Terça-feira, 30 de Abril de 2013

Porto Editora - Ficção Estrangeira - Novo livro de Luis Sepúlveda

 

A 6 de maio, a Porto Editora publica História de um gato e de um rato que se tornaram amigos, de Luis Sepúlveda, um livro sobre o verdadeiro valor da amizade, com preciosas ilustrações de Paulo Galindro.

Baseado num episódio da vida de um dos filhos do autor, História de um gato e de um rato que se tornaram amigos é uma fábula que promete agradar a crianças e adultos, à semelhança de História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar, o seu livro mais conhecido em Portugal.

Luis Sepúlveda vai estar em Portugal nos dias 1 e 2 de junho para participar na Feira do Livro do Lisboa. 

publicado por marcia às 01:13
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Sextante Editora - Ficção Estrangeira - O livro desaparecido de Georges Perec

 

Um dos maiores romancistas franceses do século XX, Georges Perec, tinha 24 anos quando terminou aquele que considerou o seu primeiro romance, O Condottiere, que a Sextante Editora publica agora com um prefácio de Claude Burgelin. O manuscrito deste livro só foi descoberto dez anos após a morte de Perec, na casa de um velho amigo do escritor.

publicado por marcia às 00:59
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Domingo, 28 de Abril de 2013

Homer & Langley - E. L. Doctorow - Opinião

 

“No dia 21 de Março de 1947, um anónimo ligou para uma esquadra da polícia nova-iorquina a avisar que a residência dos Collyer emanava um cheiro a cadáver. Uma patrulha forçou a entrada na casa e encontrou Homer Collyer morto de má nutrição, desidratação e paragem cardíaca. Como o cheiro persistia, a polícia começou as buscas pelo corpo de Langley, que foi encontrado somente no dia 8 de Abril, a apenas três metros de onde Homer se encontrava. Langley ia a rastejar por um dos túneis de fardos de jornais, para levar comida ao irmão cego e paralisado, quando acionou uma das suas armadilhas, ficando soterrado debaixo de uma pilha de coisas. A polícia retirou 140 toneladas de objetos do interior da casa nº 2078 da Quinta Avenida. O caso tornou-se uma espécie de mito urbano.”

Nota da tradutora (Tânia Ganho) presente na última página do livro.

Pode parecer estranho começar pelo fim. A verdade é que o que mais fascinou neste livro foi a forma como o autor partiu de um facto conhecido e criou todo um conjunto de situações. Na verdade criou vidas inteiras para os irmãos Collyer; relata os seus percursos desde a infância até ao dia em que são encontrados mortos na sua própria casa, rodeados de uma incrível coleção decadente de toda a espécie de coisas.

Nem por um momento se perde o interesse nesta leitura por se conhecer o desfecho, na realidade é o final conhecido que alimenta a leitura, a necessidade de conhecer o percurso, de entender o cenário desta notícia.

O narrador é Homer, o irmão cego, como o próprio se apresenta. É peculiar que as mais fantásticas descrições nos cheguem pela voz de um cego. Apesar de não ver, Homer tem um sentido de orientação único graças a uma excelente memória dos tempos que ainda podia ver, e também devido aos restantes sentidos, que são apuradíssimos, principalmente o olfato. Mas ainda, e muito principalmente, devido à sua fantástica intuição.

Cultos e endinheirados, Homer & Langley, tiveram de encarar uma realidade para a qual não estavam preparados após a morte dos pais. Por sua conta e sem preocupações de maior, pelo menos as preocupações que assolam a maioria de nós, deixaram-se levar numa vida pautada pelo desleixo, ao sabor dos acontecimentos da História recente da América e do Mundo.

A sua casa torna-se o seu refúgio, mas também o refúgio do toda a espécie de tralha que acumulam. É difícil imaginar uma mansão da Quinta Avenida em Nova Iorque “recheada” de jornais velhos, mas a verdade é que Langley passou a vida a colecionar notícias para um dia ver nascer o projeto do seu próprio jornal, que seria uma amálgama de tudo o que foi registando como acontecimento.

Um carro (Ford T), bicicletas velhas, pneus, geradores para quando por desleixo deixaram de pagar a luz (mais tarde passariam às velas), baldes para quando lhes cortaram a água por falta de pagamento (também por desleixo), e todo um surgimento de vida animal que a falta de limpeza proporciona.

Estranhos, mas de uma humanidade surpreendente, Homer & Langley acolhem por diversas vezes hóspedes muito especiais. Desde uma casal de Japoneses ostracizado pelos factos históricos, a um grupo de hippies que se identifica totalmente com este modo de vida de decadência, passando por um perigoso grupo de gangsters, vários são os visitantes com quem coabitam até se tornarem uns eremitas cujas vidas se confinam ao espaço da sua casa, que no limite se torna extremamente reduzido devido à colossal quantidade de objetos de que se fizeram rodear.

Bem escrito e bem estruturado, Homer & Langley surpreende e apetece ler devagar, prolongando ao máximo o prazer único que só os livros brilhantes permitem.

Obrigatório.

“E quando estes miúdos – foram cinco os que se soltaram do grupo maior e subiram os degraus de nossa casa, dois homens e três mulheres – viram o armazém de preciosas aquisições em que se tornara a casa, ficaram comovidos até dizer chega. Escutei o silêncio, que me pareceu digno de uma igreja. Ficaram parados na penumbra da sala de jantar, a olhar pasmados para o Modelo T com os pneus esvaziados e as teias de aranha de anos e anos drapejadas sobre a carroçaria, como uma intricada trama, e uma das raparigas, a Lissy exclamou: Oh, uau! E eu considerei a hipótese, tendo bebido demasiado do vinho deles de má qualidade, de o meu irmão e eu sermos, ipso facto, quer quiséssemos quer não, profetas de uma nova era.” (Pág. 119/120)

Sinopse

“Homer e Langley Collyer tornaram-se uma lenda tragicómica de Nova Iorque quando foram encontrados soterrados debaixo de toneladas de lixo acumulado na sua mansão, na Quinta Avenida. Transportados para o mais recente romance de E.L. Doctorow, estes personagens delirantes - Homer, cego e intuitivo, e Langley, abandonado à loucura, ou à genialidade, após servir na Primeira Guerra Mundial - tornam-se os cicerones de uma visita guiada à América do século XX e aos becos sombrios da mente humana.
Uma intensidade narrativa quase hipnótica.
Um retrato singular da condição humana.”

Porto Editora, 2013

publicado por marcia às 12:09
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Quinta-feira, 25 de Abril de 2013

A Instalação do Medo - Rui Zink - Opinião

 

Imaginar um empresa de Instalação de medo pode ser bizarro. Técnicos que nos batem à porta e instalam o medo em nossas casas como se fosse a instalação de um telefone ou serviço de internet.

Irónico e, acima de tudo hilariante, ter-me-ia feito rir muito mais se não me deparasse a cada instante com a realidade em que vivemos. Será ficção? Mas não é pura coincidência.

Repleto de expressões que nos são impostas todos os dias, na rua, no trabalho e até em nossas casas através da comunicação social, o medo aí está, a criar uma crise paralela à que já existe, que a adensa e entranha em todos nós.

Muitas vezes não damos por isso, pela forma como ficamos com medo da incerteza do que nos espera, de tal forma já vivemos assustados com todas as inúmeras possibilidades (todas terríveis) do futuro.

Uma brincadeira demasiado real que li num dia e me trouxe uma ressaca de sonhos temíveis no dia seguinte. Um livro que só lido. E deve ser lido.

É que o medo… já está mais que instalado.

Uma leitura Roda dos Livros – Livros em Movimento.

Sinopse

Dois homens batem à porta. «Bom dia, minha senhora, viemos para instalar o medo. E, vai ver, é uma categoria».

Teodolito, 2012

publicado por marcia às 21:50
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Sessão de apresentação do novo romance de Carlos Vale Ferraz, "A Mulher do Legionário", terça-feira, dia 30, às 18h30, na Livraria Leya na Buccholz

publicado por marcia às 02:21
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Sessão de apresentação do novo romance de Hugo Gonçalves, "Enquanto Lisboa Arde, o Rio de Janeiro Pega Fogo", terça-feira, dia 30, às 18h30, na FNAC do Chiado

publicado por marcia às 02:18
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Terça-feira, 23 de Abril de 2013

Porto Editora - Ficção Portuguesa - Liberdade e revolta no pós-25 de abril

 

Enquanto nas ruas se decide o futuro de um país, na tipografia de Adamantino Teopisto vive-se um misto de enredo queirosiano, suspense de um policial e ternura de uma novela: com sabotagens, amores proibidos e cabeças a prémio; tudo num ambiente de revolução apaixonado. O rebuliço generalizado tem repercussões no alinhamento do jornal e no dia a dia das gentes de São Paulo e do Cais do Sodré. A revolução é o tópico das conversas nas tascas, nas ruas, no prédio da Gazela Atlântica, contribuindo para o exacerbar das tensões latentes entre o patrão Adamantino e os funcionários. A vivacidade de uma estagiária, as manigâncias de um ex-PIDE foragido, os comentários de um taberneiro e as intromissões de um proxeneta e de uma prostituta agravam ainda mais a desordem ameaçadora que paira no ar. Nada foi igual na vida dos portugueses após a Revolução dos Cravos. Nada foi igual na vida da “família” Gazela Atlântica após o 25 de Abril.

Paulo M. Morais, nascido em 1972, cresceu nos arredores de Lisboa entre jogatanas de futebol, livros de aventuras e matinés de filmes clássicos. Licenciado em Jornalismo, trabalha em imprensa e multimédia. Fez crítica de cinema; especializou-se em gastronomia e viagens. Em 2006, de mochila às costas, deu a volta ao mundo. Nos últimos anos, além de escrever ficção, tem-se dedicado a conhecer e a divulgar o arquipélago dos Açores. Tem uma filha e já plantou um pessegueiro em Trás-os-Montes. Revolução Paraíso é o seu primeiro romance publicado.

Título: Revolução Paraíso

Autor: Paulo M. Morais

Págs.: 360

Capa: mole

PVP: 16,60 €

publicado por marcia às 21:26
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Segunda-feira, 22 de Abril de 2013

A menina é filha de quem? - Rita Ferro - Opinião

 

Foi a curiosidade que me levou a ler este livro, sem esperar muito dele, confesso.

Com a ideia de que seria um pouco como ler uma revista cor-de-rosa, deixei-me levar pela vontade de querer saber mais acerca da vida alheia, esperando um relato de festas e futilidades, mas tendo lido afinal as memórias (muito bem escritas) de uma mulher bastante interessante. Ou seja, foi como levar um estalo na cara, “ora toma lá para não seres preconceituosa”!

Possivelmente não o teria lido se não tivesse chegado até mim pela “Roda dos Livros”.

Rita Ferro tem uma enorme lucidez a avaliar o próprio meio, a descrever a futilidade de quem vive da aparência, a denunciar que a posição social não passa disso mesmo, um mero estatuto atrás do qual se escondem pessoas que, muitas vezes, nem têm dinheiro para “fazer cantar um cego”. Observadora desde cedo, grande parte das descrições deste livro chegam-nos pelos seus olhos de criança.

Pode considerar-se um privilégio ter nascido e crescido num ambiente extremamente culto, pois a família do pai vivia para a literatura, para a poesia, para as tertúlias. Por outro lado, a mãe, de raízes aristocráticas, deu-lhe uma educação típica dos “filhos-família”, cheia de regras sociais inquestionáveis mas com pouca essência. Curiosa a forma como, muitas vezes as famílias-bem não diferem assim tanto das famílias mais pobres ou até disfuncionais, a distribuir estalada e castigos pelos filhos, muitas vezes sem motivo lógico. No fundo, todas as famílias têm o seu quê de esquizofrénico, independentemente do dito “status”.

Interessante como a sua relação com a família e a sua educação influenciou a sua vida adulta, as suas opções amorosas e profissionais; como de resto influencia todos nós.

Por vezes cáustica, outras divertida, algumas vezes distante e melancólica em relação ao passado, sempre muito emocional quando tudo agora são memórias.

Vale a pena ler.

Uma leitura Roda dos Livros - Livros em Movimento.

Sinopse

“Depois de ter perdido a mãe, em Agosto de 2010, Rita Ferro volta ao passado para saber de si. A viagem é penosa porque as pessoas são as mesmas, mas ela não se reconhece. Quem é aquela menina? Com que sonha? Que espera da vida? O que a defrauda? E como conseguem os seus, tão cheios de regras, ensiná-la a voar? Por ela respondem as memórias mais marcantes: o primeiro amor na Primária, os namorados de Verão, as primas direitas que se ficam num desastre brutal, as vezes que ela própria se cruzou com a morte, os avós públicos e privados, o pai e, sobretudo, a mãe, difícil de chorar pois toda a vida fez rir. Uma viagem que começa nos anos 50 e atravessa toda uma época de escuridão e mansidão, em que a obediência e o mimetismo são encorajados, por onde passam figuras conhecidas de todos nós como Fernanda de Castro, António Ferro, António Quadros, Ruben A., Almada Negreiros, Natália Correia, Ary dos Santos, David Mourão-Ferreira e até Fernando Pessoa.”

D. Quixote, Outubro 2011

publicado por marcia às 02:12
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Sábado, 20 de Abril de 2013

Porto Editora - Ficção Estrangeira - O policial espanhol que conquistou a Europa

 

Ainda antes de entrar no mercado espanhol, já os direitos de tradução de O Verão dos Brinquedos Mortos estavam vendidos para oito importantes editoras europeias. O romance de estreia de Antonio Hill, que alcançou o 1.º lugar do top assim que chegou às livrarias espanholas, é publicado pela Porto Editora no dia 29 de abril.

publicado por marcia às 21:43
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Sextante Editora - Não Ficção - Os cadernos de Teolinda Gersão

 

O mais recente livro de Teolinda Gersão chega às livrarias a 29 de abril. As águas livres é uma obra de cruzamento de géneros, entre diários, observações e microcontos, com uma reflexão profunda sobre a vida e a literatura. Neste livro, a autora revela algumas pistas sobre o seu processo criativo e o modo como o seu olhar transporta o quotidiano para a ficção.

O lançamento de As águas livres realiza-se no dia 16 de maio, pelas 18:30, no Grémio Literário, em Lisboa, e a apresentação será feita pelo Dr. Guilherme d’Oliveira Martins.

publicado por marcia às 21:36
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