado por marcia às 01:14
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Domingo, 27 de Outubro de 2013

Instruções Para Salvar o Mundo - Rosa Montero - Opinião

 

Por vezes penso que devia parar de ler livros que constantemente me recordam o caos social, a ignorância e pobreza de espírito das pessoas. E devia. É necessário sair desta constante e doentia realidade. Fazer um intervalo, pelo menos nos livros.

“Instruções para salvar o mundo” não muda nada mas denuncia e demonstra. Aquilo que já sabemos é certo, que o ser humano regrediu, se tornou malvado e maquiavélico, “desevoluiu” dos ancestrais primatas. Certamente é mais fácil ser mau do que bom, de outra forma a humanidade seria uma onda perfeita de bondade. Mas a verdade verdadinha é que estamos sós, cada vez mais sós e medrosos, desconfiados e rodeados de conhecidos, mas sem amigos.

São quatro as personagens centrais deste livro. Todas com vidas dolorosas, experiências de tristeza e desilusão. Quando a dor começa e toma conta de tudo é difícil manter a cabeça à tona, então o percurso é descendente, o sofrimento tolda a visão, e uma série de acontecimentos aleatórios coloca Matias, Daniel, Fatma e Cérebro envolvidos em situações bizarras. Daí a perder-se o controlo e a noção da lógica é um pequeno passo numa espiral para o abismo.

Adorei a escrita de Rosa Montero, crua, incisiva e sem “paninhos quentes”. Explora sentimentos de vidas frustradas, dos azares que magoam e marcam novos percursos, a forma quase científica como faz pensar nas coincidências, que realmente fazem parte do nosso dia-a-dia e têm um papel determinante em algumas decisões irreversíveis. Um romance urbano em que em cada página se sente a frieza de uma selva de pedra, a solidão de ter dezenas de vizinhos por todos os lados das casas e sentir que se vive numa caverna isolada.

Um livro cheio de infelicidade e com pouca esperança como cada vez mais achamos que é a vida. Não me deixou feliz e deu-me uma injecção de realidade que me doeu e deixou danos colaterais. A nossa sociedade é podre e doente. O ser humano assim quis.

“A Humanidade divide-se entre aqueles que gostam de se meter na cama à noite e aqueles a quem ir dormir desassossega. Os primeiros consideram que os seus leitos são ninhos protectores, enquanto os segundos sentem qua a nudez do dormitar é um perigo. Para uns o momento de deitar implica a suspensão das preocupações; aos outros, pelo contrário, as trevas provocam um alvoroço de pensamentos daninhos e, se fosse por eles, dormiriam de dia, como os vampiros. Sentiste alguma vez o terror das noites, a angústia dos pesadelos, a escuridão a sussurrar-te na nuca com o seu hálito frio que, embora não saibas o tempo que te resta, não passas de um condenado à morte? E, no entanto, na manhã seguinte a vida volta a explodir com a sua alegre mentira de eternidade.” (Pág. 7)

“Circulou lentamente ao longo da franja fronteiriça do território bárbaro e chegou à passagem subterrânea sob os carris da via férrea, um túnel estreito inconcebivelmente sujo entre cujos detritos de latas esmagadas, cadáveres de ratazanas e indiscerníveis farrapos se podiam encontrar inúmeros documentos pessoais, cartões de piscinas municipais ou de clubes de vídeo, porta-moedas abertos e carteiras de senhora estripadas, uma avalancha de restos descartados por uma legião de ladrões. E aí, justamente à saída do túnel, leu um grafitti que dizia: A vingança far-te-á livre. Ao fundo voltava a ver-se a linha reluzente da cidade, com o seu sonho de luxuosos arranha-céus e o seu pesadelo ameaçador de sujidade e miséria.” (Pág. 45)

“E agora estava encalhado num terreno remoto, sem filhos, sem sucesso profissional, sem verdadeiros amigos, sem amor. A lembrança de Fatma e de Marina cruzou-lhe o pensamento e o corpo doeu-lhe. Porque a tristeza doía fisicamente. Era um mal-estar difuso, oco e surdo, que se sentia nos joelhos, nos cotovelos, na nuca, no esterno. A tristeza era como um ataque de reumatismo, um lento tormento que chegava a parecer insuportável (…) Tinha a sensação de estar a perder o controlo a uma velocidade vertiginosa. De estar a destruir a sua vida cada dia um pouco mais. As articulações voltaram a doer-lhe. Era um sofrimento fantasmagórico, intolerável. Desejava embrutecer-se, anestesiar-se, perder a consciência, esquecer-se de tudo. Dormir eternamente e fugir de si próprio.” (Pág. 174)

Sinopse

“Num cenário de subúrbio, onde a noite reclama o seu território e os fantasmas reivindicam o seu espaço, um taxista viúvo que não consegue superar a perda da mulher, um médico desiludido, uma cientista anciã e uma belíssima prostituta africana sedenta de vida cruzam os seus caminhos, para nos obsequiarem com uma visita guiada ao mundo vertiginoso e convulso que cada um encerra dentro de si.
Mas esta não é uma história de horrores, é antes uma fábula de sobreviventes, de quatro personagens que reúnem todos os elementos necessários para serem considerados uns desgraçados, que se movem nos mundos limítrofes à máfia, ao tráfico de mulheres brancas, e a universos virtuais como Second Life, mas que conseguem encontrar um apoio que lhes permite a remição e a saída das trevas que os mantinham prisioneiros.
Uma intensa e hipnótica história de esperança que deambula entre o humor e a emoção e nos mergulha na sociedade caótica dos nossos dias. Uma história que pode ser a de qualquer um de nós.”

Porto Editora, 2008

publicado por marcia às 00:36
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Sexta-feira, 25 de Outubro de 2013

Sextante Editora - Ficção - O surpreendente Edward St Aubyn e a sua obra-prima

 

Edward St Aubyn é um dos mais proeminentes escritores ingleses da sua geração, apelidado de brilhante pelos seus pares e pela crítica. Em Portugal, Miguel Esteves Cardoso já se declarou um admirador: “Dirão que St Aubyn é um classicista mas a verdade é que é moderno. Escreve é muitíssimo bem. É capaz da maior frieza e da maior empatia. Tem um sentido de humor monumental, no verdadeiro sentido da palavra. É um gozão e um gozador; um tarado e um observador.” A partir do dia 1 de novembro, este surpreendente autor vai deixar de estar inédito em Portugal, com a publicação, pela Sextante Editora, de Deixa lá | Más novas, volume que inclui os dois primeiros livros do quinteto A família Melrose. Nesses cinco livros - que a Sextante Editora publicará em 3 volumes, «St Aubyn observa uma família inteira debaixo de um microscópio e desvela todas as suas dolorosas e inevitáveis complexidades», diz a escritora Maggie O’Farrel, que apelida cada um dos romances de obras-primas.

O LIVRO
Neste volume publicam-se os dois primeiros livros de um quinteto, escrito entre 1996 e 2012, que segue a vida de Patrick Melrose.
Em Deixa lá, Patrick é o filho de cinco anos, frágil e filosófico, de um pai brutal e uma mãe omissa. Reunida numa casa na Provença, a aristocrática família aguarda a chegada de visitas.
Em Más novas, Patrick, agora com vinte e dois anos, recebe um telefonema: o pai morreu, e ele terá de voar até Nova Iorque para recolher as suas cinzas. Aí chegado, gasta dinheiro a rodos num festim de drogas e bebida, na tentativa de silenciar o bizarro circo de feras em que se tornou a sua mente.

O AUTOR
Edward St Aubyn nasceu em Londres, em 1960, e estudou Literatura Inglesa em Oxford. Os cinco romances sobre Patrick Melrose foram premiados, aclamados pela crítica e pelos pares, e culminaram na consagração internacional do autor.

Título: Deixa lá | Más novas
Autor: Edward St Aubyn
Tradutor: Daniel Jonas
Págs.: 288
PVP: € 16,60

publicado por marcia às 00:38
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Novidade D. Quixote - NW, de Zadie Smith

 

Este novo e brilhante romance tragicómico de Zadie Smith segue quatro londrinos – Leah, Natalie, Felix e Nathan – que ao chegarem à vida adulta procuram uma maneira de sair de Caldwell, o bairro social da sua infância. Desde as casas particulares até aos parques públicos, no trabalho e no lazer, a sua Londres é um lugar complexo, tão bonito quanto brutal, onde as ruas principais escondem as vielas mais esconsas, e onde tomar os caminhos mais seguros nos pode conduzir a um beco sem saída.

O leitor encontrará aqui hóspedes e anfitriões, pessoas com poder e pessoas que não o têm, pessoas que vivem em locais especiais e pessoas que não vivem em parte nenhuma. E muitos outros tipos de pessoas.

Todas as cidades são assim. Vidas encostadas umas às outras. Mundos separados.

Nas livrarias a 31 de Outubro

publicado por marcia às 00:31
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